{"id":37819,"date":"2013-02-01T16:40:06","date_gmt":"2013-02-01T19:40:06","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37819"},"modified":"2016-03-27T16:44:57","modified_gmt":"2016-03-27T19:44:57","slug":"boteco-as-belgas-duvel-achel-e-dominus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/02\/01\/boteco-as-belgas-duvel-achel-e-dominus\/","title":{"rendered":"Boteco: As belgas Duvel, Achel e Dominus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/duvel.jpg\" alt=\"duvel.jpg\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2007, ap\u00f3s assistirem a uma propaganda sobre cervejas lupuladas de sua pr\u00f3pria empresa, a Moortgat, os mestres cervejeiros respons\u00e1veis pela Duvel, o carro chefe da cervejaria, se perguntaram qual resultado sairia de uma Duvel com dose extra de l\u00fapulo. Teste feito, cerveja aprovada. Colocada sem muito alarde no mercado, a Duvel Tripel Hop esgotou em poucos dias. Neste primeiro lote, a f\u00f3rmula utilizava tr\u00eas tipos de l\u00fapulo: o tradicional tcheco Saaz e o esloveno Styrian Golding, ambos usados na Duvel tradicional, mais o norte-americano Amarillo. Na vers\u00e3o 2012, limitada, sai o Amarillo, entra o Citra, tamb\u00e9m norte-americano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O aroma fant\u00e1stico da Duvel Tripel Hop \u00e9 extremamente lupulado confirmando o dry-hopped do r\u00f3tulo. O resultado da brincadeira \u00e9 um aroma complexo e viciante, frutado e c\u00edtrico, remetendo a p\u00eassego, pera, abacaxi, uva verde e lima. O paladar explora as sensa\u00e7\u00f5es expostas no aroma \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 tudo ali de uma forma que simplesmente\u2026 apaixona. Em alguns momentos lembra\u2026 vinho branco. Em outros, quando se mant\u00e9m o liquido na boca e sente-se a carbonata\u00e7\u00e3o, champagne. O amargor \u00e9 marcante, c\u00edtrico, mas o adocicado marca presen\u00e7a em uma das melhores cervejas do mundo, hoje. Simplesmente isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/achel.jpg\" alt=\"achel.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria da Brouwerij der Sint-Benedictusabdij de Achelse Kluis remonta a 1648, quando monges holandeses constru\u00edram uma capela em Achel, quase na fronteira da B\u00e9lgica com a Holanda. A capela tornou-se mosteiro em 1686, mas foi destru\u00edda na Revolu\u00e7\u00e3o Francesa. Em 1844, as ru\u00ednas foram reconstru\u00eddas pelos monges Westmalle e a primeira cerveja produzida foi a Patersvaatje, em 1852. Em 1871, o local tornou-se um mosteiro trapista, tendo a produ\u00e7\u00e3o de cerveja como atividade regular. Em 1914, durante a Primeira Guerra Mundial, o mosteiro foi ocupado pelos alem\u00e3es e apenas em 1998 os monges decidiram voltar a produzir cerveja com auxilio da Abadia Trapista de Westmalle e da Rochefort Abbey.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De todas as trapistas, a Achel Blond Bier \u00e9 a mais carbonatada, e de tal forma que o liquido soa arrisco e tenso. Melhor ir com calma. O aroma levemente adocicado n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o intenso, mas deixa perceber notas florais e frutadas, que se desmembram em ma\u00e7\u00e3, pera, malte, caramelo e fermento al\u00e9m de especiarias. No paladar, a espuma densa e persistente \u00e9 uma pancada amarga de fermento, pimenta e frutas, mas o liquido maltado posterior \u00e9 suave e variado remetendo a mela\u00e7o, ervas, caramelo, banana, p\u00eassego, baunilha e frutas c\u00edtricas como lima. Final doce e maltado. Para mim, a mais intensa e arisca de todas as trapistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vers\u00e3o morena da Achel, a Brune, no entanto, tem mais gingado que a loura. A espuma persistente marca presen\u00e7a novamente, mas n\u00e3o provoca tanto como na Blond. O aroma \u00e9 adocicado e marcado pelo malte levemente torrado, que se desfaz em caramelo, mela\u00e7o, a\u00e7\u00facar mascavo, figo e baunilha. O fermento, estrela na vers\u00e3o blonde, est\u00e1 presente e \u00e9 o cart\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o assim que liquido toca a l\u00edngua. Ap\u00f3s a primeira sensa\u00e7\u00e3o, notas de caramelo, mel e figo se instalam e aconchegam o paladar, que n\u00e3o percebe a cacetada de 8% de \u00e1lcool. A morena da Achel \u00e9 mais balanceada que a vers\u00e3o loura. E, por isso, melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/dominus.jpg\" alt=\"dominus.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1909, o mestre-cervejeiro brit\u00e2nico John Martin instalou-se em Merchtem, cidadezinha belga na Regi\u00e3o dos Flandres, prov\u00edncia do Brabante Flamengo, e logo soltou uma m\u00e1xima: \u201cS\u00f3 os entendidos apreciam cervejas como as minhas\u201d. Primeiramente, ap\u00f3s testar o mercado local com refrigerantes e importa\u00e7\u00e3o de r\u00f3tulos como Guiness e Bass Pale Ale, Martin come\u00e7ou sua produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria lan\u00e7ando r\u00f3tulos como Gordon Scotch Ale e Bulldog Pale Ale. A linha de abadia Dominus surgiu apenas em 1999, mas acumula v\u00e1rios pr\u00eamios, mesmo per\u00edodo em que a fam\u00edlia Martin adquiriu e renovou a Timmermans.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Dominus Patershof Double se apresenta como a \u00fanica brown ale de abadia produzida nos m\u00e9todos tradicionais \u2013 como uma boa belga, refermentada na garrafa. O aroma \u00e9 aquilo que j\u00e1 fez centenas de milhares de pessoas se apaixonarem pelas cervejas do pa\u00eds: aroma viciante e intensamente frutado com percep\u00e7\u00e3o clara da levedura belga e tamb\u00e9m chocolate, a\u00e7\u00facar queimado e caramelo. No paladar, ligeiramente \u00e1cido e amargo, o frutado se desmembra em uva passa, p\u00eassego, cereja e frutas secas al\u00e9m de percep\u00e7\u00e3o de caramelo e chocolate numa bela cerveja de abadia quem mant\u00e9m o padr\u00e3o de qualidade belga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 a Dominus Monasterium Tripel \u00e9 uma vers\u00e3o turbinada da Double. Tudo que se encontra na vers\u00e3o Patershof pode ser encontrado aqui, com um pouco mais de intensidade (e de \u00e1lcool: s\u00e3o 6.5% na primeira contra 8% nesta) e, surpreendente, clareza. Parece um conjunto mais definido. O aroma frutado se desdobra em frutas c\u00edtricas, uva passa, lima e malte de caramelo com clara percep\u00e7\u00e3o da levedura e do \u00e1lcool \u2013 que n\u00e3o incomoda. No paladar, a Monasterium Tripel sugere acidez com o malte levemente tostado chamando a responsabilidade para si, com leve percep\u00e7\u00e3o de frutas secas e ameixa. Uma bela cerveja.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/dominus1.jpg\" alt=\"dominus1.jpg\" \/><\/p>\n<p>Tanto a Duvel Tripel Hop quanto as duas Achel e as duas Dominus s\u00e3o f\u00e1ceis de encontrar em bos emp\u00f3rios brasileiros ou sites como o Costi Bebidas e o Clube do Malte. A Duvel Triple Hop pode ser encontrada entre R$ 16 e R$ 22 (garrafa de 330 ml). As duas Achel de 8% (as \u00fanicas que vieram ao Brasil \u2013 eles ainda produzem vers\u00f5es de 5% e 9,5%) custam, em m\u00e9dia, entre R$ 18 e R$ 20 cada (garrafa de 330 ml) enquanto as duas Dominus saem entre R$ 14 e R$ 19 a garrafa de 330 ml (e R$ 60 a garrafa de 750 ml).<\/p>\n<p>Duvel Tripel Hop<br \/>\n&#8211; Produto: IPA<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Belgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 9,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 5\/5<\/p>\n<p>Achel Trappist Blond<br \/>\n&#8211; Produto: Belgian Golden Strong Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3ica: 8%<br \/>\n&#8211; Nota: 4,27\/5<\/p>\n<p>Achel Trappist Brune<br \/>\n&#8211; Produto: Belgian Dubbel<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 8%<br \/>\n&#8211; Nota: 4,34\/5<\/p>\n<p>Dominus Patershof Double<br \/>\n&#8211; Produto: Belgian Dubbel<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,14\/5<\/p>\n<p>Dominus Patershof Tripel<br \/>\n&#8211; Produto: Belgian Tripel<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 8%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,19\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"400\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/uo6U6r9_kTE\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"400\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/uo6U6r9_kTE\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nEm 2007, ap\u00f3s assistirem a uma propaganda sobre cervejas lupuladas de sua pr\u00f3pria empresa, a Moortgat, os mestres cervejeiros respons\u00e1veis pela Duvel, o carro chefe da cervejaria, se perguntaram qual resultado sairia de uma Duvel com dose extra de l\u00fapulo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/02\/01\/boteco-as-belgas-duvel-achel-e-dominus\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[702,703,437,438],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37819"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37819"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37819\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37820,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37819\/revisions\/37820"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37819"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37819"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37819"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}