{"id":37786,"date":"2013-04-05T14:06:39","date_gmt":"2013-04-05T17:06:39","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37786"},"modified":"2016-03-27T14:09:16","modified_gmt":"2016-03-27T17:09:16","slug":"boteco-as-cervejas-da-st-bernardus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/04\/05\/boteco-as-cervejas-da-st-bernardus\/","title":{"rendered":"Boteco: as cervejas da St. Bernardus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/bernardu1.jpg\" alt=\"bernardu1.jpg\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A St. Bernardus \u00e9 uma cervejaria fundada em 1946 em Watou, uma vila de cerca de 2 mil habitantes no Flandres Ocidental, na B\u00e9lgica, que girava em torno da Refuge Notre Dame de St.Bernard, uma comunidade de monges (Catsberg Abbey Community) que deixou o norte da Fran\u00e7a no final do s\u00e9culo 19 devido ao anticlericalismo do pa\u00eds. Ali eles come\u00e7aram a fabricar um queijo que se tornou famoso na regi\u00e3o e, ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, a produzir uma cerveja chamada Westvleteren sob encomenda do mosteiro de St Sixtus. O mestre cervejeiro da St.Sixtus, Mathieu Szafranski (de origem polonesa), tornou-se parceiro da St. Bernardus e trouxe as receitas, o know-how e a cepa de levedura da cerveja que foi produzida por 46 anos em Watou \u2013 at\u00e9 1992. Ao fim do contrato, o pessoal da Westvleteren decidiu produzir a cerveja em seu pr\u00f3prio mosteiro, enquanto os monges da St. Bernardus continuaram a produzi-la, agora sob nome pr\u00f3prio.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ber1.jpg\" alt=\"ber1.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A St. Bernardus Tripel tem uma cor amarelo palha com uma leve turbidez e uma espuma bel\u00edssima e persitente, daquelas que tomam quase todo o copo. No aroma espetacular temos notas frutadas e c\u00edtricas (abacaxi, maracuj\u00e1, lim\u00e3o), condimentos (cravo e pimenta) e algo de floral com uma leve percep\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool, trigo e levedura. No paladar, o corpo \u00e9 m\u00e9dio e a textura vivaz. O adocicado do malte surge no primeiro toque, mas o picante marca presen\u00e7a com o l\u00fapulo ligeiramente discreto, mas presente. H\u00e1 sensa\u00e7\u00e3o de frutas (menos c\u00edtricas do que no aroma: pera, goiaba branca e mel\u00e3o), trigo, mel e um azedinho r\u00e1pido, que some assim que o \u00e1lcool (amaciado pelo l\u00fapulo floral) se torna evidente no retrogosto, com o calor (da felicidade) esquentando a garganta. Uma cerveja deliciosa e excelente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ber2.jpg\" alt=\"ber2.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A St. Bernardus Pater 6 abre a linha de receitas que a cervejaria produzia para os monges trapistas de Westvleteren. A espuma \u00e9 majestosa, mas de curta perman\u00eancia. A cor fica entre o \u00e2mbar claro e um leve avermelhado. No aroma, muito de c\u00edtrico proveniente da levedura belga assim como um adocicado que remete a a\u00e7\u00facar queimado surgido do malte levemente tostado. H\u00e1 ainda condimentos (cravo, canela e pimenta) e sugest\u00e3o de frutas secas (uva passa, nozes, cacau). Na boca, o corpo \u00e9 m\u00e9dio, a textura sedosa, e o primeiro toque \u00e9 adocicado acompanhado de uma leve acidez. A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 que h\u00e1 mais \u00e1lcool do que o r\u00f3tulo entrega (6,7%), pois garganta e c\u00e9u da boca esquentam. Seu forte, no entanto, \u00e9 o final, complexo, intenso e longo com presen\u00e7a de notas de caramelo, canela e toffee. Intrigante.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ber3.jpg\" alt=\"ber3.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A St. Bernardus Prior 8, uma Belgian Dark Strong Ale, tamb\u00e9m \u00e9 da linha de receitas que a cervejaria produzia para a Westvleteren. A diferen\u00e7a, no entanto, surge na cor. Enquanto a 8 produzida atualmente pelos monges trapistas \u00e9 quase negra, a Prior 8 da St. Bernardus \u00e9 um \u00e2mbar intenso com leve turbidez. As diferen\u00e7as, no entanto, acabam aqui. A espuma bege \u00e9 generosa e de m\u00e9dia persist\u00eancia. No aroma, algo de herbal, c\u00edtrico e frutado com percep\u00e7\u00e3o de levedura e condimentos. H\u00e1 sensa\u00e7\u00e3o de cravo, banana caramelada, uvas secas, ameixa, nozes, ma\u00e7\u00e3 passada e p\u00eassego em calda. O paladar, de corpo m\u00e9dio e textura sedosa, \u00e9 mais suave do que na vers\u00e3o 6 . A do\u00e7ura se destaca, mesmo n\u00e3o sendo t\u00e3o intensa. As notas de caramelo dominam a sensa\u00e7\u00e3o com a presen\u00e7a de um leve amargor e \u00e1lcool. O final \u00e9 seco e, mesmo com 8%, pede outra garrafa. Menos arisca que a 6, e por isso mais sedutora.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ber4.jpg\" alt=\"ber4.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A St Bernardus Abt 12, uma Belgian Quadruppel, \u00e9 o orgulho da cervejaria \u2013 e a terceira da linha de receitas feita sob encomenda para a Westvleteren por 46 anos. Na cor, \u00e9 o marrom mais denso dos quatro exemplares deste post. A espuma, praxe da casa, sob lindamente, e tem boa perman\u00eancia. No aroma, intenso, notas que remetem a frutas secas, ameixas, nozes, caramelo tostado, a\u00e7\u00facar mascavo, grama, condimentos, levedura e leve percep\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool. Uau! No paladar, mas o \u00e1lcool se faz mais presente e d\u00e1 a primeira estocada, mas o adocicado do malte (que se desvela em v\u00e1rias frutas), a sensa\u00e7\u00e3o dos condimentos (canela e pimenta) criam um painel interessante que remete a uma explos\u00e3o de sabores. O retrogosto \u00e9 levemente amargo, mas n\u00e3o pelo l\u00fapulo, e sim por resqu\u00edcios do malte tostado e pelo calor do \u00e1lcool. Excepcional.<\/p>\n<p>St. Bernardus Tripel<br \/>\n&#8211; Produto: Belgian Tripel<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 8%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,95\/5<\/p>\n<p>St. Bernardus Pater 6<br \/>\n&#8211; Produto: India Belgian Dubel<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6,7%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,89\/5<\/p>\n<p>St. Bernardus Prior 8<br \/>\n&#8211; Produto: Belgian Dark Strong Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 8%<br \/>\n&#8211; Nota: 4,12\/5<\/p>\n<p>St. Bernardus Abt 12<br \/>\n&#8211; Produto: Belgian Quadrupel<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 10,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 4,65\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"400\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/AcVSy4skQd0\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"400\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/AcVSy4skQd0\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/04\/05\/boteco-as-cervejas-da-st-bernardus\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[665],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37786"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37786"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37786\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37787,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37786\/revisions\/37787"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37786"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37786"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37786"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}