{"id":37773,"date":"2013-04-21T13:17:25","date_gmt":"2013-04-21T16:17:25","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37773"},"modified":"2016-03-27T13:20:31","modified_gmt":"2016-03-27T16:20:31","slug":"boteco-da-belgica-malheur-dark-brut","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/04\/21\/boteco-da-belgica-malheur-dark-brut\/","title":{"rendered":"Boteco: Da B\u00e9lgica, Malheur Dark Brut"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/malheur1.jpg\" alt=\"malheur1.jpg\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria da cervejaria De Landtsheer remonta a 1773, quando Balthazar De Landtsheer fundou a casa em Buggenhout, uma cidade de pouco mais de 14 mil habitantes na regi\u00e3o flamenga dos Flanders Orientais, meio do caminho entre Bruxelas e Antu\u00e9rpia \u2013 e tamb\u00e9m principal regi\u00e3o de cultivo de l\u00fapulo na B\u00e9lgica.  Cinco gera\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia tocaram o neg\u00f3cio de cerveja at\u00e9 a Segunda Guerra Mundial, quando os Landtsheer foram obrigados a fechar a f\u00e1brica (embora a fam\u00edlia continuasse a plantar l\u00fapulo). Corte para 1997, ano em que Manu De Landtsheer resolveu reabrir a cervejaria e trabalhar uma linha de cervejas chamada Infort\u00fanio (Malheur, em franc\u00eas). O especialista em cerveja Michael Jackson visitou a f\u00e1brica logo ap\u00f3s sua reabertura, e conta detalhes em um texto empolgante de 1998 (leia <a href=\"http:\/\/www.beerhunter.com\/documents\/19133-000235.html\" target=\"_blank\">aqui<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A linha tradicional da Malheur traz quatro r\u00f3tulos: 6, 8, 10 e 12. Al\u00e9m h\u00e1 uma Bi\u00e8re Brut World Classic (r\u00f3tulo amarelo), Cuv\u00e9e Royale (r\u00f3tulo azul) e a Dark Brut (r\u00f3tulo cinza). Recentemente, a De Landtsheer lan\u00e7ou uma nova linha, Novice, com dois r\u00f3tulos: Blue e Black Triple. Esse exemplar da foto \u00e9 uma Malheur Dark Brut que, como uma tradicional Bi\u00e8re Brut, segue o m\u00e9todo champenoise, sendo que o ponto de partida desta \u00e9 uma receita de Malheur 12, uma Belgian Dark Strong Ale (ou seja, uma cerveja escura!). Ap\u00f3s a tradicional fermenta\u00e7\u00e3o e matura\u00e7\u00e3o, ela passa por uma segunda matura\u00e7\u00e3o em barricas de carvalho norte-americano jovens, especialmente desenvolvidas para cerveja. A levedura \u00e9 retirada usando o tradicional m\u00e9todo de \u2018remuage\u2019 na sequencia e o l\u00edquido \u00e9 engarrafado. Surge a Malheur Dark Brut.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis uma cerveja com 12% de \u00e1lcool, de cor marrom (com feixes vermelhos) e boa forma\u00e7\u00e3o de uma espuma bege. No nariz, um universo: primeiro surgem notas de madeira derivadas da barrica, e, quase ao mesmo tempo, vem o frutado (damasco, frutas secas, ameixas, framboesa) e as notas que remetem a vinho (tanto Porto quanto Xerez) e condimentos (pimenta do reino). O malte levemente tostado se dispersa em notas de mel, a\u00e7\u00facar queimado, rapadura e baunilha \u2013 com leve sensa\u00e7\u00e3o de caf\u00e9. No paladar, a primeira sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de do\u00e7ura, com remiss\u00e3o a mel e a\u00e7\u00facar queimado. H\u00e1 uma leve acidez, um pouco de salgado e o amargor derivado do \u00e1lcool, que aquece o peito quase que imediatamente. O retrogosto \u00e9 sensacional: uvas, Xerez, damasco, toffee, bananada, baunilha. Melhor abrir outra garrafa\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bem, calma: se voc\u00ea \u00e9 (t\u00e3o p\u00e9 rapado) como eu, n\u00e3o d\u00e1 para sair abrindo uma Malheur Dark Brut atr\u00e1s da outra #classemediasofre. Eis uma cerveja para ocasi\u00f5es especiais: o pre\u00e7o da garrafa de 750 ml vai de R$ 90 a R$ 194 (pre\u00e7os confirmados em dois sites diferentes), o que mais uma vez permite a dica: pesquise sempre. A faixa de pre\u00e7os mais comum que voc\u00ea ir\u00e1 encontrar \u00e9 entre R$ 90 e R$ 100, o que a coloca mais em conta que uma DeuS, que, inclusive, \u00e9 produzida na mesma cidade de Buggenhout. Ou seja: 14 mil habitantes que tem f\u00e1cil acesso a carta da De Landtsheer \u2013 incluindo todas as Malheur \u2013 e da Bosteels Brewery, que al\u00e9m da DeuS produz \u201cs\u00f3\u201d a Tripel Karmeliet e a Kwak. Tudo isso faz o nome Infort\u00fanio soar uma grande (e deliciosa) piada.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/malheur2.jpg\" alt=\"malheur2.jpg\" \/><\/p>\n<p>Malheur Dark Brut<br \/>\n&#8211; Produto: Bi\u00e8re Brut<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 12%<br \/>\n&#8211; Nota: 4,47\/5<\/p>\n<p><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"400\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/M3zSNzjyOPw\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"400\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/M3zSNzjyOPw\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p><em>Segundo o pessoal da Malheur, voc\u00ea precisa seguir o mesmo processo da Brut, exposto calmamente no v\u00eddeo acima, para servir a Dark Brut\u2026 <\/em><\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nA hist\u00f3ria da cervejaria De Landtsheer remonta a 1773, quando Balthazar De Landtsheer fundou a casa em Buggenhout, uma cidade de pouco mais de 14 mil habitantes na regi\u00e3o flamenga dos Flanders Orientais, meio do caminho entre Bruxelas e Antu\u00e9rpia \u2013 e tamb\u00e9m principal regi\u00e3o de cultivo de l\u00fapulo na B\u00e9lgica\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/04\/21\/boteco-da-belgica-malheur-dark-brut\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[699],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37773"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37773"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37773\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37774,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37773\/revisions\/37774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}