{"id":37666,"date":"2013-10-27T21:57:29","date_gmt":"2013-10-28T00:57:29","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37666"},"modified":"2016-03-26T22:02:14","modified_gmt":"2016-03-27T01:02:14","slug":"boteco-skol-beats-ganha-versao-extreme","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/10\/27\/boteco-skol-beats-ganha-versao-extreme\/","title":{"rendered":"Boteco: Skol Beats ganha vers\u00e3o Extreme"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/skolbeats1.jpg\" alt=\"skolbeats1.jpg\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">No curso de sommelier de cerveja em que me formei, v\u00e1rios professores insistem em dois pontos: no bord\u00e3o j\u00e1 cl\u00e1ssico do \u201cBeba Menos, Beba Melhor\u201d e noutro, quase antag\u00f4nico, que diz que n\u00e3o existe cerveja ruim. <a href=\"http:\/\/birrinhas.com\/10-dicas-para-voce-nao-virar-um-beerchato\/\" target=\"_blank\">Beerchatos de plant\u00e3o<\/a> sentem coceiras pelo corpo quando ouvem a segunda frase, e a raz\u00e3o, neste caso, \u00e9 intrinsecamente ligada n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 provoca\u00e7\u00e3o quanto a quest\u00e3o de sociabilidade, mas tamb\u00e9m \u00e0 qualidade, pois o ato de beber cerveja, qualquer que seja, est\u00e1 ligado n\u00e3o s\u00f3 ao ambiente em que voc\u00ea est\u00e1 como ao prato que voc\u00ea come e sua companhia. Meio complicado beber uma Barley Wine na esteira da praia debaixo de um sol de 30 e tantos graus como um jantar com seu par pede mais que uma Standard American Lager.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali\u00e1s, as Standard American Lagers s\u00e3o as que mais sucesso fazem no boteco, nos churrascos e nas baladas, e o motivo \u00e9 bastante simples: ela \u00e9 quase \u00e1gua gaseificada, o que permite bebe-la em altas quantidades por bastante tempo (e botecagem\/churrasco n\u00e3o s\u00e3o coisa de meia-hora) sem ficar b\u00eabado t\u00e3o rapidamente \u2013 tr\u00eas garrafinhas inocentes de 310 ml de boa parte das cervejas belgas fariam um estrago no mesmo fulano em menos de 10 minutos. Partindo deste ponto, quando uma propaganda avisa que a marca de cerveja tal est\u00e1 lan\u00e7ando uma cerveja mais leve e refrescante, ela praticamente est\u00e1 lhe avisando que est\u00e1 tirando malte e l\u00fapulo e colocando mais \u00e1gua, o que transforma a tal cerveja em, praticamente, um isot\u00f4nico. Ou seja: voc\u00ea est\u00e1 pagando mais por menos cerveja.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/skolbeats4.jpg\" alt=\"skolbeats4.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso das Standard American Lagers nacionais, o que mais incomoda (e com raz\u00e3o) os Beerchatos \u00e9 o fato da receita, na grande maioria das vezes, incluir (al\u00e9m de malte, \u00e1gua, l\u00fapulo e levedura) uns tais de cereais n\u00e3o maltados (<a href=\"http:\/\/omcervejeiro.blogspot.com.br\/2012\/10\/sobre-carboidratos-cereais-nao-maltados.html\" target=\"_blank\">este artigo esclarece o tema<\/a>), o que, a grosso modo, quer dizer que boa parte das cervejas mais consumidas no Brasil s\u00e3o compostas por milho e arroz, al\u00e9m de cevada. \u00c9 uma cerveja, por\u00e9m, que n\u00e3o vende sabor, mas sim leveza e refrescancia (e mulheres seminuas em propagandas). Isso n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o existam Standard American Lagers \u00f3timas, muito pelo contr\u00e1rio, s\u00f3 que h\u00e1 poucas no Brasil \u2013 o estilo Pilsen, ali\u00e1s, \u00e9 respons\u00e1vel por cervejas arrebatadoras (boa parte delas da Rep\u00fablica Tcheca).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo isso para falar do novo lan\u00e7amento da Ambev sob a marca Skol \u2013 propriedade da empresa dinamarquesa Carlsberg, licenciada para o Brasil desde 1967 \u2013 a vers\u00e3o Extreme da Skol Beats, uma Standard American Lager que completa 10 anos de mercado, e ganha de presente uma vers\u00e3o de corpo bastante semelhante, mas pegada mais alco\u00f3lica (6,9% contra os 5,2%). A campanha publicit\u00e1ria refor\u00e7a a ideia de que a Skol Beats Extreme \u00e9 uma cerveja para balada, aquele momento em que o(a) bebedor(a) n\u00e3o est\u00e1 preocupado(a) no que est\u00e1 bebendo, mas sim na azara\u00e7\u00e3o, na m\u00fasica que est\u00e1 tocando, na companhia para o fim de noite. \u00c9 uma cerveja que se assume coadjuvante e que vende a promessa de deixar a pessoa b\u00eabada muito mais r\u00e1pido. Vamos a elas:<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/skolbeats2.jpg\" alt=\"skolbeats2.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2003, pegando carona no festival eletr\u00f4nico hom\u00f4nimo que a marca patrocinava desde 2000, a Skol coloca no mercado a vers\u00e3o Skol Beats, valorizando leveza e refresc\u00e2ncia. De colora\u00e7\u00e3o amarelo palha, e espuma branca m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, a Skol Beats traz, no aroma, a for\u00e7a dos cereais n\u00e3o maltados (com destaque para o milho), e praticamente s\u00f3 isso. No corpo paladar, o corpo \u00e9 baix\u00edssimo e a textura, aguada. O aroma \u00e9 leve, quase inexistente, e com perseveran\u00e7a \u00e9 poss\u00edvel sentir o malte, quase nulo. Final e retrogosto valorizam a proposta da marca, que se apoia unicamente na refresc\u00e2ncia em uma cerveja que mais parece \u00e1gua gaseificada. Para beber, beber, beber mais e n\u00e3o se desidratar enquanto se faz outra coisa que n\u00e3o prestar aten\u00e7\u00e3o ao que voc\u00ea est\u00e1 bebendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/skolbeats3.jpg\" alt=\"skolbeats3.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rec\u00e9m-lan\u00e7ada, a Skol Beats Extreme se destaca pela sua embalagem, a garrafa tradicional da marca, mas escura \u2013 ou \u201cvestida para a balada\u201d, como diz o slogan oficial. Ela \u00e9 uma Premium American Lager, s\u00f3 que com a pegada de \u00e1lcool maior (6,9% contra os 5,2% da vers\u00e3o tradicional) \u00e9 encaixada na categoria de Malt Liquor, embora continue muito pr\u00f3xima da vers\u00e3o tradicional em sabor e leveza. De colora\u00e7\u00e3o dourada e creme de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e baixa perman\u00eancia, a Skol Beats Extreme traz poucos atributos sensoriais no aroma. Com insist\u00eancia \u00e9 poss\u00edvel perceber um pouco de malte e milho. No paladar ela \u00e9 mais presente que a vers\u00e3o tradicional, com malte distribuindo dul\u00e7or (ainda que bastante leve) e um amargor moderado. Soa como uma vers\u00e3o mais caprichada da Skol Beats, mas continua valorizando refrescancia e leveza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nHouve um tempo, antes da Ambev se formar, em que a Skol (nascida em 1964 na Dinamarca e licenciada para o Brasil em 1967) possu\u00eda uma fama estranha, que dizia que a vers\u00e3o em lata n\u00e3o s\u00f3 era superior \u00e0 vers\u00e3o em garrafa como uma das melhores lagers nacionais do per\u00edodo. Esse tempo se foi, a Ambev surgiu, e em 2003 colocou nas g\u00f4ndolas uma vers\u00e3o mais suave da Skol, a Skol Beats, que completa seu d\u00e9cimo anivers\u00e1rio ganhando uma parceira pra noite, a Skol Beats Extreme, uma cerveja mais alco\u00f3lica, mas que mant\u00e9m praticamente os mesmos padr\u00f5es de aroma e sabor da vers\u00e3o tradicional, ou seja, quase nenhum. A ideia aqui \u00e9 simples: vender a promessa do embebedar-se mais rapidamente, uma tentativa v\u00e3 de alegria e de perda da timidez em p\u00fablico. N\u00e3o espere sabor ou personalidade cervejaria. A Skol Beats Extreme (pre\u00e7o sugerido de R$ 2,50 em supermercado &#8211; deve chegar a R$ 12 nas baladas) tem como fun\u00e7\u00e3o refrescar e embebedar. Na praia em dia de sol, talvez funcione. Talvez.<\/p>\n<p>Skol Beats<br \/>\nProduto: Standart American Lager<br \/>\nNacionalidade: Brasil<br \/>\nGradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5,2%<br \/>\nNota: 1,49\/5<\/p>\n<p>Skol Beats Extreme<br \/>\nProduto: Malt Liquor<br \/>\nNacionalidade: Brasil<br \/>\nGradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6,9%<br \/>\nNota: 1,85\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/DiYar0oMn0U\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/DiYar0oMn0U\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nTudo isso para falar do novo lan\u00e7amento da Ambev sob a marca Skol \u2013 propriedade da empresa dinamarquesa Carlsberg, licenciada para o Brasil desde 1967 \u2013 a vers\u00e3o Extreme da Skol Beats, uma Standard American Lager que completa 10 anos de mercado\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/10\/27\/boteco-skol-beats-ganha-versao-extreme\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[671],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37666"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37666"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37666\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37670,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37666\/revisions\/37670"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37666"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37666"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37666"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}