{"id":37640,"date":"2013-12-26T11:23:35","date_gmt":"2013-12-26T14:23:35","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37640"},"modified":"2016-03-23T11:48:43","modified_gmt":"2016-03-23T14:48:43","slug":"boteco-tres-autenticas-witbiers-belgas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/12\/26\/boteco-tres-autenticas-witbiers-belgas\/","title":{"rendered":"Boteco: Tr\u00eas aut\u00eanticas witbiers belgas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/blanche.jpg\" alt=\"blanche.jpg\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Huyghe Brewery foi fundada em 1906 na cidade de Melle, pr\u00f3xima a Gent. A estrela da casa \u00e9 a linha da Delirium Tremens, mas eles tamb\u00e9m produzem outras cervejas, como a linha Floris, a St. Idesbald e a Blanche de Neiges (Branca de Neve), esta \u00faltima uma witbier tradicional belga, cerveja lev\u00edssima fabricada com malte de cevada e trigo cru, e temperada (dos tempos em que as potencialidades do l\u00fapulo ainda n\u00e3o haviam sido descobertas) com semente de coentro e casca de laranja. A estrela do estilo \u00e9 a Hoegaarden, mas h\u00e1 v\u00e1rias outras no mercado, como a Blanche de Neiges, uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o amarelo palha e creme branco de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, que destaca no aroma o azedinho c\u00edtrico tradicional do estilo, remetendo a casca de lim\u00e3o e laranja. H\u00e1 ainda leves notas florais advindas do trigo mais um picante que sugere semente de coentro, provavelmente proveniente da levedura. O paladar \u00e9 lev\u00edssimo, e acompanha o aroma: o azedinho domina ao lado de um leve amargor, mas a sugest\u00e3o herbal (ervas), floral e c\u00edtrica (casca de laranja e lim\u00e3o) batem ponto em uma cerveja altamente refrescante. O final \u00e9 levemente amargo e azedo enquanto o retrogosto traz trigo, banana e lim\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/grisette.jpg\" alt=\"grisette.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 a Grisette Blanche \u00e9 responsabilidade do pessoal da St. Feuillien Brewery, de Le Roeulx, no territ\u00f3rio val\u00e3o belga, cervejaria que adiciona vitamina C em suas receitas (inclusive nas St. Feuillien). De colora\u00e7\u00e3o amarelo palha (mais pr\u00f3ximo da Hoegaarden do que da Blanche de Neiges) e creme branco de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, a Grisette Blanche traz um aroma mais intenso de frutas c\u00edtricas (casca de laranja e lim\u00e3o), dispersando o azedinho caracter\u00edstico e apaixonante do estilo. Aqui tamb\u00e9m \u00e9 percept\u00edvel notas florais, trigo e condimenta\u00e7\u00e3o. A hist\u00f3ria muda no paladar, de corpo leve e textura frisante. O primeiro toque traz junto com o azedinho c\u00edtrico tradicional (laranja e lim\u00e3o) e sugest\u00e3o interessante de amargor, um salgado surpreendente, provavelmente derivado da efervesc\u00eancia da vitamina C. H\u00e1 ainda notas frutadas derivadas do trigo (banana). O final traz trigo e do\u00e7ura, refor\u00e7ados no retrogosto.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/bern.jpg\" alt=\"bern.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechando o trio, de Watou surge a St. Bernardus, cervejaria dos monges que produziram durante 46 anos a melhor cerveja do mundo, Westvleteren, e que n\u00e3o brincaram quando decidiram produzir uma witbier, e foram na fonte, pois a St. Bernardus Wit \u00e9 uma parceria dos monges da St. Bernardus com nada menos que o mestre cervejeiro Pierre Celis, leiteiro que em 1966 comprou uma cervejaria falida na cidade de\u2026 Hoegaarden (aplausos), e come\u00e7ou a produzir aquela que \u00e9 a witbier mais famosa do mundo. A parceria de Pierre Celis com os monges de Watou rendeu a St. Bernardus Wit, cerveja de colora\u00e7\u00e3o amarelo palha, mais turva que as concorrentes, mas com creme semelhante em forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia. No aroma, o c\u00edtrico n\u00e3o se destaca tanto quanto nas concorrentes, mas as notas cl\u00e1ssicas (c\u00edtrico com remiss\u00e3o a casca de laranja e lim\u00e3o, condimentado sugerindo semente de cravo e azedinho) est\u00e3o todas presentes, ainda que t\u00edmidas. No paladar, uma interessante provoca\u00e7\u00e3o: amargor c\u00edtrico (mais acentuado que em outras wits) e azedume surgem juntos, refrescando, e na sequencia vem o dul\u00e7or do trigo (remetendo a banana) e um toque salgado. O final \u00e9 lev\u00edssimo, com sugest\u00e3o de lim\u00e3o e cravo enquanto o retrogosto traz o azedinho cl\u00e1ssico e lim\u00e3o. Diferente e interessante.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/grisette2.jpg\" alt=\"grisette2.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Balan\u00e7o:<br \/>\nTendo a Hoegaarden como benchmarking do estilo, a Blanche de Neiges, em compara\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tem uma pegada c\u00edtrica t\u00e3o forte (embora esteja nitidamente presente), mas se diferencia pelo amargor mais pronunciado, ainda que bastante leve. Para o meu paladar, f\u00e3 de Hoegaarden, o corpo pareceu mais leve e o conjunto menos reluzente. Mas vale experimentar. J\u00e1 a Grisette Blanche traz uma textura frisante, derivada da adi\u00e7\u00e3o de vitamina C na receita (expediente tradicional nas cervejas da St. Feuillien Brewery), que me agrada muito mais, porque real\u00e7a as notas c\u00edtricas, tornando a cerveja mais robusta \u2013 ainda que leve e refrescante. Fechando o trio, a St. Bernardus Wit \u00e9 uma deliciosa provoca\u00e7\u00e3o com dedo do criador da Hoegaarden, o que torna tudo mais interessante. O conjunto preza pelo equil\u00edbrio, que coloca amargor e azedume se destacando apenas no momento certo, o do primeiro toque. O resto \u00e9\u2026 prazer. Uma grande surpresa.<\/p>\n<p>Blanche de Neiges<br \/>\n&#8211; Produto: Witbier<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 4,9%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,05\/5<\/p>\n<p>Grisette Blanche<br \/>\n&#8211; Produto: Witbier<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,65\/5<\/p>\n<p>St. Bernardus Wit<br \/>\n&#8211; Produto: Witbier<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,88\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/bernardus.jpg\" alt=\"bernardus.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nTendo a Hoegaarden como benchmarking do estilo, a Blanche de Neiges, em compara\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tem uma pegada c\u00edtrica t\u00e3o forte (embora esteja nitidamente presente), mas se diferencia pelo amargor mais pronunciado\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/12\/26\/boteco-tres-autenticas-witbiers-belgas\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[665],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37640"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37640"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37640\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37641,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37640\/revisions\/37641"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37640"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37640"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37640"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}