{"id":37605,"date":"2016-03-21T08:36:36","date_gmt":"2016-03-21T11:36:36","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37605"},"modified":"2016-05-30T12:34:54","modified_gmt":"2016-05-30T15:34:54","slug":"balancao-lollapalooza-brasil-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/03\/21\/balancao-lollapalooza-brasil-2016\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7\u00e3o: Lollapalooza Brasil 2016"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lolla1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Texto e fotos por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos dias 12 e 13 de mar\u00e7o, o Aut\u00f3dromo de Interlagos recebeu a quinta edi\u00e7\u00e3o do festival Lollapalooza Brasil, e se a escala\u00e7\u00e3o, sem veteranos e com poucos nomes de impacto dentro do showbusiness mundial, arriscava afastar o p\u00fablico, o que se viu em dois dias de festival foi o contr\u00e1rio, com cerca de 160 mil pessoas marcando presen\u00e7a no evento, que come\u00e7a a criar uma chancela parecida com a do Rock in Rio: n\u00e3o importa o artista que est\u00e1 no palco, importa que voc\u00ea esteja l\u00e1. Se esse fato tornar-se evidente, o Lolla Brasil pode, com esperteza, arriscar em grandes pequenos shows no futuro, visando surpreender o espectador. Mas melhor deixar o futuro para o final do texto e resumir o fim de semana de boa m\u00fasica no aut\u00f3dromo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lolla2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No s\u00e1bado, a tarefa de abrir o festival era do Ego Kill Talent, \u00e0s 12h, mas quem pedia aten\u00e7\u00e3o praticamente no mesmo momento era o The Baggios, velho conhecido do Scream &amp; Yell. O duo sergipano viu o palco apagar assim que come\u00e7ou a passagem de som, mas o drama acabou revertendo-se em ponto positivo. Com 40 minutos de atraso, o duo viu o p\u00fablico crescer e assim que os bons riffs de Julio Andrade (guitarra e voz) e as pancadas de Gabriel Carvalho (bateria) ecoaram no Aut\u00f3dromo, o festival havia realmente come\u00e7ado. Convertido em trio, com a entrada do tecladista Rafael Ramos nas duas m\u00fasicas novas apresentadas, o The Baggios continuo garantindo boa divers\u00e3o rock\u2019n\u2019roll \u2013 mesmo pra quem n\u00e3o conhecia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lolla3.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"418\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O quarteto californiano Vintage Trouble n\u00e3o se intimidou com um solz\u00e3o porreta das 14h e mandou uma apresenta\u00e7\u00e3o poderosa. Suando a ponto de encher uma represa, o vocalista Ty Taylor n\u00e3o abriu m\u00e3o do terninho e dos trejeitos a James Brown, contagiando quem n\u00e3o conhecia a banda. Baita show. Dali para o Eagles of Death Metal foi uma caminhada de quase meia hora para ouvir o presepeiro defensor de porte de armas Jesse Hughes e sua banda mequetrefe, mas o show tem seus momentos bons e ruins \u2013 como toda piada (dependendo de quem conta\/canta). N\u00e3o precisavam assassinar Duran Duran, mas tem gente que acha gra\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lolla4.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O posto de grande show do s\u00e1bado foi do Bad Religion, colocando o Eagles e o resto no chinelo (e olha que Jesse e sua turma assistiram ao show do Bad Religion da coxia \u2013 quem sabe aprendem algo). Foram nada menos que 24 can\u00e7\u00f5es e uma hora de porrada conscientizadora. Ao vivo, o Bad Religion soa como uma li\u00e7\u00e3o de moral de dedo em riste, mas a vantagem \u00e9 que voc\u00ea pode pogar enquanto ouve a banda discursar sobre capitalismo, religi\u00e3o e punk rock.  Com o acr\u00e9scimo de Jamie Miller, ex-baterista do grande Trail of Dead, e can\u00e7\u00f5es de praticamente todas as fases da banda, o Bad Religion executou um dos shows emblem\u00e1ticos desta edi\u00e7\u00e3o do Lolla. Palmas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lolla5.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De um show energ\u00e9tico para um show sopor\u00edfero. Defendendo seu elogiado \u201cCurrents\u201d, terceiro melhor disco de 2015 segundo o j\u00fari convidado do Scream &amp; Yell, o Tame Impala encharcou a sonoridade dos discos anteriores no lodo de pedais e tecladeiras que marcam o disco mais recente, e os f\u00e3s n\u00e3o arredaram o p\u00e9, entrando na vibe psicod\u00e9lica da banda. Ap\u00f3s perder Of Monsters and Men e Cold War Kids para o cansa\u00e7o nos joelhos, e sem nenhuma paci\u00eancia para o Mumford &amp; Sons (que come\u00e7aram a carreira limando as arestas do folk tradicional para as massas e agora encaram uma fase Coldplay para est\u00e1dios) e a vibe Xuxa da Marina &amp; The Diamonds, restou fechar a noite com a putaria doidona do Die Antwoord, mais dan\u00e7ante e menos pesado, mas ainda assim bastante divertido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lolla6.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No domingo, a farra toda come\u00e7ou relaxante com o bom show dos guris da Dingo Bells, que trouxeram trio de metais para o palco e mostraram \u00f3timos para as can\u00e7\u00f5es do elogiado \u201cMaravilhas da Vida Moderna\u201d. Tamb\u00e9m respons\u00e1vel por outro grande \u00e1lbum de 2015 (presente na lista dos melhores de 2015 do Scream, &amp; Yell), a Maglore carregou um p\u00fablico excelente para o palco do fim do mundo do festival, e a galera cantou junto e saudou a entrada de H\u00e9lio Flanders, do Vanguart. O melhor dos Strokes solo, com um riffzinho de guitarra \u00e0 frente de Fabrizio Moretti, Albert Hammond Jr. fez uma apresenta\u00e7\u00e3o honesta e totalmente rock\u2019n\u2019roll, sem os estrelismos que marcam sua banda famosa. Foi bacana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lolla7.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Melhor show disparado do festival, o Alabama Shakes arrastou uma multid\u00e3o para o palco do fim do mundo, que viu uma Brittany Howard ensandecida comandando uma banda dedicada \u00e0 m\u00fasica, sem estripulias, maneirismos ou jogos de cena, apenas boas can\u00e7\u00f5es executas de forma primorosa. Um p\u00fablico imenso em um final de tarde gracioso (remetendo ao show do Johnny Marr neste mesmo palco em 2014) ouvindo uma banda poderosa vivendo seus melhores anos e fazendo seus melhores shows ao chocar o repert\u00f3rio caprichado de seus dois \u00fanicos discos de est\u00fadio. Brittany e cia fizeram desde j\u00e1 um dos grandes shows do ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lolla8.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seria imposs\u00edvel Noel Gallagher superar o Alabama Shakes e, na verdade, ele t\u00e1 pouco se fodendo pra compara\u00e7\u00f5es de melhor ou pior: o lance dele \u00e9 chegar, tocar suas can\u00e7\u00f5es solo que soam rascunhos de velhas can\u00e7\u00f5es do Oasis (que soavam rascunhos de tanta gente) e emocionar o p\u00fablico com n\u00fameros que, mesmo sem a voz de Liam, trazem l\u00e1grimas aos olhos. Um show com &#8220;Wonderwall&#8221;, &#8220;Digsy&#8217;s Dinner&#8221;, &#8220;Don&#8217;t Look Back in Anger&#8221; e &#8220;The Death of You and Me&#8221; j\u00e1 \u00e9, no m\u00ednimo, nota 7, mas essa vers\u00e3o mezzo ac\u00fastica de &#8220;Champagne Supernova&#8221; \u00e9 uma das melhores coisas que Noel vem fazendo ao vivo em sua carreira solo. De resto, perdemos no lado B em rela\u00e7\u00e3o a concorr\u00eancia (ganhamos &#8220;Listen Up&#8221; enquanto a Col\u00f4mbia ouviu &#8220;Half the World Away&#8221; e o M\u00e9xico, num show completo, &#8220;Fade Away&#8221;, &#8220;The Masterplan&#8221; e, mamma mia, &#8220;Sad Song&#8221;), mas ainda assim todo mundo saiu sorrindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lolla9.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Havia Jack \u00dc no tal palco do fim do mundo (e me arrependi de n\u00e3o ter ido), Jungle no outro lado e Emicida no palco eletr\u00f4nico, e mais uma vez cedi ao rapper paulistano, respons\u00e1vel por um dos melhores shows nacionais da atualidade, e aqui, novamente, botando press\u00e3o e mandando ver nas boas ideias. Consegui escapar da Florence + The Machine (mas, ok, pra n\u00e3o dizer que n\u00e3o gostei de nada dela, pela TV, o vestido era bem bonito) e pegar o trem praticamente vazio com mais alguns companheiros desistindo da maratona antes do final oficial, mas felizes pelo fim de semana musical.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lolla11.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dif\u00edcil prever o futuro do Lollapalooza Brasil, mas o festival cada vez mais parece andar no trilho certo, com \u00f3tima oferta de comida, muitos caixas, banheiros e limpeza constante. O line up \u00e9 algo a se destacar: pelo desenhado neste ano, a curadoria do Lolla Brasil tem a oportunidade de trazer alguns grandes nomes para 2016 e rechear a programa\u00e7\u00e3o com dezenas de bandas que valem realmente a pena, entregando ao p\u00fablico um pouco mais do que apenas entretenimento. Fixo no calend\u00e1rio dos festivais nacionais, o Lollapalooza Brasil parece abrir caminho para um amadurecimento que, se feito totalmente ao contr\u00e1rio do Rock in Rio, pode vir a dar bons frutos para a m\u00fasica e o showbusiness brasileiro. Dedos cruzados e vamos torcer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/lolla10.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a><br \/>\n&#8211; Fotos por Marcelo Costa, exce\u00e7\u00e3o a foto de Noel Gallagher, por I Hate Flash \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Leia mais<\/strong><br \/>\n&#8211;<span><strong> Balan\u00e7o<\/strong>: O melhor do Lollapalooza Brasil 2014, por Bruno Capelas <\/span>(<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/04\/10\/balanco-lollapalooza-brasil-2014\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211;<span><strong> Balan\u00e7o<\/strong>: O melhor do Lollapalooza Brasil 2013, por Marcelo Costa <\/span>(<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/03\/30\/balanco-lollapalooza-brasil-2013\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n<span>&#8211; <strong>Balan\u00e7o<\/strong>: O melhor do Lollapalooza Brasil 2012, por Marcelo Costa (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/08\/lollapalooza-brasil-2012\/\" target=\"_self\">aqui<\/a><span>)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA, ENTREVISTAS E REVIEWS NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nApesar do line-up sem grandes atra\u00e7\u00f5es, festival arrebatou um bom p\u00fablico e proporcionou alguns shows inesquec\u00edveis\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/03\/21\/balancao-lollapalooza-brasil-2016\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37605"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37605"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37605\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38377,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37605\/revisions\/38377"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37605"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37605"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37605"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}