{"id":37477,"date":"2014-03-09T10:02:46","date_gmt":"2014-03-09T13:02:46","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37477"},"modified":"2016-03-11T10:06:46","modified_gmt":"2016-03-11T13:06:46","slug":"boteco-desbravando-a-brewdog-parte-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/03\/09\/boteco-desbravando-a-brewdog-parte-4\/","title":{"rendered":"Boteco: Desbravando a BrewDog (Parte 4)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/brewdog1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que o pessoal da BrewDog ampara sua publicidade na maluquice n\u00e3o \u00e9 novidade. Muito menos a paix\u00e3o dos escoceses por cervejas extremas. Os tr\u00eas r\u00f3tulos abaixo tem um pouco de cada um destes dois itens. A Electric India nasceu de um f\u00f3rum com os 7 mil acionistas da empresa decidindo a receita que, depois, foi produzida por 200 mestres cervejeiros. A #MashTag teve plano semelhante: foram os seguidores da Brewdog no Twitter quem decidiram os itens de sua receita. A Libertine Black Ale se livrou do modelo grandioso de publicidade das duas anteriores (que em uma deu muito certo e na outra ficou apenas ok), mas ainda assim \u00e9 uma bel\u00edssima Black IPA Single Hop. T\u00e3o \u00e1vidos pelo marketing quanto pelos extremos de uma receita cervejeira, o pessoal da BrewDog continua provocando com alguns r\u00f3tulos excelentes. Abaixo falamos de tr\u00eas (os tr\u00eas vendidos no Brasil com pre\u00e7os entre R$ 24 e R$ 30, garrafas de 335 ml).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/electric.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"608\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A BrewDog Electric India \u00e9 uma imperial saison produzida em conjunto pelos acionistas da empresa, e que leva l\u00fapulos Amarillo e Nelson Sauvin mais ingredientes inusitados como casca de laranja fresca, mel de urze e gr\u00e3os de pimenta preta. De colora\u00e7\u00e3o amarela, com leve turbidez a frio, e creme branco de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e baixa perman\u00eancia, a Electric India exibe um aroma absolutamente magnifico: em primeiro plano, o toque arisco da levedura sugere acidez e azedume; ao seu lado, intensas notas frutadas c\u00edtricas (rom\u00e3, ma\u00e7\u00e3 verde e laranja) derivadas tanto do l\u00fapulo quanto da adi\u00e7\u00e3o de casca de laranja inebriam o nariz do bebedor. H\u00e1 sugest\u00e3o de coentro (a condimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 derivada da pimenta preta), notas herbais (erva-cidreira e grama), mais trigo e feno. Na boca, uma reprise suave do que o nariz adianta: intensa sugest\u00e3o frutada c\u00edtrica (maracuj\u00e1, p\u00eassego e laranja) derivada tanto dos l\u00fapulos quanto da levedura, acidez (m\u00e9dia), azedume (baixo), salgado (m\u00e9dio), apimentado (suave), adocicado (quase inexistente), \u00e1lcool (7,2%, embora impercept\u00edvel). O final, refrescanrte, traz leve acidez, c\u00edtrico e salgado enquanto o retrogosto refor\u00e7a o c\u00edtrico e o \u00e1cido com carinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/libertine.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"575\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A BrewDog Libertine Black Ale, por sua vez, \u00e9 uma Black IPA Single Hop cuja receita traz cinco varia\u00e7\u00f5es de malte (Maris Otter, Caramalt, Munich, Dark Crystal e Carafa) e uma carga pesada de l\u00fapulo norte-americano Simcoe. De colora\u00e7\u00e3o preta intensa com creme bege de \u00f3tima forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, a BrewDog Libertine Black Ale traz ao nariz um choque dos maltes torrados (em notas que remetem a chocolate amargo, ameixa e baunilha) com a pot\u00eancia do l\u00fapulo c\u00edtrico, que n\u00e3o consegue se desprender t\u00e3o facilmente, mas equilibra o perfil arom\u00e1tico com garra. H\u00e1 ainda um leve toque resinoso, sugest\u00e3o de alca\u00e7uz, leve defumado e toque herbal (pinho). Na boca, o primeiro toque \u00e9 surpreendemente adocicado, principalmente para quem esperava caf\u00e9 e l\u00fapulo c\u00edtrico, com remiss\u00e3o a chocolate e baunilha. O amargor surge na sequencia, comportad\u00edssimo para os 65 de IBU apontados pela cervejaria, mas perfeitamente inserido no conjunto. O chocolate retorna ap\u00f3s a pontada de amargor, e segue at\u00e9 o final para ser vencido pelo amargor, seco e convincente. O retrogosto \u00e9 chocolate, leve sugest\u00e3o de fuma\u00e7a e bala toffee.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/mashtag.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"592\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechando esse trio, a BrewDog #MashTag, uma (Democratic) American Brown Ale cuja receita une quarto tipos de malte (Roasted Barley, Caramalt, Pale e Amber) e tr\u00eas de l\u00fapulo (Nelson Sauvin, Motueka e Pacific Gem) envelhecida em barris com avel\u00e3s e chips de carvalho. Foi feita em \u201cparceria\u201d com os seguidores da BrewDog no Twitter, que durante uma semana escolheram estilo (segunda), malte e porcentagem alco\u00f3lica (ter\u00e7a), l\u00fapulos e IBU (quarta), ingredientes especiais (quinta) e nome (sexta). De colora\u00e7\u00e3o marrom escura e creme bege de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e curta perman\u00eancia, a BrewDog #MashTag traz ao nariz notas derivadas da torra do malte (caf\u00e9, mas n\u00e3o t\u00e3o intenso) mais chocolate, caramelo, a\u00e7\u00facar mascavo e baunilha. \u00c9 poss\u00edvel perceber uma leve sugest\u00e3o de alca\u00e7uz e nozes. Na boca, a do\u00e7ura do malte \u00e9 dominante, com r\u00e1pida sugest\u00e3o de caf\u00e9 soterrada na sequencia por chocolate, caramelo e baunilha. H\u00e1 uma pitada de amargor, que aumenta no trecho final \u2013 que ainda traz caf\u00e9 \u2013 e at\u00e9 confere certa personalidade ao conjunto, algo refor\u00e7ado pelo retrogosto (novamente caf\u00e9, amargor suave e bala toffee), com a sensa\u00e7\u00e3o de que o melhor ficou apenas para o final.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/mash3.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"262\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nEu j\u00e1 havia experimentado a BrewDog Electric India na torneira, no pub da cervejaria em S\u00e3o Paulo, e me apaixonado. E fico feliz que a vers\u00e3o engarrafada mantenha o clima de paix\u00e3o no ar. \u00c9 a 21\u00aa cerveja da BrewDog da qual escrevo, e a segunda melhor deles na minha avalia\u00e7\u00e3o (s\u00f3 fica atr\u00e1s da inesquec\u00edvel BrewDog Paradox Jura). N\u00e3o \u00e9 uma cerveja comum, mas o que se pode esperar de uma receita que tem dois l\u00fapulos com muita personalidade, uma levedura maluca e casca de laranja fresca, mel de urze e gr\u00e3os de pimenta preta? Mais \u00e1cida que azeda; mais salgada que doce. Uma del\u00edcia. E a mesma coisa pode ser dita da BrewDog Libertine Black Ale, um estilo que estou descobrindo e me apaixonando, por valorizar o c\u00edtrico dos l\u00fapulos, talvez, um dos poucos ingredientes que consigam enfrentar de igual para igual a torra do malte. No caso desta Libertine, o equil\u00edbrio \u00e9 impressionante a ponto de n\u00e3o se sentir quase nada de caf\u00e9, e tamb\u00e9m n\u00e3o muito de l\u00fapulo c\u00edtrico. Livre das duas amarras, o conjunto valoriza as notas que remetem a chocolate e o amargor do l\u00fapulo norte-americano Simcoe surge para contrabalancear essa do\u00e7ura. Uma delicia (parte 2). J\u00e1 a BrewDog #Mashtag, parceria com a galera de redes sociais, n\u00e3o impressionou. No quesito American Brown Ale, a Rogue \u00e9 campe\u00e3, e a #Mashtag \u00e9 uma boa tentativa de alcan\u00e7ar o melhor de um estilo bastante particular, que, no caso da BrewDog, ficou na tentativa. Boa, mas h\u00e1 melhores.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/libertine1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"221\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BrewDog Electric India<br \/>\n&#8211; Produto: Imperial Saison<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Esc\u00f3cia<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7,2%<br \/>\n&#8211; Nota: 4,29\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BrewDog Libertine Black Ale<br \/>\n&#8211; Produto: Black IPA Single Hop<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Esc\u00f3cia<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7,2%<br \/>\n&#8211; Nota: 4,06\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BrewDog #MashTag<br \/>\n&#8211; Produto: American Brown Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Esc\u00f3cia<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7,4%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,18\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/electric1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"221\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nQue o pessoal da BrewDog ampara sua publicidade na maluquice n\u00e3o \u00e9 novidade. 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