{"id":37426,"date":"2014-05-18T08:38:45","date_gmt":"2014-05-18T11:38:45","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37426"},"modified":"2016-03-10T08:44:27","modified_gmt":"2016-03-10T11:44:27","slug":"boteco-cinco-cervejas-ciganas-da-evil-twin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/18\/boteco-cinco-cervejas-ciganas-da-evil-twin\/","title":{"rendered":"Boteco: Cinco cervejas ciganas da Evil Twin"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/eviltwin.jpg\" alt=\"eviltwin.jpg\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Evil Twin Brewery \u00e9 uma cervejaria cigana dinamarquesa nos moldes da Mikkeller, e a similaridade do modelo n\u00e3o \u00e9 toa: Jeppe Jarnit-Bjergs\u00f8, que fundou a Evil Twin em 2010, \u00e9 irm\u00e3o g\u00eameo de Mikkel Borg Bjergs\u00f8, da Mikkeller, fundada em 2006. H\u00e1, inclusive, uma s\u00e9rie de boatos que cercam os irm\u00e3os, alguns apontando que eles n\u00e3o se falam e que foi um al\u00edvio para Mikkel quando Jeppe se mudou para os Estados Unidos, optando como novo lar (e segunda sede de sua cervejaria) o Brooklyn nova-iorquino. Um funcion\u00e1rio da Mikkeller <a href=\"http:\/\/www.nytimes.com\/2014\/03\/30\/magazine\/a-fight-is-brewing.html\" target=\"_blank\">disse ao New York Times<\/a>: \u201cFoi um grande al\u00edvio quando Jeppe se mudou. Era como a cena cervejeira dinamarquesa n\u00e3o fosse grande o suficiente para os dois\u201d. Por\u00e9m, nestes apenas quatro anos de hist\u00f3ria cervejeira, Jeppe produziu um n\u00famero incont\u00e1vel de boas cervejas, muitas delas dispon\u00edveis no Brasil. Abaixo escrevo sobre cinco delas (todas produzidas em Connecticut, EUA), e num pr\u00f3ximo post teremos duas colaborativas da Evil Twin com a ga\u00facha Tupiniquim. Bora.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/hispter1.jpg\" alt=\"hispter1.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tendo uma de suas sedes no Brooklyn nova-iorquino, n\u00e3o \u00e9 estranho ent\u00e3o que um dos r\u00f3tulos da casa, a Evil Twin Hipster Ale, seja, segundo o site oficial, uma homenagem \u201caos modernos globais\u201d de todo o mundo. Apesar da inspira\u00e7\u00e3o, a Evil Twin Hipster Ale nasceu em Connecticut e \u00e9 decididamente norte-americana: apresentada como American Pale Ale, poderia ser uma American Amber Ale ou mesmo uma California IPA. Na ta\u00e7a, a colora\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00e2mbar alaranjada com creme branco de excelente forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia. No nariz, um caminh\u00e3o de l\u00fapulo c\u00edtrico norte-americano que se desprende em notas que remetem a maracuj\u00e1 e laranja enquanto o malte colabora com uma forte sugest\u00e3o de resina. Na boca, amargor intenso e pontual, mas n\u00e3o acumulativo: \u00e9 um pancada r\u00e1pida que logo \u00e9 atropelada pela resina derivada do malte, arisca. O final \u00e9 maracuj\u00e1 e resina (com leve toque de amargor) enquanto o retrogosto refor\u00e7a a caracter\u00edstica b\u00e1sica da receita com\u2026 maracuj\u00e1, resina e amargor. Simples e bem boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/lowlife.jpg\" alt=\"lowlife.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Novamente com pegada norte-americana (e tamb\u00e9m produzida em Connecticut), a Evil Twin Low Life, \u201ca mercen\u00e1ria das cervejas\u201d, segundo o site oficial, \u00e9 uma Pilsner carregada de l\u00fapulo norte-americano. De colora\u00e7\u00e3o amarelo palha e creme branco de excelente forma\u00e7\u00e3o e longa perman\u00eancia, a Evil Twin Low Life destaca um aroma lupulad\u00edssimo e de natureza herbal, remetendo a erva doce e camomila. Ainda \u00e9 poss\u00edvel perceber um leve toque de trigo, c\u00edtrico de casca de laranja (como em uma boa witbier), tangerina, feno e terra. Na boca, a surpresa se intensifica com o l\u00fapulo herbal batendo forte na tecla de ervas, mas abrindo espa\u00e7o para trigo, casca de laranja e tangerina. H\u00e1 ainda uma pegada interessante de amargor acompanhado de resina numa Pilsner que poderia facilmente ser uma Farmhouse Ale. O final \u00e9 herbal e c\u00edtrico enquanto o retrogosto traz c\u00edtrico, herbal, feno, trigo e lim\u00e3o. Excelente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/bunny.jpg\" alt=\"bunny.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De uma Pilsner que parece uma Farmhouse Ale para uma aut\u00eantica Farmhouse Ale, a Evil Twin Ryan And The Beaster Bunny, uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o dourada e creme branco de \u00f3tima forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia perman\u00eancia. No nariz, intenso aroma c\u00edtrico (maracuj\u00e1, abacaxi, uva verde, lim\u00e3o siciliano e casca de laranja), toque floral e herbal al\u00e9m de percep\u00e7\u00e3o de condimenta\u00e7\u00e3o (canela e semente de cravo) via levedura mais sugest\u00e3o de p\u00e3o e feno, derivadas do malte. Na boca, a textura \u00e9 leve e o conjunto, refrescante. A acidez suave da levedura briga por aten\u00e7\u00e3o com a pancada de amargor do l\u00fapulo c\u00edtrico, deixando para tr\u00e1s uma camada de notas frutadas (mais lim\u00e3o siciliano e laranja do que maracuj\u00e1), sugest\u00e3o de especiarias e, muito levemente, malte e trigo. O final \u00e9 uma pancada de amargor c\u00edtrico, que morre lentamente abrindo espa\u00e7o para a leve acidez da levedura, que permanece at\u00e9 o retrogosto, causando leve adstring\u00eancia. Uma del\u00edcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/falco.jpg\" alt=\"falco.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Evil Twin Falco \u00e9 uma American IPA dos dinamarqueses, uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o amarelo palha com leve turbidez a frio, creme branco de excelente forma\u00e7\u00e3o e longa perman\u00eancia. No nariz, a primeira surpresa \u00e9 a total aus\u00eancia do malte tostado, o que j\u00e1 podia ser percebido pela cor, o que foge de alguns aromas comuns encontradas em Americans IPAs, como caramelo e resina. Seguindo por outra via lupulada, os dinamarqueses optam por notas frutadas, c\u00edtricas e herbais, com leve lembran\u00e7a da Evil Twin Low Life, devido a um leve toque de ervas presente. H\u00e1 ainda sugest\u00e3o de lim\u00e3o e ma\u00e7\u00e3 verde. Na boca, o amargor c\u00edtrico \u00e9 limpo e caprichado, com uma pontada forte no primeiro toque, uma leve sensa\u00e7\u00e3o de mel, e, novamente amargor c\u00edtrico e herbal at\u00e9 o final, amargo e puxado para lim\u00e3o siciliano. No retrogosto, refresc\u00e2ncia e amargor c\u00edtrico intenso, com leve adstring\u00eancia. Bem boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/lilb.jpg\" alt=\"lilb.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para fechar essa primeira sequencia de Evil Twin, a op\u00e7\u00e3o foi a Lil\u2019B, uma Russial Imperial Stout de 11,5% de \u00e1lcool. Na ta\u00e7a, a cerveja apresenta uma colora\u00e7\u00e3o preta intensa, com creme bege escuro de boa forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, principalmente para um estilo t\u00e3o alco\u00f3lico. No nariz, o \u00e1lcool surge em primeiro plano acompanhado de notas derivadas da torra do malte, como chocolate (puxado para o amargo) e caf\u00e9. Ainda \u00e9 poss\u00edvel sentir sugest\u00e3o de madeira, ameixa, baunilha e lev\u00edssimo defumado. Na boca, a expectativa antecipada pelo \u00e1lcool n\u00e3o se consolida totalmente, j\u00e1 que o adocicado surge em igual n\u00edvel de import\u00e2ncia, equilibrando o amargor e a picada do \u00e1lcool, que, inevitavelmente, aquece o peito e ruboriza a face. No sabor, chocolate amargor, a\u00e7ucar mascavo e caf\u00e9 se juntam ao \u00e1lcool e levam as ideias do bebedor pra passear. O final \u00e9 \u00e1lcool caramelado em a\u00e7\u00facar mascavo enquanto o retrogosto traz chocolate e calor. Bela.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/evitwin1.jpg\" alt=\"evitwin1.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nN\u00e3o espere novidades da Evil Twin Hipster Ale, s\u00f3 espere uma grande cerveja de pegada norte-americana, ou seja, lupulada e malteada em excesso. O resultado \u00e9 uma session beer de primeira, amarga, resinosa e c\u00edtrica na medida. Simples e deliciosa. Ainda melhor \u00e9 a Low Life, uma Pilsner com jeit\u00e3o de Farmhouse Ale, devido \u00e0 dose carregada de l\u00fapulo herbal colocada na receita, que transforma essa cerveja refrescante em algo complexo, com reminisc\u00eancias de ervas, trigo, c\u00edtrico de casca de laranja, tangerina, feno e terra. Baita acerto, que \u00e9 ampliado na Evil Twin Ryan And The Beaster Bunny, verdadeira Saison Farmhouse Ale dos dinarmaqueses, e um baita exemplar do estilo, com amargor c\u00edtrico caprichado, levedura influenciando o perfil da cerveja, e final amargo e especial. Muito, mas muito boa. Seguindo com a Evil Twin Falco, a interessante proposta de IPA sem malte tostado, o que elimina do conjunto o toque de caramelo e resina enquanto valoriza ainda mais a op\u00e7\u00e3o lupulada (c\u00edtrico e herbal). O resultado \u00e9 uma bela IPA, que mant\u00e9m o alto n\u00edvel de cervejas da casa dinamarquesa \/ norte-americana. Para fechar com chave de ouro esse primeiro passeio pelas cervejas da Evil Twin, nada melhor que uma Russian Imperial Stout, e a Lil\u2019B honra o estilo, com \u00e1lcool evidente surgindo caramelado por a\u00e7\u00facar mascavo. \u00c9 muito boa, mas v\u00e1 com cuidado.<\/p>\n<p>Evil Twin Hipster Ale<br \/>\n&#8211; Produto: American Pale Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Dinamarca<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,47\/5<\/p>\n<p>Evil Twin Low Life<br \/>\n&#8211; Produto: American Pilsner<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Dinamarca<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: ,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,65\/5<\/p>\n<p>Evil Twin Ryan And The Beaster Bunny<br \/>\n&#8211; Produto: Farmhouse Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Dinamarca<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,68\/5<\/p>\n<p>Evil Twin Falco<br \/>\n&#8211; Produto: India Pale Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Dinamarca<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 7%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,45\/5<\/p>\n<p>Evil Twin Lil\u2019B<br \/>\n&#8211; Produto: Russial Imperial Stout<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Dinamarca<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 11,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,82\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/lilb2.jpg\" alt=\"lilb2.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nA Evil Twin Brewery \u00e9 uma cervejaria cigana dinamarquesa nos moldes da Mikkeller, e a similaridade do modelo n\u00e3o \u00e9 toa: Jeppe Jarnit-Bjergs\u00f8, que fundou a Evil Twin em 2010, \u00e9 irm\u00e3o g\u00eameo de Mikkel Borg Bjergs\u00f8, da Mikkeller, fundada em 2006\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/18\/boteco-cinco-cervejas-ciganas-da-evil-twin\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[355],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37426"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37426"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37426\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37427,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37426\/revisions\/37427"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37426"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37426"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37426"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}