{"id":37419,"date":"2014-05-24T10:59:22","date_gmt":"2014-05-24T13:59:22","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37419"},"modified":"2016-03-09T11:04:45","modified_gmt":"2016-03-09T14:04:45","slug":"boteco-quatro-cervejas-da-tupiniquim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/24\/boteco-quatro-cervejas-da-tupiniquim\/","title":{"rendered":"Boteco: quatro cervejas da Tupiniquim"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/tupiniquim.jpg\" alt=\"tupiniquim.jpg\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Surgida no segundo semestre de 2013, a Cervejaria Tupiniquim \u00e9 fruto do investimento do importador Christian Bonotto, respons\u00e1vel pela marca Beer Legends, que decidiu apostar em um r\u00f3tulo pr\u00f3prio destacando a arara azul como s\u00edmbolo de sua cervejaria. As primeiras cervejas da casa foram produzidas na f\u00e1brica da Saint Beer, em Forquilhinha (SC), isso at\u00e9 a inaugura\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio pr\u00f3prio em Porto Alegre, em fevereiro deste ano, onde atualmente a Tupiniquim desenvolve um n\u00famero vasto de r\u00f3tulos para colocar no mercado (em mar\u00e7o eles j\u00e1 tinham 20 receitas aprovadas no Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento), sendo que os destaques s\u00e3o as colaborativas com cervejeiros de renome como o dinamarqu\u00eas Jeppe Jarnit-Bjergs\u00f8, da Evil Twin Brewing; o sueco Henok Fentie, da Omnipollo; e o norte-americano Brian Strumke, da Stillwater. Abaixo voc\u00ea conhece tr\u00eas das colaborativas da casa ga\u00facha e uma sazonal produzida para a P\u00e1scoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/fancy.jpg\" alt=\"fancy.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abrindo o passeio pelas cervejas da Tupiniquim com a Extra Fancy IPA, colabora\u00e7\u00e3o dos ga\u00fachos com Jeppe Jarnit-Bjergs\u00f8, da mezzo dinamarquesa, mezzo norte-americana Evil Twin Brewing, que decidiram criar uma American India Pale Ale tradicional\u00edssima, arom\u00e1tica e bem intensa, cortesia dos l\u00fapulos Centennial e Northern, mais um carregamento de Cascade despejados na receita, que ainda recebe suco de lim\u00e3o Tahiti (o baga\u00e7o do lim\u00e3o \u00e9 adicionado no dry-hopping). De colora\u00e7\u00e3o amarelo palha com leve turbidez, a Extra Fancy IPA exibe um creme branco de \u00f3tima forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia. No nariz, o aroma \u00e9 espetacular, com muitas notas c\u00edtricas sensacionais (maracuj\u00e1 e principalmente lim\u00e3o) e percep\u00e7\u00e3o de malte e levedura. Na boca, o amargor \u00e9 uma pancada c\u00edtrica caprichada de 70 de IBU, com clara percep\u00e7\u00e3o do lim\u00e3o. O amargor \u00e9 teimoso e persistente, marcando a garganta e permanecendo do final c\u00edtrico (lim\u00e3o) ao retrogosto, que traz refor\u00e7o do lim\u00e3o (com se voc\u00ea bebesse uma limonada azeda cujo gosto permanecesse na boca por um longo tempo). Grande cerveja.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/tupiniquim1.jpg\" alt=\"tupiniquim1.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Tupiniquim Chocolate n\u00e3o \u00e9 colaborativa, o que permite avaliar a produ\u00e7\u00e3o autoral dos ga\u00fachos, neste caso atrav\u00e9s de uma Sweet Stout que recebe adi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar de cana na receita. De colora\u00e7\u00e3o marrom escura bem pr\u00f3xima do preto e creme bege de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, a Tupiniquim Chocolate destaca um aroma intensamente achocolatado e, em segundo plano, caramelo e baunilha \u2013 a sugest\u00e3o de caf\u00e9, natural em uma cerveja que utiliza malte torrado, \u00e9 quase impercept\u00edvel, o que valoriza o dul\u00e7or. Na boca, o adocicado que remete a chocolate surge no primeiro toque, mas o amargor pontual (um pouco pelo l\u00fapulo e outro tanto derivado da torra do malte) chega a tempo de equilibrar o conjunto, que, aguado, n\u00e3o soa t\u00e3o profundo quanto o esperado, e decepciona. O final \u00e9 chocolate e caramelo com um leve azedinho enquanto o retrogosto traz achocolatado com \u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/brett.jpg\" alt=\"brett.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltando \u00e0s colaborativas, a Lost in Translation IPA Brett \u00e9 a segunda parceria dos ga\u00fachos com o dinamarqu\u00eas Jeppe Jarnit-Bjergs\u00f8, da Evil Twin, que planejaram uma receita que une malte de cevada, malte de trigo, aveia, l\u00fapulo e Brettanomyces, a tradicional levedura encontrada nos arredores de Bruxelas. De colora\u00e7\u00e3o dourada com creme branco de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, a Lost in Translation IPA Brett destaca no nariz as notas t\u00edpicas derivadas da levedura (puxando para um leve azedo) aliadas a um leve toque herbal (ervas), frutado (banana) e c\u00edtrico (abacaxi e uva verde). No paladar, uma deliciosa confus\u00e3o de sabores que mais se aproximam de uma Farmhouse Ale do que de uma IPA. H\u00e1 c\u00edtrico (maracuj\u00e1 e abacaxi), frutado (banana), herbal (capim lim\u00e3o), um azedinho que amarra a boca (sensa\u00e7\u00e3o parecida com a de comer jaca) mais acidez. O final \u00e9 c\u00edtrico, herbal e suavemente amargo enquanto o retrogosto traz casca de lim\u00e3o, leve azedume e banana. Muito boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/poli.jpg\" alt=\"poli.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechando este primeiro quarteto da Tupiniquim com mais uma colaborativa da casa, desta vez com o cigano Henok Fentie, da cervejaria sueca Omnipollo. O resultado da parceria foi a Polimango Double IPA, uma cerveja de 80 de IBU e 9,5% de teor alco\u00f3lico. Na receita para 2 mil litros, 30 quilos de l\u00fapulo (15 quilos na fervura e os outros 15 no dry-hopping), variando entre Columbus, Centennial e Mosaic, mais aveia e\u2026 farinha de polenta. De colora\u00e7\u00e3o dourada com leve turbidez a frio, a Polimango Double IPA exibe um creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia. No nariz, notas c\u00edtricas frutadas (maracuj\u00e1 e p\u00eassego), florais e herbais (ervas e pinho) dominam a percep\u00e7\u00e3o do bebedor, mas \u00e9 poss\u00edvel perceber um leve toque de caramelo no conjunto. Na boca, a pancada de amargor \u00e9 forte, mas r\u00e1pida, abrindo o leque gustativo para notas frutadas (abacaxi), herbais (refor\u00e7o de pinho) e levemente adocicadas (caramelo). O final \u00e9 c\u00edtrico e amargo enquanto o retrogosto refor\u00e7a o amargor, que se intensifica conforme a garrafa vazia. Excelente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/poli2.jpg\" alt=\"poli2.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nA Extra Fancy IPA j\u00e1 entra na briga pelo posto de uma das melhores IPAs nacionais, com aroma encantador, amargor assertivo e conjunto equilibrado que valoriza o lim\u00e3o siciliano adicionada na receita. Uma baita IPA colaborativa. A Tupiniquim Chocolate, por sua vez, decepcionou. Aguada demais e remetendo a chocolate artificial, a cerveja de P\u00e1scoa dos ga\u00fachos lembra bastante a Backer Brown, outra pr\u00f3xima do estilo que n\u00e3o consegue combinar o chocolate com uma boa cerveja. A benchmarking do estilo, Youngs Double Chocolate Stout, est\u00e1 quil\u00f4metros a frente.  A outra parceria da Tupiniquim com a Evil Twin, Lost in Translation, novamente surpreende com um conjunto arom\u00e1tico complexo replicado delicadamente no aroma, profundo e delicioso. H\u00e1 de tudo um pouco: amargor c\u00edtrico (comportado demais para uma IPA), herbal e frutado deliciosos e bem casados com oi azedume natural proporcionado pela levedura belga. H\u00e1 um pouco de tudo aqui: Weiss, Witte, Saison, IPA\u2026 Uma baita cerveja. Fechando o pacote com outra IPA, mas desta vez uma Double IPA, feita em colabora\u00e7\u00e3o com Henok Fentie, da cervejaria sueca Omnipollo. Juntos, Tupiniquim e Omnipollo criaram uma cerveja extrema e apaixonante, com muito \u00e1lcool, amargor assertivo e sugest\u00f5es c\u00edtricas e frutadas deliciosas. Ainda prefiro a Lost in Translation IPA Brett, mas as duas est\u00e3o num n\u00edvel excelente para Brasil. Vale ir atr\u00e1s\u2026 correndo.<\/p>\n<p>Tupiniquim Extra Fancy IPA<br \/>\n&#8211; Produto: India Pale Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Brasil<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6,3%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,75\/5<\/p>\n<p>Tupiniquim Chocolate<br \/>\n&#8211; Produto: Sweet Stout<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Brasil<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 4,9%<br \/>\n&#8211; Nota: 2,56\/5<\/p>\n<p>Tupiniquim Lost in Translation IPA Brett<br \/>\n&#8211; Produto: India Pale Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Brasil<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,93\/5<\/p>\n<p>Tupiniquim Polimango Double IPA<br \/>\n&#8211; Produto: Double IPA<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Brasil<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 9,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,91\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/tupiniquimw.jpg\" alt=\"tupiniquimw.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nSurgida no segundo semestre de 2013, a Cervejaria Tupiniquim \u00e9 fruto do investimento do importador Christian Bonotto, respons\u00e1vel pela marca Beer Legends, que decidiu apostar em um r\u00f3tulo pr\u00f3prio destacando a arara azul como s\u00edmbolo de sua cervejaria\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/24\/boteco-quatro-cervejas-da-tupiniquim\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[355,356],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37419"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37419"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37419\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37420,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37419\/revisions\/37420"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37419"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37419"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37419"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}