{"id":37287,"date":"2014-06-25T19:06:56","date_gmt":"2014-06-25T22:06:56","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37287"},"modified":"2016-03-05T19:18:50","modified_gmt":"2016-03-05T22:18:50","slug":"boteco-o-projeto-single-hop-da-way-parte-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/25\/boteco-o-projeto-single-hop-da-way-parte-2\/","title":{"rendered":"Boteco: O projeto single hop da Way (parte 2)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/way1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"514\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O l\u00fapulo \u00e9 uma liana (aka trepadeira) que, descobriu-se no s\u00e9culo XV, tinha caracter\u00edsticas excelentes de conservante natural al\u00e9m de agregar aromas c\u00edtricos, florais e herbais, dependendo do terroir em que foi plantado, ao conjunto final de uma cerveja. O projeto Single Hop da cervejaria curitibana Way, que chega ao segundo volume, \u00e9 uma maneira de explorar a altera\u00e7\u00e3o que diferentes l\u00fapulos causam em uma receita de mesma base, no caso a Way American Pale Ale, eleita em 2012 pela revista Maxim como a melhor Pale Ale brasileira. O primeiro conjunto Single Hop da Way trazia tr\u00eas APAs da casa, cada uma com um l\u00fapulo norte-americano diferente: Cascade, Amarillo e Citra. Este segundo pacote traz dois l\u00fapulos norte-americanos (HBC 342 e Mosaic), um australiano (Topaz) e um neozeland\u00eas (Motueka). O resultado voc\u00ea l\u00ea abaixo:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/topaz1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"527\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abrindo o segundo lote do projeto Single Hop da curitibana Way com a American Pale Ale que recebe o l\u00fapulo australiano Topaz na receita, um l\u00fapulo interessant\u00edssimo que se aproxima das notas terrosas caracter\u00edsticas dos l\u00fapulos ingleses (destacados nas bitters da terra da rainha). De colora\u00e7\u00e3o entre o dourado e o \u00e2mbar e creme branco de excelente forma\u00e7\u00e3o e media perman\u00eancia, a Way American Pale Ale Single Hop Topaz destaca um aroma que valoriza tanto o caramelo do malte quanto as deliciosas notas frutadas advindas da lupulagem (laranja e lichia dominando) e ainda traz sugest\u00e3o floral e herbal (leve pinho). Na boca, o in\u00edcio \u00e9 rapidamente maltado e caramelado; na sequ\u00eancia, o amargor pontual (que remete a bitters inglesas) equilibra o conjunto e se desmembra em notas que remetem a lichia e maracuj\u00e1. O final traz amargor c\u00edtrico (que se acumula levemente) e mel enquanto o retrogosto exibe leve adstring\u00eancia c\u00edtrica (lim\u00e3o) e refrescancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/hbc.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"588\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00f3xima \u00e9 a Way American Pale Ale Single HBC 342, um l\u00fapulo criado pela mesma empresa norte-americana respons\u00e1vel pelos l\u00fapulos Citra e Simcoe (entre outros). A colora\u00e7\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia do creme se mant\u00e9m id\u00eanticas a anterior, mas no nariz a coisa muda de figura, porque essa HBC 342 n\u00e3o se destaca no perfil arom\u00e1tico com as anteriores, e muito menos acrescenta intensidade ao malte (como a anterior). H\u00e1 leve sugest\u00e3o herbal (grama e capim), um toque c\u00edtrico que remete a lim\u00e3o e s\u00f3. Na boca, novamente a Way APA exibe uma entrada adocicada e caramelada de malte, e logo na sequencia recebe uma pancada de amargor, que n\u00e3o \u00e9 agressiva e serve para equilibrar o conjunto, que parece n\u00e3o sentir tanta influ\u00eancia do l\u00fapulo HBC 342 no sabor como nas vers\u00f5es anteriores do projeto single hop da Way. H\u00e1 um leve frutado (maracuj\u00e1 e mel\u00e3o) que n\u00e3o se destaca. O final \u00e9 amargo (com leve acumulo) e caramelado enquanto o retrogosto traz mel\u00e3o, mel e leve amargor.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/mosaic7.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"563\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A terceira \u00e9 a Way American Pale Ale Single Hop Mosaic, com outro l\u00fapulo norte-americano da Breeding Company (respons\u00e1vel tamb\u00e9m pelo Citra, Simcoe e pelo HBC 342). Nesta vers\u00e3o da Way APA com l\u00fapulo Mosaic, novamente colora\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia de creme se mantiveram no padr\u00e3o das anteriores. J\u00e1 o aroma foi uma deliciosa surpresa: notas c\u00edtricas em primeiro plano (maracuj\u00e1, manga e abacaxi), percep\u00e7\u00e3o herbal (grama e feno) e floral mais adocicado caramelado de malte. O acerto na combina\u00e7\u00e3o se estende ao paladar, e na boca a Way APA Single Hop Mosaic faz a tradicional entre caramelo e mel de suas irm\u00e3s de receita, mas mant\u00e9m o adocicado um pouco mais tempo, j\u00e1 que o amargor n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o intenso aqui quanto nas outras, permitindo aprofundar a percep\u00e7\u00e3o em doces notas c\u00edtricas (laranja lima e maracuj\u00e1), mel, caramelo e notas herbais. O final \u00e9 o mais suave de todas as Single Hop, com amargor contido (mas presente) e caramelo enquanto o retrogosto traz notas herbais, florais, c\u00edtricas e at\u00e9 lembran\u00e7a de trigo. Del\u00edcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20140627130946im_\/https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/motueka.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"518\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechando o quarteto single hop #2 da Way com a American Pale Ale Single Motueka, um l\u00fapulo neozeland\u00eas que surge do cruzamento de uma variedade local com o tcheco Saaz. Colora\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia seguem no padr\u00e3o da linha APA da Way. No nariz, boa dispers\u00e3o arom\u00e1tica em notas c\u00edtricas levemente adocicadas (laranja lima e lim\u00e3o), caramelo e mel de malte, percep\u00e7\u00e3o herbal (grama e feno) e leve resina. Na boca, a caracter\u00edstica entrada adocicada (mel e caramelo) n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o alongada quanto na vers\u00e3o com o Mosaic (ainda que o amargor seja levemente mais pronunciado) e nem t\u00e3o curta quanto nas vers\u00f5es com Topaz e HBC 342, ficando no meio do caminho, mas permitindo saborear com distin\u00e7\u00e3o as notas c\u00edtricas (refor\u00e7o de laranja lima e lim\u00e3o com uma percep\u00e7\u00e3o de mel\u00e3o). O final come\u00e7a com intensidade c\u00edtrica e termina com dom\u00ednio de amargor, ainda que suave. No retrogosto, notas c\u00edtricas (lima e mel\u00e3o), leve caramelado e suave adstring\u00eancia de amargor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nA primeira Single Hop do segundo projeto da Way a ser retirada da caixa foi a Topaz, e o l\u00fapulo australiano combina bem com a receita premiada da Way APA. O destaque \u00e9 a simplicidade do amargor, que se diferencia das tr\u00eas experi\u00eancias da primeira caixa (Amarillo, Cascade e Citra) por ser menos intensa, mas ainda assim muito boa. J\u00e1 a vers\u00e3o com o l\u00fapulo norte-americano HBC 342 se mostrou uma enorme decep\u00e7\u00e3o, pouco acrescentando ao conjunto. O mesmo n\u00e3o pode ser dito da vers\u00e3o com l\u00fapulo Mosaic, uma das mais prazerosas do conjunto, acrescentando toques c\u00edtricos, florais e herbais sem esconder o malte numa mistura simplesmente deliciosa. A vers\u00e3o com o l\u00fapulo Motueka mant\u00e9m a qualidade do conjunto em alta, e embora n\u00e3o arranhe o brilho da vers\u00e3o com Mosaic, permite saborear as notas c\u00edtricas derivadas da lupulagem e o caramelado do malte com gosto. Muito boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Way American Pale Ale Single Hop Topaz<br \/>\n&#8211; Produto: American Pale Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Brasil<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5,2%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,22\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Way American Pale Ale Single Hop HBC342<br \/>\n&#8211; Produto: American Pale Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Brasil<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5,2%<br \/>\n&#8211; Nota: 2,86\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Way American Pale Ale Single Hop Mosaic<br \/>\n&#8211; Produto: American Pale Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Brasil<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5,2%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,30\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Way American Pale Ale Single Hop Motueka<br \/>\n&#8211; Produto: American Pale Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Brasil<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5,2%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,27\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/way2.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"329\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n<span>&#8211; Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a><span>)<\/span><br \/>\n<span>&#8211; Leia sobre outras cervejas (<\/span><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a><span>)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nAbrindo o quarteto single hop #2 da Way com a American Pale Ale Single Motueka, um l\u00fapulo neozeland\u00eas que surge do cruzamento de uma variedade local com o tcheco Saaz.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/25\/boteco-o-projeto-single-hop-da-way-parte-2\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[441],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37287"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37287"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37287\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37288,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37287\/revisions\/37288"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37287"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37287"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37287"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}