{"id":37226,"date":"2014-09-19T11:31:17","date_gmt":"2014-09-19T14:31:17","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37226"},"modified":"2016-03-01T11:37:47","modified_gmt":"2016-03-01T14:37:47","slug":"boteco-labrador-4-musicas-4-cervejas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/09\/19\/boteco-labrador-4-musicas-4-cervejas\/","title":{"rendered":"Boteco: Labrador, 4 m\u00fasicas, 4 cervejas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/labrador1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"420\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Surgida em 2011, a banda curitibana Labrador alguns batalhadores da cena roqueira paraense: Allan Yokohama (Terminal Guadalupe, Polexia, Humanish) na bateria; Lucas Borba (Terminal Guadalupe e M\u00f3biles) na guitarra; \u00c9rico Klein, no vocal; Bruno Nogueira, na guitarra; Chico Mar\u00e9s, nos teclados; e Pedro Andrade no baixo. O primeiro lan\u00e7amento do sexteto foi o potente single \u201cDeserto\u201d (2011), seguido pouco depois por \u201cA Noite dos Nossos Dias\u201d (2011). Tr\u00eas anos se passaram e o quarteto retorna com material novo: primeiro um EP de quatro faixas , \u201cIniciantes\u201d, e \u2013 at\u00e9 o fim do ano \u2013 o lan\u00e7amento do \u00e1lbum de estreia, \u201cDia, Noite e Horas a Mais\u201d. O EP foi lan\u00e7ado em formato bastante particular: cada m\u00fasica buscava harmoniza\u00e7\u00e3o com uma cerveja. As can\u00e7\u00f5es voc\u00ea ouve (e baixa) abaixo. Sobre as cervejas (produzidas pela Klein Bier, de Campo Largo, PR), voc\u00ea l\u00ea na sequencia.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"100%\" height=\"450\" scrolling=\"no\" frameborder=\"no\" src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?url=https%3A\/\/api.soundcloud.com\/playlists\/52610307&amp;color=ff5500&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A (Klein) Labrador \u201cIniciantes\u201d \u00e9 uma Pilsen que, segundo o r\u00f3tulo, \u201c\u00e9 leve, mas encorpada\u201d. De colora\u00e7\u00e3o dourada e creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia perman\u00eancia, destaca no aroma uma suave presen\u00e7a de malte (remetendo a biscoito) e um leve toque de amanteigado (que n\u00e3o atrapalha o conjunto) \u2013 n\u00e3o h\u00e1 sinal de l\u00fapulo. Na boca, a do\u00e7ura do malte domina o conjunto, que mant\u00e9m a sensa\u00e7\u00e3o de amanteigado e a aus\u00eancia de amargor. O final \u00e9 maltado e o retrogosto refor\u00e7a a sensa\u00e7\u00e3o de cereais. A can\u00e7\u00e3o que abre o EP da Labrador e d\u00e1 nome \u00e0 cerveja \u00e9 uma boa amostra do caminho que o sexteto curitibano vem buscando (principalmente ap\u00f3s a segunda can\u00e7\u00e3o divulgada, ainda em 2011, \u201cA Noite dos Nossos Dias\u201d), com uma leve melancolia oitentista (recuperada pelo \u201cnovo rock\u201d p\u00f3s-Strokes). No geral, a m\u00fasica \u00e9 (melhor e) bem mais encorpada que a cerveja \u2013 talvez uma Amber a representasse melhor (ainda que m\u00fasica e  pilsen sejam para iniciantes).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/labrador2.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"572\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A (Klein) Labrador \u201cLogo Depois\u201d \u00e9 uma Brown Ale cuja receita utiliza cinco tipos de maltes importados e l\u00fapulo trazido da Inglaterra. De colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar acobreada com creme bege de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia perman\u00eancia, a Labrador Brown Ale destaca um aroma intensamente caramelado, com a do\u00e7ura derivada dos maltes tostados praticamente dominando a aten\u00e7\u00e3o do bebedor \u2013 pra n\u00e3o dizer que \u00e9 s\u00f3 do\u00e7ura, h\u00e1 leve sugest\u00e3o de cereais em segundo plano. O paladar repete tudo que o aroma adianta: dul\u00e7or excessivo (caramelo, leve baunilha efrutas escuras) e pouco l\u00fapulo. O final traz caramelado e leve sugest\u00e3o de castanhas, sensa\u00e7\u00e3o que se repete no retrogosto. A can\u00e7\u00e3o \u201cLogo Depois\u201d, segunda do EP, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o adocicada quanto a cerveja, felizmente. Destaque do EP, \u201cLogo Depois\u201d \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o de rompimento enquanto o adocicado da cerveja parece n\u00e3o querer largar o paladar. Outro caso em que a m\u00fasica supera a cerveja.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/labrador3.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"560\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A terceira m\u00fasica\/cerveja \u00e9 a (Klein) Labrador \u201cNem Tudo S\u00e3o Flores\u201d, um German Weiss de nome bastante apropriado para a cerveja mais fraca do conjunto. De colora\u00e7\u00e3o dourada (mais pra Pilsen do que para Weiss) e creme branco de baixa forma\u00e7\u00e3o e curta presen\u00e7a (outro fato contr\u00e1rio ao estilo), a Labrador Weiss exibe um aroma discreto que traz sugest\u00f5es de trigo (p\u00e3o) e condimenta\u00e7\u00e3o (semente de cravo), quase impercept\u00edveis. H\u00e1 leve sugest\u00e3o de banana, elemento indissoci\u00e1vel de uma boa Weiss, que acaba aparece com timidez. Na boca, do\u00e7ura frutada que remete a banana no primeiro toque, e se estende pelo conjunto, p\u00e1lido e pouco marcante. O final refor\u00e7a com leveza a sugest\u00e3o de banana e trigo, percep\u00e7\u00e3o mantida pelo retrogosto. No geral, fraca. A can\u00e7\u00e3o, por sua vez, \u00e9 uma balada oitentista (caracter\u00edstica que os teclados refor\u00e7am) com bateria marcante e arranjo comportado. Supera a cerveja com facilidade, mesmo fica no segundo grupo de can\u00e7\u00f5es do EP.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/labrador4.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"581\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechando o quarteto de m\u00fasica do EP \u201cIniciantes\u201d, da banda Labrador, e de cervejas da paranaense Klein com a Dry Stout da fam\u00edlia, a melhor da sele\u00e7\u00e3o. De colora\u00e7\u00e3o marrom quase preta e creme bege de baixa forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o, a Labrador Dry Stout exibe um aroma adocicado que traz sugest\u00e3o de p\u00f4 de chocolate em primeiro plano, mais baunilha e caf\u00e9 na sequencia al\u00e9m de um toque l\u00e1cteo. Na boca, falta corpo e sobra do\u00e7ura derivado do malte. H\u00e1 sugest\u00e3o rala de caf\u00e9, que tenta fazer a fun\u00e7\u00e3o de amargor, sem muito sucesso, resultando em uma cerveja predominantemente adocicada. O final traz mais chocolate enquanto o retrogosto exibe um pouco de caf\u00e9. \u201cStasis\u201d, a m\u00fasica escolhida para combinar com a garrafa, talvez seja a que mais se aproxime no quesito harmoniza\u00e7\u00e3o, embora, para n\u00e3o fugir da regra, seja melhor que a cerveja.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/labrador5.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"556\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span>Balan\u00e7o<\/span><\/strong><br \/>\nA Labrador Pilsen Iniciantes \u00e9 uma cerveja que valoriza o malte, mas esquece do l\u00fapulo. A op\u00e7\u00e3o parece querer coloca-la em compara\u00e7\u00e3o de competi\u00e7\u00e3o com as cervejas tradicionais de balc\u00e3o, e nisso ela se sai um tiquinho melhor, mas poderia desejar mais. \u00c9 uma cerveja maltada com amargor suav\u00edssimo pra refrescar. Simplesinha. A Labrador Brown Ale \u00e9 melhor, mas ainda peca no pouco uso do l\u00fapulo, que simplesmente desaparece diante de uma do\u00e7ura que, pr\u00f3xima ao final da garrafa, chega a enjoar. A Labrador Weiss \u00e9 fraca. Parece uma Pilsen de balc\u00e3o com aroma artificial de banana. Decep\u00e7\u00e3o. Fechando o quarteto, a Labrador Stout \u00e9 a melhor representante do quarteto no quesito cerveja, mas ainda assim \u00e9 mediana. No computo geral, a m\u00fasica goleia de 4 x 0 as cervejas com muita facilidade deixando a quest\u00e3o: como as m\u00fasicas se portariam se pegassem um time de qualidade, brigando pela ponta do campeonato, como a Bodebrown (para ficar em Curitiba)? Pode fazer o teste em casa\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Labrador Pilsen<br \/>\nProduto: Standard American Lager<br \/>\nNacionalidade: Brasil<br \/>\nGradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\nNota: 2,09\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Labrador Brown Ale<br \/>\nProduto: Brown Ale<br \/>\nNacionalidade: Brasil<br \/>\nGradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\nNota: 2,20\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Labrador Weiss<br \/>\nProduto: Weiss<br \/>\nNacionalidade: Brasil<br \/>\nGradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 4,7%<br \/>\nNota: 1,80\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Labrador Stout<br \/>\nProduto: Dry Stout<br \/>\nNacionalidade: Brasil<br \/>\nGradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5,6%<br \/>\nNota: 2,25\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/labrador6.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nSurgida em 2011, a banda curitibana Labrador alguns batalhadores da cena roqueira paraense: Allan Yokohama (Terminal Guadalupe, Polexia, Humanish) na bateria; Lucas Borba (Terminal Guadalupe e M\u00f3biles) na guitarra; \u00c9rico Klein, no vocal; Bruno Nogueira, na guitarra; Chico Mar\u00e9s, nos teclados; e Pedro Andrade no baixo.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/09\/19\/boteco-labrador-4-musicas-4-cervejas\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347,3],"tags":[615,614],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37226"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37226"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37226\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37229,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37226\/revisions\/37229"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37226"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37226"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37226"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}