{"id":37149,"date":"2016-02-29T21:44:38","date_gmt":"2016-03-01T00:44:38","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37149"},"modified":"2016-02-29T21:44:38","modified_gmt":"2016-03-01T00:44:38","slug":"boteco-10-paises-10-cervejas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/02\/29\/boteco-10-paises-10-cervejas\/","title":{"rendered":"Boteco: 10 pa\u00edses, 10 cervejas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37159\" title=\"discosoleil\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/discosoleil.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/discosoleil.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/discosoleil-150x100.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/discosoleil-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Montreal, no Canad\u00e1, minha primeira Dieu du Ciel!, uma cervejaria que vem recebendo muitos elogios. Essa Disco Soleil \u00e9 uma American IPA que recebe adi\u00e7\u00e3o de Kumquat, uma fruta tamb\u00e9m conhecida como Cunquate, Fortunella e Citrus Japonica \u2013 ou seja, \u00e9 da fam\u00edlia das frutas c\u00edtricas. No de colora\u00e7\u00e3o alaranjada com creme branco levemente alaranjado de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta perman\u00eancia, a Dieu du Ciel! Disco Soleil apresenta um aroma c\u00edtrico agrad\u00e1vel (que remete a toranja) abrindo espa\u00e7o, ainda, para herbal (pinho) e leve resina. Na boca, a textura \u00e9 suavemente picante. O primeiro toque pra forte car\u00e1ter c\u00edtrico refor\u00e7ando a impress\u00e3o de toranja. O amargor \u00e9 caprichado, mas n\u00e3o excessivo, abrindo as portas para um conjunto bastante refrescante e de pegada c\u00edtrica, com herbal e amargor na cola. O final \u00e9 amarguinho e o retrogosto, c\u00edtrico, herbal e refrescante. Uma \u00f3tima American IPA.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37155\" title=\"benedektier\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/benedektier.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/benedektier.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/benedektier-150x100.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/benedektier-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Ettal, na Baviera alem\u00e3, a segunda Benediktiner a passar por este blog, desta vez a German Dunkelweizen da casa (Benediktiner Weissbier \u00e9 facilmente encontr\u00e1vel), uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar avermelhada translucida com creme bege de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia perman\u00eancia. No nariz, a Benediktiner Weissbier Dunkel exibe um aroma alem\u00e3o tradicional, com do\u00e7ura de caramelo, trigo e banana caramelada. H\u00e1 ainda leve percep\u00e7\u00e3o frutada (ameixa) e toffee. Na boca, textura sedosa. O primeiro toque confirma o que o aroma adianta com caramelo seguido de banana e ameixa. O amargor \u00e9 bastante baixo, e dai pra frente surge uma Dunkelweizen agrad\u00e1vel, mas que soa excessivamente doce \u2013 caramelo, banana, ameixa e toffee bastante presentes e absolutamente nada de amargor. O final \u00e9 traz trigo, banana e caramelo. No retrogosto, trigo, banana e caramelo. A Weissbier tradicional deles \u00e9 melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37154\" title=\"genzaiana\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/genzaiana.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/genzaiana.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/genzaiana-150x100.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/genzaiana-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Borgorose, cidade a cerca de uma hora de Roma, minha d\u00e9cima terceira cerveja da Birra Del Borgo, e mais uma boa surpresa destes italianos: Genziana, uma Spice Herb sazonal feita na primavera cuja particularidade \u00e9 a infus\u00e3o de ra\u00edzes da planta genziana nos \u00faltimos est\u00e1gios da fervura. O resultado \u00e9 uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o amarelo turva com creme branco de baixa forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o. No nariz, sugest\u00e3o suave herbal (ra\u00edzes) e campestre com do\u00e7ura de mel, terroso, marshmallow e tutti-fruti. Na boca, a textura \u00e9 cremosa e levemente picante. O primeiro toque traz do\u00e7ura de mel seguida de herbal intenso mais terroso suave. O amargor \u00e9 mediano, mas bastante eficiente, com um tra\u00e7o herbal que remete a ra\u00edzes (trazendo algo de hortel\u00e3, bem distante) e d\u00e1 um colorido especial ao conjunto, dominado pelo mel \u2013 sem soar excessivamente doce. O final \u00e9 maltado e herbal. No retrogosto, mel, herbal e p\u00eassego. Adorei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37153\" title=\"applehead\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/applehead.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Portland, no Maine norte-americano, minha d\u00e9cima Shipyard \u00e9 uma Fruit Beer cuja base \u00e9 de uma cerveja cuja receita une os maltes 2-Row British Pale Ale e Light Munich com trigo e l\u00fapulos Willamette e Hallertau mais infus\u00e3o de ma\u00e7\u00e3. O resultado \u00e9 uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o ambar alaranjada com creme branco de baixa forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o. No nariz, muita sugest\u00e3o de ma\u00e7\u00e3 seguida por canela e cravo remetendo a tortinha de ma\u00e7\u00e3 do McDonalds (como antecipou um amigo). Na boca, a textura come\u00e7a suave e via ficando suavemente \u00e1cida. O primeiro toque n\u00e3o mant\u00e9m o brilho que o aroma adianta sobrepondo os temperos ao sabor da ma\u00e7\u00e3. Um leve toque de acidez surge na sequencia e o amargor aparentemente n\u00e3o existe, com a do\u00e7ura e a acidez da fruta, levemente acompanhada por especiarias, concentrando a aten\u00e7\u00e3o. O final sugere ma\u00e7\u00e3 e canela. No retrogosto, mais ma\u00e7\u00e3, mais canela. Esperava mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37152\" title=\"baltika8\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/baltika8.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/baltika8.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/baltika8-150x100.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/baltika8-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De S\u00e3o Petersburgo, na R\u00fassia, uma cerveja da ???????????? ???????? &#8220;???????&#8221;, a maior cervejaria russa (tamb\u00e9m conhecida por Baltika Breweries), que abriu as portas em 1990 para dominar o mercado do pa\u00eds, e em 2008 passar para as m\u00e3os da Carlsberg Group, que levou a marca para todos os cantos do planeta (Brasil inclusivo). A Baltika Number 8 \u00e9 a Wheat Ale dos russos, muito mais alem\u00e3 do que belga. De colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar caramelada com turbidez m\u00e9dia e creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta perman\u00eancia, a Baltika Number 8 apresenta um aroma tradicional de banana e cravo, t\u00edpico do estilo. Na boca, textura cremosa e picante. O primeiro toque, como se espera, traz do\u00e7ura de caramelo seguida de banana e cravo, trio que ir\u00e1 dominar o conjunto, bastante equilibrado dentro na tradi\u00e7\u00e3o do estilo alem\u00e3o. O final traz caramelo e pic\u00e2ncia. No retrogosto, cravo primeiro, banana depois e, ent\u00e3o caramelo. Boa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37151\" title=\"abbeyforest\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/abbeyforest.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Silly, munic\u00edpio de 8 mil habitantes na Val\u00f4nia belga, surge a Brasserie de Silly, cuja hist\u00f3ria remonta a 1850 e \u00e9 aqui representada pela Abbaye de Forest, uma Blond Ale lan\u00e7ada em 2005 em homenagem a uma abadia que existiu entre 1106 e 1764, quando foi destru\u00edda por um inc\u00eandio. Na ta\u00e7a, uma cerveja de colora\u00e7\u00e3o amarela com suave turbidez apresenta um creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia. No nariz, um aroma agradabil\u00edssimo de frutas c\u00edtricas (lim\u00e3o e abacaxi), ervas (capim lim\u00e3o), floral e especiarias al\u00e9m de suava base de mel e trigo. Na boca, textura frisante e picante. O primeiro toque junta acidez suave com frutas c\u00edtricas e capim lim\u00e3o, tudo isso atropelado pelo amargor, eficiente (com auxilio da acidez), que abre as portas para um conjunto refrescante, que sugere mais do\u00e7ura que o aroma percebe, mas n\u00e3o esconde as deliciosas sugest\u00f5es de frutas c\u00edtricas, trigo e capim lim\u00e3o. No final, suave herbal. J\u00e1 o retrogosto exibe leve adstring\u00eancia, c\u00edtrico, herbal e trigo. Delicinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37150\" title=\"negramodelo\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/negramodelo.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/negramodelo.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/negramodelo-150x100.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/negramodelo-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da Cidade do M\u00e9xico, no M\u00e9xico, o Grupo Modelo, cervejaria fundada em 1922 e comprada em sua totalidade pela Inbev em 2012, marca presen\u00e7a com o carro chefe da casa, e uma das cervejas mexicanas mais conhecidas mundo afora: Negra Modelo Vienna Lager, produzida pela primeira vez em 1926. De colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar acobreada com creme bege claro de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia perman\u00eancia, a Negra Modelo apresenta um aroma dominado pelo malte, que sugere do\u00e7ura de caramelo e frutado de banana. H\u00e1 ainda sugest\u00e3o de madeira e discreto herbal. Na boca, textura levemente picante trazendo consigo sugest\u00e3o met\u00e1lica. O primeiro toque traz do\u00e7ura caramelada seguida de frutado (banana e um tiquinho de ameixa) e leve acidez, que se une ao amargor, m\u00e9dio. Dai pra frente um conjunto discreto com um final levemente doce e met\u00e1lico. No retrogosto, caramelo distante e&#8230; s\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37156\" title=\"jeffreyred\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/jeffreyred.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do Leblon, no Rio de Janeiro, a Jeffrey surge agora com seu segundo r\u00f3tulo, ap\u00f3s a excelente acolhida recebida pela estreante Nina. Desta vez, os cariocas apostam na receita de uma Red Pilsen, uma sugest\u00e3o de varia\u00e7\u00e3o do estilo Red Ale que se encaixa melhor no estilo Bohemian Pilsener. A receita une malte alem\u00e3o com l\u00fapulo tcheco resultado em um l\u00edquido de colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar avermelhada com creme bege de alta forma\u00e7\u00e3o (inclusive com um pouco de gushing) e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o. No nariz, o malte tostado distribui notas carameladas tanto quanto sugere p\u00e3o e leve frutas escuras. H\u00e1, ainda, suave herbal. Na boca, textura sedosa. O primeiro toque traz do\u00e7ura caramelada com leve sugest\u00e3o de nozes. O amargor \u00e9 baixo e traz consigo notas herbais suaves abrindo as portas para um conjunto que mant\u00e9m um tra\u00e7o de do\u00e7ura sem soar doce demais. O final traz frutas escuras. No retrogosto, caramelo e ameixa vermelha.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37158\" title=\"kinggoblin\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/kinggoblin.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/kinggoblin.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/kinggoblin-150x100.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/kinggoblin-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Minha segunda cerveja da Wychwood (a primeira foi a boa Hobgoblin), cervejaria de Witney, cidade a oeste de Oxford, na Inglaterra, a King Goblin \u00e9 uma English Strong Ale (de 6.6% de \u00e1lcool, o que para brit\u00e2nico \u00e9 \u201cStrong\u201d) cuja receita une tr\u00eas maltes (Pale, Crystal e Chocolate) com os l\u00fapulos Fuggles e Styrians e \u00e9 produzida, segundo a Wychwood, somente em noites de lua cheia. De colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar acastanhada com creme bege de \u00f3tima forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta reten\u00e7\u00e3o, a Wychwood King Goblin exibe um aroma que sugere de forma suave tanto do\u00e7ura de a\u00e7\u00facar queimado e baunilha quanto frutas escuras (ameixa). Na boca, a textura \u00e9 sedosa com leve pic\u00e2ncia alco\u00f3lica. O primeiro toque traz mais frutado que do\u00e7ura, acrescendo suave sugest\u00e3o de marmelada. O amargor \u00e9 baixo, mas consegue equilibrar um conjunto que parecia tender a do\u00e7ura, mas ganha pontos por ser mais frutado e \u201camadeirado\u201d. O final traz algo de casca de ameixa. No retrogosto, mais ameixa, leve terroso e do\u00e7ura distante. Gostei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37157\" title=\"faxe\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/faxe.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Faxe, cidade de 4 mil habitantes a cerca de uma hora da capital Copenhague, surge a Faxe Bryggeri, cervejaria fundada em 1901 que perde em vendas em casa para a Harboes Bryggeri (Bear Beer), mas ganha no quesito exporta\u00e7\u00e3o (as duas brigam para ver quem faz a Malt Liquor mais sem gra\u00e7a do mundo). Essa Faxe Witbier \u00e9 vendida em lat\u00f5es de um litro (!), mas n\u00e3o se assuste, porque apesar de estarem pr\u00f3ximos da B\u00e9lgica, eles n\u00e3o tem a m\u00ednima ideia do que \u00e9 uma \u201cBiere Blanche de Style Belge\u201d. De colora\u00e7\u00e3o amarela levem ente turva com creme branco espesso de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta perman\u00eancia, a Faxe Witbier apresenta um aroma com intensas notas frutadas sugerindo&#8230; banana e cravo. Sim, eles erraram a fronteira e a levedura. Na boca, a textura \u00e9 suave com leve pic\u00e2ncia. O primeiro toque oferece banana e cravo e na sequencia um amargor suave, que abre as portas para um conjunto interessante de German Weizen. O final traz banana e cravo enquanto o retrogosto refor\u00e7a essas sugest\u00f5es. Apenas ok.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nA canadense Dieu du Ciel! Disco Soleil se mostrou uma \u00f3tima American IPA, com o perfil dominado pela fruta adicionada, a tal de Kumquat, que acrescenta percep\u00e7\u00e3o de toranja ao conjunto, e a diferencia. Muito boa. J\u00e1 a Benediktiner Weissbier Dunkel soou doce demais, o que atrapalha um pouco o drinkability (ainda mais em uma cerveja de 500 ml). Sugere trigo, banana, caramelo e at\u00e9 ameixa, mas no final o que vence \u00e9 a do\u00e7ura. Esperava mais dela. Do mesmo jeito, eu sempre espero coisas boas da Birra Del Borgo, e a Genziana n\u00e3o decepcionou, muito pelo contr\u00e1rio: me arrependi de ter apenas uma garrafa dela em casa. Me soou uma Cream Ale com forte presen\u00e7a herbal e algo de tutti-frutti. Baita. Quero outra. Minha d\u00e9cima Shipyard, sozinha na ta\u00e7a, soou uma decep\u00e7\u00e3o: Applehead, uma cerveja que recebe infus\u00e3o de ma\u00e7\u00e3, e mais parece uma tortinha de ma\u00e7\u00e3 do McDonaldas l\u00edquida. Talvez acompanhando um prato seu perfil consiga brilhar, mas sozinha parece um suco de ma\u00e7\u00e3 com tempero de canela. Muito pouco. Fechando esse primeiro quinteto, uma Weiss russa de S\u00e3o Petersburgo que segue o padr\u00e3o b\u00e1varo de boas cervejas de trigo. Nada revolucion\u00e1rio, nada de novo, mas fiel ao estilo cl\u00e1ssico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abrindo o segundo quinteto com uma \u00f3tima Blond belga da Val\u00f4nia, Abbaye de Forest, que equilibra bem notas c\u00edtricas e herbais com do\u00e7ura de mel e trigo. O que mais impressiona e conquista o paladar \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o de capim lim\u00e3o no conjunto. Uma del\u00edcia. Bastante popular por sua garrafinha esbelta, a Negra Modelo Vienna Lager deixa a desejar em rela\u00e7\u00e3o ao estilo, mas precisa ser encarada como uma cerveja simples que oferece nuances (simplistas) que v\u00e3o al\u00e9m do imperialismo Premium American Lager. Ou seja, ela est\u00e1 um pouco acima de suas companheiras louras, mas nem tanto assim. A carioca Jeffrey Red Pilsen n\u00e3o me impressionou tanto quanto a Nina, a witbier que foi um dos destaques do Mondial de La Biere Rio 2014, mas \u00e9 uma cerveja interessante que traz algo de ameixa vermelha e caramelo. A brit\u00e2nica King Goblin fez bonito com um conjunto levemente terroso e puxado pra ameixa, com um azedume arisco leve marcando presen\u00e7a. Curti. Fechando a lista de 10 cervejas, 10 pa\u00edses, a Dinamarca \u00e9 representada pela Faxe, especialista em Malt Liquor decepcionantes (muito \u00e1lcool, nada de sabor), que aqui confunde a fronteira (e a levedura) e entrega uma German Weizen alem\u00e3 no lugar de Witbier belga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dieu du Ciel! Disco Soleil<br \/>\n&#8211; Produto: American IPA<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Canad\u00e1<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,31\/5<\/p>\n<p>Benediktiner Weissbier Dunkel<br \/>\n&#8211; Produto: German Dunkelweizen<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Alemanha<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5,4%<br \/>\n&#8211; Nota: 2,92\/5<\/p>\n<p>Birra Del Borgo Genziana<br \/>\n&#8211; Produto: Spice Herb<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: It\u00e1lia<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6,2%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,53\/5<\/p>\n<p>Shipyard Applehead<br \/>\n&#8211; Produto: Fruit Beer<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: EUA<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\n&#8211; Nota: 2,75\/5<\/p>\n<p>Baltika Number 8<br \/>\n&#8211; Produto: Wheat Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: R\u00fassia<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,08\/5<\/p>\n<p>Abbaye de Forest<br \/>\n&#8211; Produto: Blond Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6,5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,33\/5<\/p>\n<p>Negra Modelo Vienna Lager<br \/>\n&#8211; Produto: Vienna Lager<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: M\u00e9xico<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5,4%<br \/>\n&#8211; Nota: 2,76\/5<\/p>\n<p>Jeffrey Red Pilsen<br \/>\n&#8211; Produto: Red Pilsen<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Brasil<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\n&#8211; Nota: 2,92\/5<\/p>\n<p>Wychwood King Goblin<br \/>\n&#8211; Produto: English Strong Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Inglaterra<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6,6%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,31\/5<\/p>\n<p>Faxe Witbier<br \/>\n&#8211; Produto: German Weizen<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Dinamarca<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5,2%<br \/>\n&#8211; Nota: 2,80\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-37160  aligncenter\" title=\"genziana\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/genziana.jpg\" alt=\"\" width=\"406\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/genziana.jpg 406w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/genziana-150x147.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/genziana-300x295.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 406px) 100vw, 406px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nUma sequencia surpresa com Canad\u00e1, Alemanha, EUA, R\u00fassia, It\u00e1lia, B\u00e9lgica, M\u00e9xico, Brasil, Inglaterra e Dinamarca\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/02\/29\/boteco-10-paises-10-cervejas\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[605,604,603,445,602,601,579,583,606],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37149"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37149"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37149\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37161,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37149\/revisions\/37161"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37149"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37149"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37149"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}