{"id":37116,"date":"2016-02-29T17:01:53","date_gmt":"2016-02-29T20:01:53","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37116"},"modified":"2020-11-09T00:24:36","modified_gmt":"2020-11-09T03:24:36","slug":"conexao-latina-rodrigo-ortiz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/02\/29\/conexao-latina-rodrigo-ortiz\/","title":{"rendered":"Conex\u00e3o Latina: Rodrigo Ortiz"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37117\" title=\"rodrigo_ortiz\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/rodrigo_ortiz.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/rodrigo_ortiz.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/rodrigo_ortiz-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/rodrigo_ortiz-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 perfeitamente poss\u00edvel que na mem\u00f3ria musical de algu\u00e9m, as obras de AC\/DC, Charly Garc\u00eda, Jaime Roos e chacarera ocupem o mesmo espa\u00e7o. Que de alguma maneira essas influ\u00eancias se combinem para dar luz a algo coeso, envolvente e pop j\u00e1 \u00e9 bem menos prov\u00e1vel, mas o multiinstrumentista e compositor uruguaio Rodrigo Ortiz o conseguiu com seu \u00e1lbum \u201c<a href=\"http:\/\/rodrigoortiz.bandcamp.com\/album\/gallo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Gallo<\/a>\u201d, lan\u00e7ado em 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ortiz tinha apenas um disco solo lan\u00e7ado (\u201cEvolutando\u201d, de 2000), mas j\u00e1 tocara com muitos m\u00fasicos conhecidos de seu pa\u00eds al\u00e9m de ter trabalhado como profissional de som para cinema na Argentina. Embora competente, seu \u00e1lbum de estreia n\u00e3o deixava antever o resultado que atingir\u00eda em \u201cGallo\u201d, disco registrado em tranquilas e relaxadas sess\u00f5es no est\u00fadio que montou em sua casa, o Gallinero. Se os nomes do CD e do est\u00fadio indicam uma obsess\u00e3o galin\u00e1cea, cabe acrescentar que a can\u00e7\u00e3o \u201cMadre de Todo o Destino\u201d ainda traz a participa\u00e7\u00e3o de Nilsa, uma de suas galinhas de estima\u00e7\u00e3o, entregando um cacarejo que n\u00e3o faria feio em um registro de Hermeto Pascoal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, \u201cGallo\u201d vai al\u00e9m do exotismo de convidadas penosas. Musicalmente, ele se situa entre o blues, a m\u00fasica popular uruguaia e o rock argentino, com espa\u00e7os para as mais variadas formas de folclore dos pa\u00edses mais ao sul do continente. Na sequ\u00eancia que abriga \u201cPerdido\u201d, Echarpatr\u00e1s\u201d e a faixa-t\u00edtulo \u00e9 poss\u00edvel enxergar um resumo adequado dessa combina\u00e7\u00e3o, com o groove blueseiro da primeira, a malemol\u00eancia ir\u00f3nica da segunda e o peso clim\u00e1tico da \u00faltima. Mas o disco reserva mais bons momentos, como a j\u00e1 citada \u201cMadre de Todo o Destino\u201d (uma balada na qual a \u201cvoz\u201d de Nilsa duela com violino), a murga roqueira e sincopada \u201cRio\u201d, a delicadeza comovente de \u201cManifestarte\u201d e as harmonias vocais \u201cfiteras\u201d (no sentido Fito P\u00e1ez da coisa) de \u201cEntrevero\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na entrevista a seguir, Ortiz repassa sua carreira musical, detalhando o caminho que o levou at\u00e9 o resultado conciso e acertado de \u201cGallo\u201d, e conta bastidores da grava\u00e7\u00e3o que v\u00e3o deliciar quem \u00e9 apaixonado por experimenta\u00e7\u00f5es de est\u00fadio.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/kODuWXNmXyU\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/kODuWXNmXyU\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o suas origens musicais? Onde come\u00e7a a estrada que te levou ao \u201cGallo\u201d?<\/strong><br \/>\nMinhas origens remontam, penso eu, a uma situa\u00e7\u00e3o \u201cin utero\u201d (risos). Minha m\u00e3e era professora de piano na cidade de Paysand\u00fa, no litoral do Uruguai, e exercia sua profiss\u00e3o em casa ainda durante suas gesta\u00e7\u00f5es. Quer dizer, as horas de exerc\u00edcios de piano para seus alunos de conservat\u00f3rio j\u00e1 eram parte da minha primeira aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica. Por volta dos seis anos comecei a ter aulas de viol\u00e3o e a experimentar com esse instrumento. Era uma escola de Julio Siqueira, pai de Cecilia Siqueira, que hoje \u00e9 integrante do duo de viol\u00f5es Siqueira-Lima.  Passaram ainda professores como Osvaldo Sanguinett, C\u00e9sar Viola,  Esteban Klisich, Jorge Nocetti, e ent\u00e3o me arrisquei em grupos, primeiro com meu irm\u00e3o Mauricio, que \u00e9 saxofonista e integra a banda No Te Va Gustar (nota: possivelmente a maior banda do pop uruguaio atualmente). Por volta dos 13 ou 14 anos, comecei a compor, de ouvido, ao piano. Foi natural e espont\u00e2neo. Mais tarde, fui morar em Montevid\u00e9u e formei um duo com Ana Prada (nota: famosa cantora folk uruguaia), que teve uma linda trajet\u00f3ria. No come\u00e7o dos anos 90 toquei e compus para a banda Observadores de \u00c1rboles. L\u00e1 pelo final dos anos 90 paramos de tocar, eu comecei a brincar com um computador e a gravar na minha casa. Foi a\u00ed que saiu meu primeiro disco solo, \u201cEvolutando\u201d, em 2000, s\u00f3 de maneira virtual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Admito que eu n\u00e3o tinha nem conhecimento da exist\u00eancia desse disco.<\/strong><br \/>\nPois \u00e9. Para \u201cajudar\u201d, era uma \u00e9poca em que a internet n\u00e3o tinha nem a velocidade nem as caracter\u00edsticas que tem hoje. Lembra daqueles ru\u00eddos que o modem fazia ao se conectar? Weeerrrrrggegegeeerrrrpiiiipiiiiiiii\u2026 (risos). Era essa \u00e9poca. Para baixar cada faixa levava um temp\u00e3o\u2026 Mesmo assim, nunca foi editado fisicamente. N\u00e3o foi uma ideia muito boa (risos). N\u00e3o montei uma banda para tocar, ficou por isso mesmo. Ent\u00e3o fui morar em Buenos Aires, e ali fiquei por oito anos. Ainda que eu continuasse compondo, me dediquei a estudar sonoriza\u00e7\u00e3o e trabalhei com som para cinema: p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o, som direto etc. Mas nesse meio-tempo algumas composi\u00e7\u00f5es minhas foram gravadas por bandas de amigos . Por exemplo, o pessoal do La Triple Nelson, que gravou \u201cExtra\u00f1o\u201d, que acabou em tr\u00eas discos deles: um de est\u00fadio, um ao vivo e outro com a Filarm\u00f4nica de Montevid\u00e9u. Mas eles gravaram outras minhas em outros discos \u2013 no \u00faltimo, \u201cLa Sed\u201d, tem uma chamada \u201cContenido Cero\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E ent\u00e3o\u2026<\/strong><br \/>\nE ent\u00e3o voltei para o Uruguai. Faz tr\u00eas anos. Apresentei ao Fondo Nacional de la M\u00fasica um projeto para gravar un disco, e recebi o apoio deles. Com o impulso emocional por ter voltado ao pa\u00eds, e o financeiro do Fondo, nasceu \u201cGallo\u201d. Respondida a quest\u00e3o? (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falemos, ent\u00e3o, das grava\u00e7\u00f5es. O encarte do disco aponta um per\u00edodo longo. Foram sess\u00f5es intermitentes ou de fato passaram tantos meses trabalhando o disco?<\/strong><br \/>\nEu j\u00e1 vinha gravando demos e trabalhando nelas, de modo que mais da metade das can\u00e7\u00f5es j\u00e1 estavam bem resolvidas quando recebi o apoio [financeiro]. Como n\u00e3o tenho uma banda, toco todos os instrumentos para gerar a ideia. Pablo Rey cuidou da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica nessas demos e nas faixas que faltavam, me ajudou a descartar alguns temas, a organizar as ideias e colocar os p\u00e9s no ch\u00e3o, a por tudo no papel e n\u00e3o perder o conceito principal. Quando tudo estava pronto nesse aspecto, foi uma semana para gravar as baterias e instrumentos de percuss\u00e3o \u2013 muitas das quais acabaram sendo aproveitadas das pr\u00f3prias demos. Garrafas, paus, latas foram sendo agregados, ou mesmo substitu\u00edram o que j\u00e1 tinha sido feito. E o resto foi gravado intermitentemente, mesmo. Os instrumentos de coras \u2013 guitarras criollas, baixos, bandone\u00f3n, baixo ac\u00fastico, harpa paraguaia etc \u2013 foram tamb\u00e9m usados de forma tentativa, e embora algumas faixas tivessem nascido com o som de um determinado instrumento em mente, os resultados de cada teste chegou a modificar completamente algumas can\u00e7\u00f5es. E houve os convidados. Cada um passou uma tarde inteira no est\u00fadio \u2013 que \u00e9 na minha casa mesmo, montei um pequeno est\u00fadio ali, que batizei de \u201cEl Gallinero\u201d (risos). Isso ajudou para que as sess\u00f5es com os convidados fossem muito relaxadas, divertidas e harmoniosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As influ\u00eancias  s\u00e3o identific\u00e1veis, mas n\u00e3o &#8220;setorizadas&#8221;. N\u00e3o d\u00e1 para dizer em nenhuma can\u00e7\u00e3o: \u201cisso \u00e9 rock\u201d, ou \u201cisso \u00e9 murga\u201d. A mistura \u00e9 bem org\u00e2nica, inclusive nas estruturas \u2013 que combinam influ\u00eancias mais acad\u00eamicas com musica m\u00e1s intuitiva. Foi reflexo desse processo de grava\u00e7\u00e3o, ou \u00e9 consequ\u00eancia das suas influ\u00eancias?<\/strong><br \/>\nAs influ\u00eancias se integram naturalmente nas composi\u00e7\u00f5es. H\u00e1 sensa\u00e7\u00f5es e emo\u00e7\u00f5es que se transmitem melhor com determinados ritmos. E a\u00ed vem desde meu primeiro cassete, que foi \u201cWho Made Who\u201d, do AC\/DC, at\u00e9 o rock argentino da d\u00e9cada de 90 \u2013 que era o que tocava na r\u00e1dio e nos bares de Paysand\u00fa. Depois vem o candombe e a m\u00fasica popular do Uruguai, quando fui morar em Montevid\u00e9u. E pela proximidade e influencia, a m\u00fasica do Brasil tamb\u00e9m. O estudo de viol\u00e3o me levou \u00e0 bossa nova. Meu per\u00edodo argentino me permitiu trazer ares de chacarera, zamba, bagualas. Com o tempo, as coisas que eu queria dizer foram se apoiando nisso tudo que a vida se encarregou de misturar. \u00c9 tudo intuitivo. E emocional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O trabalho percussivo do disco me chamou aten\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea disse que muito j\u00e1 vinha das demos, mas o encarte mostra a constante participa\u00e7\u00e3o dos m\u00fasicos Javier Sopra Viera y Santiago Acosta. Quanto eles contribu\u00edram para essa identidade percussiva?<\/strong><br \/>\nDe fato, a na maioria dos casos a ideia r\u00edtmica era parte das demos. Foi todo um trabalho de despojar-se dos ritmos estruturais e trabalhar a ideia r\u00edtmica a partir do que sugeria a can\u00e7\u00e3o. O conceito que guiei foi o de agregar \u00e0 can\u00e7\u00e3o com os elementos de percuss\u00e3o e n\u00e3o montar a faixa a partir de um ritmo pr\u00e9-estabelecido. N\u00e3o sei se isso se entende t\u00e3o bem mas\u2026 Bem, depois os m\u00fasicos deram \u201cvida\u201d  a essas ideias, enriquecendo-as e potenciando-as. Em todos os casos a ideia era gerar um \u201cbloco\u201d e colocar a bateria no mesmo n\u00edvel dos elementos de percuss\u00e3o, e n\u00e3o mais forte. Mas no fim, muito do que est\u00e1 ali \u00e9 resultado da busca sonora que aconteceu durante o registro das demos: por n\u00e3o contar com uma variedade de instrumentos, procurei o resultado desejado com o que eu tinha \u00e0 m\u00e3o. Eu uso uma lixa de parede, por exemplo\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Isso aparece n\u00e3o somente na percuss\u00e3o mas em todo o disco: o uso de instrumentos incomuns. Tudo foi aparecendo no est\u00fadio?<\/strong><br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o a outros instrumentos, tudo partiu da base da guitarra criolla, que \u00e9 a origem das can\u00e7\u00f5es. Os instrumentos menos originais j\u00e1 estavam na minha cabe\u00e7a quando compus, era quest\u00e3o de experimentar para ver se funcionariam de verdade. Foi o caso do didgeridoo que minha amiga Agustina Mosca gravou em Paris e depois me mandou. Ou da harpa paraguaia, do bandone\u00f3n\u2026 Nada foi gravado na demo. Nem a galinha! (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bem, \u00e9 important\u00edssimo perguntar: como aconteceu a participa\u00e7\u00e3o da Nilsa? Ela se portou bem (risos)<\/strong><br \/>\nNilsa era uma das galinhas que t\u00ednhamos por pedido da minha filha mais nova. Eu estava editando um violino que Agustina Shreider tinha gravado para \u201cMadre de Todo Destino\u201d quando, fora de casa, a galinha se p\u00f4s a cantar depois de ter botado seu ovo. O  cacarejo de sempre. Nesse momento [o cacarejo] entrou perfeitamente no ritmo e tonalidade da m\u00fasica, e al\u00e9m disso ele ca\u00eda muito bem para o ar de chacarera. Foi um achado, uma casualidade, ou causalidade assombrosa e maravilhosa. Estava no tempo e na tonalidade. Ent\u00e3o tirei um microfone do est\u00fadio, levei para o galinheiro (que fica ao lado, da\u00ed o nome), e esperei pelo pr\u00f3ximo ovo. Gravei o cacarejo do come\u00e7o ao fim. Aos poucos a intensidade vai diminuindo e coloquei-o desse jeito na can\u00e7\u00e3o. N\u00e3o editei quase nada. S\u00f3 no final eu copiei o cacarejo do come\u00e7o, que \u00e9 mais en\u00e9rgico. Lamentavelmente ela morreu um tempo depois. Mas ficou imortalizada (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A participa\u00e7\u00e3o da Nilsa me fez pensar no brasileiro Hermeto Pascoal. Conhece o trabalho dele?<\/strong><br \/>\nSim, eu j\u00e1 conhecia o trabalho dele com animais no est\u00fadio. Uma maravilha. A diferen\u00e7a \u00e9 que Hermeto provavelmente pensa nisso antes (risos). O meu foi fortuito (pausa). Casual. Se tivesse cantado \u2013 cacarejado \u2013 enquanto eu trabalhava em outra can\u00e7\u00e3o eu talvez n\u00e3o tivesse reparado nela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea vai divulgar o disco no Uruguai? Vai ter banda dessa vez? (risos)<\/strong><br \/>\nSim, est\u00e1 formada a banda. Dois percussionistas, dois guitarristas e um baixo. Essa \u00e9 base, mas podemos somar convidados. Temos shows para o ver\u00e3o e estamos preparando a apresenta\u00e7\u00e3o do disco para o meio do ano em algum espa\u00e7o a definir de Montevid\u00e9u, chamando a maioria dos que participaram da grava\u00e7\u00e3o. Estamos armando tamb\u00e9m uma s\u00e9rie de shows no interior: Paysand\u00fa , Salto, Artigas. S\u00e3o lugares onde o disco vem tendo uma repercuss\u00e3o muito boa, com difus\u00e3o nas r\u00e1dios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Isso \u00e9 uma boa surpresa, pois \u00e9 uma obra praticamente independente \u2013 no sentido de ser desvinculada da rota mais comercial, mesmo com algumas can\u00e7\u00f5es de tons pop. OK, tem o apoio do Fondo, mas o trabalho \u00e9 mais autoral e ousado.<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma produ\u00e7\u00e3o independente, sim. Felizmente r\u00e1dios nacionais como FM del Sur e M24 FM se dedicam a difundir m\u00fasica local. Aos poucos o material vai sendo ouvido, v\u00e1rios programas est\u00e3o se interessando e me convidam para falar sobre o trabalho e apresent\u00e1-lo aos ouvintes. Minha ideia \u00e9 continuar contactando pessoas que se envolvam com gest\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o para armar projetos destinados a buscar canais de desenvolvimento nos fundos de cultura, como contatos para festivais regionais ou de fus\u00e3o na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/2PbkwHAgqI8\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/2PbkwHAgqI8\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA, ENTREVISTAS E REVIEWS NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Leonardo Vinhas\n\u00c9 perfeitamente poss\u00edvel que na mem\u00f3ria musical de algu\u00e9m, AC\/DC, Charly Garc\u00eda e chacarera ocupem o mesmo espa\u00e7o&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/02\/29\/conexao-latina-rodrigo-ortiz\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[45],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37116"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37116"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37116\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58279,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37116\/revisions\/58279"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37116"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37116"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37116"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}