{"id":37045,"date":"2014-12-08T11:35:48","date_gmt":"2014-12-08T14:35:48","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=37045"},"modified":"2016-02-24T11:40:13","modified_gmt":"2016-02-24T14:40:13","slug":"boteco-tres-cervejas-refrescantes-belgas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/12\/08\/boteco-tres-cervejas-refrescantes-belgas\/","title":{"rendered":"Boteco: tr\u00eas cervejas refrescantes belgas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/limbugse.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"573\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ada em 1993 atrav\u00e9s de uma parceria firmada entre duas das mais tradicionais fam\u00edlias cervejeiras da regi\u00e3o de Limburg (St. Joseph e Martens), na B\u00e9lgica, e vencedora do concurso belga de melhor witte beer de 2013, a Limburgse Witte segue a risca os preceitos do estilo criado por Pierre Celis (respons\u00e1vel pela Hoegaarden): colora\u00e7\u00e3o amarelo esverdeada puxando para o verde lim\u00e3o com toques brancos, creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, e aroma bastante c\u00edtrico (lim\u00e3o siciliano suave), com toque de condimenta\u00e7\u00e3o (semente de cravo e coentro) e do\u00e7ura de trigo. Na boca, citricidade (lim\u00e3o) mais acidez delicada de condimenta\u00e7\u00e3o (cravo e coentro) em primeiro plano com do\u00e7ura pelas bordas. Bastante leve e refrescante, a Limburgse Witte finaliza suavemente amarga, mas o final, longo, ainda traz c\u00edtrico e do\u00e7ura. No retrogosto, suave lim\u00e3o com do\u00e7ura de trigo e refrescancia. Uma delicia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/saison1900.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"570\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Lefebvre Brewery \u00e9 uma cervejaria familiar surgida em 1876 na cidade de Quenast na regi\u00e3o brabante da Valonia belga. A Saison 1900 \u00e9 um dos destaques da casa tendo sido produzida pela primeira vez em 1982 seguindo a tradi\u00e7\u00e3o de cervejas saison da regi\u00e3o de Hainaut. De colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar alaranjada e creme branco de excelente forma\u00e7\u00e3o e extensa perman\u00eancia, a Saison 1900 exibe um aroma com muitas notas florais, percep\u00e7\u00e3o intensa de do\u00e7ura (muito mel, que n\u00e3o \u00e9 adicionado na receita), suave toque c\u00edtrico e frutado (damasco) e sugest\u00e3o de especiarias \u2013 derivada da levedura. Na boca, um belo conjunto exibe carbonata\u00e7\u00e3o alta, do\u00e7ura melada n\u00e3o excessiva, amargor pontual e um refrescante toque frutado al\u00e9m de sugest\u00e3o herbal e de cereais (feno, trigo, ervas). O final traz amargor, do\u00e7ura de mel e acidez (que promove leve adstring\u00eancia). No retrogosto, mel, picancia e adstring\u00eancia. Muito boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/celis.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"586\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1966, um pastor j\u00e1 na casa dos 40 anos decidiu reviver um estilo cervejeiro regional que havia sido praticamente extinto uma d\u00e9cada antes. Nascia um mito na cidade de Hoegaarden, e seu criador, Pierre Celis, tocou sozinho a Hoegaarden Brewery at\u00e9 1985, quando um grande inc\u00eandio destruiu a cervejaria. Para se reeguer, Celis vendeu uma porcentagem da companhia para a poderosa Interbrew (rebatizada InBev ap\u00f3s a fus\u00e3o com a AmBev), que passou a pressiona-lo para mudar a receita e tornar a cerveja mais popular. Infeliz, Celis vendeu sua parte e mudou-se para Austin, nos Estados Unidos, no final dos anos 80, e n\u00e3o demorou a criar outra cervejaria, a Celis Brewery, em 1992 (aos 67 anos!), desejando produzir sua receita tradicional. A cervejaria foi comprada pela Miller Brewing em 1996 e vendida para a Michigan Brewing em 2002, que abriu fal\u00eancia em 2012 (um ano ap\u00f3s a morte do pastor).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/celis3.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"342\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mesmo 2012, Christine Celis, filha de Pierre, recuperou os direitos sobre a Celis Brewery, e encomendou a produ\u00e7\u00e3o da Celis White para a Brouwerij Van Steenberge (respons\u00e1vel pela Gulden Draak e pela Piraat), de Ertvelde, na B\u00e9lgica. De colora\u00e7\u00e3o amarelo palha com turbidez aparente e creme brando de \u00f3tima forma\u00e7\u00e3o e longa dura\u00e7\u00e3o, a Celis White apresenta um aroma bastante condimentado (semente de cravo, coentro e at\u00e9 manjeric\u00e3o) sobre uma base suave de trigo e frutas (banana e lim\u00e3o siciliano), que ainda adianta acidez e azedume. Na boca, o conjunto encantador abriga de forma exemplar c\u00edtrico (lim\u00e3o), frutado (banana), do\u00e7ura (derivada do trigo), acidez, um azedinho apaixonante e condimenta\u00e7\u00e3o (do conjunto de ervas adicionado na receita). O final \u00e9 bastante condimentado com leve adstring\u00eancia e do\u00e7ura frutada (banana e, muito levemente, p\u00eassego). No retrogosto, refrescancia e leveza. Paix\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/celis2.jpg\" alt=\"\" width=\"436\" height=\"518\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nA Limburgse Witte, receita das fam\u00edlias St. Joseph e Martens (produzida pela primeira), \u00e9 um exemplar cl\u00e1ssico do estilo, com citricidade, acidez, do\u00e7ura de trigo e condimenta\u00e7\u00e3o criando um conjunto arrebatador, que n\u00e3o exibe de forma alguma seus 5% de \u00e1lcool. Uma del\u00edcia. T\u00e3o gostosa quanto (mas mais condimentada e arisca), a Saison 1900 \u00e9 um exemplar agrad\u00e1vel deste ador\u00e1vel estilo belga. Me lembrou um pouco a Biere de Miel, da Dupont, ainda que exiba um pouco mais de do\u00e7ura que o padr\u00e3o do estilo. Para fechar, a sensacional Celis White, uma witbier com a m\u00e3o de Piere Celis, o criador da Hoegaarden. Numa compara\u00e7\u00e3o direta, a Celis White soa mais densa (dentro de sua suavidade), provocante e condimentada que a Hoegaarden, sem deixar de lado suas principais caracter\u00edsticas: refrescancia e sabor. Queria ter caixas dela empilhadas em casa para acompanhar o almo\u00e7o\u2026 todos os dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Limburgse Witte<br \/>\nProduto: Witbier<br \/>\nNacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\nGradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\nNota: 3,26\/5<br \/>\nPre\u00e7o no Brasil: R$ 14 &#8211; 330 ml<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Saison 1900<br \/>\nProduto: Saison<br \/>\nNacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\nGradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5,4%<br \/>\nNota: 3,21\/5<br \/>\nPre\u00e7o no Brasil: R$ 11 &#8211; 330 ml<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Celis White<br \/>\nProduto: Witbier<br \/>\nNacionalidade: B\u00e9lgica<br \/>\nGradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\nNota: 3,82\/5<br \/>\nPre\u00e7o no Brasil: R$ 8 &#8211; 250 ml<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/limbugse2.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"537\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nEm 1966, um pastor j\u00e1 na casa dos 40 anos decidiu reviver um estilo cervejeiro regional que havia sido praticamente extinto uma d\u00e9cada antes. Nascia um mito na cidade de Hoegaarden\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/12\/08\/boteco-tres-cervejas-refrescantes-belgas\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37045"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37045"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37045\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37046,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37045\/revisions\/37046"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37045"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37045"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37045"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}