{"id":35895,"date":"2015-12-14T10:01:42","date_gmt":"2015-12-14T13:01:42","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=35895"},"modified":"2016-03-01T09:31:19","modified_gmt":"2016-03-01T12:31:19","slug":"boteco-seis-cervejas-canadenses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/12\/14\/boteco-seis-cervejas-canadenses\/","title":{"rendered":"Boteco: Seis cervejas canadenses"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mousquetaires_gose.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">por Marcelo Costa<\/span><\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Brossard, uma cidade da prov\u00edncia canadense de Quebec, surge a Les Trois Mousquetaires, uma cervejaria aberta em 2004 que decidiu apostar na recria\u00e7\u00e3o de estilos ariscos alem\u00e3es. Essa Gose (estilo que quase desapareceu, mas vem ganhando sobrevida) \u00e9 da s\u00e9rie Hors e a receita utiliza malte Pilsner, trigo, aveia, sal e semente de coentro. De colora\u00e7\u00e3o amarela turva com creme branco de baixa forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o, a Les Trois Mousquetaires Gose exibe um aroma delicioso e levemente c\u00edtrico sugerindo lim\u00e3o e uva verde. H\u00e1 leve percep\u00e7\u00e3o de acidez tanto quanto de do\u00e7ura de trigo. Na boca, a textura \u00e9 levemente frisante. O primeiro toque traz r\u00e1pido c\u00edtrico seguido de salgado e acidez, que faz a fun\u00e7\u00e3o de amargor, baix\u00edssimo. Na sequencia, c\u00edtrico, salgado, acidez e o coentro de m\u00e3os dadas num conjunto delicioso. O final \u00e9 levemente salgado e c\u00edtrico. No retrogosto, um pouco de sal, refrescancia e amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mousquetaires_hopen.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da s\u00e9rie Signature da casa canadense, a Les Trois Mousquetaires Hopfenweisse prop\u00f5e chocar maltes alem\u00e3es com l\u00fapulos norte-americanos (incluindo dry-hoping com l\u00fapulo Summit) na busca por um equil\u00edbrio especial. De colora\u00e7\u00e3o amarela turva (mas mais clara que a Gose) com creme branco de boa forma\u00e7\u00e3o e alta perman\u00eancia, a Les Trois Mousquetaires Hopfenweisse apresenta um aroma provocante, com frutas tropicais (laranja, abacaxi e manga) unindo-se a tradicional sugest\u00e3o de banana numa salada de frutas alco\u00f3lica, que ainda abre espa\u00e7o para acidez, condimenta\u00e7\u00e3o (cravo), floral e leve herbal. Na boca, a textura \u00e9 cremosa e arisca, com leve pic\u00e2ncia. O primeiro toque traz frutado c\u00edtrico seguido de acidez e amargor marcante, mas n\u00e3o exagerado, abrindo as portas para um conjunto arisco e bem interessante. No final, acidez forte e amargor c\u00edtrico. No retrogosto, manga, banana, acidez e amargor. Baita experi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/mousquetaires_altbier.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m da s\u00e9rie Signature, a Les Trois Mousquetaires Sticke Alt faturou a medalha de ouro no World Beer Awards 2010 (e bronze em 2014) com uma receita de Altbier, estilo de D\u00fcsseldorf, caprichada, que destaca um dry hopped do l\u00fapulo alem\u00e3o Hallertau. De colora\u00e7\u00e3o entre o castanho e o vermelho com creme bege espesso de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia alta perman\u00eancia, a Les Trois Mousquetaires Sticke Alt exibe um perfil arom\u00e1tico envolvente com notas maltadas sugerindo do\u00e7ura de caramelo, a\u00e7\u00facar queimado, frutas escuras e vermelhas (ameixa, cereja), toffee e xerez. Na boca, a textura \u00e9 sedosa e levemente picante. O primeiro toque j\u00e1 adianta um pouco da rebeldia que vem pela frente com amargor, frutado e amadeirado compondo um perfil provocante que ainda traz algo de a\u00e7\u00facar queimado, toffee e xerez. O final \u00e9 amargo. No retrogosto, mais amargor (suave), toffee e sugest\u00e3o de madeira e xerez. Uau.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/diable_blanche.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m da prov\u00edncia canadense de Quebec, aberta em 2005 em Shawinigan, cidade de cerca de 50 mil habitantes, a Le Trou Du Diable marca presen\u00e7a com  sua La Blanche de Shawi, que, como o nome adianta, \u00e9 uma Witbier em homenagem a cidade natal da cervejaria. De colora\u00e7\u00e3o dourada com leve turbidez e creme branco de m\u00e9dia forma\u00e7\u00e3o e r\u00e1pida dispers\u00e3o, a Blanche de Shawi apresenta um aroma bastante interessante porque junta a tradicional nota de banana derivada das Weiss alem\u00e3s com o tradicional c\u00edtrico de uma wit belga. H\u00e1, ainda, leve do\u00e7ura melada, trigo, condimenta\u00e7\u00e3o e laranja. Na boca, a textura \u00e9 levemente frisante. O primeiro toque traz do\u00e7ura caramelada c\u00edtrica, rememorando algo de ro\u00e7a, fazenda (o que a aproxima de uma Saison). O amargor \u00e9 baixo, 12 de IBU, mas a acidez suave faz parecer um pouquinho mais. Dai pra frente, um conjunto bastante agrad\u00e1vel e muito mais alem\u00e3o do que belga, mas nem por isso menos saboroso. No final, condimentado e do\u00e7ura. No retrogosto, leve adstring\u00eancia, caramelo, trigo, laranja e, claro, banana. Gostosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/diable_sangre.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda da Le Trou du Diable \u00e9 a Le Sangd&#8217;encre, uma caprichada Dry Stout de colora\u00e7\u00e3o marrom escura (mais clara nas bordas) e creme bege claro de boa forma\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia reten\u00e7\u00e3o. No nariz, o delicioso aroma sugere notas derivadas da torra do malte: caf\u00e9, chocolate ao leite, cappuccino e caramelo. Na boca, a textura \u00e9 sedosa com leve picancia. O primeiro toque traz do\u00e7ura caramelada atropelada no segundo seguinte por caf\u00e9 torrado e amargor exemplar (45 de IBU presentes!), que sugere equil\u00edbrio em um conjunto que, dai em diante, tem na do\u00e7ura achocolatada um destaque interessante ao lado da presen\u00e7a l\u00e1ctea, ambos combinando muito bem com o caf\u00e9, que n\u00e3o perde de vista a aten\u00e7\u00e3o do bebedor em nenhum momento, ainda que amacie vez em quando. O final \u00e9 suave, um leve cappuccino. O retrogosto refor\u00e7a essa sugest\u00e3o com capricho, numa Dry Stout perfeita para iniciantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/diable_tracteur.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechando o trio canadense com uma medalhista de ouro da casa: Le Trou du Diable Saison du Tracteur, ouro no World Beer Awards 2013 na categoria American Best Bi\u00e8re de Garde, Saison. De colora\u00e7\u00e3o dourada com leve turbidez e creme branco de \u00f3tima forma\u00e7\u00e3o e longa reten\u00e7\u00e3o, a Saison du Tracteur honra o estilo com um aroma caprichado de frutas c\u00edtricas (maracuj\u00e1 e p\u00eassego), feno, muito herbal (grama, ervas) e condimentos. Na boca, a textura frisante faz uma festa sobre a l\u00edngua. O primeiro toque, por\u00e9m, traz r\u00e1pida do\u00e7ura melada atropelada por c\u00edtrico envolvente e amargor caprichado (45 de IBU eficientes), que abre as portas para um conjunto altamente refrescante que junta frutas c\u00edtricas, feno, campo, ro\u00e7a, floral, herbal e condimenta\u00e7\u00e3o ador\u00e1vel. O final \u00e9 herbal e levemente c\u00edtrico. No retrogosto, uma pitada de amargor mais herbal e c\u00edtrico suave. Del\u00edcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Balan\u00e7o<\/strong><br \/>\nE quem diria que uma Gose canadense iria conquistar meu cora\u00e7\u00e3o? A Les Trois Mousquetaires foi uma bel\u00edssima surpresa, meio c\u00edtrica, meio salgada e totalmente apaixonante. Se essa Gose toma o posto de favorita do estilo na minha lista pessoal, a Hopfenweisse dos canadenses n\u00e3o consegue arranhar a coloca\u00e7\u00e3o da Schneider Weisse TAP 5 Mein Hopfenweisse, muito mais equilibrada na jun\u00e7\u00e3o de EUA com Alemanha. Ainda assim, esse exemplar da Les Trois Mousquetaires merece confian\u00e7a por n\u00e3o apostar na facilidade e manter o norte da radicaliza\u00e7\u00e3o \u00e0 vista. Fechando o trio, a Sticke Alt \u00e9 uma bela recria\u00e7\u00e3o do estilo Altbier feito pela Les Trois Mousquetaires, que busca os estilos alem\u00e3es mais radicais, e se d\u00e1 bem. J\u00e1 a Le Trou Du Diable La Blanche de Shawi \u00e9 uma Belgian Witbier que poderia ter nascido em Munique, devido a s\u00fatil presen\u00e7a de notas de banana que aparece tanto no aroma quanto no paladar. No meio do caminho entre uma Wit e uma Weiss, \u00e9 uma cerveja bem agrad\u00e1vel. A Le Sangd&#8217;encre \u00e9 uma Dry Stout perfeita para quem quer se iniciar no estilo, pois seu conjunto balan\u00e7a entre caf\u00e9 e chocolate ao leite remetendo a cappuccino e sem provocar demais o paladar ne\u00f3fito. \u00c9 uma cerveja suave, pra degustar com prazer. E para prestar aten\u00e7\u00e3o no bel\u00edssimo r\u00f3tulo. Fechando a sequencia de canadenses, a Saison du Tracteur honra o melhor do arisco estilo belga, e, n\u00e3o a toa, os canadenses n\u00e3o inserem frutas ou outras coisas para amacia-la: ou seja, eis uma cerveja r\u00fastica como deve ser. &lt;3<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Les Trois Mousquetaires Gose<br \/>\n&#8211; Estilo: Gose<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Canad\u00e1<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 3,8%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,54\/5<\/p>\n<p>Les Trois Mousquetaires Hopfenweisse<br \/>\n&#8211; Estilo: India Pale Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Canad\u00e1<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,51\/5<\/p>\n<p>Les Trois Mousquetaires Sticke Alt<br \/>\n&#8211; Estilo: India Pale Ale<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Canad\u00e1<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,53\/5<\/p>\n<p>Le Trou Du Diable La Blanche de Shawi<br \/>\n&#8211; Estilo: Witbier<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Canad\u00e1<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,31\/5<\/p>\n<p>Le Trou Du Diable Sangd&#8217;encre<br \/>\n&#8211; Estilo: Dry Stout<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Canad\u00e1<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 5%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,31\/5<\/p>\n<p>Le Trou Du Diable Saison du Tracteur<br \/>\n&#8211; Estilo: Saison<br \/>\n&#8211; Nacionalidade: Canad\u00e1<br \/>\n&#8211; Gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 6%<br \/>\n&#8211; Nota: 3,58\/5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/cervejascanadenses.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"335\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nBoas surpresas vindas de Quebec: as cervejas (de pegada alem\u00e3) da Les Trois Mousquetaires e as da Le Trou Du Diable\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/12\/14\/boteco-seis-cervejas-canadenses\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[511,512],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35895"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35895"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35895\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36687,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35895\/revisions\/36687"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35895"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35895"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35895"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}