{"id":35561,"date":"2015-11-25T10:34:46","date_gmt":"2015-11-25T13:34:46","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=35561"},"modified":"2018-01-03T10:16:08","modified_gmt":"2018-01-03T12:16:08","slug":"conexao-latina-francois-peglau","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/11\/25\/conexao-latina-francois-peglau\/","title":{"rendered":"Conex\u00e3o Latina: Francois Peglau"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-35562\" title=\"francoispeglau\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/francoispeglau.jpg\" alt=\"\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/francoispeglau.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fran\u00e7ois Peglau<\/a> \u00e9 uma figura, nas muitas conota\u00e7\u00f5es poss\u00edveis da frase. Magro, sempre de trajes sociais, \u00e9 um personagem entre um d\u00e2ndi setentista e um gal\u00e3 de sub\u00farbio deslocado. Dono de uma voz aguda e afinada, Fran\u00e7ois \u00e9 um dos mais criativos compositores em atividade na m\u00fasica pop peruana. Gravou seus dois \u00e1lbuns \u2013 \u201c<a href=\"https:\/\/francoispeglau.bandcamp.com\/album\/the-imminent-failure-of-francois-peglau\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Imminent Failure of Fran\u00e7ois Peglau<\/a>\u201d (2011) e \u201c<a href=\"https:\/\/francoispeglau.bandcamp.com\/album\/la-crisis-del-segundo-disco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">La Crisis del Segundo Disco<\/a>\u201d (2013) \u2013 praticamente sozinho e em esquema lo-fi, passou anos sem uma banda fixa, e ainda assim tanto shows como discos tiveram repercuss\u00e3o not\u00e1vel al\u00e9m de seu pa\u00eds natal: no M\u00e9xico, por exemplo, Fran\u00e7ois j\u00e1 \u00e9 artista de culto, e at\u00e9 na Inglaterra, onde morou por um tempo, conseguiu gerar certo burburinho cult.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas que m\u00fasica faz esse cidad\u00e3o, advogado por profiss\u00e3o e t\u00e3o interessado em Direito quanto em can\u00e7\u00f5es? Uma m\u00fasica que consegue juntar o melhor do esp\u00edrito e da sonoridade new wave norte-americana com as estranhezas pop de Beck, um tantinho de dub e reggae, rock sessentista peruano, certa voca\u00e7\u00e3o para Mac DeMarco de hablaespana e aquela dose de safadeza pr\u00f3pria, necess\u00e1ria para fazer com que tudo isso tenha uma identidade intransfer\u00edvel. Ah, sim, ele tamb\u00e9m \u00e9 um bom letrista, seja para narrativas \u201ccoerentes\u201d em espanhol ou para versos mais no \u201cfluxo da consci\u00eancia\u201d em ingl\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDubai\u201d, um dos microhits de seu segundo disco, \u00e9 um belo exemplo: uma letra que sugere intrigas pol\u00edticas, egotrips e autoilus\u00f5es sem falar praticamente nada disso \u2013 e com uma base musical que deixaria David Byrne e o finado Ricky Wilson (The B-52\u2019s) com sorrisos no rosto. Ou com inveja. \u201cA can\u00e7\u00e3o nasceu quando eu estava viajando e passei por Dubai. Nem me lembro porque passei por l\u00e1 (risos), mas me dei conta de que Dubai n\u00e3o \u00e9 um lugar, e sim um conceito. A\u00ed veio essa can\u00e7\u00e3o que fala do \u2018little egomaniac\u2019 (pequeno egoman\u00edaco), que \u00e9 um personagem que aparece muito na hora de fazer m\u00fasica e divulg\u00e1-la&#8230; Enfim, gosto muito dessa can\u00e7\u00e3o\u201d, explica Peglau, por Skype, ao S&amp;Y.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/E1swSeSfe0c\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/E1swSeSfe0c\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A can\u00e7\u00e3o tem um v\u00eddeo simples e divertido \u2013 como os demais, todos produzidos e dirigidos por ele e sua esposa Maria Elena. Os clipes ajudam a compor a imagem despretensiosa, mas ao vivo seu som ganha ainda mais for\u00e7a e din\u00e2mica. Acompanhado da Fracaso Band, suas apresenta\u00e7\u00f5es acentuam o \u201cska mariachi\u201d de alguns temas gra\u00e7as \u00e0 dupla de metais, e n\u00e3o d\u00e1 para n\u00e3o destacar o baixo de Rafa de la Cuba, que adota excelentes timbres para seus riffs simples e pavimenta o caminho para os outros integrantes fazerem suas traquinagens, como os solos breves e fraseados pontuais do guitarrista Michael Dawson.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Peglau (nome de batismo mesmo) viveu por alguns anos na Inglaterra e em 2013 voltou ao Peru. \u00c9 bastante ativo na cena limenha, onde organiza a festa London Kolin!, com shows e discotecagens que rolam numa casa. E foi falando sobre cenas que a conversa com o Scream &amp; Yell come\u00e7ou: \u201cEstar no Peru est\u00e1 muito bom. Mas o que acontece \u2013 n\u00e3o sei se rola o mesmo no Brasil \u2013 \u00e9 que o circuito que h\u00e1 parece um brinquedinho de hamster: ficamos muito girando em torno das mesmas coisas o tempo todo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tem isso por aqui, sim. Por todo tempo que voc\u00ea passou em Londres, creio que foi poss\u00edvel ter uma percep\u00e7\u00e3o mais realista da cena underground de l\u00e1 \u2013 uma cena que alimenta muitas fantasias nossas aqui na Am\u00e9rica Latina. O que funciona por l\u00e1 e o que n\u00e3o, na sua vis\u00e3o?<\/strong><br \/>\nMe parece que no Reino Unido as coisas funcionam como em qualquer lado do mundo, salvo o fato de que se voc\u00ea conseguir se posicionar bem, [o pa\u00eds] \u00e9 uma grande plataforma para voc\u00ea mobilizar sua m\u00fasica. O que me refiro \u00e9 que ali h\u00e1 30 mil movimentos independentes de todo tipo, com diferentes tipos de m\u00fasica: eletr\u00f4nica, grime, UK garage, folk, rock, punk, dubstep etc. Alguns se mant\u00e9m sob o radar para sempre, outros obt\u00e9m mais relev\u00e2ncia. Isso tamb\u00e9m \u00e9 uma realidade em todos os lados. A diferen\u00e7a \u00e9 que a Inglaterra \u00e9 e sempre foi um gerador de conte\u00fados musicais globais, o que faz com que todo mundo preste mais aten\u00e7\u00e3o ao sai de l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em uma conversa pessoal com Jorge Olazo (percussionista do Bareto), ele me disse que no Peru &#8220;n\u00e3o h\u00e1 r\u00e1dio&#8221;, no sentido que n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para uma programa\u00e7\u00e3o mais aberta. Sendo assim, com um mainstream pequeno e fechado, qual \u00e9 a aspira\u00e7\u00e3o concreta que um artista peruano independente pode ter?<\/strong><br \/>\nBom, digamos que \u00e9 mais dif\u00edcil e toma mais tempo, mas mesmo assim voc\u00ea tem que aspirar a encontrar sua audi\u00eancia. O status quo o obriga a se fazer muito mais criativo. Por\u00e9m, cada vez mais se veem artistas novos que se tornam populares por meios menos ortodoxos. La La, por exemplo, toca em festas privadas. Kanaku y el Tigre conseguiu colocar can\u00e7\u00f5es em um filme e isso os ajudou a encontrar uma audi\u00eancia. A movimenta\u00e7\u00e3o tem que crescer de costas para a r\u00e1dio, como se ela n\u00e3o existisse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estamos em um mundo com muita m\u00fasica dispon\u00edvel. Se por um lado isso \u00e9 bom porque o acesso est\u00e1 mais f\u00e1cil, por outro \u00e9 dif\u00edcil n\u00e3o ser s\u00f3 \u201cmais um&#8221; em meio a tanta oferta.<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 a grande pergunta que todo m\u00fasico tem que fazer a si pr\u00f3prio. E n\u00e3o existe uma resposta \u00fanica. N\u00e3o h\u00e1 uma \u201cbala de prata\u201d. Cada um tem que ver como se posiciona diante de uma oferta t\u00e3o excessiva. O primeiro passo \u00e9 que o m\u00fasico tem que se sentir c\u00f4modo com a m\u00fasica que faz e depois deve ter foco para ver como coloca isso. Encontrar o nicho. E a partir da\u00ed pensar \u201cout of the box\u201d e tratar de se colocar. \u00c9 a parte mais dif\u00edcil deste oficio. Mas [o m\u00fasico] tem que inovar nisso tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como \u00e9 o lance com a Fracaso Band? Ela n\u00e3o tinha forma\u00e7\u00e3o fixa no come\u00e7o, certo<\/strong><br \/>\nSim. Quando eu comecei a tocar, sempre dava um jeito de juntar quem pudesse para estar comigo para tocar junto. A Fracaso Band tem integrantes em Lima, no M\u00e9xico, na Inglaterra&#8230; No fim, todos que se juntam para tocar comigo s\u00e3o parte da Fracaso Band. Mas antes era um tanto cansativo: juntar o pessoal, ensaiar em pouco tempo e seguir em frente. Agora esse processo est\u00e1 mais f\u00e1cil, tenho uma banda fixa \u2013 Michael Dawson, Dani Reyna, Carlos Sanchez, Rodrigo Morales e Rafo de la Cuba \u2013 e j\u00e1 estamos todos bem ensaiados, bastante seguros das can\u00e7\u00f5es. No M\u00e9xico existe uma Fracaso Band tamb\u00e9m, j\u00e1 que toco bastante por l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De alguma maneira voc\u00ea pensa em passar esse conceito de tocar com quem quiser ao est\u00fadio, no pr\u00f3ximo disco?<\/strong><br \/>\nSim, os dois primeiros discos gravei quase sozinho, mas nesse pr\u00f3ximo quero tentar levar essa experi\u00eancia para o est\u00fadio em algumas can\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m tem um clima bem \u201cupbeat\u201d do primeiro disco que eu quero trazer de volta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E esse terceiro disco j\u00e1 tem data de lan\u00e7amento?<\/strong><br \/>\nEm dezembro eu j\u00e1 come\u00e7o a divulg\u00e1-lo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu noto uma grande diferen\u00e7a entre o \u201cThe Imminent Failure&#8230;\u201d e \u201cLa Crisis del Segundo Disco\u201d. Mesmo os dois sendo gravados em casa, o de estreia tem uma produ\u00e7\u00e3o notadamente lo-fi, e no segundo j\u00e1 d\u00e1 para escutar um som bem mais rico, os arranjos ganham muito destaque. Isso foi intencional, ou apenas consequ\u00eancia do processo de aprendizado?<\/strong><br \/>\nOlha, engra\u00e7ado voc\u00ea dizer isso, porque eu pensava que o primeiro disco tinha um som ruim, e o do segundo achei que ficou ainda pior (risos). \u00c9 tudo uma progress\u00e3o, na verdade, um aprendizado que vai se montando \u00e0 medida que vou fazendo as coisas. E sobre a sonoridade: quero trazer tudo que gosto para o meu som e n\u00e3o penso de onde vem, se do M\u00e9xico, da Inglaterra, de Cuba. Neste segundo disco teve muito reggae, que foi uma coisa que ouvi muito na Inglaterra. V\u00e1rias coisas v\u00e3o entrando como inspira\u00e7\u00e3o, \u00e9 um processo din\u00e2mico e que me pegou em v\u00e1rios momentos, no sentido de ver coisas que me interessavam e come\u00e7ar a compor a partir da\u00ed. Pode ser algo do La Pimpinela \u2013 n\u00e3o sei se voc\u00eas conhecem a\u00ed no Brasil, mas \u00e9 um grupo muito rom\u00e2ntico, exageradamente rom\u00e2ntico (risos), e isso foi um ponto de inspira\u00e7\u00e3o, por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com a inspira\u00e7\u00e3o diferente, p\u00fablicos t\u00e3o diferentes, e shows em tantos lugares, como s\u00e3o as rea\u00e7\u00f5es que surgem como consequ\u00eancia da sua m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nAs pessoas t\u00eam [rea\u00e7\u00f5es] de todo tipo. Tem quem goste de uma can\u00e7\u00e3o s\u00f3, e outros que escutam tudo, outros que escutam passando roupa (risos). Para mim, acho \u00f3timo que algu\u00e9m escute e sinta como quiser. \u00c9 um pouco como \u00e9 com filhos: voc\u00ea os cria e deixa irem pro mundo e seguirem seu caminho. E \u00e9 dif\u00edcil controlar a rea\u00e7\u00e3o das pessoas. Mas teve uma vez que foi bem chocante: uma mo\u00e7a do M\u00e9xico me escreveu sobre \u201cLa Vida es Um Misterio\u201d, para a qual fiz um v\u00eddeo com meu primeiro filho, e essa mo\u00e7a me dizia no e-mail que adorou a can\u00e7\u00e3o. Estava gr\u00e1vida, em d\u00favida se abortava ou n\u00e3o, e quando escutou minha can\u00e7\u00e3o decidiu ter o filho. (Suspira, faz uma pausa) \u00c9 forte, \u00e9 um aspecto super radical, mas isso foi algo bem louco, intenso, que algu\u00e9m pegasse uma can\u00e7\u00e3o minha e tomasse a decis\u00e3o de transformar vidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/UZe2TTKK9MU\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/UZe2TTKK9MU\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/jM3j8wrBL6U\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/jM3j8wrBL6U\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/U8fIJVdO-G0\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/U8fIJVdO-G0\" \/><\/object><\/p>\n<p>&#8211; Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA, ENTREVISTAS E REVIEWS NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Leonardo Vinhas\nEste peruano consegue juntar o melhor da sonoridade new wave com estranhezas pop de Beck, um tantinho de dub e reggae&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/11\/25\/conexao-latina-francois-peglau\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[45,1516],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35561"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35561"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35561\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45606,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35561\/revisions\/45606"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35561"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35561"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35561"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}