{"id":35238,"date":"2015-11-12T13:04:52","date_gmt":"2015-11-12T16:04:52","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=35238"},"modified":"2025-10-05T23:36:52","modified_gmt":"2025-10-06T02:36:52","slug":"balanco-festival-dosol-natal-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/11\/12\/balanco-festival-dosol-natal-2015\/","title":{"rendered":"Festival DoSol 2015, em Natal, celebra grandes shows de Dead Fish, Thiago Pethit, Al\u00e1fia e M\u00f3veis"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\">Texto e fotos (de celular) por Marcelo Costa<\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA m\u00fasica brasileira morreu\u201d, bradam fil\u00f3sofos, soci\u00f3logos e articulistas em busca de aten\u00e7\u00e3o. O rock nacional desapareceu, dizem eles. No <a href=\"http:\/\/www.topbrasil100.com.br\/top200\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Top 200<\/a> das can\u00e7\u00f5es mais tocadas no Brasil nesta semana, apenas duas bandas de r\u00f3que: NX Zero, com a rom\u00e2ntica \u201cMeu Bem\u201d, e Malta, com a terrivelmente brega \u201cDona da Voz\u201d. Neste cen\u00e1rio dantesco, bem-aventurados oferecem seus ouvidos puros a sertanejos universit\u00e1rios, breganejos, arrochas e Anittas, lembrando uma cena hil\u00e1ria de \u201cOne, Two, Three\u201d (1961), com\u00e9dia impag\u00e1vel de Billy Wilder em que um comunista \u00e9 <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=fowuazq-140\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">torturado brutalmente<\/a> com a audi\u00e7\u00e3o repetida de \u201cEra Um Biqu\u00edni de Bolinha Amarelinho\u201d. Ser\u00e1 o fim do mundo musical, Benedito?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mundo moderno, dominado por grandes conglomerados, que distribuem v\u00edrus para lucrar com vacinas, a informa\u00e7\u00e3o se tornou um bem bastante valioso. Era uma vez o tempo em que, sentado em um confort\u00e1vel sof\u00e1 bebendo u\u00edsque e esperando a morte cheia de dentes chegar, o pobre ouvinte apreciava no r\u00e1dio o que de melhor a produ\u00e7\u00e3o musical de sua \u00e9poca tinha a oferecer. Agora \u00e9 preciso se movimentar, ir atr\u00e1s da informa\u00e7\u00e3o, sair de casa, do conforto do lar (e da reda\u00e7\u00e3o do jornal) para buscar o novo. Desta forma, em apenas um fim de semana, o Festival DoSol, em Natal, ofereceu argumentos de sobra para combater todos aqueles tristes desinformados que dizem que a m\u00fasica brasileira, no geral, e o rock, em particular, morreu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Principal vitrine musical do Rio Grande do Norte, o Festival DoSol <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/10\/08\/festival-dosol-2015-se-espalha-pelo-nordeste\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ampliou suas garras neste ano<\/a> estendendo-se para 13 outras cidades al\u00e9m da capital Natal oferecendo mais de 200 shows de artistas que, no mundo do articulista desinformado, n\u00e3o existem, pois n\u00e3o tocam na r\u00e1dio e n\u00e3o aparecem na TV do Plin Plin, ainda que 4 mil pessoas (o p\u00fablico presente na edi\u00e7\u00e3o de Natal do Festival DoSol) possam contesta-lo. Entre os dias 06 e 08 de novembro, a Rua Chile, no tradicional bairro da Ribeira, em Natal, recebeu mais de 70 shows divididos em cinco palcos. Abaixo, um pouco do que aconteceu em cada dia do evento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-35244\" title=\"dosol6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol6.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sexta-feira, uma programa\u00e7\u00e3o mais curta dava boas vindas aos interessados. No galp\u00e3o do Centro Cultural DoSol, os locais do Ru\u00eddo de M\u00e1quina mostraram que ainda est\u00e3o em busca de sua sonoridade, e que tem um longo caminho pela frente. O mesmo n\u00e3o pode ser dito do The Sinks, uma banda festeira com muito potencial. Projeto que existe desde 2006, a forma\u00e7\u00e3o atual do trio une o potiguar Anderson Foca (Camarones) no baixo, o paraense Jo\u00e3o Lemos (Molho Negro) na guitarra e o goiano Edimar Filho (Black Drawing Chalks) na bateria, e o show, que marca o lan\u00e7amento do EP \u201c<a href=\"http:\/\/dosol.com.br\/the-sinks-celebrity-war-2015\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Celebrity War<\/a>\u201d, foi alto e divertido. Can\u00e7\u00f5es curtas, riffs fortes e at\u00e9 cita\u00e7\u00e3o de m\u00fasica do Weezer entram em cena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00ea Almeida ofereceu space cockies \u00e0 plateia, e tamb\u00e9m um show conciso que mostra sua boa nova fase, com can\u00e7\u00f5es mais longas e experimentais, sem abandonar o esp\u00edrito guitar band. Quem recebeu a melhor acolhida da noite foram os paulistas do Aeromo\u00e7as e Tenistas Russas, que conseguiram uma intera\u00e7\u00e3o bacana com o p\u00fablico, que entrou na vibe da banda e dan\u00e7ou as can\u00e7\u00f5es do rec\u00e9m-lan\u00e7ado \u201c<a href=\"http:\/\/www.aeromocas.tnb.art.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Positr\u00f4nico<\/a>\u201d. Na sequencia, Marcelo Colares e seu Cigarettes em formato quinteto indo do disco de estreia, de 1996 (com \u201cBeauty Of The Day\u201d), at\u00e9 o mais recente \u00e1lbum, \u201c<a href=\"https:\/\/midsummermadness.bandcamp.com\/album\/the-waste-land\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Wast Land<\/a>\u201d (2015) num show desencanado e agrad\u00e1vel. Para fechar, a sensa\u00e7\u00e3o local Fukai fez um show competente com elementos de reggae, surf e rock.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-35245\" title=\"dosol7\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol7.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"605\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol7.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol7-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol7-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No segundo dia do festival come\u00e7ou a maratona de shows. O formato \u00e9 excelente: com a Rua Chile fechada em cada ponta do quarteir\u00e3o, o p\u00fablico tinha a seu dispor quatro palcos montados em galp\u00f5es (de 200 pessoas o menor at\u00e9 1500 no principal) e mais um container estiloso no meio da rua. O cen\u00e1rio era completo com um longo estande de independentes vendendo CDs, vinis, fanzines e camisetas, entre outros badulaques, mais um quiosque com hamb\u00farguer artesanal e outro com bebidas. A quest\u00e3o, como em todo grande festival, era: o hor\u00e1rio de v\u00e1rios shows se chocavam, o que obrigava uma dedicada escolha pessoal (o que fez com que eu, por exemplo, perdesse Al\u00e1fia, um dos shows badalados do evento).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maratona pessoal come\u00e7ou no Palco Principal com a <a href=\"https:\/\/molokodrive.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Moloko Drive<\/a>, banda de Paolo Ara\u00fajo, ue entre 2002 e 2010 esteve \u00e0 frente da Bugs, importante nome do cen\u00e1rio potiguar. Abrindo o dia para um p\u00fablico pequeno, o quarteto fez um bom show pesado (com ecos de stoner). Na sequencia, uma boa surpresa vinda de S\u00e3o Lu\u00eds, no Maranh\u00e3o: Soulvenir, quinteto com ecos de Muse, Radiohead, alfinetadas de eletr\u00f4nica e vocal com dreads, muita informa\u00e7\u00e3o, mas um bom show. No palco do Galp\u00e3o 29, os sixties marcaram presen\u00e7a com o \u00f3timo The Bop Hounds. No Palco DoSol e <a href=\"https:\/\/heartsbleedblue.bandcamp.com\/album\/a-intermin-vel-necessidade-de-ser\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">com disco rec\u00e9m-lan\u00e7ado<\/a>, o quarteto Mundo Alto, de S\u00e3o Paulo, entrou com camisa de times locais (Am\u00e9rica e ABC) e muita garra para um show eficiente, na linha fina que separa o pop do indie. De volta ao palco principal, j\u00e1 com um bom p\u00fablico, a Carne Doce confirmou sua posi\u00e7\u00e3o de uma das principais bandas da nova cena goiana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-35242\" title=\"dosol4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol4.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto isso, no palco do container, a \u00f3tima guitar band The Automatics lan\u00e7ava novo \u00e1lbum, \u201c<a href=\"http:\/\/microfonia.net\/loja\/produto\/the-automatics-diagramma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Diagramma<\/a>\u201d, e exibia 14 anos de bons servi\u00e7os prestados ao rock num dos shows destaques do dia. Voltando ao Palco DoSol, outra \u00f3tima banda, Aeroplano, de Bel\u00e9m, mostrou-se mais pesada do que no <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/08\/28\/em-belem-festival-se-rasgum-2014\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Festival Se Rasgum<\/a>, em 2014. De S\u00e3o Paulo, a Marrero tentava angariar f\u00e3s com seu \u201c<a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/stereomonomusic\/marrero-au\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">rock de roqueiro<\/a>\u201d, mas se sobra testosterona, falta charme. O mesmo pode ser dito do Muddy Brothers, outro adepto do \u201crock de verdade\u201d do s\u00e9culo passado, com berros que nem Robert Plant ousa dar mais. Duas bandas competentes no que fazem, mas que n\u00e3o me dizem nada. Decep\u00e7\u00e3o mesmo foi Rico Dalasam, num show que n\u00e3o engrenou em momento algum, ficando longe da <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/11\/15\/balanco-festival-dosol-2014-natal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">apresenta\u00e7\u00e3o consagradora<\/a> de Rapadura Xique-Chico em 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os grandes destaques do segundo dia foram (Al\u00e1fia, quem viu, garante!) Camarones Orquestra Guitarristica, M\u00f3veis Coloniais de Acaj\u00fa e Thiago Pethit. Uma das bandas que mais tocam no pa\u00eds (no ano passado foram mais de 100 shows e a marca pode at\u00e9 j\u00e1 ter sido batida em 2015), a Camarones mostrou aquele elemento de entrosamento de palco que s\u00f3 se consegue na estrada. Acrescidos do (novo\/velho) guitarrista Leo Martinez, a banda da casa fez um show alto, empolgante e festeiro. Demorou duas m\u00fasicas para que Anderson Foca (guitarra) e Ana Morena (baixo), organizadores do festival, se desligassem da correria extenuante da produ\u00e7\u00e3o e, no palco, comandassem um baita show de rock instrumental. Divers\u00e3o garantida.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-35243\" title=\"dosol5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol5.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"605\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol5.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol5-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol5-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante de um galp\u00e3o DoSol absolutamente tomado, Thiago Pethit fez uma apresenta\u00e7\u00e3o consagradora em outro momento inesquec\u00edvel do DoSol 2015. V\u00e1rios amigos j\u00e1 haviam buzinado na minha orelha que os shows de Pethit na turn\u00ea que divulga o \u00e1lbum \u201c<a href=\"http:\/\/www.thiagopethit.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rock\u2019n Roll Sugar Darling<\/a>\u201d (2014) estavam poderosos, o que foi confirmado no DoSol, e n\u00e3o s\u00f3 por sua excelente presen\u00e7a de palco e pela \u00f3tima banda que o acompanha, mas principalmente pela cumplicidade do artista com seu p\u00fablico, que cantou, gritou e fez declara\u00e7\u00f5es de amor, em momentos de histeria dignos de rock stars. Thiago fez de tudo no DoSol: deu mosh sobre a galera, beijou um f\u00e3 no palco e foi beijado por outra f\u00e3 num show que transpira rock\u2019n roll.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda passando pelo processo de (um bem-vindo) amadurecimento do repert\u00f3rio, dois anos ap\u00f3s lan\u00e7ar o suave e clim\u00e1tico \u201cDe L\u00e1 At\u00e9 Aqui\u201d (2013), o M\u00f3veis Coloniais de Acaj\u00fa continua com o dom de emocionar ao vivo. Arrebatando o maior p\u00fablico do dia, o grupo de Bras\u00edlia mostrou um set list atual muito bem balanceado entre seus tr\u00eas \u00e1lbuns, e que inclui at\u00e9 um cover de \u201cA Menina Dan\u00e7a\u201d, d\u2019Os Novos Baianos. Entre os grandes momentos est\u00e3o \u201cCampo de Batalha\u201d (com importante discurso apoiando a tag #meuprimeiroassedio), \u201cPerca Peso\u201d, \u201cC\u00e3o Guia\u201d e, claro, \u201cCopacabana\u201d, com direito a roda e tudo mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-35246\" title=\"dosol8\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol8.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"605\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol8.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol8-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol8-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo \u201cdia\u201d, por\u00e9m, ainda n\u00e3o tinha acabado. A 1h15 da madrugada havia Mahmed num bom show instrumental no palco do Galp\u00e3o 29 e a previs\u00e3o de sacode e bate coxas com uma das estrelas independentes do momento, o duo alagoano Figueroas Lambada Quente, que prometia animar os afoitos at\u00e9 o sol raiar. O cansa\u00e7o, por\u00e9m, se fez mais forte, e enquanto eu partia para o hotel em busca de banho, cama e Dorflex, uma multid\u00e3o sacolejava ao som de Givly Simons &amp; Dinho Zampier dan\u00e7ando e cantando hits como \u201cFofinha\u201d, \u201cLambada Quente\u201d e o hino \u201cMelo do Jonas\u201d, que superlotou o palco, fechando em alto astral o s\u00e1bado do festival DoSol (j\u00e1 perto da manh\u00e3 de domingo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A diversidade musical do segundo dia do festival deu lugar ao esporro sonoro no domingo. E a maratona n\u00e3o poderia ter come\u00e7ado melhor: saindo de dentro de uma betoneira (aprendi, Marcos Bragatto) melado de barro, mas de salto alto branco, tapa sexo e m\u00e1scara gutural, o vocalista Ju\u00e3o Nin arrastou o p\u00fablico para o show performance de sua banda, a Ak-47, hard metal ousado com letras em portugu\u00eas (eles acabaram de lan\u00e7ar o \u00e1lbum \u201c<a href=\"http:\/\/www.pag.so\/d\/dsl.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Anemola<\/a>\u201d). Tamb\u00e9m com \u00e1lbum novo na pra\u00e7a, \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=CRP6Bv_vXwM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Neckbraker<\/a>\u201d, a violent\u00edssima Monster Coyote, da des\u00e9rtica Mossor\u00f3, fez um show alto e ensurdecedor que os credencia para os melhores palcos de rock pesado dos EUA e Europa. Outra banda pronta pra gringa \u00e9 o potente quarteto feminino Girlie Hell, de Goi\u00e2nia, tamb\u00e9m lan\u00e7ando novo disco, \u201cTill The End\u201d, que ganhar\u00e1 edi\u00e7\u00e3o via Monstro Discos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-35247\" title=\"dosol9\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol9.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"605\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol9.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol9-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol9-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do Paran\u00e1, a Water Rats promoveu uma ciranda punk no palco principal enquanto os suecos do The Fume mantiveram a honra do rock do pa\u00eds intacta (The Hives agradece). Os paulistas da empolgante Mag\u00fcerbes carregam 21 anos de hist\u00f3ria nas costas, e no DoSol estenderam o palco para a pista, com o vocalista Haroldo passando o show inteiro pogando com a galera enquanto desfilava as can\u00e7\u00f5es do rec\u00e9m-lan\u00e7ado \u201c<a href=\"https:\/\/heartsbleedblue.bandcamp.com\/album\/futuro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Futuro<\/a>\u201d. No quesito loucura, por\u00e9m, dif\u00edcil bater os franceses do Dot Legacy, um cruzamento entre Yeah Yeah Yeahs, Kyuss, Chuck Berry e insanidade. O vocalista Damien carrega um baixo de seis cordas. O ruivo Arnaud toca baixo, teclados, berra e d\u00e1 uns saltos t\u00e3o altos que, quando pousa no palco, tudo treme. Completam a banda o guitarrista Defontaine e o batera F\u00e9lix Hie num mix de peso contagiante. Contrastando com o peso do dia, os cariocas do <a href=\"http:\/\/www.elefecto.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">El Efecto<\/a> se mostraram uma das bandas mais interessantes da programa\u00e7\u00e3o, com sua mistura de rock, funk, pop e m\u00fasica regional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para fechar a tampa da edi\u00e7\u00e3o Natal do Festival DoSol, com 24 anos de estrada e lan\u00e7ando seu s\u00e9timo \u00e1lbum de est\u00fadio, \u201cVit\u00f3ria\u201d, o quarteto capixaba Dead Fish fez o show mais festejado do fim de semana, e provavelmente <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/92DpslSh86\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">bateu o recorde de moshs<\/a> em palcos brasileiros, com a galera ensandecida e feliz entoando o bord\u00e3o: \u201cEi, Dead Fish, Vai Tomar no Cu\u201d. A banda correspondeu com uma for\u00e7a impressionante. Comandada pelo vocalista Rodrigo Lima (o \u00fanico da forma\u00e7\u00e3o original), o Dead Fish mostrou cinco can\u00e7\u00f5es novas e deixou a galera rouca de tanto cantar \u201cZero e Um\u201d, \u201cAutonomia\u201d, \u201cBem Vindo do Clube\u201d e \u201cSonho M\u00e9dio\u201d. Foi foda!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O saldo final da etapa Natal do Festival DoSol foi extremamente positivo. Todos aqueles que dizem que n\u00e3o existe nada novo acontecendo no Brasil precisam rever seus conceitos. \u00c9 f\u00e1cil e simplista ficar reclamando das r\u00e1dios, da TV, da timeline no Facebook, porque \u00e9 tudo zona de conforto, mas 2015 nem chegou ao fim e j\u00e1 \u00e9 um dos melhores anos de produ\u00e7\u00e3o musical deste pa\u00eds, por\u00e9m sempre haver\u00e1 saudosos que v\u00e3o olhar pra produ\u00e7\u00e3o dos anos 60\/70 e dizer: \u201cnaquele tempo \u00e9 que era bom\u201d. Desconectados da cena musical atual, eles se tornaram ref\u00e9ns dos meios mainstream de comunica\u00e7\u00e3o, bradando: \u201co que eu n\u00e3o vejo, n\u00e3o existe\u201d. Felizmente, eles est\u00e3o completamente equivocados. E o grande Festival DoSol, de forma impec\u00e1vel, \u00e9 uma prova disso. Os c\u00e3es latem, mas a nova m\u00fasica brasileira segue em frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-35248\" title=\"dosol10\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol10.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\">TOP 5 do FESTIVAL DOSOL<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GABRIEL ROLIM, MONKEYBUZZ<\/strong> <strong>(<a href=\"http:\/\/monkeybuzz.com.br\/artigos\/17585\/festival-dosol---celeiro-da-musica-potiguar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia a cobertura<\/a>)<\/strong><br \/>\n1. Thiago Pethit<br \/>\n2. Mahmed<br \/>\n3. L\u00ea Almeida<br \/>\n4. Carne Doce<br \/>\n5. Figueroas<\/p>\n<p><strong>HUGO MORAIS, O INIMIGO (<a href=\"http:\/\/www.oinimigo.com\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia a cobertura<\/a>)<\/strong><br \/>\n1. Al\u00e1fia<br \/>\n2. Juvenil Silva<br \/>\n3. L\u00ea Almeida<br \/>\n4. Carne Doce<br \/>\n5. Augustine Azul<\/p>\n<p><strong>LUCIANO MATOS, RADIOCA \/ EL CABONG (<a href=\"http:\/\/www.elcabong.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia a cobertura<\/a>)<\/strong><br \/>\n1. Al\u00e1fia<br \/>\n2. L\u00ea Almeida<br \/>\n3. Dot Legacy<br \/>\n4. Carne Doce<br \/>\n5. Camarones Orquestra Guitarr\u00edstica<\/p>\n<p><strong>MARCELO COSTA, SCREAM &amp; YELL<\/strong><br \/>\n1. Dead Fish<br \/>\n2. Thiago Pethit<br \/>\n3. Camarones Orquestra Guitarr\u00edstica<br \/>\n4. M\u00f3veis Coloniais de Acaj\u00fa<br \/>\n5. Dot Legacy<br \/>\n<strong><br \/>\nMARCOS BRAGATTO, ROCK EM GERAL\u00a0 (<a href=\"http:\/\/www.rockemgeral.com.br\/2015\/11\/10\/festival-dosol-2015-placar-rock-em-geral\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia a cobertura<\/a>)<\/strong><br \/>\n1. Thiago Pethit<br \/>\n2. Camarones Orquestra Guitarr\u00edstica<br \/>\n3. Dead Fish<br \/>\n4. Marrero<br \/>\n5. M\u00f3veis Coloniais de Acaj\u00fa<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-35249\" title=\"dosol11\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/dosol11.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a Calmantes com Champagne<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nO rock brasileiro vai muito bem, obrigado. Em tr\u00eas dias de muito barulho, o Festival DoSol provou isso com grandes shows. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/11\/12\/balanco-festival-dosol-natal-2015\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":91734,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35238"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35238"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35238\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":91735,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35238\/revisions\/91735"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/91734"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35238"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35238"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35238"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}