{"id":35156,"date":"2012-04-22T08:40:22","date_gmt":"2012-04-22T11:40:22","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=35156"},"modified":"2018-08-21T11:46:38","modified_gmt":"2018-08-21T14:46:38","slug":"bob-dylan-ao-vivo-em-sao-paulo-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/22\/bob-dylan-ao-vivo-em-sao-paulo-2012\/","title":{"rendered":"Bob Dylan ao vivo em S\u00e3o Paulo, 2012"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-35158\" title=\"bobdylan2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/bobdylan2.jpg\" alt=\"\" width=750\" height=\"496\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/bobdylan2.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/bobdylan2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\">Texto e fotos por Marcelo Costa<\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">70 anos de idade. 50 anos desde o lan\u00e7amento de seu primeiro \u00e1lbum, em 1962. Bob Dylan j\u00e1 ganhou Grammy, Oscar, Globo de Ouro e um bom dinheiro com seus discos, e poderia passar o resto de seus dias enfurnado em uma fazenda, mas escolheu dedicar sua vida \u00e0 estrada. Ap\u00f3s quatro anos <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/03\/07\/bob-dylan-e-o-retrato-borrado-da-era-de-ouro-do-rock-n-roll\/\" target=\"_blank\">de sua \u00faltima passagem pelo Brasil<\/a> (tempo em que lan\u00e7ou dois discos &#8211; &#8220;Together Through Life&#8221; e &#8220;Christmas in the Heart&#8221;), a \u201cTurn\u00ea Que Nunca Termina\u201d voltou para S\u00e3o Paulo, no \u00faltimo s\u00e1bado, 21, desta vez ocupando um local maior do que em 2008, o Credicard Hall, e com um repert\u00f3rio muito mais trabalhado, resultando em uma noite inspirada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ok, a voz de Dylan, ainda que muito melhor do que na \u00faltima passagem, continua trovejando, falhando e dificultando o reconhecimento de algumas can\u00e7\u00f5es (seria interessante fazer um quiz com os espectadores para saber quais can\u00e7\u00f5es eles \u2013 acham que \u2013 reconheceram), e sua insist\u00eancia em mudar o arranjo das m\u00fasicas tamb\u00e9m n\u00e3o ajuda ao f\u00e3 de \u00faltima hora (aquele que aguarda a can\u00e7\u00e3o tocada igual ao CD), mas ainda assim assistir a Bob Dylan ao vivo \u00e9 uma tarefa bastante agrad\u00e1vel \u2013 principalmente para quem gosta de blues, r&amp;b e rock cl\u00e1ssico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro ponto a favor desta noite surge da forma\u00e7\u00e3o com acentua\u00e7\u00e3o mais roqueira do quinteto que acompanha o cantor. S\u00e3o dois guitarristas (Stuart Kimball, que tamb\u00e9m assume o viol\u00e3o, e Charlie Sexton, quase um devoto de Dylan no palco), um terceiro m\u00fasico, Don Herron, que se alterna entre a steel guitar (que toca com efici\u00eancia, engrandecendo n\u00fameros como \u201cMake You Feel My Love\u201d, do \u00e1lbum &#8220;Time Out Of Mind&#8221;, de 1997), o teclado e a guitarra, mais o baterista George Receli e o parceiro Tony Garnier, baixista que acompanha Dylan desde 1989. \u00c9 uma forma\u00e7\u00e3o bluezy, que parece sentir prazer na improvisa\u00e7\u00e3o e em escudar o m\u00fasico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algo que chama a aten\u00e7\u00e3o: a banda n\u00e3o toca para o p\u00fablico, mas sim para Bob. Os cinco integrantes n\u00e3o se exibem para a audi\u00eancia, mas sim para Dylan. Todos eles tocam levemente virados para a esquerda do palco e n\u00e3o tiram o olho do compositor, que fica na lateral e marca as passagens com os dedos apontando quem deve conduzir o pr\u00f3ximo trecho. Ou seja; das quase 7 mil pessoas presentes (os ingressos mais baratos esgotaram, mas ainda haviam lugares vazios nas filas de R$ 700 e R$ 900), apenas alguns seguran\u00e7as n\u00e3o olhavam para Bob. De resto, todo o p\u00fablico e a pr\u00f3pria banda admirava a lenda desfilando cl\u00e1ssicos de v\u00e1rias \u00e9pocas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como de praxe, o show come\u00e7ou com duas can\u00e7\u00f5es antigas, dos anos 60, desta vez \u201cLeopard-Skin Pill-Box Hat\u201d (que tamb\u00e9m abriu a primeira noite em S\u00e3o Paulo, em 2008) seguida de \u201cDon&#8217;t Think Twice, It&#8217;s All Right\u201d (com Dylan na guitarra arriscando alguns solos \u00e1speros). Corte para 1999 e \u201cThings Have Changed\u201d (a can\u00e7\u00e3o tema do filme &#8220;Garotos Incr\u00edveis&#8221;, que lhe valeu um Oscar e um Globo de Ouro,) mostra um cantor de postura totalmente diferente da passagem anterior: bancando o crooner, com a gaita microfonada em uma m\u00e3o, e deitando o pedestal do outro microfone (num estilo semelhante ao de Roberto Carlos) para terminar os versos com um sorriso no rosto, Dylan parece estar se divertindo, e o p\u00fablico segue com ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-35159\" title=\"bobdylan3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/bobdylan3.jpg\" alt=\"\" width=750\" height=\"496\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/bobdylan3.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/bobdylan3-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTangled Up In Blue\u201d, uma das can\u00e7\u00f5es brilhantes de um de seus melhores \u00e1lbuns (&#8220;Blood on the Tracks&#8221;, de 1975), surge densa, forte, abrindo caminho para \u201cBeyond Here Lies Nothin&#8217;\u201d, single de 2009 que nesta noite conta com quatro guitarras (Dylan numa delas) encorpando a can\u00e7\u00e3o. O p\u00fablico aplaude, entusiasmado, e o miolo do show \u00e9 um teste para aqueles que levaram a s\u00e9rio a brincadeira do quiz (\u201cEvery Grain Of Sand\u201d, do \u00e1lbum &#8220;Shot of Love&#8221;, de 1981, por exemplo, n\u00e3o era tocada desde junho do ano passado), com \u201cThe Levee&#8217;s Gonna Break\u201d impressionando numa vers\u00e3o blues, quebrada e cheia de improvisos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro salto na m\u00e1quina do tempo e \u201cA Hard Rain&#8217;s A-Gonna Fall\u201d (1963) e \u201cHighway 61 Revisited\u201d (1965) sorriem para a plateia, que as reconhece logo nos primeiros segundos, e bate palmas. No teclado (ele diminuiu as can\u00e7\u00f5es que passa em frente ao instrumento desta vez: s\u00e3o 10 nas teclas, cinco no microfone e na gaita, e duas na guitarra), Dylan alterna-se entre mesclar as teclas brancas e pretas, conduzir a banda e se apoiar em uma das caixas de som para \u201couvir\u201d o som do quinteto \u2013 e sorrir, v\u00e1rias vezes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trecho final do show tem sido praticamente igual em todas as apresenta\u00e7\u00f5es dos \u00faltimos dois anos: \u201cThunder On The Mountain\u201d, um dos cavalos de batalha do \u00f3timo &#8220;Modern Times&#8221;, de 2006, abre caminho com riffs de guitarra para uma tr\u00edade de hinos: \u201cBallad Of A Thin Man\u201d, \u201cLike A Rolling Stone\u201d e \u201cAll Along The Watchtower\u201d, em arranjos fi\u00e9is e perfeitamente reconhec\u00edveis (embora dif\u00edceis de acompanhar na voz), fazem valer o ingresso, mas ainda falta o bis, e Dylan n\u00e3o economiza: \u201cBlowin&#8217; In The Wind\u201c, em vers\u00e3o banda, com Bob partindo os versos no meio, e ainda assim arrancando gritos da plateia, fecha uma noite especial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem esperava um repeteco dos shows de 2008 saiu ganhando com uma apresenta\u00e7\u00e3o muito melhor. Os desconfiados, que seguiram o conselho de Beck, que certa vez escreveu que \u201ctodo mundo devia pagar ingresso s\u00f3 para ver o cara que escreve aquelas can\u00e7\u00f5es maravilhosas\u201d, devem ter se surpreendido com a quantidade significativa de cl\u00e1ssicos (foram oito can\u00e7\u00f5es dos anos 60 contra uma dos 70, uma dos 80, tr\u00eas dos anos 90 e quatro do novo s\u00e9culo). At\u00e9 aqueles que apenas conhecem \u201cBlowin&#8217; In The Wind\u201c e \u201cLike A Rolling Stone\u201d puderam se dar por satisfeitos. Se a voz do cantor incomodou em alguns momentos, a banda compensou com um dos melhores sons de um show de Dylan no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na portaria do Credicard Hall, alguns f\u00e3s arriscavam que esta passagem de Bob Dylan pelo Brasil seja a \u00faltima turn\u00ea do cantor em solo p\u00e1trio, mas a anima\u00e7\u00e3o do compositor e o repert\u00f3rio de hits faz suspeitar que Dylan est\u00e1 em paz com o palco, e que precisa dele porque, talvez, seja o \u00fanico lugar em que se sinta realmente bem. Talvez ele esteja se escondendo do mundo enquanto peregrina por hot\u00e9is (ap\u00f3s S\u00e3o Paulo, ele passa por Porto Alegre, Buenos Aires, Santiago, Monterrey, Guadalajara, Cidade do M\u00e9xico, Berlim, Dresden&#8230; por enquanto a turn\u00ea est\u00e1 fechada at\u00e9 o final de julho com mais 23 shows!). Ou, ainda, talvez seja a \u00fanica coisa que ele realmente saiba fazer (ou goste): cantar e dan\u00e7ar. O mito Dylan renasce todas as noites em algum palco do mundo. Enquanto puder ter isso, ele estar\u00e1 a salvo. E seu p\u00fablico tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-35160\" title=\"bobdylan4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/bobdylan4.jpg\" alt=\"\" width=750\" height=\"496\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Set List<\/strong><br \/>\n\u201cLeopard-Skin Pill-Box Hat\u201d (Blonde On Blonde, 1966)<br \/>\n\u201cDon&#8217;t Think Twice, It&#8217;s All Right\u201d (The Freewheelin&#8217; Bob Dylan, 1963)<br \/>\n\u201cThings Have Changed\u201d (The Essential Bob Dylan, 1999)<br \/>\n\u201cTangled Up In Blue\u201d (Blood On The Tracks, 1974)<br \/>\n\u201cBeyond Here Lies Nothin&#8217;\u201d (Together Through Life, 2009)<br \/>\n\u201cMake You Feel My Love\u201d (Time Out Of Mind, 1997)<br \/>\n\u201cHonest With Me\u201d (Love And Theft, 2001)<br \/>\n\u201cEvery Grain Of Sand\u201d (Shot Of Love, 1981)<br \/>\n\u201cThe Levee&#8217;s Gonna Break\u201d (Modern Times, 2006)<br \/>\n\u201cA Hard Rain&#8217;s A-Gonna Fall\u201d (The Freewheelin&#8217; Bob Dylan, 1963)<br \/>\n\u201cHighway 61 Revisited\u201d (Highway 61 Revisited, 1965)<br \/>\n\u201cLove Sick\u201d (Time Out Of Mind, 1997)<br \/>\n\u201cThunder On The Mountain\u201d (Modern Times, 2006)<br \/>\n\u201cBallad Of A Thin Man\u201d (Highway 61 Revisitet, 1965)<br \/>\n\u201cLike A Rolling Stone\u201d (Highway 61 Revisitet, 1965)<br \/>\n\u201cAll Along The Watchtower\u201d (John Wesley Harding, 1967)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bis<br \/>\n\u201cBlowin&#8217; In The Wind\u201d (The Freewheelin&#8217; Bob Dylan, 1963)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-35161\" title=\"bobdylan5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/bobdylan5.jpg\" alt=\"\" width=750\" height=\"496\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a Calmantes com Champagne<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n&#8211; Discografia Comentada: todos os discos de Bob Dylan (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/11\/09\/discografia-comentada-bob-dylan-parte-1\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Bob Dylan ao vivo em S\u00e3o Paulo, 2008: retrato borrado da era de ouro do rock \u2018n roll (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/03\/07\/bob-dylan-e-o-retrato-borrado-da-era-de-ouro-do-rock-n-roll\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Bob Dylan ao vivo em Bras\u00edlia, 2012: Deixou todo mundo chapado (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/22\/bob-dylan-ao-vivo-em-brasilia\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Bob Dylan e a can\u00e7\u00e3o que mudou todas as can\u00e7\u00f5es: &#8220;Like a Rolling Stone&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/04\/20\/a-cancao-que-mudou-as-cancoes\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Os tempos modernos de Bob Dylan: ou\u00e7a com bastante aten\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/09\/28\/os-tempos-modernos-de-bob-dylan\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cThe Other Side of Mirror: Bob Dylan at the Newport\u201d, de Murray Lerner, \u00e9 essencial (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/07\/05\/alguns-filmes-do-7%C2%BA-in-editbrasil\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cShadows In The Night\u201d: Bob Dylan na sombra cantando Frank Sinatra (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/03\/10\/bob-dylan-na-sombra-cantando-sinatra\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Original vs Vers\u00e3o: Bob Dylan e Skank (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/10\/07\/original-vs-versao-bob-dylan-e-skank\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Original vs Vers\u00e3o: It\u2019s All Over Now, Baby Blue (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/05\/original-vs-versao-it%E2%80%99s-all-over-now-baby-blue\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Talvez as melhores can\u00e7\u00f5es de \u201cTempest\u201d s\u00f3 apare\u00e7am daqui alguns anos (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/09\/18\/anticlimax-tempest-e-bob-dylan\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cBob Dylan \u2013 Letra e M\u00fasica\u201d: Um passatempo ok, mas\u2026 v\u00e1 ouvir as originais (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/04\/17\/george-harrison-paul-mccartney-e-bob-dylan\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; A bela trilha sonora do filme \u201cI\u2019m Not There\u201d, de Todd Haynes (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/11\/05\/trilha-sonora-do-filme-im-not-there-e-o-disco-da-semana\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cI\u2019m Not There\u201d, o mais pr\u00f3ximo que o p\u00fablico chegou de Bob Dylan (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/11\/04\/mostra-de-sao-paulo-im-not-there\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cNo Direction Home\u201d, a cinebiografia de Bob Dylan por Martin Scorsese (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/11\/09\/2006\/12\/28\/os-dez-discos-mais-influentes-de-todos-os-tempos\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Bob Dylan, Martin Scorcese e a Hist\u00f3ria Universal, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/outros\/macoito.htm\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nO mito Dylan renasce todas as noites em algum palco do mundo. Enquanto puder ter isso, ele estar\u00e1 a salvo. E seu p\u00fablico tamb\u00e9m.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/22\/bob-dylan-ao-vivo-em-sao-paulo-2012\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1320],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35156"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35156"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35156\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40673,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35156\/revisions\/40673"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35156"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35156"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}