{"id":34934,"date":"2004-12-14T09:14:43","date_gmt":"2004-12-14T12:14:43","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=34934"},"modified":"2015-10-28T09:29:27","modified_gmt":"2015-10-28T12:29:27","slug":"entrevista-wado-2004","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2004\/12\/14\/entrevista-wado-2004\/","title":{"rendered":"Entrevista: Wado (2004)"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-34935\" title=\"wado_2004\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/wado_2004.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"864\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">por Marcelo Costa<\/span><\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Wado estreou na cena musical brasileira com um disco que chamava a aten\u00e7\u00e3o j\u00e1 no t\u00edtulo: &#8220;Manifesto da Arte Perif\u00e9rica&#8221; (2001). De cara, ele procurava cutucar o p\u00fablico, tentando mostrar que se fazia m\u00fasica boa fora do eix\u00e3o RJ\/SP. &#8220;Eu tenho muita vontade de lutar pelo reconhecimento das outras regi\u00f5es brasileiras, de criar mercados locais que sejam integrados a outros mercados locais e que permitam um interc\u00e2mbio maior entre os independentes&#8221;, dizia o m\u00fasico em entrevista ao S&amp;Y, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2001\/10\/28\/entrevista-wado-2001\/\" target=\"_blank\">isso tr\u00eas anos atr\u00e1s<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais de mil dias se passaram, Wado lan\u00e7ou um segundo disco bastante elogiado, tocou na primeira edi\u00e7\u00e3o do Tim Festival, no Rio de Janeiro, em 2003, e seguiu na dif\u00edcil estrada dos jovens m\u00fasicos no Brasil, fazendo m\u00fasica, tocando, trabalhando, tocando e fazendo m\u00fasica. E trabalhando, mas n\u00e3o deixando de tocar. &#8220;Ainda temos o sonho de viver de m\u00fasica&#8221;, diz Wado, apresentando seu terceiro \u00e1lbum. &#8220;\u00c9 um disco estranho, que cont\u00e9m sambas estranhos e m\u00fasicas de letras fortes e sonoridade de est\u00fadio profissional&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A Farsa do Samba Nublado&#8221; (Outros Discos) traz algumas mudan\u00e7as, tanto em sonoridade quanto nas letras e em conceito. Primeiro de tudo: a banda agora assina Wado e Realismo Fant\u00e1stico. &#8220;Acreditamos que assim seja mais justo&#8221;. As letras: &#8220;Est\u00e3o mais longas, o que \u00e9 uma diferen\u00e7a de abordagem que eu queria tentar, passar longe da concis\u00e3o que s\u00e3o as letras dos outros discos, tentar algo novo&#8221;. O som: &#8220;Os arranjos est\u00e3o mais bem resolvidos&#8221;, garante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ok, \u00e9 preciso dizer que isso tudo \u00e9 teoria. Na pr\u00e1tica, estender o nome da banda significa que o grupo est\u00e1 unido e, que tudo o que vier, de alegrias a tristezas, ser\u00e1 dividido por quatro. As letras podem at\u00e9 estar mais longas, mas est\u00e3o mais decifr\u00e1veis (seja l\u00e1 o que isso queira dizer). \u00c9 poss\u00edvel ouvir o disco uma vez e sair cantarolando as can\u00e7\u00f5es em seguida, e isso \u00e9 m\u00e9rito. Quanto ao som, esse \u00e9 o disco mais direto da banda. E o mais triste. Rock e samba se influenciam, se abra\u00e7am e saem de m\u00e3os dadas pelo sal\u00e3o. Alvinho dispensa a guitarra e aposta no som do viol\u00e3o, claro, atulhado de efeitos e de wah wah. O resultado \u00e9 um som dan\u00e7ante, pop, inteligente e com um q de melancolia e de nuvens negras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Tormenta&#8221; abre o disco suingando e citando um dos filmes mais bacanas (e mais barra-pesada) dos \u00faltimos tempos: &#8220;Essa calmaria que precede a tempestade \/ Este sil\u00eancio nas \u00e1rvores \/ Esta calmaria \u00e9 uma breve tr\u00e9gua \/ Vista sua camisa \/ Calce seus sapatos \/ Aguardemos nossas trag\u00e9dias \/ Antes da chuva de sangue \/ Antes da chuva de sapos&#8221;. A pr\u00f3xima, &#8220;Grande Poder&#8221;, d\u00e1 seq\u00fc\u00eancia ao lado &#8220;dan\u00e7ante&#8221; do disco, com Alvinho dando um show no wah wah. &#8220;Gargalhada Fatal&#8221; tem um q de psicodelia (que remete ao segundo \u00e1lbum, &#8220;Cinema Auditivo&#8221;) enquanto &#8220;P\u00e9 de Carambola&#8221; traz programa\u00e7\u00f5es e efeitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas das melhores can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum s\u00e3o sambas lentos &#8211; estranhos e melanc\u00f3licos &#8211; e de letras matadoras: &#8220;Vai Querer?&#8221;, &#8220;Carteiro de Favela&#8221; e &#8220;Amor e Restos Humanos&#8221;. &#8220;Sinto n\u00e3o sentir mais que um abismo entre n\u00f3s&#8221;, diz a \u00faltima. A melancolia com um q de rispidez \u00e9 caracter\u00edstica b\u00e1sica das letras do disco. &#8220;Eu vou atr\u00e1s de alguma coisa que nos deixe estranhos e contentes&#8221;, diz &#8220;Alguma Coisa Mais Pra Frente&#8221;. &#8220;Navios enferrujando no fundo do mar&#8221;, desenha outra das psicod\u00e9licas, &#8220;Gargalhada Fatal&#8221;. &#8220;Se deus \u00e9 canhoto e criou tudo com a m\u00e3o esquerda \/ Talvez isso explicasse as coisas como s\u00e3o \/ Porque eu tive de aceitar a perda&#8221;, diz a bonita &#8220;Fuso&#8221;. &#8220;Se o destino \u00e9 torto, eu n\u00e3o largo o meu osso&#8221;, canta Wado em &#8220;Se Vacilar, o Jacar\u00e9 Abra\u00e7a&#8221;. &#8220;Ainda h\u00e1 esperan\u00e7a no chorar solu\u00e7ante&#8221;, declama o cantor em &#8220;Deserto de Sal&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na m\u00fasica pop, a maioria dos grandes discos de todos os tempos teve a desesperan\u00e7a (seja passional, seja pol\u00edtica) como inspira\u00e7\u00e3o. &#8220;A Farsa do Samba Nublado&#8221; pertence a essa classe de discos inteligentes, geniais e rebeldes. \u00c9 um disco excelente, mas lindamente triste. As m\u00fasicas grudam no peito, esperando at\u00e9 que voc\u00ea entenda o motivo e agrade\u00e7a pela tradu\u00e7\u00e3o do inconsciente. &#8220;A Farsa do Samba Nublado&#8221; &#8220;\u00e9 uma ode ao que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio. Uma ode a sofistica\u00e7\u00e3o de inutilidades&#8221;. Um disco perfeito para os dias nublados que estamos vivendo. Um dos melhores discos da m\u00fasica brasileira desde de&#8230; desde de&#8230; deixa pra l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/IEPp4cfQDP8\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/IEPp4cfQDP8\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Terceiro disco nas costas, ent\u00e3o, direto: o que \u00e9 &#8220;A Farsa do Samba Nublado&#8221;?<\/strong><br \/>\n\u00c9 um disco estranho, que cont\u00e9m sambas estranhos e m\u00fasicas de letras fortes e sonoridade de est\u00fadio profissional. Fala da destrui\u00e7\u00e3o de uma coisa e o nascimento ou renascimento de algo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Este me parece o seu trabalho mais direto, musicalmente e textualmente. O que voc\u00ea julga de diferen\u00e7as entre &#8220;A Farsa do Samba Nublado&#8221; e os dois discos anteriores?<\/strong><br \/>\nAcho este mais parecido com o primeiro, com temas mais contundentes. O &#8220;Cinema Auditivo&#8221; era bem introspectivo e singelo. Acho este novo o melhor gravado dos tr\u00eas. Os arranjos est\u00e3o mais bem resolvidos tamb\u00e9m, enfim, gostei deste. As letras est\u00e3o mais longas, o que \u00e9 uma diferen\u00e7a de abordagem que eu queria tentar, passar longe da concis\u00e3o que s\u00e3o as letras dos outros discos, tentar algo novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Alguns amigos que ouviram me disseram que acharam este o seu trabalho mais pop. O que voc\u00ea acha disso? E, afinal, pop \u00e9 palavr\u00e3o?<\/strong><br \/>\nEu gosto de m\u00fasica popular brasileira e fa\u00e7o m\u00fasica brasileira que ainda n\u00e3o \u00e9 popular. Eu almejo isso, e sonho viver de m\u00fasica. N\u00e3o tenho nenhum problema com o pop, talvez ele tenha comigo&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com tr\u00eas \u00e1lbuns lan\u00e7ados, show no Tim Festival 2003, e v\u00e1rias apresenta\u00e7\u00f5es nas principais capitais do pa\u00eds, como voc\u00ea analisa o percurso da banda?<\/strong><br \/>\nAcho que fomos mais longe do que imagin\u00e1vamos, mas ainda temos o sonho de viver de m\u00fasica, que ainda n\u00e3o alcan\u00e7amos. As coisas est\u00e3o boas, mas \u00e9 dif\u00edcil tamb\u00e9m. Fizemos o projeto Pixinguinha agora, que foi muito bom, e colocamos uma m\u00fasica num filme (&#8220;Tarja Preta&#8221; em &#8220;Contra Todos&#8221;)&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi a escolha do repert\u00f3rio do disco? H\u00e1 muito mais parcerias entre voc\u00ea e o Alvinho&#8230;<\/strong><br \/>\nNa verdade, a escolha de repert\u00f3rio \u00e9 o que est\u00e1vamos tocando na \u00e9poca, n\u00e3o \u00e9 muito pensado. Acontece mais de descartar umas coisas que n\u00e3o se encaixam&#8230; O Alvinho tem feito bastantes as bases e eu feito letras. Acho que est\u00e1 funcionando bem&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Foi voc\u00ea quem fez as ilustra\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum, certo. Algum conceito especial? Quem ficou respons\u00e1vel pelo design do disco?<\/strong><br \/>\nO design \u00e9 do Canel, amigo l\u00e1 de Macei\u00f3. Quer\u00edamos passar uma coisa de estranheza e sofistica\u00e7\u00e3o, privilegiamos formas n\u00e3o humanas. Uma coisa que eu gosto nele \u00e9 a unidade e tamb\u00e9m o fato de n\u00e3o ter fotos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa forma\u00e7\u00e3o que gravou o disco est\u00e1 definida h\u00e1 bastante tempo?<\/strong><br \/>\nDesde a metade da prepara\u00e7\u00e3o disco novo, mas eu, Alvinho (guitarra) e Thiago (bateria) j\u00e1 estamos juntos h\u00e1 tr\u00eas anos. O Rian (baixo) n\u00e3o p\u00f4de ficar por ter muitos compromissos com outras bandas e o Soffiatti agora est\u00e1 fazendo grande parte do trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea v\u00ea a rela\u00e7\u00e3o da m\u00fasica com a internet, isso de troca de MP3&#8230;<\/strong><br \/>\nAcho que n\u00e3o tem volta, tem disponibilizar tudo mesmo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como est\u00e1 a cena independente brasileira?<\/strong><br \/>\nMuito f\u00e9rtil, mas ainda amadora. Vejo um desinteresse do Brasil pelo Brasil. Est\u00e1 tudo muito periferia do mundo, todo mundo escutando o que se escuta nos sub\u00farbios americanos. Aqui no Brasil eu destaco gente como Rubinho Jacobina, Ultramen, Hurtmold, Catatau e Santo Samba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em uma entrevista que o S&amp;Y publicou quando do lan\u00e7amento do &#8220;Manifesto da Arte Perif\u00e9rica&#8221;, voc\u00ea dizia que n\u00e3o tinha medo do pop. Tr\u00eas anos depois: o pop ainda n\u00e3o te assusta? Deu para &#8220;aprender&#8221; alguma coisa envolvido com essa hist\u00f3ria de fazer m\u00fasica no Brasil?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o temos nenhum medo do pop. N\u00e3o posso dizer nada sobre isso de pop pois nunca participamos! O underground \u00e9 isso a\u00ed que est\u00e1 posto! N\u00e3o sei, estou meio c\u00e9tico, mas tudo beleza&#8230;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\">A Farsa do Samba Nublado<\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ovTm3u9d4EY\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ovTm3u9d4EY\"><\/embed><\/object><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Faixa a Faixa, por Wado<\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tormenta (Wado\/Alvinho)<\/strong><br \/>\n&#8220;Tormenta&#8221; abre o disco destruindo o que est\u00e1 posto. \u00c9 meio que met\u00e1fora de renova\u00e7\u00e3o, que parte das ru\u00ednas de alguma coisa. Pode tamb\u00e9m vestir a roupa de vidas urbanas, relacionamentos e at\u00e9 deste mercado fonogr\u00e1fico dos nossos dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Grande Poder (Mestre Verdelinho)<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma m\u00fasica de letra linda feita pelo Mestre Verdelinho (compositor de m\u00fasica de raiz e porteiro do teatro Deodoro, em Macei\u00f3), que em sua simplicidade chegou num resultado sofisticad\u00edssimo.Com uma roupinha esquisita feita pelo Realismo Fant\u00e1stico, Siri e Rizzotto.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Vai Querer? (Luis Capucho\/Suely Mesquita)<\/strong><br \/>\nLuis Capucho \u00e9 nosso Lou Reed. M\u00fasica de universo sombrio e c\u00ednico e que compactua com as nuvens negras que este disco ostenta. Procurem a obra deste grande autor subterr\u00e2neo!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Alguma Coisa Mais Pra Frente (Oito\/Thiago\/Corradi\/Andr\u00e9\/Felipe\/Fipa)<\/strong><br \/>\nHino underground desta grande banda paulista! O Thiago tocava na vers\u00e3o original, que eu acho um cl\u00e1ssico. A nossa vale como cita\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Carteiro de Favela (Wado\/Eduardo Bahia)<\/strong><br \/>\nUm momento em que o sol abre no disco, reden\u00e7\u00e3o pelo trabalho e pela qu\u00edmica.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Gargalhada Fatal (Wado\/Alvinho)<\/strong><br \/>\nResqu\u00edcio do &#8220;Manifesto da Arte Perif\u00e9rica&#8221; (esta letra consta no encarte do primeiro disco).<br \/>\nTamb\u00e9m alterna momentos de f\u00e9 e falta f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Fuso (Wado\/Eduardo Bahia)<\/strong><br \/>\nCan\u00e7\u00e3o de distancias e fusos que o Eduardo fez e eu dei uma entortadinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Amor e Restos Humanos (Wado\/Siri)<\/strong><br \/>\nSou um grande f\u00e3 do Siri, pra mim o grande compositor de Alagoas na atualidade.<br \/>\n\u00c9 uma honra ter uma parceria com ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Se Vacilar o Jacar\u00e9 Abra\u00e7a (Wado\/Alvinho\/Thiago)<\/strong><br \/>\nEsta \u00e9 a nossa &#8220;Tarja Preta&#8221; deste disco \ud83d\ude42 Samba da favela.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Ode \u00e0 Maldade (Wado\/Alvinho\/Glauber)<\/strong><br \/>\n\u00danica vinheta deste disco. Optamos por n\u00e3o fazer nenhuma vinheta neste disco,<br \/>\nmas esta apareceu sozinha e a\u00ed ficou.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O Deserto de Sal (Wado\/Alvinho)<\/strong><br \/>\nM\u00fasica triste e arrogante. Gosto bastante.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>P\u00e9 de Carambola (Marcelo Cabral\/Railtinho)<\/strong><br \/>\nAdoro a vers\u00e3o original desta can\u00e7\u00e3o, acho que \u00e9 melhor que a nossa,<br \/>\nmas acho pertinente ela no disco pra m\u00fasica passear mais pelo Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/conbJ2vJghY\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/conbJ2vJghY\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/2nB8vERb10w\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/2nB8vERb10w\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a Calmantes com Champagne<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia mais:<br \/>\n<\/strong>&#8211; Wado (2001): \u201cN\u00e3o tenho medo do pop. Ele que me aceite do jeito que eu sou\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2001\/10\/28\/entrevista-wado-2001\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Wado (2015): \u201cQuero voltar a ter a coragem do Wado dos primeiros discos\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/10\/28\/entrevista-wado-2015\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cVazio Tropical\u201d: um disco bonito que, quanto mais se cala, mais fala, por Mac (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/07\/16\/tres-cds-wado-apanhador-so-tom-ze\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\n&#8220;A Farsa do Samba Nublado&#8221;, segundo Wado, &#8220;\u00e9 um disco estranho, que fala da destrui\u00e7\u00e3o de uma coisa e o nascimento ou renascimento de algo&#8221;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2004\/12\/14\/entrevista-wado-2004\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34934"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34934"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34934\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34936,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34934\/revisions\/34936"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34934"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34934"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34934"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}