{"id":34927,"date":"2015-10-28T09:02:19","date_gmt":"2015-10-28T12:02:19","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=34927"},"modified":"2026-01-26T00:59:22","modified_gmt":"2026-01-26T03:59:22","slug":"entrevista-wado-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/10\/28\/entrevista-wado-2015\/","title":{"rendered":"Entrevista: Wado (2015)"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\">por Marcelo Costa<br \/>\ncolaborou <\/span><strong><a href=\"http:\/\/twitter.com\/coisapop\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Adriano Mello Costa<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Wado quer voltar a ser esquisito, e o start para esta nova fase \u00e9 \u201c1977\u201d, seu oitavo disco, disponibilizado para download gratuito em seu pr\u00f3prio site (<a href=\"http:\/\/wado.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/wado.com.br\/<\/a>) e que rompe com o repert\u00f3rio contemplativo dos dois \u00e1lbuns anteriores (\u201cSamba 808\u201d \/ \u201cVazio Tropical\u201d) atrav\u00e9s de uma aproxima\u00e7\u00e3o com o rock atual. \u201cA minha vontade era dialogar com Vampire Weekend, Fleet Foxes, Phoenix, coisas que gosto dessa cena mais nova. N\u00e3o era fazer um disco saudoso do rock and roll\u201d, explica entre copos de cerveja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ado em mar\u00e7o, \u201c1977\u201d se distancia dos dois \u00e1lbuns anteriores na sonoridade mais pop, pegada, mas mant\u00e9m o modus operandi das participa\u00e7\u00f5es especiais, ou melhor, o amplia promovendo um interessante passeio ibero-americano com participa\u00e7\u00f5es de Lucas Silveira (Fresno), Jo\u00e3o Paulo (Mopho), Samuel \u00daria e O Martim (Portugal), Gonzalo Deniz (Franny Glass, do Uruguai), Graciela Maria (M\u00e9xico) e Belen Natali (Mateo de la Luna en Compa\u00f1\u00eda Terrestrial, da Argentina), entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c1977\u201d \u00e9 aberto por tr\u00eas rocks e depois traz \u201cGalo\u201d, que mesmo mais lenta abre espa\u00e7o para riffs de guitarra e a bela voz de Graciela. \u201cCondensa\u201d (Brasil + Portugal + Argentina) recupera o clima dos primeiros discos de Wado enquanto a delicada \u201cMundo Hostil\u201d conta com Gonzalo Deniz, que havia colaborado em \u201cVazio Tropical\u201d. O disco ainda traz parcerias com Zeca Baleiro (\u201cPalavra Escondida\u201d), Dinho Zampier, do Figueroas (\u201cMenino Velho\u201d) e uma bela regrava\u00e7\u00e3o de \u201cUm Lindo Dia de Sol\u201d, do segundo disco do Mopho, \u201cSine Diabolo Nullus Deus\u201d (2014).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa abaixo, realizada num agrad\u00e1vel come\u00e7o de tarde ensolarado na Rua Augusta (e antes de uma bela feijoada), Wado fala sobre a produ\u00e7\u00e3o de \u201c1977\u201d (\u201cSou eu voltando a tomar as r\u00e9deas\u201d), sua aproxima\u00e7\u00e3o com Portugal (\u201cDar voz para esses caras \u00e9 muito importante\u201d), <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/12\/14\/download-projeto-visto-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a vers\u00e3o de O Martim<\/a> para \u201cRosa\u201d (\u201cEle fez uma \u2018Rosa\u2019 meio Hot Chip\u201d) e planos futuros, que incluem um disco inteiro de ax\u00e9s (\u201cSou eu tentando ser a Ivete\u201d) e o distanciamento da zona de conforto: \u201cQuero voltar a ter a coragem do Wado dos primeiros discos\u201d, avisa. Papo bom.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Wado - 1977 | Full Album\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/V6n1UEqkLd4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201c1977\u201d \u00e9 seu oitavo disco, certo?<\/strong><br \/>\nSim. E \u00e9 ch\u00e3o, n\u00e9?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bota ch\u00e3o nisso (risos). S\u00e3o oito discos em 15 anos&#8230;<\/strong><br \/>\nIsso. E eu estava pensando: o que leva a gente a ouvir o oitavo disco de algu\u00e9m? Me colocando no papel do outro: um cara como Arnaldo Antunes, um artista pertinente, gosto da obra dele, mas provavelmente eu n\u00e3o v\u00e1 escutar o oitavo disco dele&#8230; s\u00e3o reflex\u00f5es que precisam ser feitas&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas n\u00e3o h\u00e1 muito como fugir, n\u00e9?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, porque eu tenho que continuar fazendo o meu trabalho, e eu gosto de fazer (sorriso). E a partir disso \u00e9 preciso circunstanciar as coisas dentro dessa perspectiva de que eu j\u00e1 sou um cara de uma gera\u00e7\u00e3o anterior. Acho que o pr\u00f3ximo passo \u00e9, no meu novo site, disponibilizar todos os meus discos para download, mas me colocar em primeiro plano, antes dos discos&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para a pessoa encontrar o Wado&#8230;<\/strong><br \/>\nPorque o que vincula \u00e9 voc\u00ea ver um show de coisas que eu j\u00e1 fiz e que necessariamente n\u00e3o est\u00e3o focadas no disco do momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Exato, porque quando o artista tem apenas um disco, voc\u00ea sabe que ao ir ao show, a chance de ouvir todas as m\u00fasicas desse disco \u00e9 enorme. J\u00e1 de um artista que tem oito discos, ficam m\u00fasicas de fora, inevitavelmente. \u201cSer\u00e1 que o Wado vai tocar \u2018Deserto de Sal\u2019 nessa turn\u00ea?\u201d (risos).<\/strong><br \/>\nTem um amigo meu que diz que existe o \u201cset list\u201d e o \u201cdezessete list\u201d, com as 17 m\u00fasicas que o cara sempre toca (risos). Mas o bom \u00e9 sempre tentar fugir desse \u201cdezessete list\u201d. No (show do) \u201c1977\u201d a gente buscou coisas que s\u00e3o relacionadas a ele. Tentei fazer um show mais espiritual e menos carnal. Ent\u00e3o entrou \u201cPendurado\u201d (\u201cTerceiro Mundo Festivo\u201d, 2008), \u201cVai Querer\u201d (\u201cA Farsa do Samba Nublado\u201d, 2004)&#8230; m\u00fasicas que s\u00e3o menos gafieira e mais para a alma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que era algo que estava explicito no show do \u201cVazio Tropical\u201d, que \u00e9 um disco espiritual&#8230;<\/strong><br \/>\n\u00c9 um disco para o belo. A gente buscou um pouco disso no \u201c77\u201d. O que voc\u00ea achou dele?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gostei muito nas primeiras audi\u00e7\u00f5es. Ele come\u00e7a muito forte com \u201cLar\u201d e \u201cCadafalso\u201d, que s\u00e3o rocks que trazem um peso que h\u00e1 tempos voc\u00ea n\u00e3o tinha&#8230;<\/strong><br \/>\nSim, as tr\u00eas primeiras d\u00e3o essa porrada: \u201cLar\u201d, \u201cCadafalso\u201d, que \u00e9 uma vers\u00e3o mais roqueira da m\u00fasica que fiz com o MoMo (e que d\u00e1 t\u00edtulo ao \u00faltimo disco dele), e \u201cDeita\u201d, que \u00e9 uma homenagem descarada a \u201cLisztomania\u201d, do Phoenix. Se voc\u00ea pegar o andamento, o desenho da batera, \u00e9 a minha paix\u00e3o pelo rock contempor\u00e2neo declarada ali. A minha vontade de fazer um disco de rock era dialogar com Vampire Weekend, Fleet Foxes, Phoenix, as coisas que eu gosto dessa cena mais nova. N\u00e3o era fazer um disco saudoso do rock and roll.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda assim, achei que a quantidade de participa\u00e7\u00f5es desequilibrou um pouco o disco&#8230;<\/strong><br \/>\nPareceu excessivo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o sei, me pareceu que d\u00e1 uma quebrada no ritmo&#8230;<\/strong><br \/>\n\u00c9 muita gente&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por outro lado, eu o acho mais ganchudo, mais pegado do que o \u201cVazio\u201d&#8230;<\/strong><br \/>\nEle \u00e9 mais pop. E tem uma coisa: eu chamei o Jo\u00e3o Paulo, (guitarra e voz) do Mopho, e ele ajudou a fazer com que o disco fosse muito bem cantado. O Jo\u00e3o faz comigo todos os refr\u00e3os abrindo ter\u00e7as, quintas e s\u00e9timas. A voz do Jo\u00e3o \u00e9 linda e ficou muito pop. A minha voz tem uma linha, o Jo\u00e3o chega com a dele e abre, ele tem esse cuidado est\u00e9tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Foi natural o disco trazer diversos representantes da m\u00fasica ibero-americana?<\/strong><br \/>\n\u201c1977\u201d n\u00e3o tem a for\u00e7a dos convidados do \u201cSamba 808\u201d (2011) e do \u201cVazio Tropical\u201d (2013), apesar de que o Samuel \u00daria \u00e9 muito grande em Portugal&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E tem o Lucas (Fresno) Silveira&#8230;<\/strong><br \/>\n\u00c9, ele \u00e9 grande aqui. Eu tinha ido a Portugal recentemente e passei 10 dias l\u00e1 gravando um disco, \u201cO Clube\u201d (com C\u00edcero, Momo e os portugueses Diego Arm\u00e9s, Bernardo Barata, Alexandre Bernardo e Fred Ferreira &#8211; <a href=\"http:\/\/nosdiscos.pt\/discos\/artistoptimusdiscos\/o-clube\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">download gratuito aqui<\/a>), e criei um di\u00e1logo l\u00e1. Dai no processo de feitura, eu queria um disco que refletisse a nossa postura de consumo no mundo hoje, da gente ouvir uma banda francesa que canta em ingl\u00eas, beber uma cerveja que pode ser belga ou de Blumenau&#8230; eu gosto muito da Mayra Andrade, por exemplo, que \u00e9 uma cantora cabo-verdiana que ora canta em ingl\u00eas, ora canta em portugu\u00eas, ora canta em creole&#8230; e eu queria que esse disco tivesse esse vi\u00e9s transnacional. Manu Chao e Rodrigo Amarante j\u00e1 fizeram experimentos assim&#8230; E a partir disso eu fui convidando pessoas, ent\u00e3o quando a letra ia repetir, eu pensava: por que n\u00e3o jogar uma novidade aqui?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea conheceu esse pessoal que participa do disco? Por exemplo, a mexicana Graciela Maria (que divide letra e vocais em \u201cGalo\u201d)?<\/strong><br \/>\nFoi um amigo que mora em Berlim que me mostrou uns clipes bem bonitos dela, e eu gostei da voz. A argentina Belen Natali (do grupo Mateo de la Luna en Compa\u00f1\u00eda Terrestrial, que participa da faixa \u201cCondensa\u201d), que hoje em dia mora no Espanha, j\u00e1 morou em Macei\u00f3, e eu a conhecia. O Samuel \u00daria eu conheci na viagem a Portugal. O Lucas Silveira era meu amigo de internet, e gosto mesmo da onda dele. Ele \u00e9 um dos que tem mais figura de linguagem nisso que dizem ser \u201cemotional hardcore\u201d. E canta pra caralho. Bota pra quebrar mesmo. E \u00e9 um cara muito legal. Das coisas que tocam no r\u00e1dio, \u00e9 uma das coisas mais bacanas. Ent\u00e3o pra mim \u00e9 valido ter o cara junto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E \u00e9 dif\u00edcil chegar ao r\u00e1dio, hein&#8230;<\/strong><br \/>\nPorra, eu nunca cheguei (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas suas m\u00fasicas tocam no r\u00e1dio em Bel\u00e9m&#8230;<\/strong><br \/>\nTocam?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na Cultura, na UNAMA, que \u00e9 uma r\u00e1dio universit\u00e1ria&#8230;<\/strong><br \/>\nBel\u00e9m \u00e9 foda!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Lar - Wado\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FaWxwkQBXj4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como est\u00e1 a sua rela\u00e7\u00e3o com a carreira hoje?<\/strong><br \/>\n2015 desconstruiu um pouco (o que eu vinha fazendo) porque eu j\u00e1 estava h\u00e1 quatro, cinco anos, vivendo de m\u00fasica, batalhando muito, mas vivendo, e esse ano deu uma apertada. Em 2014 eu vim 8 vezes para S\u00e3o Paulo fazer show, foi muito bom, era o segundo ano do \u201cVazio Tropical\u201d. Esse disco novo (\u201c1977\u201d) passou por uma digest\u00e3o um pouco mais lenta, teve problemas na divulga\u00e7\u00e3o (o selo prometeu algo e n\u00e3o fez), ent\u00e3o o disco foi chegando meio por acaso, mas realmente est\u00e1 um ano dif\u00edcil. Entrei na crise junto com o Brasil, mas a crise \u00e9 importante para tirar voc\u00ea da zona de conforto, fazer voc\u00ea rebolar&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acho estranha essa digest\u00e3o mais lenta porque, como voc\u00ea disse, o \u201c1977\u201d \u00e9 um disco muito mais pop do que o \u201cVazio Tropical\u201d, que era um disco mais contemplativo.<\/strong><br \/>\n\u00c0s vezes me pergunto: ser\u00e1 que fiz alguma coisa errada? Dai coloco o \u201c77\u201d pra ouvir e chego a conclus\u00e3o de que era o que eu queria fazer naquele momento. \u00c9 sincero. E para mim \u00e9 muito mais confort\u00e1vel ouvir a minha voz no \u201c77\u201d do que no \u201cVazio\u201d, que \u00e9 um disco muito fr\u00e1gil, nu de arranjos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/07\/22\/wado-lanca-vazio-tropical-em-sp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">texto que escrevi sobre o show<\/a> do \u201cVazio Tropical\u201d falei que a produ\u00e7\u00e3o era bonita, mas soava como uma camisa de for\u00e7a, porque voc\u00ea n\u00e3o foi feito para o banquinho e viol\u00e3o&#8230;<\/strong><br \/>\n\u00c9 legal ver como essas m\u00fasicas do \u201cVazio\u201d est\u00e3o soando hoje no show, elas n\u00e3o est\u00e3o mais sentadas, est\u00e3o em p\u00e9 (risos). A gente faz \u201cFlores do Bem\u201d, \u201cRosa\u201d, \u201cPrimavera \u00c1rabe\u201d&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea curtiu a vers\u00e3o d\u2019O Martim para \u201cRosa\u201d (presente no \u00e1lbum \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/12\/14\/download-projeto-visto-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Projeto Visto 2<\/a>\u201d, lan\u00e7ado pelo Scream &amp; Yell)?<\/strong><br \/>\nPra caralho! Achei melhor do que a minha. Chamei-o pra gravar no disco por isso (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/05\/27\/a-nova-cena-portuguesa-o-martim\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Martim<\/a> participa de \u201cCondensa\u201d). Ele fez uma \u201cRosa\u201d meio Hot Chip. O engra\u00e7ado \u00e9 que a gente n\u00e3o tem a referencia da aura da pessoa, escolhe porque gosta. Dai chego a Portugal e as pessoas me perguntam: \u201cPor que voc\u00ea colocou o Martim no disco?\u201d. Ele \u00e9 muito famoso l\u00e1 na TV como um ancora engra\u00e7ado, e as pessoas n\u00e3o conhecem esse vi\u00e9s po\u00e9tico e compositor dele. Por outro lado, chegam e dizem: \u201cP\u00f4, voc\u00ea conseguiu o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/06\/11\/a-nova-cena-portuguesa-samuel-uria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Samuel \u00daria<\/a> para o seu disco\u201d. E o Martim bota pra quebrar igual ou at\u00e9 mais que o Samuel no resultado da voz. Pra mim n\u00e3o importa, s\u00e3o dois caras de que eu gosto muito, n\u00e3o tem essa diferen\u00e7a que as pessoas l\u00e1 veem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi para voc\u00ea essa aproxima\u00e7\u00e3o com a cena portuguesa?<\/strong><br \/>\nTer ido l\u00e1 e ficar gravando um disco com eles refletiu nessa minha vontade de ter duas vozes (portuguesas) no \u201c1977\u201d, retribuir, n\u00e3o ficar s\u00f3 no oba oba de ir l\u00e1 e gravar, mas tamb\u00e9m trazer os caras pra c\u00e1. Dar voz para esses caras \u00e9 muito importante. A m\u00fasica do Samuel com a M\u00e1rcia (\u201cEu Seguro\u201d) \u00e9 um hit, um hino. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/04\/06\/wado-ao-vivo-em-lisboa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">E o Samuel cantou comigo no show l\u00e1<\/a>. Ele \u00e9 um performer, dan\u00e7a, canta muito. E quase me fudeu o show (risos) porque me levou num botequinho e eles t\u00eam uma cacha\u00e7a l\u00e1 chamada Bagaceira, dai ele colocou um copo cheio, um pra mim, outro pra ele (risos)&#8230; Fiz o show meio torto&#8230; (mais risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como est\u00e1 Alagoas agora?<\/strong><br \/>\nEst\u00e1 massa. O Figueroas estourou e a melhor coisa que podia ter acontecido para Alagoas era o Figueroas chegar, porque n\u00e3o tem vinculo nenhum com Los Hermanos, que \u00e9 o ran\u00e7o Brasil de desdobramentos da m\u00fasica. Acredito que a gente est\u00e1 na fronteira de achar um novo caminho para a m\u00fasica do Brasil, algo meio stoner rock, virulento, e ao mesmo tempo meio mutante&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A gente vive um momento (lindo \u2013 risos) de, cada vez mais, aceitar diferen\u00e7as e questionar quem n\u00e3o as aceita. Antigamente havia a coisa bruta do rock and roll, que tendia a ser uma coisa bem machista, enquanto hoje voc\u00ea tem um Figueroas, com um figurino rock, mas dan\u00e7ando lambada, o que cada vez mais amplia o leque&#8230;<\/strong><br \/>\nO Figueroas tem uma sacada, uma quebra de linguagem, uma intelig\u00eancia p\u00f3s-Twitter, p\u00f3s-Instagram: pra que m\u00fasica com A, com B, com C? \u00c9 s\u00f3 A. A m\u00fasica \u00e9 \u201cFofinha\u201d, s\u00f3 essa palavra. Ele leva isso adiante. A letra das m\u00fasicas do Figueroas \u00e9 uma palavra, duas. \u00c9 uma coisa maluca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea n\u00e3o imagina fazer nada assim?<\/strong><br \/>\n\u00c0s vezes fa\u00e7o m\u00fasicas com letras muito curtas, e quando vejo que n\u00e3o h\u00e1 necessidade de alongar, deixo assim. E \u00e9 \u00f3timo quando isso acontece porque&#8230; \u00e9 tanto disco que pra sair desse charco de informa\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande, o disco tem que ter apenas o necess\u00e1rio. N\u00e3o adianta ficar colocando frou-frou. A gente precisa das ancoras pra saber o que ouvir e, por isso, n\u00e3o d\u00e1 pra fazer um disco com mais de 10 m\u00fasicas hoje, por exemplo. 10 m\u00fasicas \u00e9 o m\u00ednimo e o m\u00e1ximo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Num primeiro momento do CD, a galera pirou, n\u00e9. \u201c\u00c9 poss\u00edvel gravar mais de 70 minutos em um CD? Bora ocupar todo o espa\u00e7o!!! (risos)\u201d. E dai vem o Metallica, com o \u201cBlack Album\u201d (1991), e tasca 62 minutos de m\u00fasica! Imagina, uma hora ininterrupta! Como algu\u00e9m consegue parar no mundo de hoje e ouvir at\u00e9 o final??!! (risos)<\/strong><br \/>\nE o Charlie Brown Jr, que lan\u00e7ava disco com 20 e tantas m\u00fasicas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voltando ao \u201c1977\u201d, voc\u00ea diz que o ouve e se d\u00e1 por satisfeito, \u00e9 o que voc\u00ea queria fazer. Com todos os seus discos \u00e9 assim?<\/strong><br \/>\nAcredito em todos eles enquanto obra de arte. Tenho uma ben\u00e7\u00e3o no meu trabalho que foi nunca ter dado certo o suficiente para precisar me repetir (risos). As coisas nunca deram certo ao ponto de ter que faze-las de novo. Ela d\u00e1 certo no ponto em que pago minhas contas, mas n\u00e3o ao ponto de eu \u201cprecisar\u201d fazer, por exemplo, outro \u201cVazio Tropical\u201d. E isso \u00e9 massa, te d\u00e1 uma liberdade, mas tenho dois discos que me incomodam muito pra ouvir: o primeiro, \u201cManifesto da Arte Perif\u00e9rica\u201d (2001) e o \u201cVazio Tropical\u201d (2013). N\u00e3o pelo conte\u00fado deles, mas sim pelos aspectos f\u00edsicos, pela coloca\u00e7\u00e3o da voz, a maneira com que voc\u00ea traz a ideia para o mundo e ela \u00e9 executada de outra forma. O conceito do meu primeiro disco era assim: eu queria uma obra de arte, mas como eu n\u00e3o tinha um bom est\u00fadio pra fazer, n\u00e3o adiantava tentar simular um est\u00fadio grande, porque iria ficar brega, ent\u00e3o fui atr\u00e1s da sonoridade do est\u00fadio fuleiro em que eu estava. Dai colocava a m\u00fasica para o cara tocar, e dizia: \u201ceu quero o teu primeiro take, com erro ou sem erro\u201d. E tem erros! \u00c0s vezes a m\u00fasica tinha que ter um bumbo, e n\u00e3o tem. Hoje em dia voc\u00ea vai e corrige isso no computador. Mas aquilo ali \u00e9 2001&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Foi mais f\u00e1cil gravar o \u201c1977\u201d?<\/strong><br \/>\nFoi um exerc\u00edcio bem legal, prazeroso. Como eu tinha sa\u00eddo do \u201cVazio Tropical\u201d, que foi produzido pelo Marcelo Camelo, e o Marcelo \u00e9 um cara maravilhoso, mas ele mergulha de certa forma naquilo ali (na produ\u00e7\u00e3o)&#8230; ele se entrega mesmo. A gente foi tocar em Portugal por causa dele! Os outros caras me disseram, quando estive l\u00e1, que depois de um show lotado no Coliseu dos Recreios, todo mundo no restaurante comemorando, ele se desculpava e dizia: \u201cGalera, tenho que ir. Preciso gravar os baixos do disco do Wado\u201d. E o pessoal: \u201cQuem caralho \u00e9 Wado?\u201d (risos). Fui parar l\u00e1 por conta desse compromisso dele! \u201cQuem \u00e9 esse cara que o Camelo n\u00e3o para mais em lugar nenhum porque est\u00e1 produzindo o disco dele?\u201d. E o \u201cVazio Tropical\u201d \u00e9 resultado do choque dos nossos universos. J\u00e1 o \u201c1977\u201d sou eu voltando a tomar as r\u00e9deas. Fiz o disco durante um ano, toda semana ia e fazia algo num est\u00fadio bacana, o norte dele estava claro para mim. N\u00e3o sofri muito pra fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea n\u00e3o chegou a rodar com esse disco na Am\u00e9rica Latina, chegou? Porque voc\u00ea tinha aquele plano do disco em Buenos Aires&#8230;<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, porque o \u201c1977\u201d ainda est\u00e1 bem encolhido, mas esse disco em Buenos Aires ainda pode ser um plano futuro. Acontece que agora estou com uma ideia maluca (risos), que nem sei se \u00e9 legal soltar j\u00e1&#8230; mas bora l\u00e1: a minha ideia \u00e9 gravar um disco inteiro de ax\u00e9, e ele vai se chamar \u201cIvete\u201d&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sensacional (risos)<\/strong><br \/>\nSou eu tentando ser a Ivete! J\u00e1 tenho alguns ax\u00e9s compostos. Acho que \u201c1977\u201d ser\u00e1 um disco que as pessoas v\u00e3o voltar depois&#8230; pela maneira que ele foi lan\u00e7ado e tamb\u00e9m por ser uma ressaca ap\u00f3s dois discos (\u201cSamba 808\u201d e \u201cVazio Tropical\u201d) que traziam agregados muita gente de nome forte para o Brasil, mas ele ainda pode render&#8230; (pensativo) eu preciso ter coragem para o pr\u00f3ximo disco porque meu compromisso com o belo j\u00e1 deu: eu fiz dois discos em que, de certa forma, eu flertei com o belo, e eu quero voltar a ser o Wado estranho, que te tira da zona de conforto. A ideia do disco \u201cIvete\u201d \u00e9 isso. Eu quero voltar a ser esquisito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Legal isso!<\/strong><br \/>\nOutra coisa: existe uma cena musical ai que eu preciso conversar mais, de coisas interessantes acontecendo. J\u00e1 sou colocado como veterano nessa cena, indie, mas veterano. E tem uma galera, C\u00edcero, Silva, Tim Bernardes&#8230; muitas cabe\u00e7as inteligentes nessa nova cena pra dialogar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/08\/wado-e-o-vazio-tropical\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00faltima entrevista sua para o Scream &amp; Yell<\/a>, na \u00e9poca do \u201cVazio Tropical\u201d, voc\u00ea disse algo que gerou pol\u00eamica, e que acredito que faltou tato para n\u00f3s, que dever\u00edamos ter aprofundado a quest\u00e3o ali na hora para tentar entender. Era um trecho em que voc\u00ea dizia: \u201cA gente est\u00e1 longe de estar no primeiro mundo! Por que a m\u00fasica est\u00e1 assim horr\u00edvel? Porque as classes D e E subiram e trouxeram consigo uma m\u00fasica muito imatura, que acabou sendo comprada pela classe m\u00e9dia\u201d&#8230;<\/strong><br \/>\nRealmente, fui bem atacado por isso. Esse lance sobre classe D e E \u00e9 terminologia de mercado publicit\u00e1rio, e eu n\u00e3o concordo com isso, mas o contexto era sobre um posicionamento de mercado da dita m\u00fasica alternativa, era onde a conversa estava inserida. Acho essa classifica\u00e7\u00e3o uma coisa horrorosa. O ponto em que eu queria chegar, e talvez por n\u00e3o ter chegado, fui mal interpretado, \u00e9 que o Brasil vivia um momento de crescimento econ\u00f4mico, mas estava se vendendo como Primeiro Mundo oco. Por que \u201cPassarinho\u201d, do Curumin, n\u00e3o foi a m\u00fasica do ano no Brasil inteiro dois anos atr\u00e1s? \u00c9 a m\u00fasica mais linda sei l\u00e1 desde quando. Quem ouviu \u201cPassarinho\u201d pensou: \u00e9 o Lulu Santos de 2015, mas n\u00e3o foi massivo. Dai o sertanejo vem e diz: \u201cEu fui pro barzinho e peguei a mulher\u201d. Tudo na cara, e faz sucesso. (Ou seja, a diferen\u00e7a \u00e9 que) \u00e9 preciso ter ferramentas para ler uma met\u00e1fora, de entender uma figura de linguagem. A gente ainda tem um longo caminho de estudo, e est\u00e1 construindo as ferramentas para isso. Os 12 anos de PT, para mim, foram muito v\u00e1lidos, e os resultados a gente vai ver&#8230; na verdade j\u00e1 est\u00e1 vendo! \u201cQue Horas Ela Volta?\u201d, aquilo ali \u00e9 o Bolsa Fam\u00edlia funcionando, o Bolsa Fam\u00edlia deveria se chamar Bolsa Escola. N\u00e3o tem nada a ver com elitismo. P\u00f4, meus discos s\u00e3o arte perif\u00e9rica, gravo ax\u00e9, gravo funk carioca, gravo reggaeton, e n\u00e3o fa\u00e7o isso de forma jocosa, respeito muito esses g\u00eaneros. S\u00e9rio mesmo. N\u00e3o brinco com isso. Tentaram deslocar o meu depoimento prum lugar que n\u00e3o tem nada a ver comigo. Sem contar que, ainda assim, n\u00f3s temos um Marcelo Jeneci, uma Tulipa, uma Vanessa da Mata, que, de certa forma, s\u00e3o massivos. \u00c9 um assunto muito delicado, e eu fui mal interpretado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que a paternidade pode mudar na sua m\u00fasica? (risos)<\/strong><br \/>\nA paternidade me fez melhorar como ser-humano, de fato. O fato de pensar que eu tenho que viver mais 30 anos para pagar as contas e cuidar dele (risos). Os abusos que cometo agora s\u00e3o muito menores. Eu era um cara muito bo\u00eamio&#8230; Agora, quatro e meia da tarde pego ele no colo. Mas, na m\u00fasica, acho que tende a me tornar careta. E esse \u00e9 o desafio porque o meu plano \u00e9 n\u00e3o ser careta, \u00e9 voltar a ter a coragem do Wado dos primeiros discos, de fazer o que eu tenho vontade de fazer acreditando que as pessoas v\u00e3o me entender. Vamos ver.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rosa - Wado\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2P-rl8FxdFc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Com A Ponta dos Dedos - O Clube (Wado)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/S5y5Okwd9PA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a Calmantes com Champagne<br \/>\n&#8211; Adriano Mello Costa (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/coisapop\">@coisapop<\/a> no Twitter) e assina o blog de cultura <a href=\"http:\/\/coisapop.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Coisa Pop<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia mais:<br \/>\n<\/strong>&#8211; Wado (2001): &#8220;N\u00e3o tenho medo do pop. Ele que me aceite do jeito que eu sou&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2001\/10\/28\/entrevista-wado-2001\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Wado (2004): &#8220;N\u00e3o tenho nenhum problema com o pop. Talvez ele tenha comigo&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2004\/12\/14\/entrevista-wado-2004\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Wado ao vivo (2006): &#8220;Batidas fortes, aproximando o samba torto da eletr\u00f4nica&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/09\/07\/cinco-shows-em-uma-semana\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Wado ao vivo (2007): &#8220;Seus sambas tortos est\u00e3o cada vez mais densos\/tensos&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/09\/07\/cinco-shows-em-uma-semana\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Terceiro Mundo Festivo&#8221; (2008): &#8220;Inspira\u00e7\u00e3o terceiro-mundista e voca\u00e7\u00e3o cosmopolita&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/02\/11\/disco-da-semana-terceiro-mundo-festivo-de-wado\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Wado (2009): &#8220;A partir do primeiro navio negreiro voc\u00ea n\u00e3o tem mais uma raiz original&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/11\/03\/entrevista-wado\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Wado ao vivo (2009): &#8220;Desta vez ele seguiu a linha afox\u00e9 de \u201cAtl\u00e2ntico Negro\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/10\/12\/ao-vivo-wado-e-cidadao-instigado\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Melhores da D\u00e9cada: &#8220;A Farsa do Samba Nublado&#8221; aparece na 15\u00aa posi\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/12\/09\/top-20-nacional-da-decada-00\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Wado (2011): &#8220;Sou um sambista, mas acho que s\u00f3 eu acho isso &#8211; risos&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/08\/31\/especial-ccbb-universitario\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Wado ao vivo (2011): &#8220;Wado talvez esteja pr\u00f3ximo de atingir seu ponto mais alto&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/11\/13\/wado-lanca-samba-808-em-sp\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cVazio Tropical\u201d (2013): um disco bonito que, quanto mais se cala, mais fala (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/07\/16\/tres-cds-wado-apanhador-so-tom-ze\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; V\u00eddeos: Wado lan\u00e7a \u201cVazio Tropical\u201d em SP com Camelo, C\u00edcero, Momo e Faf\u00e1 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/07\/22\/wado-lanca-vazio-tropical-em-sp\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Wado ao vivo (2013): &#8220;Wado ainda est\u00e1 admirando o filho rec\u00e9m-nascido&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/07\/22\/wado-lanca-vazio-tropical-em-sp\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Wado (2013): &#8220;Voc\u00ea tem que pagar contas, e viver do jeito que voc\u00ea gosta de viver&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/08\/wado-e-o-vazio-tropical\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Ano da Serpente&#8221; (2014): &#8221; L\u00e1 se v\u00e3o 13 anos e seis discos depois&#8230;&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/18\/cds-mombojo-galinha-preta-e-wado\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Wado ao vivo (2015): &#8220;Wado conquistou a audi\u00eancia com a sua musicalidade inata&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/04\/06\/wado-ao-vivo-em-lisboa\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA NO SCREAM &amp; YELL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nWado quer voltar a ser esquisito, e o start para esta nova fase \u00e9 \u201c1977\u201d, seu oitavo disco, liberado gratuitamente. 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