{"id":34665,"date":"2015-10-14T09:42:50","date_gmt":"2015-10-14T12:42:50","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=34665"},"modified":"2018-08-03T17:18:39","modified_gmt":"2018-08-03T20:18:39","slug":"sob-o-cel-uma-cancao-maquina-do-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/10\/14\/sob-o-cel-uma-cancao-maquina-do-tempo\/","title":{"rendered":"Sob o CEL: Na m\u00e1quina do tempo"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-34666\" title=\"avalanches1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/avalanches1.jpg\" alt=\"\" \/><\/h3>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #333333;\">Sob o CEL #32<br \/>\nHist\u00f3ria por M\u00fasica<br \/>\npor<\/span> <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/carloseduardo.lima.90\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Carlos Eduardo Lima<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seria l\u00f3gico se n\u00f3s, quando jovens, deix\u00e1ssemos ocultas algumas pistas sobre como era nossa vida at\u00e9 ent\u00e3o. Algo que nos fizesse, como num passe de m\u00e1gica, voltar algumas d\u00e9cadas no passado e reviver algumas experi\u00eancias ou, simplesmente, n\u00e3o viver outras que insistem em nos encher o saco na maturidade. N\u00e3o adianta posar de indestrut\u00edvel e inabal\u00e1vel, \u00e9 pr\u00f3prio do ser humano sentir saudade, mesmo que n\u00e3o tenhamos a m\u00ednima no\u00e7\u00e3o disso. Digo que &#8220;seria&#8221; l\u00f3gico, porque n\u00e3o tenho absoluta certeza que fazemos isso intencionalmente, mas, sem qualquer d\u00favida, h\u00e1 mecanismos que desencadeiam uma esp\u00e9cie de escudo protetor invis\u00edvel de Colgate em rela\u00e7\u00e3o ao tempo presente, nos mantendo isolados num limbo do bem. Resumindo, gente: h\u00e1 horas em que precisamos\/queremos voltar. E n\u00e3o d\u00e1, n\u00e9? N\u00e3o d\u00e1. Diante da impossibilidade (ainda) da viagem no tempo, nossa mente nos prov\u00ea, de quando em quando, com algum atalho, buraco de minhoca, dobra espa\u00e7o-tempo que nos leva para outro lugar. E, em tempos de seguran\u00e7a total, a m\u00fasica \u00e9 um bom meio de transporte nessas horas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claro que todos n\u00f3s temos m\u00fasicas queridas, que nos recordam de outros tempos, mas, eu te pergunto: h\u00e1 alguma m\u00fasica que te leve para uma esp\u00e9cie de Shangri-l\u00e1 existencial da juventude eterna? Algo que n\u00e3o existe, claro, para o qual voc\u00ea nunca foi, mas que, talvez, tenha sonhado, visto num desenho ou filme ou s\u00e9rie h\u00e1 um bom tempo? Algo que seja et\u00e9reo enquanto dura, como uma Fant\u00e1stica F\u00e1brica de Chocolate na esquina da sua rua, na qual voc\u00ea morou por um bom tempo e que hoje, pela a\u00e7\u00e3o do tempo, n\u00e3o tem mais nada em comum com a imagem que voc\u00ea guardou?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sei que voc\u00ea est\u00e1 sabendo do que quero falar. Eu tenho uma \u00fanica can\u00e7\u00e3o que faz isso por mim e ela \u00e9 t\u00e3o engenhosamente perfeita, que demorei tempo \u00e0 be\u00e7a pra conseguir encontrar as palavras exatas para descrever o efeito que &#8220;Since I Left You&#8221; faz com meus neur\u00f4nios. Posso dizer que a ou\u00e7o v\u00e1rias vezes por semana, pelo menos. Que conhe\u00e7o cada detalhe de sua estrutura, cada efeito, cada coisinha, cada mil\u00edmetro aural que ela enverga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">The Avalanches, uma galera de Melbourne, Austr\u00e1lia, se juntou no meio dos anos 1990 sob outro nome, Swing Monkey Cocks. Por a\u00ed voc\u00ea j\u00e1 tem no\u00e7\u00e3o do que Robbie Chater e Darrin Seltmann aprontavam como integrantes de um combo punk. Ao longo do processo habitual de tocar em espeluncas miser\u00e1veis na terra do Crocodilo Dundee, Gordon McQuilten, Toni Dibiasi, Dexter Fabay, futuros integrantes, vieram a bordo at\u00e9 a primeira metade daquela d\u00e9cada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0quela altura, o punk j\u00e1 havia sido arquivado em favor de uma abordagem mais dan\u00e7ante e eletr\u00f4nica, no sentido &#8220;Paul&#8217;s Boutique&#8221; do termo, se \u00e9 que voc\u00eas me entendem. Este disco, o segundo lan\u00e7ado pelos nova-iorquinos dos Beastie Boys, em 1989, \u00e9 um marco hist\u00f3rico por ser um trabalho totalmente formado por samples das mais distintas proced\u00eancias, oferecendo um painel maluco e extremamente legal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por volta de 1997, j\u00e1 com o nome The Avalanches, eles acreditavam piamente que o caminho para a felicidade repousava nessa equa\u00e7\u00e3o na qual samples + malandragem significavam tudo. Para isso, os sujeitos adquiriram toca-discos e uma infinidade de LPs. Mesmo se n\u00e3o fizessem isso com um fim espec\u00edfico, os caras representam bem essa juventude planet\u00e1ria que adentrava a casa dos 20 anos em 1990 (eu inclu\u00eddo, claro) e que desenvolveu seu conhecimento musical atrav\u00e9s das emissoras de r\u00e1dio, da compra de discos e de shows dados perto de casa. E, claro, tamb\u00e9m com o interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es entre iguais e\/ou funcion\u00e1rios de lojas e discos e locutores\/apresentadores de programas audiovisuais, que se tornaram, por afinidade insuspeita, nossos amigos, professores e conselheiros. Gente que, junto com os respons\u00e1veis pelas can\u00e7\u00f5es, disse pra n\u00f3s mesmos o que dever\u00edamos ouvir para conhecer&#8230; a n\u00f3s mesmos. \u00c9 temer\u00e1rio que essa fun\u00e7\u00e3o caiba a algoritmos em sites da internet hoje, mas tudo bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De qualquer maneira, The Avalanches estava em vias de produzir uma obra-prima daquele momento pr\u00e9-mil\u00eanio, pr\u00e9-fim de mundo, pr\u00e9-tudo. Antecedendo a isso, a banda \u2014 j\u00e1 com o tecladista James de la Cruz no line up \u2014 excursionou pelo Down Under como banda de abertura para gente t\u00e3o legal quanto os \u00eddolos Beastie Boys e o Public Enemy. O caminho estava aberto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu primeiro e \u00fanico \u00e1lbum, &#8220;Since I Left You&#8221;, lan\u00e7ado localmente em 1999, ganhando o mundo meses depois, j\u00e1 no tal Y2K, \u00e9 a melhor das colchas de retalho. \u00c9 um ecocardiograma com doppler de uma discoteca de classe m\u00e9dia, seja de Melbourne, S\u00e3o Paulo ou Rio de Janeiro, fonte inesgot\u00e1vel de sons, impress\u00f5es e vis\u00f5es. Atribuo a essas discotecas fundamentais pr\u00e9-internet uma fun\u00e7\u00e3o quase cerebral, no sentido emocional do termo. Pois bem, os sujeitos se juntaram em algum est\u00fadio miser\u00e1vel da cidade australiana, sob a \u00e9gide da Modular Records, e fizeram este \u00e1lbum indispens\u00e1vel para a vida humana (na minha opini\u00e3o, claro).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lembro-me de t\u00ea-lo ouvido na aurora da internet de banda larga, quando trabalhava numa empresa em Maca\u00e9, regi\u00e3o norte do Rio. Eu morava l\u00e1, a muitos quil\u00f4metros de casa, numa \u00e9poca estranha da minha vida e precisava loucamente de qualquer boia de sinaliza\u00e7\u00e3o para algo que pudesse reconhecer como lar. Tinha como h\u00e1bito ler as resenhas dos compradores do site Amazon.com, uma valiosa fonte de impress\u00f5es sobre as m\u00fasicas e discos comprados l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o sei como cheguei ao disco dos Avalanches, mas me deparei com ele e cliquei num link que oferecia uma amostra de 30 segundos da faixa, n\u00e3o mais que isso. Foi o suficiente para que eu importasse o \u00e1lbum no minuto seguinte, num tempo em que n\u00e3o havia outro meio plaus\u00edvel. Amarguei mais de um m\u00eas at\u00e9 a chegada e, quando isso aconteceu, me senti, finalmente, em casa. Mesmo que o disco seja absolutamente sensacional, a primeira faixa \u00e9 algo, por assim dizer, de outro mundo. Vou contar para voc\u00eas o que penso quando a ou\u00e7o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Estou desembarcando em alguma Ilha da Fantasia, descendo de algum catamar\u00e3 supers\u00f4nico. O lugar \u00e9 tropical\u00f3ide, com pessoas que me recebem na beira do cais, com colares de flores havaianas, principalmente umas mulheres gatas e com pouca roupa. Sou levado para uma festan\u00e7a que rola na beira de piscina, onde me servem drinks coloridos e onde a pr\u00f3pria The Avalanches est\u00e1 se apresentando. H\u00e1 uma vocalista cantando com um vestido tubinho negro, cabelo curto colocado para tr\u00e1s com gel, maquiada na medida certa e que, a meu ver, me d\u00e1 um mole impressionante. A apar\u00eancia dela varia de Scarlett Johansson, Jane Seymour, Cristina Azul ou Jennifer Connelly, dependendo do que passa pela minha cabe\u00e7a na hora. E, ap\u00f3s me entender com a mo\u00e7a, encontro todos os meus amigos, desde quem batia bola no Cal\u00e7ad\u00e3o de Copacabana em 1976, passando pelo pessoal do CSA, da Uerj e da UFF, sem falar nos colegas de trabalho, parentes, bichos de estima\u00e7\u00e3o, brinquedos, revistas em quadrinho, avi\u00f5es de montar, fitas K-7, LP&#8217;s, tudo vai para este lugar num passe de m\u00e1gica enquanto os quase cinco minutos da can\u00e7\u00e3o rolam&#8221;. Eu n\u00e3o fico rico, n\u00e3o tenho carr\u00f5es, mas, s\u00e9rio, pra qu\u00ea?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois bem, tenho certeza que alguma can\u00e7\u00e3o faz isso por voc\u00ea. No caso de &#8220;Since I Left You&#8221;, feita TOTALMENTE a partir de samples de outras can\u00e7\u00f5es, uma esp\u00e9cie de Frankenstein do bem, qual n\u00e3o foi minha curiosidade quando, anos mais tarde, ao fu\u00e7ar no Youtube, me deparei com um sujeito chamado Rickydown que se dedicava a destrinchar a estrutura de algumas can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum, entre elas, claro, a faixa t\u00edtulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/zehvICx-Rsg\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/zehvICx-Rsg\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com prazer indescrit\u00edvel tomei ci\u00eancia das outras can\u00e7\u00f5es, que forneceram trechos, batidas, ambi\u00eancia, clima, tudo, para que a minha m\u00fasica \u2014 sim, porque ela \u00e9 minha desde sempre \u2014 pudesse ser criada a partir do mais absoluto nada. O escopo dos sujeitos vai desde interpreta\u00e7\u00f5es de gosto duvidoso, feitas pelo violonista americano Tony Mottola para cl\u00e1ssicos como &#8220;By The Time I Get To Phoenix&#8221;, passando por grupos vocais obscuros dos anos 1960, como The Main Attraction ou The Duprees.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo com essa maravilhosa fonte de informa\u00e7\u00f5es, dois detalhes ainda permaneciam obscuros para mim. Logo no in\u00edcio, h\u00e1 um dedilhado de viol\u00e3o e burburinho de pessoas, que vai aumentando. Antes que a m\u00fasica entre, h\u00e1 uma voz feminina que diz &#8220;Younger than springtime&#8221;, que \u00e9 um nome de uma can\u00e7\u00e3o presente no musical South Pacific, da dupla de compositores americanos Rodgers e Hammerstein. Tornou-se um belo standard de jazz nos anos seguintes, rendendo uma impressionante interpreta\u00e7\u00e3o de Frank Sinatra em sua vers\u00e3o late sixties, que voc\u00ea pode conferir aqui, com produ\u00e7\u00e3o de Lee Hazelwood, num v\u00eddeo lindo, no qual aparece a orquestra nos est\u00fadios da United Recorders, em Hollywood. Mesmo assim, n\u00e3o sei se a voz que surge na can\u00e7\u00e3o \u00e9 totalmente relacionada \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o de &#8220;Younger Than Springtime&#8221;, ainda descobrirei.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/DpLb0mTgdfM\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/DpLb0mTgdfM\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mist\u00e9rio final de &#8220;Since I Left You&#8221; foi desvendado h\u00e1 pouco mais de um m\u00eas. Ainda no in\u00edcio da can\u00e7\u00e3o, h\u00e1 uma voz que recebe as pessoas no tal ancoradouro imagin\u00e1rio da minha mente, e diz: &#8220;get a drink, have a good time now, welcome to paradise&#8221;. Isso a\u00ed era indecifr\u00e1vel at\u00e9 chegar a informa\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia do site www.whosampled.com.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como o nome j\u00e1 diz e voc\u00ea j\u00e1 deve ter imaginado, d\u00e1 pra encontrar toneladas de informa\u00e7\u00e3o sobre o uso de amostras de outras can\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s dele e foi com este aux\u00edlio luxuoso que me deparei com um filme para a TV, feito em 1987, chamado &#8220;Club Med&#8221;. O maior m\u00e9rito dessa produ\u00e7\u00e3o \u00e9 ter Linda Hamilton, a Sarah Connor em pessoa, tentando preservar a visibilidade ganha com o papel no primeiro \u201cExterminador do Futuro\u201d. Em uma passagem do filme, ela vai at\u00e9 o Club Med de Ithaca, M\u00e9xico, e, ao descer do barco junto com uma galera de turistas, se depara com gente vestida de sarongues e ostantando colares de flores, recebendo os visitantes. Dai surge a poderosa frase &#8220;get a drink, have a good time, welcome to paradise&#8221; \u00e9 NITIDAMENTE ouvida. Sim. \u00c9. Pode comprovar aqui, \u00f3: http:\/\/www.whosampled.com\/movie\/Club-Med\/ .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois do disco, The Avalanches tiveram os 15 minutos de fama. Remixaram v\u00e1rias pessoas, de Cornelius a Stereolab, lan\u00e7aram singles de can\u00e7\u00f5es do disco e mantiveram uma expectativa imensa para o lan\u00e7amento do sucessor de &#8220;Since I Left You&#8221;, algo que, pasme, ainda n\u00e3o aconteceu. Se depender da minha vontade, a banda n\u00e3o lan\u00e7a mais nada, n\u00e3o por medo de fracasso ou algo assim, mas por absoluta falta de necessidade diante do incr\u00edvel feito j\u00e1 alcan\u00e7ado com a can\u00e7\u00e3o. Se voc\u00ea tem alguma m\u00fasica que pode trazer esse efeito, sem qualquer aditivo, sabe bem o que ela pode fazer. At\u00e9 escrever um texto gigantesco sobre tudo isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/3-iRAQWvem8\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/3-iRAQWvem8\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; CEL \u00e9 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/carloseduardo.lima.90\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Carlos Eduardo Lima<\/a> (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/celeolimite\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@celeolimite<\/a>), respons\u00e1vel pela coluna Sob o CEL, vers\u00e3o renovada de sua primeira coluna no site, <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/outros\/cel24.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O CEL \u00e9 o Limite<\/a>, que estreou em maio de 2002. Tamb\u00e9m \u00e9 locutor e produtor na empresa <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/RadioVitrola.net\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">R\u00e1dio Vitrola<\/a> e respons\u00e1vel pela <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/historiapormusica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hist\u00f3ria Por M\u00fasica<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/sob_o_ceu\/\"><strong>LEIA OUTRAS COLUNAS DE CARLOS EDUARDO LIMA NO SCREAM &amp; YELL<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sob o CEL #32\n&#8220;Uma can\u00e7\u00e3o que conhe\u00e7o cada detalhe de sua estrutura, cada efeito, cada coisinha, cada mil\u00edmetro aural que ela enverga&#8230;&#8221;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/10\/14\/sob-o-cel-uma-cancao-maquina-do-tempo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":44,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[46],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34665"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/44"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34665"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34665\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":48330,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34665\/revisions\/48330"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34665"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34665"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34665"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}