{"id":3450,"date":"2010-01-10T09:56:55","date_gmt":"2010-01-10T11:56:55","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=3450"},"modified":"2016-10-13T10:24:26","modified_gmt":"2016-10-13T13:24:26","slug":"a-era-mais-criativa-de-hollywood","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/10\/a-era-mais-criativa-de-hollywood\/","title":{"rendered":"A era mais criativa de Hollywood"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3452\" title=\"&quot;Como a Gera\u00e7\u00e3o Sexo, Drogas e Rock and Roll Salvou Hollywood&quot;\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/hollywood2.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Gabriel Innocentini<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nastassja Kinski transava com todos os diretores de seus filmes. Quando brigava com a namorada, Robert de Niro a presenteava com um frasco de perfume. Martin Scorsese ouvia &#8220;London Calling&#8221; enquanto o set de filmagem n\u00e3o estava pronto. Dennis Hopper se gabava de ter introduzido a coca\u00edna nos EUA. Peter Bogdanovich, Francis Ford Coppola e William Friedkin, emparelhados num sinal vermelho e dentro de suas respectivas limusines, discutiam quem tinha mais indica\u00e7\u00f5es ao Oscar em 1972. Coppola encerrou a conversa com um argumento simples: \u201cO Poderoso Chef\u00e3o, 150 milh\u00f5es de d\u00f3lares!\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se ficasse apenas nisso, &#8220;Como a Gera\u00e7\u00e3o Sexo-Drogas-e-Rock\u2019n\u2019rRll Salvou Hollywood&#8221; (tradu\u00e7\u00e3o de Ana Maria Bahiana) seria apenas um comp\u00eandio de fofocas e bastidores do cinema norte-americano dos anos 1970. Mas Peter Biskind consegue usar todos os relatos e hist\u00f3rias como pano de fundo para contar a ascens\u00e3o e a queda de diretores como Steven Spielberg, George Lucas, Robert Altman, Hal Ashby e Martin Scorsese, entre outros, na Meca do cinema industrial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ponto de partida \u00e9 o filme de Arthur Penn, &#8220;Bonnie &amp; Clyde&#8221;, de 1967. Se soubesse que a obstina\u00e7\u00e3o de Warren Beatty em produzir &#8220;Bonnie &amp; Clyde&#8221; seria o come\u00e7o da decad\u00eancia dos grandes est\u00fadios, Jack Warner jamais teria permitido que o filme fosse lan\u00e7ado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Bonnie &amp; Clyde&#8221; abriu um precedente ao ter Warren Beatty como produtor. Nunca em Hollywood um ator, ou seja, algu\u00e9m que n\u00e3o fosse dos altos cargos administrativos da ind\u00fastria, teve o poder de controlar um filme como Beatty. A id\u00e9ia, bem-sucedida, gerou a cria\u00e7\u00e3o da BBS, uma empresa de cinema desvinculada dos est\u00fadios tradicionais e poderosos de Hollywood. Capitaneada por Bert Schneider, Bob Rafelson e Steve Blauner, a BBS permitiu a Dennis Hopper realizar o seu projeto conjunto com Peter Fonda e Jack Nicholson: &#8220;Easy Rider&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme que marcou a hist\u00f3ria da contracultura mostrava dois rebeldes que viajavam de moto pelas estradas dos EUA, destilando sua raiva contra a autoridade estabelecida, mostrando uma maior liberdade sexual e promovendo a celebra\u00e7\u00e3o da coca\u00edna na tela grande. Al\u00e9m disso, marcava tamb\u00e9m uma inova\u00e7\u00e3o no tratamento cinematogr\u00e1fico, ao propor uma narrativa acelerada e muitas vezes ca\u00f3tica, influenciada pela ascens\u00e3o do document\u00e1rio e pelo prest\u00edgio da Nouvelle Vague.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas se o sucesso de &#8220;Easy Rider&#8221; estabelecia o futuro da pr\u00f3xima d\u00e9cada em Hollywood \u2013 isto \u00e9, filmes de novos cineastas produzidos por eles mesmos e com grande liberdade art\u00edstica, geralmente a baixos custos \u2013, o ano de 1969 j\u00e1 continha o germe da destrui\u00e7\u00e3o: as drogas j\u00e1 come\u00e7avam a cobrar seu pre\u00e7o, Woodstock se revelou uma cat\u00e1strofe de desorganiza\u00e7\u00e3o (que poderia ter tomado propor\u00e7\u00f5es desastrosas), Charles Manson promovia a chacina hist\u00f3rica na casa de Roman Polanski&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O show n\u00e3o podia parar. Os anos 70 come\u00e7aram e os novos diretores foram se estabelecendo nesse in\u00e9dito contexto de produ\u00e7\u00e3o, colocando em pr\u00e1tica a teoria do cinema de autor, preconizada pelos cineastas franceses da Cahiers du Cinema. Segundo Truffaut, Godard e cia., o verdadeiro respons\u00e1vel pelo filme era o diretor, que expunha seu estilo e sua marca pessoal ao conduzir todo o processo de produ\u00e7\u00e3o dos longas-metragens. Os roteiristas e montadores seriam apenas pessoas a servi\u00e7o das id\u00e9ias do cineasta, o grande autor do filme. Nomes como Robert Altman (&#8220;M*A*S*H&#8221;, 1970), Hal Ashby (&#8220;A \u00daltima Miss\u00e3o,&#8221; 1973), Peter Bogdanovich (&#8220;A \u00daltima Sess\u00e3o de Cinema&#8221;, 1971), William Friedkin (&#8220;Opera\u00e7\u00e3o Fran\u00e7a&#8221;, 1971 e &#8220;O Exorcista&#8221;, 1973) e Martin Scorsese (&#8220;Caminhos Perigosos&#8221;, 1973) despontaram em Hollywood.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da nova leva de cineastas, foram outros tr\u00eas diretores que dominaram o star system. Quem inaugurou o caminho foi Francis Ford Copolla com &#8220;O Poderoso Chef\u00e3o&#8221;, em 1972. Copolla n\u00e3o desejava dirigir o filme, mas foi convencido pela Paramount a adaptar o livro de Mario Puzo para a telona. O resultado, como ele exultava, foi uma das maiores bilheterias da hist\u00f3ria: mais de 150 milh\u00f5es de d\u00f3lares. A id\u00e9ia de Copolla era que sua produtora, a American Zoetrope, pudesse financiar novos diretores, libertando-os dos grandes est\u00fadios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, foram Steven Spielberg e George Lucas, os dois nerds, os dois ca\u00e7ulas da turma, os dois criados pela cultura televisiva, que ajudaram a reeguer a ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica hollywoodiana. &#8220;Tubar\u00e3o&#8221;, de 1975, e &#8220;Star Wars&#8221;, de 1977, criaram o conceito de blockbuster, gerando um n\u00edvel de lucro nunca antes visto na hist\u00f3ria de Hollywood. A exibi\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea em centenas de cinemas, aliada a propagandas na televis\u00e3o, tornava imposs\u00edvel a competi\u00e7\u00e3o de filmes mais complexos, como os de Scorsese, Altman, Ashby e Bogdanovich. Enquanto isso, Copolla se afundava em d\u00edvidas para produzir &#8220;Apocalypse Now&#8221; (1979) e via a Zoetrope naufragar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 claro que este \u00e9 um breve resumo da hist\u00f3ria contada por Biskind. A gan\u00e2ncia, a megalomania, o ego\u00edsmo, os excessos \u2013 est\u00e1 tudo l\u00e1, em detalhes, muitas vezes nada honrosos para seus personagens, mas que d\u00e3o um panorama claro e devastador da m\u00e1quina de sonhos chamada Hollywood.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje em dia, apenas George Lucas e Martin Scorsese continuam na ativa. Enquanto o primeiro adota o discurso, c\u00ednico ou ing\u00eanuo, decida o leitor, de que os blockbusters permitem a exibi\u00e7\u00e3o dos chamados filmes de arte em grandes cadeias de cinema, Scorsese segue sua vida, tendo sido agraciado com o Oscar de melhor diretor em 2006 por &#8220;Os Infiltrados&#8221;. Quanto aos que sobreviveram, para a ind\u00fastria do cinema, \u00e9 quase como se estivessem mortos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3503\" title=\"Cena do filme &quot;Bonnie and Clyde&quot;\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/bonnieandclyde.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"mailto:ismael.machado@hotmail.com\" target=\"_blank\">Ismael Machado<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Sem Destino&#8221;, &#8220;O Poderoso Chef\u00e3o&#8221;, &#8220;O Exorcista&#8221;, &#8220;Chinatown&#8221;, &#8220;Um Estranho no Ninho&#8221;, &#8220;Bonnie and Clyde&#8221;, &#8220;Shampoo&#8221;, &#8220;Guerra nas Estrelas&#8221;, &#8220;Um Dia de C\u00e3o&#8221;, &#8220;Caminhos Perigosos&#8221;, &#8220;O Franco Atirador&#8221;, &#8220;Touro Indom\u00e1vel&#8221;, &#8220;Taxi Driver&#8221;: a lista pode ser maior. \u00c9 maior. Mas estes filmes listados acima s\u00e3o alguns dos longas que acabaram por revolucionar o cinema hollywoodiano na d\u00e9cada de 1970 e que s\u00e3o uma refer\u00eancia b\u00e1sica a quase tudo o que ainda vemos de bom e de ruim atualmente nos tel\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por tr\u00e1s desses filmes jovens diretores que estavam entre o idealismo, a porra-louquice, a genialidade, o egocentrismo elevado aos p\u00edncaros e uma vontade danada de fazer cinema de um \u2018jeito diferente\u2019 do que at\u00e9 ent\u00e3o era feito no que chamavam de \u2018Velha Hollywood\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis Hopper, Warren Beatty, Jack Nicholson, Francis Ford Coppola, George Lucas, Steven Spielberg, Martin Scorsese, Peter Bogdanovich, Robert Altman, William Friedkin e mais um punhado de outros nomes que viriam a se tornar legendas do cinema s\u00e3o os protagonistas desta hist\u00f3ria que por si s\u00f3 renderia um excelente roteiro cinematogr\u00e1fico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E quem conta os bastidores de tudo isso \u00e9 o jornalista Peter Biskind no excelente livro \u201cComo a Gera\u00e7\u00e3o Sexo, Drogas e Rock and Roll Salvou Hollywood\u201d, que mais de dez anos depois de lan\u00e7ado nos Estados Unidos ganha uma edi\u00e7\u00e3o brasileira, cortesia da editora Intrinseca. A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 da jornalista Ana Maria Bahiana, o que por si s\u00f3 j\u00e1 confere um carimbo de qualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cComo a Gera\u00e7\u00e3o Sexo, Drogas e Rock and Roll Salvou Hollywood\u201d \u00e9 um livro que disseca de forma alucinada como alguns diretores e atores chutaram o balde dos velhos esquemas de se fazer filmes e foram, entre uma cheirada de coca\u00edna e uma transa orgi\u00e1stica, criando cl\u00e1ssicos atr\u00e1s de cl\u00e1ssicos, naquele que pode ser considerado como o mais criativo per\u00edodo hollywoodiano (principalmente se voc\u00ea n\u00e3o engole aquela conversa de cr\u00edticos ranhetas de que o per\u00edodo de ouro do cinema foi o da \u00e9poca dos musicais dos anos 40 ou dos filmes chat\u00edssimos e moralistas de Frank Capra).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais interessante \u00e9 que o livro detalha como esses filmes foram feitos a partir das entranhas de seus bastidores. Por exemplo, como Coppola odiou ter de fazer &#8220;O Poderoso Chef\u00e3o&#8221;, porque achava que era o filme que desvirtuaria toda a ideia rom\u00e2ntica que ele tinha de ser um diretor \u2018autor\u2019. E como quase ningu\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o confiava nele, o filme foi literalmente uma jornada infernal. Coppola n\u00e3o acreditava no sucesso e sequer foi ver a estreia do filme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Louco de pedra, Dennis Hopper quase leva todo mundo junto na sua insanidade durante todo o per\u00edodo de pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o, roteiriza\u00e7\u00e3o, filmagem e montagem de &#8220;Sem Destino&#8221;, o filme que melhor representa a gera\u00e7\u00e3o Woodstock, um longa-metragem que custou uma ninharia e encheu os bolsos de quase todo mundo. Mas tamb\u00e9m quase arrastou para um abismo sem fim quem esteve nele envolvido, tamanha a quantidade de drogas, paran\u00f3ia, trai\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia e alucina\u00e7\u00f5es que o cercaram. Consta que Hopper e Peter Fonda deixaram de se falar por anos ap\u00f3s esse sucesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Filmes como &#8220;O Exorcista&#8221;, &#8220;O Poderoso Chef\u00e3o&#8221; e &#8220;Stars Wars&#8221; iniciaram o que viriam a ser a era dos blockbusters. S\u00f3 que, ao contr\u00e1rio dos atuais, esses traziam inova\u00e7\u00f5es no roteiro e na dire\u00e7\u00e3o. Um sopro de novidade e ousadia que paradoxalmente marcou o apogeu e o decl\u00ednio do poder dos diretores sobre suas pr\u00f3prias obras. Hollywood tremeu nas bases, sentiu seu poderio diminuindo, mas com a for\u00e7a da grana falando mais alto, domou tudo e o que se v\u00ea \u00e9 o cinema que se faz hoje onde para cada Tarantino, existem mil Camerons. \u00c9 a roda da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Peter Biskind \u00e9 jornalista, ex-editor executivo da revista Premiere, e autor de in\u00fameros livros que descrevem a vida em Hollywood, incluindo &#8220;Seeing is Believing&#8221; e &#8220;Gods and Monsters&#8221;. \u00c9 editor contribuinte da Vanity Fair e j\u00e1 escreveu na revista Rolling Stone e nos jornais The New York Times e The Washington Post. \u201cComo a Gera\u00e7\u00e3o Sexo, Drogas e Rock and Roll Salvou Hollywood\u201d revela a hist\u00f3ria secreta da era mais criativa de Hollywood num bate papo com diretores, produtores, estrelas, agentes, roteiristas, executivos dos est\u00fadios, esposas, ex-esposas e namoradas. Para ler e sentir saudade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Ismael Machado \u00e9 jornalista e mant\u00e9m uma coluna semanal no jornal Diario do Par\u00e1<br \/>\n&#8211; Gabriel Innocentini cursa jornalismo na Unesp de Bauru e assina o blog <a href=\"http:\/\/blogeurogol.blogspot.com\/\">Eurogol<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Ismael Machado e Gabriel Innocentini\nPeter Biskind analisa o cinema no livro Como a Gera\u00e7\u00e3o Sexo, Drogas e Rock and Roll Salvou Hollywood, tradu\u00e7\u00e3o de Ana Maria Bahiana.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/10\/a-era-mais-criativa-de-hollywood\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":32,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4,9],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3450"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/32"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3450"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3450\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3502,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3450\/revisions\/3502"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3450"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3450"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3450"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}