{"id":34400,"date":"2008-11-09T12:25:39","date_gmt":"2008-11-09T15:25:39","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=34400"},"modified":"2015-10-05T13:22:59","modified_gmt":"2015-10-05T16:22:59","slug":"balancao-planeta-terra-2008","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/11\/09\/balancao-planeta-terra-2008\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7\u00e3o do Planeta Terra 2008"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-34401\" title=\"planetaterra1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/planetaterra1.jpg\" alt=\"\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span>Texto por Marcelo Costa<br \/>\nFotos por <a href=\"http:\/\/lilianecallegari.com.br\/\" target=\"_blank\">Liliane Callegari<\/a><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua segunda edi\u00e7\u00e3o, o festival Planeta Terra voltou a repetir a produ\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel do ano anterior, com um leve descuido na sonoridade dos palcos (no principal, na frente o som era bom, e no fundo uma porcaria \u2013 e o inverso aconteceu no Indie Stage), mas muita organiza\u00e7\u00e3o para um p\u00fablico excelente de mais de 15 mil pessoas. No geral, os shows do palco indie superaram com facilidade \u2013 e muito barulho \u2013 as atra\u00e7\u00f5es do palco principal, e o Jesus and Mary Chain n\u00e3o jogou sua hist\u00f3ria pelo ralo, como muitos esperavam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devido ao esquenta de sexta, com um bom show do Momboj\u00f3 no Studio SP, e dezenas de cervejas, acordei aben\u00e7oado por uma ressaca fenomenal cujo resultado mais significativo foi o corte das atra\u00e7\u00f5es da minha lista pessoal. O plano era chegar para Curumin, mas entrei na Vila dos Galp\u00f5es exatamente no momento em que a fofa Mallu Magalh\u00e3es encerrava seu set. Ela desafina demais, toca Beatles e Johnny Cash e mostra que ainda tem muito a aprender.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ent\u00e3o Jesus surgiu. E tocou o mesmo set-list apresentado em Buenos Aires na semana passada. Quatro can\u00e7\u00f5es do \u201cAutomatic\u201d, tr\u00eas do \u201cHoney\u2019s Dead\u201d, tr\u00eas can\u00e7\u00f5es que apareceram apenas na colet\u00e2nea \u201c21 Singles\u201d (e agora no box \u201cThe Power of Negative Thinking\u201d) e apenas uma de cada um dos cl\u00e1ssicos \u201cPsychocandy\u201d, \u201cDarklands\u201d e do \u00f3timo \u201cMunky\u201d. E uma in\u00e9dita, \u201cKennedy Song\u201d. A expectativa era de um show decepcionante, comum a carreira do grupo, mas at\u00e9 que eles se sa\u00edram bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-34402\" title=\"planetaterra2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/planetaterra2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/planetaterra2.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/planetaterra2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSnakedriver\u201d abriu a noite seguida de \u201cHead On\u201d, ambas prejudicadas com o acerto de som, com a bateria l\u00e1 em cima, e as guitarras no ch\u00e3o, situa\u00e7\u00e3o que ainda marcou \u201cFar Gone &amp; Out\u201d e \u201cBetween Planet\u201d. Em \u201cBlues From a Gun\u201d o som melhorou, mas j\u00e1 dava para perceber qual\u00e9 a do grupo. William Reid namorava os amplis Marshall enquanto despejava microfonia sobre o p\u00fablico. Jim canta bem e como apresenta\u00e7\u00e3o foi tudo correto, no lugar, o que em se tratando de Jesus pode ser gol contra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cJust Like Honey\u201d soou capenga, e can\u00e7\u00f5es mais lentas \u2013 e bonitas \u2013 como \u201cSome Candy Talking\u201d e \u201cTeenage Lust\u201d parecem feitas para apresenta\u00e7\u00f5es m\u00ednimas e ac\u00fasticas e n\u00e3o para um palco enorme e aberto. \u201cHappy When it Rains\u201d, \u201cSidewalking\u201d, \u201cCracking Up\u201d e \u201cReverence\u201d mostraram vitalidade, mas a banda soa certinha demais ao vivo. No fim fica a impress\u00e3o de termos visto um bom show. S\u00f3 isso? S\u00f3. O problema \u00e9 que todos esperam mais do que um bom show do Jesus and Mary Chain. Expectativa, como diria outro, \u00e9 uma m****.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pensei em conferir alguns momentos do Animal Collective, mas fiquei no pensamento. Troquei o Foals por um hot-dog e uma H20 sabor Ma\u00e7\u00e3 com Lim\u00e3o na boa Pra\u00e7a de Alimenta\u00e7\u00e3o do evento, e de certo modo me arrependo. V\u00e1rios amigos definiram o show como \u201cintenso\u201d e o classificaram como uma das grandes apresenta\u00e7\u00f5es da noite. Ok, n\u00e3o se ganha todas. De consci\u00eancia limpa, deixei o Offspring de lado (embora eu quisesse muito ouvir\/ver \u201cCome Out and Play\u201d e \u201cPretty Fly (For a White Guy)\u201d) e fui ao Indie Stage presenciar um dos shows do ano em terras brasileiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-34403\" title=\"planetaterra3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/planetaterra3.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comandados pelo vocalista\/guitarrista com jeito de demente Britt Daniel, o grupo texano Spoon mostrou um rock de alt\u00edssima qualidade aos brasileiros. Com can\u00e7\u00f5es centradas no \u00f3timo \u201cGa Ga Ga Ga Ga Ga\u201d (2007), o Spoon parece melodicamente furioso como Nick Cave quando acompanhado pelos Bad Seeds e Jon Spencer Blues Explosion. A tr\u00edade \u201cDon\u2019t You Evah\u201d, \u201cYou Got Yr. Cherry Bomb\u201d e \u201cDon\u2019t Make a Target\u201d (todas de \u201cGa Ga Ga Ga Ga Ga\u201d) empolgaram enquanto \u201cThe Ghost Of You Lingers\u201d mostrou que \u00e9 poss\u00edvel fazer rock com piano, baixo, bateria e voz (sem guitarra) sem soar chato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, a guitarra de Britt Daniel \u00e9 uma estrela a parte num show do Spoon. De riffs secos, fortes e extremamente limpos, o guitarrista impressiona. Ainda houve espa\u00e7o para \u201cThe Beast And Dragon, Adored\u201d e \u201cMy Mathematical Mind\u201d, ambas do \u00e1lbum \u201cGimme Fiction\u201d (2005), \u201cThe Way We Get By\u201d, de \u201cKill The Moonlight\u201d (2002) e \u201cBlack Like Me\u201d (outra do \u201cGa Ga Ga Ga Ga\u201d) apresentada como \u201cBlack Like Mr. President\u201d . O grande momento da noite foi \u201cThe Underdog\u201d, que mesmo sem os metais caracter\u00edsticos da can\u00e7\u00e3o, se mostrou perfeita e empolgante. Um show chapante no limite entre o mel\u00f3dico e o furioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-34404\" title=\"planetaterra4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/planetaterra4.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No palco principal, pelo tel\u00e3o, era poss\u00edvel ver o Bloc Party se aquecendo no backstage para enfrentar o p\u00fablico ap\u00f3s o fiasco do playback no VMB. De bermudinha e bon\u00e9, o vocalista Kele Okereke adentrou ao palco sobre uma base eletr\u00f4nica e introduziu a poderosa \u201cHunting For Witches\u201d, em vers\u00e3o t\u00e3o fraquinha que deu d\u00f3. O som das guitarras estava em algum outro lugar, mas n\u00e3o no palco do Bloc Party. O baterista Matt Tong errou viradas na segunda m\u00fasica, e tudo pareceu extremamente constrangedor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a apresenta\u00e7\u00e3o, Kele se desculpou pelo acontecido no VMB esperando que o show consertasse as coisas, mas n\u00e3o tive paci\u00eancia para esperar (pelo jeito, iria demorar mais que acertar sozinho na megasena), e quatro m\u00fasicas depois j\u00e1 estava no Indie Stage aguardando as irm\u00e3s Deal e o Breeders, torcendo internamente para que elas tocassem \u201cGigantic\u201d, do Pixies, que infelizmente n\u00e3o rolou. Mesmo assim foi uma grande apresenta\u00e7\u00e3o, alternando momentos divertid\u00edssimos com bobagens dispens\u00e1veis numa rela\u00e7\u00e3o final de muitos altos e alguns baixos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Extremamente sorridente, bastante acima do peso e bebendo cerveja sem \u00e1lcool, Kim comandou a noite com maestria. Centrando o repert\u00f3rio da noite nos dois primeiros \u00e1lbuns do grupo (\u201dPod\u201d, de 1990, e \u201cLast Splash\u201d, de 1993), deixando raros momentos para coisas do fraco novo \u00e1lbum \u201cMountain Battles\u201d (como o bis com a bonita \u201cRegalame Esta Noche\u201d, cantada pela irm\u00e3 Kelly em espanhol) e pequenas raridades como \u201cTipp City\u201d, do projeto The Amps, \u201cShocker In Gloomtown\u201d, cover do Guided by Voices, e \u201cHappiness Is a Warm Gun\u201d, dos Beatles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-34405\" title=\"planetaterra5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/planetaterra5.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os momentos de festa e histeria, por\u00e9m, foram causados por pepitas do \u00e1lbum \u201cLast Splash\u201d como \u201cNo Aloha\u201d\u00b8 \u201cDivine Hammer\u201d, \u201cI Just Wanna Get Along\u201d, \u201cSaints\u201d e uma vers\u00e3o deliciosa de \u201cDrivin\u2019 On 9? (com Kelly Deal no violino), sem contar, claro, o grande hit \u201cCannonball\u201d. Muito mais em forma que a irm\u00e3, Kelly exibia com orgulho sua camiseta com um desenho do rosto do novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enquanto o baterista Jos\u00e9 Medeles surpreendia com sua m\u00e3o pesada no lado direito do palco. Grande show.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No palco principal ainda faltava o KaiserChiefs, mas a vontade era de ir embora. Abandonei a banda na metade do show em Werchter e no T In The Park s\u00f3 precisei dar umas duas olhadas no palco para decidir ver outro show. Mesmo assim a apresenta\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo foi boa. As grandes can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum de estr\u00e9ia do grupo (\u201dEveryday I Love You Less and Less\u201d, \u201cModern Away\u201d, \u201cNa Na Na Na Na\u201d e \u201cI Predict a Riot\u201d) perdem muita for\u00e7a ao vivo, mas mant\u00e9m um certo frescor, algo que a excelente \u201cRuby\u201d, do segundo disco, j\u00e1 n\u00e3o consegue. Fica a impress\u00e3o que eles \u2013 assim como o Bloc Party \u2013 s\u00e3o muito melhores em est\u00fadio. Melhor ouvir os discos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com duas edi\u00e7\u00f5es, o Planeta Terra ainda tateia em busca de personalidade, mas j\u00e1 mostra um grande avan\u00e7o de escala\u00e7\u00e3o entre esta segunda edi\u00e7\u00e3o e a do ano passado, que foi encerrada pelo p\u00edfio Kasabian. A Vila dos Galp\u00f5es \u00e9 um achado para abrigar um festival desse porte, e em termos estruturais o festival se fixa como um dos melhores do pa\u00eds numa noite marcada por duas lend\u00e1rias bandas de irm\u00e3os e um banho do Palco Indie sobre o Main Stage. Que venha a terceira edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-34406\" title=\"planetaterra6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/planetaterra6.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a Calmantes com Champagne<br \/>\n&#8211; Liliane Callegari (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/licallegari\" target=\"_blank\">@licallegari<\/a>) \u00e9 fot\u00f3grafa e arquiteta. Veja galeria de fotos dos shows <a href=\"http:\/\/lilianecallegari.com.br\/rolo-da-camera\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia mais<\/strong><br \/>\n&#8211; Planeta Terra 2007: CSS, Devo e Rapture fazem bons shows (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/11\/11\/css-devo-e-rapture-fazem-bons-shows-em-sao-paulo\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Planeta Terra 2010: uma noite p\u00farpura hip-hip-hipster (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/11\/28\/balancao-do-planeta-terra-2010\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Planeta Terra 2011: quatro olhares sobre um mesmo festival (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/11\/08\/balancao-planeta-terra-2011\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Planeta Terra 2012: muito melhor do que a expectativa previa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/22\/balancao-do-planeta-terra-2012\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Planeta Terra 2013: No saldo geral, o melhor Planeta Terra dos \u00faltimos anos (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/11\/balancao-planeta-terra-2013\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nEm sua segunda edi\u00e7\u00e3o, o festival Planeta Terra voltou a repetir a produ\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel do ano anterior, com um leve descuido na sonoridade dos palcos\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/11\/09\/balancao-planeta-terra-2008\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34400"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34400"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34400\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34408,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34400\/revisions\/34408"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34400"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34400"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34400"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}