{"id":34270,"date":"2015-09-30T09:29:13","date_gmt":"2015-09-30T12:29:13","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=34270"},"modified":"2016-09-04T13:36:56","modified_gmt":"2016-09-04T16:36:56","slug":"entrevista-esperanza-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/09\/30\/entrevista-esperanza-2015\/","title":{"rendered":"Entrevista: Esperanza (2015)"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-34271\" title=\"esperanza\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/esperanza.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"642\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/esperanza.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/esperanza-280x300.jpg 280w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcos.paulino.313?\" target=\"_blank\"><strong>Marcos Paulino<\/strong><\/a><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os caras da Esperanza n\u00e3o t\u00eam medo de mudan\u00e7a. De qualquer tipo de mudan\u00e7a. Desde que formaram a banda, em 2004, Artur Roman (guitarra e vocal), Wonder Bettin (guitarra) e Jo\u00e3o Davi (contrabaixo) n\u00e3o param de mudar. \u201cAs pessoas dizem que somos meio mutantes\u201d, brinca Artur em conversa com o <a href=\"http:\/\/plugmusic.zip.net\/\" target=\"_blank\">Plug<\/a>, parceiro do Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira mudan\u00e7a foi de cidade, quando sa\u00edram de Curitiba para S\u00e3o Paulo. Depois de gravadora, da Universal pra Sony. Tamb\u00e9m mudaram de nome, de Sabonetes pra Esperanza. E mais de uma vez mudaram de sonoridade, de dan\u00e7ante pra introspectiva, e desta pra outra novamente agora em \u201cZ\u201d, terceiro disco que acaba de ser lan\u00e7ado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra mudan\u00e7a: a sa\u00edda do baterista Alexandre Guedes, posto ocupado por Pedro Garcia. \u201cZ\u201d pode ser ouvido em <a href=\"http:\/\/www.esperanza.art.br\" target=\"_blank\">www.esperanza.art.br<\/a>. Lan\u00e7ado inicialmente apenas nas plataformas digitais, o disco f\u00edsico, talvez tamb\u00e9m em vinil, ainda vai sair, conforme Artur revela nesta entrevista, em que fala sobre o atual momento da Esperanza.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/p7rf9C5Qv1A\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/p7rf9C5Qv1A\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas j\u00e1 foram independentes, estiveram numa grande gravadora, voltaram a ser independentes e est\u00e3o numa segunda gravadora. Por que tantas mudan\u00e7as?<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma hist\u00f3ria de idas e vindas. O primeiro disco, como Sabonetes, a gente gravou e lan\u00e7ou como independentes. Em 2011, a Universal quis assinar com a gente pra relan\u00e7ar esse disco, atrav\u00e9s do selo Midas Music. Quando come\u00e7amos a fazer a pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o do segundo disco, houve discord\u00e2ncias quanto \u00e0 est\u00e9tica, achamos melhor rescindir o contrato e fizemos um financiamento coletivo pra lan\u00e7\u00e1-lo, de forma independente. Foi quando a gente mudou o nome pra Esperanza. Depois disso, a Sony quis relan\u00e7ar esse segundo disco e assinamos com eles. Quando come\u00e7amos os procedimentos pra fazer o relan\u00e7amento do \u201cEsperanza\u201d, t\u00ednhamos algumas m\u00fasicas novas e mostramos pro pessoal da Sony. Foi ent\u00e3o que surgiu a proposta de gravar um disco novo em vez de relan\u00e7ar aquele que j\u00e1 estava na pra\u00e7a. Adoramos a ideia, at\u00e9 porque j\u00e1 t\u00ednhamos mais de 30 m\u00fasicas novas, que estavam basicamente voz e viol\u00e3o, sem arranjos. Entramos no est\u00fadio pra escolher 12 delas e gravar. Fomos desenvolvendo os arranjos enquanto grav\u00e1vamos. O (Alexandre) Kassin, que produziu o disco, teve um papel muito importante, porque ajudou a definir a est\u00e9tica dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 a primeira vez que realmente d\u00e1 pra sentir a m\u00e3o do produtor no trabalho de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nAcho que n\u00e3o. Nosso primeiro disco talvez seja o que d\u00ea pra perceber mais, porque a gente era muito novo e n\u00e3o tinha muita experi\u00eancia em est\u00fadio. Quem produziu foi o Tom\u00e1s Magno, que virou nosso grande amigo. A gente n\u00e3o fazia muita ideia de pra onde ia, s\u00f3 sabia que tinha m\u00fasicas boas e que iria grav\u00e1-las. Ele foi decisivo pra moldar esteticamente as m\u00fasicas, e isso nos influenciou muito na forma de compor, de arranjar. No segundo disco, est\u00e1vamos muito escolados. Foi o Kassin tamb\u00e9m quem produziu, s\u00f3 que a gente tinha feito uma pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o bem longa, passamos 20 dias num s\u00edtio ensaiando, arranjando e gravando. Enviamos essas grava\u00e7\u00f5es r\u00fasticas pro Kassin, e ele deu a ideia de gravar o disco ao vivo para captar essa energia. Ent\u00e3o fomos pro est\u00fadio j\u00e1 com tudo pronto, e a m\u00e3o do Kassin foi mais pra definir os timbres. Neste novo disco, tem mais presen\u00e7a do Kassin com certeza, porque chegamos l\u00e1 sem ter arranjo. Ent\u00e3o, desde a escolha do repert\u00f3rio at\u00e9 o instrumento que a gente iria gravar ele participou. Foi um processo muito legal, muito espont\u00e2neo, muito divertido. O Kassin tem esse papel importante de deixar a gente \u00e0 vontade criativamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nesta \u00faltima d\u00e9cada, a banda passou por v\u00e1rias mudan\u00e7as, do nome \u00e0 sonoridade. Como voc\u00ea avalia essas transforma\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nAs pessoas dizem que somos meio mutantes. No Brasil, ser m\u00fasico e artista \u00e9 uma coisa que n\u00e3o te d\u00e1 retorno, uma seguran\u00e7a financeira, \u00e9 uma vida muito inst\u00e1vel. Se voc\u00ea n\u00e3o fizer s\u00f3 o que quer fazer, do jeito que voc\u00ea quer fazer, n\u00e3o vale a pena fazer. A gente n\u00e3o se poda em nenhum momento. Se mudar nome \u00e9 mercadologicamente ruim, e da\u00ed? Ser m\u00fasico e ser artista tem muito disso de n\u00e3o se impor limites. A sociedade j\u00e1 imp\u00f5e muitos limites. Se queremos fazer um disco mais dan\u00e7ante, fazemos; se queremos um mais introspectivo, fazemos. Essa gera\u00e7\u00e3o de bandas que caminham junto com a gente entende isso e faz isso tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vamos aprofundar nesse tema. Voc\u00eas conseguiram uma boa proje\u00e7\u00e3o como Sabonetes, mas sem que tivessem chegado \u00e0 grande m\u00eddia. Esse lado mutante pode ter contribu\u00eddo pra isso?<\/strong><br \/>\nAcho que n\u00e3o. Pode influenciar um pouco, mas n\u00e3o \u00e9 definitivo. Estamos fazendo o trabalho que queremos, do jeito que queremos. Isso \u00e9 o mais importante. N\u00e3o tocar maci\u00e7amente na r\u00e1dio, n\u00e3o estar na TV, n\u00e3o tem a ver com o som que voc\u00ea est\u00e1 fazendo. Claro que nosso objetivo \u00e9 divulgar o m\u00e1ximo poss\u00edvel nosso trabalho, porque amamos a m\u00fasica pop e acreditamos na sua for\u00e7a. Nossa gera\u00e7\u00e3o tem essa coisa de n\u00e3o fazer concess\u00f5es pra que isso aconte\u00e7a. N\u00e3o \u00e9 porque estamos numa gravadora grande que nos vendemos. A Sony foi muito parceira porque abra\u00e7ou nossa ideia. Ningu\u00e9m quis moldar nada, a gente escolheu o produtor e como queria gravar. Poder fazer as coisas do jeito que queremos \u00e9 uma grande vit\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Novos Baianos, Clube da Esquina, Roberto Carlos s\u00e3o alguns dos artistas que voc\u00eas j\u00e1 citaram como influ\u00eancias. Inclusive \u00e9 evidente como voc\u00eas passeiam por v\u00e1rias sonoridades no novo disco. Na hora de compor, como voc\u00eas fazem pra dar conta de toda essa mistura?<\/strong><br \/>\n[Risos] Pra te responder, preciso dizer que a gente \u00e9 muito f\u00e3 de Beatles e de Blur. O Blur tem discos muito diferentes uns dos outros, e dentro do mesmo disco pode ter uma m\u00fasica que \u00e9 punk rock, guitarra, baixo e bateria, e uma faixa que \u00e9 s\u00f3 uma orquestra com cordas, metais, percuss\u00e3o e voz. A grande beleza da m\u00fasica pop \u00e9 n\u00e3o ter nenhuma limita\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, o que importa \u00e9 ter uma boa can\u00e7\u00e3o. Pra formatar essa can\u00e7\u00e3o, voc\u00ea pode ser livre pra deixar sua criatividade viajar. Os tr\u00eas da banda comp\u00f5em muito, e chegamos num ponto de intimidade em que podemos conversar sobre a m\u00fasica de cada um, mudar, sugerir. As influ\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o importantes na hora de compor. Elas inspiram pra fazer um disco, mas n\u00e3o diretamente. \u00c0s vezes, gravando, algu\u00e9m pode sugerir pra dar um clima Tim Maia, colocar metais. \u00c9 mais uma quest\u00e3o est\u00e9tica, e n\u00e3o de composi\u00e7\u00e3o. \u00c9 um desafio cantar rock e pop em portugu\u00eas, porque j\u00e1 foi feita tanta m\u00fasica boa brasileira, que \u00e9 sempre poss\u00edvel algu\u00e9m querer te comparar ou dizer que foi influenciado. \u00c9 uma responsa ter o Cazuza como influ\u00eancia e querer chegar perto disso. Mas a gente topa esse desafio e tenta fazer da melhor forma poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas gravaram este disco j\u00e1 sem o Alexandre. Como foi essa experi\u00eancia? E a ideia de ter um baterista convidado vai se perpetuar ou voc\u00eas pensam em efetivar algu\u00e9m no lugar dele?<\/strong><br \/>\nO Alexandre saiu um pouco antes de a gente entrar em est\u00fadio. O Kassin foi muito importante tamb\u00e9m nesse sentido, porque ele indicou o Pedro Garcia, que foi batera do Planet Hemp. Al\u00e9m disso, \u00e9 um grande engenheiro de som e um grande produtor. Acertamos em cheio com ele, porque gravou a bateria e ajudou muito na produ\u00e7\u00e3o. Depois que o Alexandre saiu, a gente achou que iria ser foda ser uma banda de tr\u00eas, mas viramos uma big band. [Risos] A gente tem v\u00e1rios m\u00fasicos amigos que t\u00eam participado dos shows, \u00e9 uma banda de oito ou nove pessoas. Fazer m\u00fasica com essas pessoas tem sido muito legal. O que era pra ser uma dificuldade virou uma curti\u00e7\u00e3o. Tem sido bem legal pensar em cada show como sendo \u00fanico e ensaiar pra ele. No nosso primeiro disco, rodamos o Brasil fazendo shows muito energ\u00e9ticos. No segundo, que era mais introspectivo, os shows eram mais lentos, eram pra assistir, e n\u00e3o pra dan\u00e7ar. Com este terceiro disco, voltamos pra vibe do primeiro, aquele show que voc\u00ea termina com um corte no rosto e n\u00e3o sabe nem de onde surgiu. [Risos] Estamos felizes de ter voltado a esse clima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda n\u00e3o h\u00e1 o \u201cZ\u201d como um disco f\u00edsico, apenas nas plataformas digitais. Ele vai existir? \u00c9 importante que exista?<\/strong><br \/>\nVamos lan\u00e7ar, e talvez ainda saia em vinil. O CD com certeza sai. Acho importante ter o disco f\u00edsico, e gosto. Vai ter um encarte incr\u00edvel, ser\u00e1 lind\u00e3o. E o de vinil ser\u00e1 pe\u00e7a de colecionador, pra guardar com muito carinho. [Risos]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como ser\u00e1 a turn\u00ea do show novo?<\/strong><br \/>\nEstamos come\u00e7ando a turn\u00ea agora. J\u00e1 fizemos S\u00e3o Paulo e Curitiba, que foram muito legais. Tem show em Santa Catarina, onde tocamos muito no in\u00edcio da carreira. E queremos muito fazer o interior de S\u00e3o Paulo logo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/jpoQLOrd_8E\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/jpoQLOrd_8E\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcos.paulino.313?\" target=\"_blank\">Marcos Paulino<\/a> \u00e9 editor do caderno Plug (<a href=\"http:\/\/plugmusic.zip.net\/\" target=\"_blank\">plugmusic.zip.net<\/a>), da Gazeta de Limeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\">MAIS SOBRE M\u00daSICA NO SCREAM &amp; YELL<br \/>\n<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Lan\u00e7ado apenas nas plataformas digitais, &#8220;Z&#8221;, o novo disco, ainda ir\u00e1 ganhar edi\u00e7\u00e3o f\u00edsica, e talvez tamb\u00e9m em vinil\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/09\/30\/entrevista-esperanza-2015\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1035],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34270"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34270"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34270\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39813,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34270\/revisions\/39813"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34270"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34270"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34270"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}