{"id":34223,"date":"2015-09-28T11:03:19","date_gmt":"2015-09-28T14:03:19","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=34223"},"modified":"2020-10-05T15:29:49","modified_gmt":"2020-10-05T18:29:49","slug":"cds-muse-libertines-e-disclosure","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/09\/28\/cds-muse-libertines-e-disclosure\/","title":{"rendered":"CDs: Muse, Libertines e Disclosure"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/silva.leonel.900\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Leonel<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-34224  aligncenter\" title=\"muse_drones\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/muse_drones.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/muse_drones.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/muse_drones-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/muse_drones-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cDrones\u201d, Muse (Warner Music)<\/strong><br \/>\nCom a promessa de retorno \u00e0s ra\u00edzes rock combinada com excessos futur\u00edsticos-glam, o trio brit\u00e2nico lan\u00e7a \u201cDrones\u201d, seu s\u00e9timo disco, n\u00e3o mudando um mil\u00edmetro sequer na tem\u00e1tica das letras: o l\u00edder Matt Bellamy foca mais uma vez na ideia de um futuro dist\u00f3pico e totalit\u00e1rio, tema explorado desde o quarto trabalho do Muse, \u201cBlack Holes and Revelations\u201d (2006), denotando certa falta de assunto. Ap\u00f3s explorar territ\u00f3rios tortuosos com o pavoroso \u201cThe Resistance\u201d (2009) e o insosso \u201c2nd Law\u201d (2012), \u201cDrones\u201d cumpre a promessa roqueira na en\u00e9rgica \u201cThe Handler\u201d, no virtuosismo de \u201cReapers\u201d e em \u201cPsycho\u201d, uma can\u00e7\u00e3o feita a partir de um riff que a banda j\u00e1 tocava h\u00e1 12 anos. A repeti\u00e7\u00e3o, no entanto, talvez seja a maior respons\u00e1vel pela superficialidade do disco, como exibem as orquestra\u00e7\u00f5es e excessos influenciados pela m\u00fasica cl\u00e1ssica da piegas \u201cRevolt\u201d e os sofridos 10 minutos de \u201cGlobalist\u201d. O trio parece acertar mais quando volta ao b\u00e1sico, apostando no peso, no entanto, mesmo em faixas carregadas, a guitarra soa bem mais mansa do que j\u00e1 soou em outros tempos. Com produ\u00e7\u00e3o assinada por Robert John Lange (AC\/DC, Def Lepard), \u201cDrones\u201d marca um avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o aos dois (ruins) trabalhos anteriores, mas ainda assim \u00e9 um trabalho abaixo da m\u00e9dia para uma banda que j\u00e1 mostrou que pode mais (como atestam \u201cOrigin of Simnetry\u201d, de 2001, e \u201cAbsolution\u201d, de 2003). No fim das contas, \u201cDrones\u201d soa como uma t\u00edpica superprodu\u00e7\u00e3o hollywoodiana: visual e tecnologia de ponta, e nada de conte\u00fado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 5,5<br \/>\nPre\u00e7o em m\u00e9dia: R$ 30 (CD nacional)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Em 2001: &#8220;Muse, a melhor das bandas que copiam o Radiohead&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2001\/12\/01\/musica-origin-of-symmetry-muse\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-34225    aligncenter\" title=\"libertines_anthom\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/libertines_anthom.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/libertines_anthom.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/libertines_anthom-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/libertines_anthom-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cAnthems for Doomed Youth\u201d, The Libertines (Harvest)<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s conflitos pessoais, problemas com drogas, bandas paralelas (Babyshambles, Dirty Pretty Things) e carreiras solo alternando momentos de sucesso relativo e fracasso retumbante, Carl Bar\u00e2t e Pete Doherty decidiram fazer as pazes e voltar com o The Libertines. O retorno foi iniciado em 2010 (seis anos ap\u00f3s o fim da banda) com shows nos festivais de Reading e Leeds, e se confirmou em 2014 com a forma\u00e7\u00e3o original voltando aos palcos e ao est\u00fadio, de onde saiu com \u201cAnthems for Doomed Youth\u201d, primeiro disco de in\u00e9ditas em 11 anos. Com produ\u00e7\u00e3o de Jake Gosling (Ed Sheeran, One Direction), o novo \u00e1lbum mostra que, mesmo ap\u00f3s tanto tempo sem tocar junto, ainda h\u00e1 prazer em colocar o time de campo. O passar do tempo trouxe amadurecimento e, com ele, envelhecimento. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa ent\u00e3o que o som continue, em ess\u00eancia, o mesmo, ainda que exiba tra\u00e7os de amargor e, em alguns momentos, soe at\u00e9 comportado. Mesmo can\u00e7\u00f5es de destaque como \u201cGuinga Din\u201d e \u201cFame and Fortune\u201d n\u00e3o trazem o mesmo brilho &#8216;feliz&#8217; que, por exemplo, \u201cCan&#8217;t Stand Me Now\u201d tinha. As refer\u00eancias ainda est\u00e3o l\u00e1: \u201cBarbarians\u201d ecoa The Jam enquanto \u201cGlasgow Coma Scale Blues\u201d \u00e9 a tradicional ode aos caos, mas a atmosfera parece mais controlada, o que soa estranho para um grupo que chamou a aten\u00e7\u00e3o pelo desleixo e senso de irresponsabilidade. No geral, \u201cAnthems for Doomed Youth\u201d (12 m\u00fasicas in\u00e9ditas na vers\u00e3o oficial, 17 na edi\u00e7\u00e3o de luxo) pode causar estranheza a quem esperava mais energia do quarteto, mas n\u00e3o desonra a discografia do Libertines. Ainda bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<br \/>\nPre\u00e7o em m\u00e9dia: US$ 12 (CD Importado)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; \u201cUp The Bracket\u201d, a estreia do Libertines, faixa a faixa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2003\/09\/02\/faixa-a-faixa-a-estreia-do-libertines\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Em S\u00e3o Paulo, Carl Bar\u00e2t fez uma digna apresenta\u00e7\u00e3o de fim da carreira (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/15\/shows-kurt-thurston-carl-e-ian\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Pete Doherty opta por sonoridade ac\u00fastica em seu primeiro \u00e1lbum solo (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/08\/23\/conor-oberst-peter-doherty-e-leonard-cohen\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Carl Bar\u00e2t se d\u00e1 bem com a estreia do Dirty Pretty Things (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/09\/11\/disco-da-semana-5\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cShotter\u2019s Nation\u201d: tr\u00eas faixas matadoras e um bando de can\u00e7\u00f5es medianas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/10\/08\/disco-da-semana-shotters-nation-do-babyshambles\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-34226  aligncenter\" title=\"disclosure\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/disclosure.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/disclosure.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/disclosure-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/disclosure-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cCaracal\u201d, Disclosure (Universal)<\/strong><br \/>\nNa onda do estouro mundial de \u201cSettle\u201d (2013), que levou a dupla brit\u00e2nica para festivais de v\u00e1rios continentes (Brasil incluso), os irm\u00e3os Guy e Howard Lawrence retornam agora com o aguardado segundo disco, \u201cCaracal\u201d, \u00e1lbum que foi antecipado por singles poderosos como \u201cHolding On\u201d (com o vozeir\u00e3o de Gregory Porter) e uma parceria com Sam Smith (em \u201cOmem\u201d, que tenta repetir \u201cLatch\u201d, de 2013, tamb\u00e9m com o cantor). \u201cCaracal\u201d investe no jazz, no R&amp;B e at\u00e9 no soul, como exibe a sensacional \u201cSuperego\u201d, com a cantora Nao. O competente duo evita a repeti\u00e7\u00e3o (artificio usado por dezenas de artistas em tempos cada vez menos confi\u00e1veis para a ind\u00fastria musical) e busca mudan\u00e7as tratando de explorar novas refer\u00eancias \u2013 at\u00e9 uma serie de &#8216;clipes conceito&#8217; foi feita. H\u00e1 tamb\u00e9m (sabiamente) menos samples e mais instrumentos. Com um olho no som e outro no mercado, o Disclosure segue bem relacionado: 9 das 11 faixas da edi\u00e7\u00e3o oficial do \u00e1lbum possuem participa\u00e7\u00f5es especiais. Os convocados somam bastante como no caso da hedonista \u201cNocturnal\u201d (com o canadense &#8216;The Weekend), da sexy \u201cHourglass\u201d (com o duo Lion Babe) e \u201cMagnets\u201d, que traz a neozelandesa Lorde nos vocais. A \u00f3tima \u201cJaded\u201d, cantada por Howard, \u00e9 outro destaque de um \u00e1lbum que, talvez, n\u00e3o supere o sucesso da estreia, mas exibe uma ineg\u00e1vel sofistica\u00e7\u00e3o. A ambi\u00e7\u00e3o que \u201cCaracal\u201d apresenta mostra um inteligente segundo cap\u00edtulo na trajet\u00f3ria de uma dupla que soube reutilizar ideias e inserir uma necess\u00e1ria dose de intelig\u00eancia na m\u00fasica eletr\u00f4nica para as pistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<br \/>\nPre\u00e7o em m\u00e9dia: R$ 30 (CD nacional)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; \u201cSettle\u201d, do Disclosure, soa como se fosse uma colet\u00e2nea &#8220;Best Of&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/12\/26\/tres-bons-discos-de-musica-eletronica\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/UqLRqzTp6Rk\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/UqLRqzTp6Rk\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/G-AC0VeRETc\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/G-AC0VeRETc\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/zjVSewbKllk\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/zjVSewbKllk\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Bruno Leonel (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/silva.leonel.900\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.facebook.com\/silva.leonel.900<\/a>)  \u00e9 jornalista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Bruno Leonel\nMuse oferecendo menos do que pode; a volta amargurada do Libertines; o novo grande do duo Disclosure\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/09\/28\/cds-muse-libertines-e-disclosure\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":13,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34223"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34223"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34223\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57687,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34223\/revisions\/57687"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}