{"id":34220,"date":"2001-12-01T10:20:49","date_gmt":"2001-12-01T13:20:49","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=34220"},"modified":"2015-09-28T10:29:35","modified_gmt":"2015-09-28T13:29:35","slug":"musica-origin-of-symmetry-muse","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2001\/12\/01\/musica-origin-of-symmetry-muse\/","title":{"rendered":"M\u00fasica: Origin Of Symmetry, Muse"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-34221  aligncenter\" title=\"muse_origin\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/muse_origin.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">por Marcelo Costa<\/span><\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">O som de belas notas de piano invadem a sala. Sobre elas, uma voz angustiada parece que vai ter seu cora\u00e7\u00e3o partido a qualquer momento. A primeira coisa que vem \u00e0 cabe\u00e7a \u00e9 Radiohead. Ser\u00e1 que eles voltaram a fazer rock??? N\u00e3o por enquanto, mas um de seus v\u00e1rios disc\u00edpulos acaba de chegar ao segundo \u00e1lbum: o Muse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois do estrondoso sucesso do primeiro \u00e1lbum, &#8220;Showbizz&#8221;, o trio de moleques que descobriu o rock atrav\u00e9s de &#8220;Nevermind&#8221;, do Nirvana, e &#8220;The Bends&#8221;, do Radiohead, est\u00e1 de volta com &#8220;Origin Of Symmetry&#8221; (2001), um \u00e1lbum pesado e dolorido. A compara\u00e7\u00e3o com o Radiohead \u00e9 inevit\u00e1vel. Matthew Bellamy, o vocalista, parece um clone de Thom Yorke e, \u00e0s vezes, parece querer ser mais Thom Yorke do que o pr\u00f3prio. No m\u00e1ximo consegue ser um Fran Healy (vocalista do Travis) \u00e0 beira do suic\u00eddio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo assim, em um ano em que o rock parece dar voltas em torno de si mesmo, \u00e9 louv\u00e1vel que tr\u00eas moleques pisem nos pedais de distor\u00e7\u00e3o e fa\u00e7am o maior barulho poss\u00edvel. E os moleques come\u00e7aram bem moleques. Com 13 anos j\u00e1 faziam barulho sob a alcunha de Gothic Plague. O trio chegou a mudar o nome da banda mais duas vezes at\u00e9 chegar ao curto e direto Muse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda inglesa surgiu influenciada pelo rock norte-americano dos Smashing Pumpkins e do Nirvana e n\u00e3o tava nem a\u00ed para tudo o que a dobradinha Blur\/Oasis fazia (nas paradas e fora delas). A \u00fanica coisa que chamou a aten\u00e7\u00e3o de Matthew Bellamy, Chris Wolstenholme (baixo) e Dominic Howard (bateria) no velho mundo foi &#8220;The Bends&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois primeiros EPs da banda arrancaram suspiros da cr\u00edtica brit\u00e2nica e receberam um aliado de peso: John Leckie, o cara que havia produzido &#8220;The Bends&#8221;. Leckie n\u00e3o se fez de rogado e entrou em est\u00fadio com o trio. O resultado foi o multi-platinado &#8220;Showbizz&#8221;, o \u00e1lbum que o Radiohead ficou devendo ap\u00f3s o estouro com &#8220;The Bends&#8221; (eles preferiram fazer hist\u00f3ria com o sensacional &#8220;Ok Computer&#8221;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Origin Of Symmetry&#8221;, o novo \u00e1lbum, n\u00e3o muda nada na receita Muse de sucesso. As guitarras continuam altas e barulhentas, a voz de Matthew continua chorosa e gritada e eles continuam como um sub-Radiohead (imposs\u00edvel n\u00e3o tra\u00e7ar o paralelo Silverchair\/Pearl Jam), s\u00edndrome que dificilmente v\u00e3o conseguir abandonar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso tudo quer dizer que &#8220;Origin Of Symmetry&#8221; \u00e9 ruim? De forma alguma. A banda \u00e9 derivativa, mas faz um barulho dos diabos, perfeito para se ouvir no \u00faltimo volume, o que j\u00e1 arranca sorrisos do rosto do fregu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tal que come\u00e7a com piano \u00e9 &#8220;New Born&#8221;, segundo single retirado do \u00e1lbum. O pianinho ali dura 40 segundos at\u00e9 que as guitarras assumem a frente. Assim acontece tamb\u00e9m nas \u00f3timas &#8220;Bliss&#8221;, &#8220;Space Dementia&#8221; e no primeiro single, &#8220;Plug In Baby&#8221;, com direito a riff chiclet\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mistura tecladinhos depr\u00ea e guitarras barulhentas \u00e9 a f\u00f3rmula b\u00e1sica que funciona bem at\u00e9 a metade do \u00e1lbum. Da\u00ed pra frente acaba entornando o caldo nos vocais exagerados de &#8220;Feeling Good&#8221; e na terrivelmente chata &#8220;Screenager&#8221;, cheia de efeitos e com uma introdu\u00e7\u00e3o que esbarra no dedilhado cl\u00e1ssico: o resultado decepciona. A porrada volta com a desinspirada &#8220;Dark Shines&#8221; e o mundo parece que vai acabar com todo mundo ajoelhado ao som do \u00f3rg\u00e3o de igreja de &#8220;Megalamonia&#8221;, a bacana \u00faltima faixa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tentar explicar o t\u00edtulo do \u00e1lbum \u00e9 um supremo desperd\u00edcio. Segundo Matthew, o t\u00edtulo veio de um livro que comentava sobre a beleza do universo, a sincronicidade e simetria das dimens\u00f5es e bl\u00e1 bl\u00e1 bl\u00e1, o que deixa um certo ran\u00e7o \u00e9pico nos bons rocks do trio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final fica a impress\u00e3o que o Muse s\u00e3o apenas tr\u00eas garotos se divertindo (Rock n\u00e3o seria s\u00f3 isso? Mas precisava chorar tanto? Ser\u00e1 que ele consegue cantar duas horas assim ao vivo?) com baixo, guitarra e bateria. No mais, das bandas que copiam o Radiohead, a melhor. Basta?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/dbvcjCv85e0\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/dbvcjCv85e0\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a Calmantes com Champagne<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nNovo \u00e1lbum n\u00e3o muda nada na receita Muse de sucesso: guitarras altas e barulhentas e a voz de Matthew chorosa os transformam em um sub-Radiohead \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2001\/12\/01\/musica-origin-of-symmetry-muse\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34220"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34220"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34220\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34222,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34220\/revisions\/34222"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34220"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34220"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34220"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}