{"id":34217,"date":"2003-09-02T10:04:39","date_gmt":"2003-09-02T13:04:39","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=34217"},"modified":"2022-06-16T18:48:04","modified_gmt":"2022-06-16T21:48:04","slug":"faixa-a-faixa-a-estreia-do-libertines","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2003\/09\/02\/faixa-a-faixa-a-estreia-do-libertines\/","title":{"rendered":"Faixa a faixa:  &#8220;Up The Bracket&#8221;, a estreia do Libertines"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-34218  aligncenter\" title=\"the_libertines\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/the_libertines.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/the_libertines.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/the_libertines-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/the_libertines-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por Rodrigo Lobo<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qualquer pessoa com alguns neur\u00f4nios e o m\u00ednimo de experi\u00eancia nesse chamado mundo pop nota a bobagem que \u00e9 falar do The Libertines como uma resposta inglesa aos Strokes. Curioso \u00e9 que, definitivamente, nem todo mundo parece ter essas credenciais e, por isso, muita gente &#8216;vai na onda&#8217;. Por\u00e9m, n\u00e3o v\u00e1 aderir ao anti-hype (t\u00e3o radical e bobo quanto o pr\u00f3prio hype) negando-se a dan\u00e7ar ao som desses rapazes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O lan\u00e7amento de &#8220;Up The Bracket&#8221;, primeiro disco dos londrinos, recebeu alguma aten\u00e7\u00e3o no in\u00edcio, mas ela foi diminuindo gradativamente at\u00e9 que n\u00e3o restassem mais esperan\u00e7as do grupo alcan\u00e7ar o mainstream com ajuda da imprensa. Tudo bem, o underground, algumas vezes, n\u00e3o \u00e9 um mau lugar. Principalmente para uma banda como o Libertines.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Up The Bracket&#8221; foi produzido por Mick Jones, o que rendeu a banda compara\u00e7\u00f5es e coment\u00e1rios como &#8220;o novo The Clash&#8221;, detalhe que pode ser encontrado em algumas poucas melodias, mas que as letras afastam na primeira orelhada. No single de estreia, o duplo lado A &#8220;What A Waster\/ I Get Along&#8221;, o ex-Suede Bernard Butler assinou a produ\u00e7\u00e3o. A primeira faixa, por\u00e9m, foi banida das r\u00e1dios inglesas e exclu\u00edda da vers\u00e3o europeia do disco. Via de regra, a edi\u00e7\u00e3o nacional vai na cola da edi\u00e7\u00e3o norte-americana, mas neste caso, &#8220;Up The Bracket&#8221; chega ao Brasil via Trama semelhante ao ingl\u00eas, ou seja, com uma m\u00fasica a menos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nada de novo. Nem m\u00fasica, nem discurso, nem atitude. Apenas algumas guitarras, poucos acordes, uma bateria acelerada na maioria das vezes, mas tamb\u00e9m lenta, quando necess\u00e1rio. Muitas linhas mel\u00f3dicas irresist\u00edveis, o sotaque ingl\u00eas, dois vocalistas f\u00e1ceis de serem confundidos e, finalizando, o belo clich\u00ea: muita divers\u00e3o. As fontes s\u00e3o, claramente, o rock feito l\u00e1 pela Inglaterra mesmo: de invas\u00e3o brit\u00e2nica (\u00e9 s\u00f3 escutar &#8220;The Boy Looked At Johnny&#8221;) a Smiths (ou\u00e7a e leia &#8220;Time For Heroes&#8221;) passando pelo obrigat\u00f3rio punk rock (&#8220;I Get Along&#8221;, &#8220;Horror Show&#8221;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grito que abre a faixa t\u00edtulo j\u00e1 foi dado por muita gente em festas, no meio de uma bebedeira. Ou nas ruas, indo ou voltando das festas. Ou nas brigas, tamb\u00e9m nessas festas. Ou no in\u00edcio ou no meio ou no fim de uma can\u00e7\u00e3o, tocando para alguns amigos, em&#8230; festas. O esp\u00edrito \u00e9 exatamente este. O que se segue ao berro \u00e9 uma parede de guitarras e o que a banda tem de melhor: vocais mel\u00f3dicos, embriagados, carregados de sotaque e contando hist\u00f3rias comuns de noites e de relacionamentos confusos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como a maioria das antigas bandas mod, os dois l\u00edderes e compositores da banda (Carl Bar\u00e2t e Pete Doherty) parecem ter como principal inten\u00e7\u00e3o entoar hinos, can\u00e7\u00f5es que sirvam como trilha sonora para a vida dos jovens que pertencem a alguma turma. E isso \u00e9 louv\u00e1vel, pois ningu\u00e9m vive s\u00f3 de solid\u00e3o, de sentimentos confusos surgidos devido \u00e0s press\u00f5es deste mundo, de tristeza por perdas amorosas e de noites chuvosas passadas em casa. As horas de farra, de esculhamba\u00e7\u00e3o, de bebedeira e de euforia s\u00e3o necess\u00e1rias. Se forem em maior n\u00famero, melhor. Se tudo isso (a m\u00fasica, a farra) for feito com estilo e no\u00e7\u00e3o, melhor ainda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dif\u00edcil dizer qual dos dois vocalistas se destaca mais, mas \u00e9 verdade que o afastamento repentino (e muito mal explicado) de Pete deixa d\u00favidas quanto ao futuro da banda. Ter que se virar sem o principal compositor pode ser dif\u00edcil. Verdade que muitas bandas conseguiram passar por isso de forma louv\u00e1vel (conhece Suede, n\u00e9?), e o novo single da banda, chamado &#8220;Don&#8217;t Look Back Into The Sun&#8221;, surge para provar que o Libertines tamb\u00e9m \u00e9 capaz disso. Produzido novamente por Bernard Butler (casualmente, ex-Suede), &#8220;Don&#8217;t Look Back Into The Sun&#8221; abre caminho para o vindouro segundo \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, a hist\u00f3ria aqui \u00e9 anterior. Em &#8220;Up The Bracket&#8221;, todas as m\u00fasicas chamam aten\u00e7\u00e3o por alguns momentos: refr\u00e3o pegajoso (&#8220;Boys In The Band&#8221;), vocal sem sentido (&#8220;The Boy Looked At Johnny&#8221;), letra interessante (&#8220;Death On The Stairs&#8221;), peso (&#8220;Up The Bracket&#8221;), melodia envolvente (&#8220;Tell The King&#8221;), convite a uma dan\u00e7a fren\u00e9tica (&#8220;I Get Along&#8221;, &#8220;Vertigo&#8221;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No fim \u00e9 apenas isso. Um disco que n\u00e3o vai fazer voc\u00ea chorar, emocionado. Que n\u00e3o vai marcar um per\u00edodo dif\u00edcil de sua vida. Um disco que s\u00f3 poder\u00e1 ser acompanhado de lembran\u00e7as de uma \u00e9poca em que as coisas estavam acontecendo, apesar do ceticismo da maioria, e na qual voc\u00ea viveu e aproveitou. Mas antes das mem\u00f3rias, est\u00e1 o presente, afinal, como disseram l\u00e1 no in\u00edcio e iremos repetir por agora, &#8220;He says he got the blues but he has a lot of fun\/ (&#8230;) We&#8217;re having some fun tonight&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Up the Bracket\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_m8wpz9re2BykcknDNRkHIzoZmL7yC-mtg\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Faixa a Faixa &#8211; &#8220;Up the Bracket&#8221;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01) Vertigo<\/strong><br \/>\nO disco abre com uma guitarra r\u00e1pida, palmas acompanhando a bateria e um vocal suave.<br \/>\nA faixa muda de andamento, com uma quebra irresist\u00edvel (o disco traz muitas outras).<br \/>\n&#8220;Just walking on the ladders as the people round you hear you cry in peace&#8221;<\/p>\n<p><strong>02) Death On The Stairs<\/strong><br \/>\nBem diferente da primeira faixa, essa vem com uma letra extensa com refer\u00eancias<br \/>\nexpl\u00edcitas aos punks (sim, o &#8220;please kill me&#8221;). \u00c9 cantada pelos dois vocalistas.<br \/>\nEst\u00e1 entre as melhores. Aproveita e repara na guitarra.<\/p>\n<p><strong>03) Horrorshow<\/strong><br \/>\n\u00c9 a mais punk do \u00e1lbum. R\u00e1pida, extremamente suja, curta.<br \/>\n&#8220;It&#8217;s a horror show, you should come on round&#8221;.<\/p>\n<p><strong>04) Time For Herores<\/strong><br \/>\nFoi o segundo single do disco. Letra tamb\u00e9m extensa como a de &#8220;Death On The Stairs&#8221;, mas a m\u00fasica \u00e9 melhor.<br \/>\nLembra Smiths, mais precisamente Morrissey. &#8220;Tell me what can you want now you&#8217;ve got it all&#8221;.<br \/>\nEnfim, linda.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Libertines - Time For Heroes (Official Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HAusT_Yl1gE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>05) Boys In The Band<\/strong><br \/>\nEssa, se virasse single, seria hit instant\u00e2neo em qualquer lugar. At\u00e9 por aqui.<br \/>\nDan\u00e7ante, boa letra, refr\u00e3o dos bons. Rock pra levantar arena.<br \/>\n&#8220;You walk in like you never seen the light\/ You walk in like it every night\/<br \/>\nBut I&#8217;ve never seen you dance and I never heard you sing\/ So how can it mean a single thing?&#8221;.<\/p>\n<p><strong>06) Radio America<\/strong><br \/>\nEles deviam estar b\u00eabados quando gravaram esta faixa.<br \/>\n\u00c9 uma balada sem guitarra, cantada calmamente e que,<br \/>\nn\u00e3o fosse a disparidade entre as outras faixas, passaria despercebida.<\/p>\n<p><strong>07) Up The Bracket<\/strong><br \/>\nTem o grito, tem o peso, tem os vocais, a velocidade (que diminui na hora exata).<br \/>\nEnfim, tem tudo aquilo que vicia qualquer um.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Libertines - Up The Bracket\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0u_g6zNuP_I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>08) Tell The King<\/strong><br \/>\nOutra balada, mas bem melhor do que &#8220;Radio America&#8221;.<br \/>\nCheia de detalhes que v\u00e3o te viciando sejam eles da guitarra, do vocal<br \/>\n(ou\u00e7a o momento em que \u00e9 cantado &#8220;There&#8217;s nothing to break your fall&#8221; e note seus p\u00ealos se arrepiando),<br \/>\nda bateria, da letra&#8230;<\/p>\n<p><strong>09) The Boy Looked At Johnny <\/strong><br \/>\nFaixa bem inglesa. Do sotaque ao que \u00e9 cantado no refr\u00e3o passando pelas bandas que ela nos faz lembrar.<br \/>\n&#8220;New York city&#8217;s very pretty in the night time\/ But don&#8217;t you miss Soho&#8221;.<\/p>\n<p><strong>10) Begging<\/strong><br \/>\nPesada e bem mel\u00f3dica.<\/p>\n<p><strong>11) The Good Old Days<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 irm\u00e3 da faixa anterior, por\u00e9m, aditivada com uma letra maravilhosa.<br \/>\n&#8220;If you&#8217;ve lost your faith in love and music\/ Oh the end won&#8217;t be long\/ (&#8230;)<br \/>\nBecause there were no good old days\/ These are the good old days&#8221;.<br \/>\n<strong><br \/>\n12) I Get Along<\/strong><br \/>\nPra encerrar o \u00e1lbum mais um punk rock r\u00e1pido.<br \/>\nT\u00e3o punk que tem at\u00e9 &#8220;People tell me I&#8217;m wrong..\/ Fuck &#8216;em!&#8221;.<br \/>\nForma perfeita pra fechar o disco e deixar a curiosidade pro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Libertines - I Get Along\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/b3yCSsDJjgM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: center;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Rodrigo Lobo\nUm disco que s\u00f3 poder\u00e1 ser acompanhado de lembran\u00e7as de uma \u00e9poca em que as coisas estavam acontecendo, apesar do ceticismo da maioria, e na qual voc\u00ea viveu e aproveitou\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2003\/09\/02\/faixa-a-faixa-a-estreia-do-libertines\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34217"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34217"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34217\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":67109,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34217\/revisions\/67109"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34217"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34217"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34217"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}