{"id":34200,"date":"2008-06-20T12:53:46","date_gmt":"2008-06-20T15:53:46","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=34200"},"modified":"2015-09-27T13:01:42","modified_gmt":"2015-09-27T16:01:42","slug":"chuck-berry-ao-vivo-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/06\/20\/chuck-berry-ao-vivo-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Chuck Berry ao vivo em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-34201\" title=\"chuck_berry2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/chuck_berry2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"399\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/chuck_berry2.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/chuck_berry2-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span><span style=\"color: #333333;\">Texto por Marcelo Costa<br \/>\nFotos por <\/span><a href=\"http:\/\/lilianecallegari.com.br\/\" target=\"_blank\">Liliane Callegari<\/a><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO v\u00e9io ta querendo entrar antes\u201d, diz apressadamente uma pessoa do HSBC Brasil pelo walkie talkie. Ela entra por uma porta que d\u00e1 passagem ao camarim, e retorna alguns segundos depois: \u201cEle VAI come\u00e7ar o show antes\u201d! As luzes se apagam, abrem-se as cortinas vermelhas do palco, e ouvem-se os primeiros acordes de \u201cMemphis Tennessee\u201d. Faltam dez minutos para as 22h, e todos procuram seus lugares para ver uma lenda do rock.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos 81 anos, Charles Edward Anderson Berry encarna no palco do HSBC Brasil o personagem que todos conhecem desde 1955 como Chuck Berry: quepe de marinheiro, uma brilhante camisa vermelha, cal\u00e7a e sapatos pretos, e sua inconfund\u00edvel Gibson ES-350T semi-ac\u00fastica. Mais de 50 anos separam o debute de Chuck Berry na ind\u00fastria da m\u00fasica pela gravadora Chess deste show, e \u00e9 preciso levar isso em considera\u00e7\u00e3o. Se o tempo passa, por\u00e9m, a lenda permanece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEu espero que ao menos metade de voc\u00eas nunca tenha ouvido essa can\u00e7\u00e3o\u201d, dispara antes de tocar a introdu\u00e7\u00e3o de \u201cSchool Days\u201d. Urros e assovios celebram a m\u00fasica, e d\u00e3o um panorama do p\u00fablico, que vai desde uma menina de aparentemente sete anos at\u00e9 senhoras e senhores grisalhos que devem ter dan\u00e7ado muito ao som desses riffs em bailinhos dos anos sessenta e setenta. Mas um grande n\u00famero de adolescentes tamb\u00e9m prestigia a lenda em um show que poderia ter o adjetivo \u201cfam\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-34202\" title=\"chuck_berry3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/chuck_berry3.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cl\u00e1ssicos se atropelam (\u201dNadine\u201d, \u201cMy Ding-a-Ling\u201d, \u201cSweet Little Sixteen\u201d) em vers\u00f5es mais lentas que as originais. A cada batida dos dedos de Berry na guitarra, uma corda desafina. O som de sua Gibson est\u00e1 bem \u00e0 frente da Fender de seu filho, Charles Edward Anderson Berry Jr., que faz as bases enquanto os dedos do pai buscam os riffs cl\u00e1ssicos de can\u00e7\u00f5es que receberam vers\u00f5es de Beatles e Rolling Stones (como \u201cCarol\u201d \u201cRock and Roll Music\u201d e \u201cJohnny B. Goode\u201d) e mais uma centena de int\u00e9rpretes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cYou Never Can Tell\u201d, que voltou ao imagin\u00e1rio pop nos anos 90 atrav\u00e9s de Quentin Tarantino \u2013 que a inseriu em \u201cPulp Fiction\u201d embalando a j\u00e1 cl\u00e1ssica dan\u00e7a de John Travolta com Uma Thurman \u2013 surge cambaleante, mas divertida. Na seq\u00fc\u00eancia, Berry pergunta qual m\u00fasica o p\u00fablico gostaria de ouvir. Uma senhora chega perto do palco e lhe pede uma can\u00e7\u00e3o. \u201cMas essa m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 minha!\u201d, diz em tom de deboche o guitarrista enquanto emenda um cl\u00e1ssico. Ap\u00f3s 60 minutos de apresenta\u00e7\u00e3o, Berry deixa o palco \u2013 superlotado de ladys \u2013 ao som de \u201cReelin\u2019 and Rockin\u2019\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O show foi um fiasco em uma an\u00e1lise cr\u00edtica isenta de considera\u00e7\u00f5es. Berry desafinou sua guitarra em diversas oportunidades al\u00e9m de errar algumas passagens. Por\u00e9m, \u00e9 imposs\u00edvel ser isento quando se est\u00e1 \u00e0 frente de uma das lendas do rock, um g\u00eanero que come\u00e7ou rebelde, assustando pais e m\u00e3es cujos filhos viviam com \u201cesse tal de roque enrow\u201d. Chuck Berry desafinando \u00e9 muito mais rock em conceito do que todos os discos do CPM 22 juntos. \u00c9 preciso respeito com o v\u00e9io. Ele merece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-34203\" title=\"chuck_berry1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/chuck_berry1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a Calmantes com Champagne<br \/>\n&#8211; Liliane Callegari (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/licallegari\" target=\"_blank\">@licallegari<\/a>) \u00e9 fot\u00f3grafa e arquiteta. Veja galeria de fotos de shows <a href=\"http:\/\/lilianecallegari.com.br\/rolo-da-camera\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nAos 81 anos, Charles Edward Anderson Berry encarna no palco do HSBC Brasil o personagem que todos conhecem desde 1955 como Chuck Berry: quepe de marinheiro&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/06\/20\/chuck-berry-ao-vivo-em-sao-paulo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34200"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34200"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34200\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34204,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34200\/revisions\/34204"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34200"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34200"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34200"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}