{"id":34193,"date":"2008-06-24T12:46:32","date_gmt":"2008-06-24T15:46:32","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=34193"},"modified":"2015-09-27T12:48:25","modified_gmt":"2015-09-27T15:48:25","slug":"blog-do-editor-sobre-sebos-e-dawson%e2%80%99s-creek","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/06\/24\/blog-do-editor-sobre-sebos-e-dawson%e2%80%99s-creek\/","title":{"rendered":"Blog do Editor: Sobre sebos e Dawson\u2019s Creek"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\">Mac<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu adoro sebos. Na verdade, sou viciado. Tenho amigos que n\u00e3o gostam de livros, CDs ou filmes usados. Eu n\u00e3o ligo. Se estiver em boas condi\u00e7\u00f5es, e o pre\u00e7o estiver ok, n\u00e3o penso duas vezes. H\u00e1, em S\u00e3o Paulo, ao menos uns dez sebos que vivo batendo cart\u00e3o. Quando pinta uma folga, como hoje, fa\u00e7o um pequeno roteiro atr\u00e1s de algumas preciosidades. Existem uns bons sebos em Pinheiros, alguns \u00f3timos na Teodoro Sampaio, na Augusta e no Centro da cidade. Hoje, pela correria, s\u00f3 consegui passar na Disconexus, uma loja bacana na Consola\u00e7\u00e3o quase com a Paulista (n\u00famero 2682). D\u00e1 para perder umas boas duas horas l\u00e1 (ainda mais que agora eles colocaram uma bancada enorme de DVDs), mas hoje deixei a passagem por todas as bancadas por uma olhada r\u00e1pida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das partes da loja que sempre me atrai, e que sempre me faz sair com algo bom nas m\u00e3os, \u00e9 a bancada de R$ 2,99 (quatro por R$ 10). J\u00e1 encontrei ali em dias iluminados o \u201cWild Swing Tremolo\u201d, do Son Volt, e o \u201cFeast of Wire\u201d, do Calexico. Hoje sai com o Thou (\u201dPut us In Tune\u201d, um CD que a Ju Alencar gravou num CDR pra mim anos e anos atr\u00e1s), o \u201cDisqueria\u201d, do Radiola Santa Rosa (que o Azenha j\u00e1 entrevistou pro Scream), o Caesars (\u201dPaper Tigers\u201d, que o Andr\u00e9 sempre elogia) e o Josh Rouse que saiu no Brasil (\u201dHome\u201d), e que um amigo n\u00e3o acreditava ser poss\u00edvel achar mais. Presente pra ele. E tudo deu R$10.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, quando estava no balc\u00e3o, para pagar, olhei nas bancadas de entrada um box de DVD: a primeira temporada completa de Dawson\u2019s Creek. Senti um deja vu. No Scream &amp; Yell On Paper n\u00famero 2, de janeiro de 1999, est\u00e1 cravado no editorial: \u201cTextos, melancolia e paix\u00e3o pela Joey: Marcelo Costa\u201d. S\u00e9rio. Passei uns dois ou tr\u00eas anos apaixonado pela Joey, personagem da Sra. Tom Cruise e m\u00e3e da fofinha Suri, Katie Homes, na \u00e9poca. A t\u00edtulo de info, Dawson\u2019s Creek foi uma s\u00e9rie exibida originalmente entre 20 de Janeiro de 1998 \u00e0 14 de Maio de 2003 pela Warner Channel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, Dawson\u2019s Creek passava na Sony, e em uma \u00e9poca que n\u00e3o havia TV paga em casa, e n\u00e3o tinha como baixar os epis\u00f3dios na web como acontece hoje. Resultado: um amigo gravava os epis\u00f3dios in\u00e9ditos em VHS na segunda, e me levava na faculdade na ter\u00e7a. As duas primeiras temporadas da s\u00e9rie s\u00e3o sensacionais, mas o clima cai da terceira em diante, quando o criador Kevin Williamson abandona o barco para arriscar um outro projeto, e s\u00f3 retorna para fechar a tampa da s\u00e9rie, em 2003, com o epis\u00f3dio final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que eu me lembre, s\u00f3 assisti \u00e0s tr\u00eas primeiras temporadas. Ao final da terceira, que j\u00e1 n\u00e3o tinha o mesmo brilho das duas primeiras comandadas por Williamson, desencanei e me separei da Joey \u2013 e, obviamente, da ex-Sra Heath Ledger, Michelle Williams, e tamb\u00e9m da (suspiro) Meredith Monroe, que fazia o papel da Andie. N\u00e3o sei nada do que aconteceu nas temporadas seguintes (vi um ou outro epis\u00f3dio esparso zapeando pela TV) e nunca me deu vontade de descobrir, mas sempre quis, ao menos ter as duas primeiras temporadas em casa, para matar saudade. Agora tenho a primeira. N\u00e3o resisti.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ps. Uma das lembran\u00e7as mais divertidas que tenho da s\u00e9rie, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 da s\u00e9rie. No VMA de 98, apresentado por Samuel Jackson, numa das brincadeiras aparecem Dawson e Joey. Ela vira pra ele e diz: \u201cDawson, cansei dessa enrola\u00e7\u00e3o toda. Vamos nos beijar\u201d. O drama da s\u00e9rie era exatamente esse: Joey e Dawson demoram anos para ficarem juntos (tipo Jack e Katie em Lost). Na piada armada pela MTV, por\u00e9m, a c\u00e2mera faz o close de um personagem, olhos fechados e biquinho esperando o beijo, e em seguida do outro. Quando a cena abre, est\u00e1 cada um de lado do quarto, e pelo jeito vai demorar anos para esse beijo sair.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis que, ent\u00e3o, entra pela janela Samuel Jackson, taco de beisebol na m\u00e3o. Joey, desde crian\u00e7a, sempre entrou no quarto de Dawson pela mesma janela, nunca com um taco de beisebol. Est\u00e1 tocando a m\u00fasica tema da s\u00e9rie, o casal sem ser casal naquele lenga lenga que sabemos que n\u00e3o vai dar em nada, e Samuel Jackson estra\u00e7alha o toca-fitas com o tema da s\u00e9rie. Dawson e Joey param imediatamente. Samuel pergunta: \u201cEu odeio essa m\u00fasica. Podem continuar\u201d. Eles ficam est\u00e1ticos. Samuel, ent\u00e3o, improvisa e come\u00e7a a cantar o tema da s\u00e9rie. Eles voltam ao beijo. \u00c9 sensacional (procurei no Youtube, mas n\u00e3o achei).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje em dia, Dawson\u2019s Creek n\u00e3o entraria num Top 5 de s\u00e9ries que mais gostei de assistir, e olha que eu nem devo ter assistido dez s\u00e9ries inteiras. Um pouco pela irregularidade do roteiro p\u00f3s sa\u00edda de Kevin Williamson, outro pouco devido ao fato de que Friends, Simpsons e Seinfeld tem lugares garantidos no podium, e s\u00e3o imbat\u00edveis. Mesmo assim, eu acho que devia aquele cara de dez anos atr\u00e1s esse fragmento de felicidade de cultura pop. Talvez, assistindo agora, eu n\u00e3o ache essas duas primeiras temporadas t\u00e3o boas quanto as achava na \u00e9poca, mas com certeza devo passar alguns meses apaixonado pela Joey\u2026 novamente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nEu adoro sebos. Na verdade, sou viciado. Tenho amigos que n\u00e3o gostam de livros, CDs ou filmes usados. Eu n\u00e3o ligo. 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