{"id":34058,"date":"2009-02-01T10:54:44","date_gmt":"2009-02-01T13:54:44","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=34058"},"modified":"2015-09-24T11:02:24","modified_gmt":"2015-09-24T14:02:24","slug":"moveis-e-fino-coletivo-ao-vivo-em-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/01\/moveis-e-fino-coletivo-ao-vivo-em-sp\/","title":{"rendered":"M\u00f3veis e Fino Coletivo ao vivo em SP"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-34059\" title=\"moveis1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/moveis1.jpg\" alt=\"\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span>Texto por Marcelo Costa<br \/>\nFotos por <a href=\"http:\/\/lilianecallegari.com.br\/\" target=\"_blank\">Liliane Callegari<\/a><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na entrada do Sesc Pompeia uma placa avisa: \u201cIngressos esgotados para Fino Coletivo e M\u00f3veis Coloniais de Acaju\u201d. Na longa fila para entrar na Choperia do Sesc, um casal de amigos conversa com um terceiro. O primeiro vira e diz: \u201cConheci uma banda muito legal essa semana: Radiohead\u201d. O outro d\u00e1 de ombros: \u201cAcho que j\u00e1 ouvi, mas n\u00e3o gostei\u201d. A namorada do primeiro olha um cartaz e diz animada para seu par: \u201cVai ter Vanguart em uma noite folk\u201d. O rapaz que acha que n\u00e3o gostou de Radiohead n\u00e3o perdoa a banda cuiabana: \u201cVanguart \u00e9 chato\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O di\u00e1logo descrito no primeiro par\u00e1grafo serve para ambientar tudo que vem pela frente. E tem mais um ouvido no meio da pista, quando um amigo promete para o outro: \u201cEsse ano eu vejo um show do Teatro M\u00e1gico\u201d. Apesar da promessa, n\u00e3o \u00e9 o Teatro M\u00e1gico que est\u00e1 no palco, e sim o Fino Coletivo, combo carioca\/alagoano que abre a noite trazendo nos bolsos as can\u00e7\u00f5es de seu magn\u00edfico \u00e1lbum de estreia, de 2007, e algumas in\u00e9ditas de seu aguardado segundo \u00e1lbum. A casa ainda n\u00e3o est\u00e1 totalmente lotada, mas um bom n\u00famero de pessoas samba ao som charmoso do sexteto carioca.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-34061\" title=\"fino1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/fino1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/fino1.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/fino1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cHortel\u00e3\u201d abre a noite com suingue e boa participa\u00e7\u00e3o do rec\u00e9m contratado Donatinho, nos teclados e efeitos. O samba sai forte pelas caixas de som com Alvinho Cabral despejando estilo no viol\u00e3o com wah-wah. \u201cTarja Preta\/Fafa\u201d, o grande hit, vem na seq\u00fc\u00eancia, trazendo consigo mais algumas p\u00e9rolas do compositor Wado como \u201cSe Vacilar o Jacar\u00e9 Abra\u00e7a\u201d, \u201cUma Raiz e Uma Flor\u201d e \u201cDrag\u00e3o\u201d, que por mais que sejam parcerias divididas, trazem um cuidado po\u00e9tico que soa brilhante no trabalho solo do curitibano radicado em Alagoas, e que podem fazer muita falta no segundo disco do Fino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Das in\u00e9ditas, a boa \u201cSamba do Pr\u00edncipe\u201d segue no n\u00edvel da estr\u00e9ia enquanto \u201cLycra, Lim\u00e3o\u201d, de Lucas Santtana, em arranjo reggae, parece n\u00e3o soar bem resolvida ainda. E uma terceira, de tem\u00e1tica machista, que fala da imensa felicidade do rapaz em saber que \u00e9 o primeiro de sua amada. Resta descobrir se a banda tem a mesma opini\u00e3o do lado contr\u00e1rio, que o rapaz se guarde para a sua primeira, e provavelmente teremos uma \u00f3tima can\u00e7\u00e3o para ser tema de uma campanha anti-aids. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade deve aprovar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com um intervalo r\u00e1pido e a Choperia do Sesc j\u00e1 bastante tomada, o M\u00f3veis Coloniais de Acaju subiu ao palco para apresentar o show mais divertido do pa\u00eds e fazer dan\u00e7ar e cantar o cara que descobriu Radiohead na semana passada, sua namorada que gosta de Vanguart, aquele que n\u00e3o gosta nem de um e nem de outro, e o quarto que prepara sua alma para um show do Teatro M\u00e1gico. E n\u00e3o s\u00f3 estes quatro personagens, casualmente dan\u00e7ando um ao lado do outro no centro da pista, mas mais 700 pessoas dispostas a chacoalhar diante da musicalidade contagiante dos candangos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-34063\" title=\"fino2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/fino2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A for\u00e7a do M\u00f3veis ao vivo chega a impressionar. O som \u00e9 potente e o grupo \u00e9 extremamente entrosado. O vocal de Andr\u00e9 \u00e9 forte, mas soa embolado boa parte da noite. Pouco d\u00e1 para entender do que ele canta, mas o p\u00fablico n\u00e3o se importa, pois j\u00e1 sabe as letras de cor, e elas n\u00e3o fazem nenhum sentido mesmo. A boa da noite \u00e9 dan\u00e7ar, dan\u00e7ar e dan\u00e7ar, e o som do M\u00f3veis ao vivo n\u00e3o consegue deixar ningu\u00e9m parado. A banda apresenta algumas can\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas do segundo \u00e1lbum, produzido por Carlos Eduardo Miranda, e que estar\u00e1 para download gratuito em mar\u00e7o, abre a sua tradicional roda no meio do p\u00fablico e deixa todo mundo suado. Cita \u201cGlory Box\u201d do Portishead em uma faixa, e \u00e9 \u201cobrigado\u201d a voltar ao palco para um bis consagrador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na volta para casa caraminholo ideias com o amigo e jornalista Tiago Agostini e com a namorada e fot\u00f3grafa Lili Callegari. Que caminho fez um ouvinte que n\u00e3o conhece Radiohead, mas sabe todas as can\u00e7\u00f5es do M\u00f3veis de cor? Qual o p\u00fablico de M\u00f3veis, Momboj\u00f3 e Teatro M\u00e1gico, tr\u00eas bandas totalmente distintas, mas que t\u00eam um p\u00fablico fiel que provavelmente conhece mais can\u00e7\u00f5es dessas bandas do que Beatles? O que acontece com a grande m\u00eddia que n\u00e3o consegue absorver esses fen\u00f4menos culturais que poderiam tomar a massa, caso fosse bem divulgados? O p\u00fablico brasileiro presta aten\u00e7\u00e3o em letras? Se presta, qual o motivo do Creu e derivados fazerem sucesso? As quest\u00f5es s\u00e3o muitas. Deixo voc\u00ea responde-las enquanto troco minha camisa suada, ok.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-34060\" title=\"moveis2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/moveis2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/moveis2.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/moveis2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a Calmantes com Champagne<br \/>\n&#8211; Liliane Callegari (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/licallegari\" target=\"_blank\">@licallegari<\/a>) \u00e9 fot\u00f3grafa e arquiteta. Veja galeria de fotos dos shows <a href=\"http:\/\/lilianecallegari.com.br\/rolo-da-camera\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nA for\u00e7a do M\u00f3veis ao vivo chega a impressionar. O som \u00e9 potente e o grupo \u00e9 extremamente entrosado. 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