{"id":33709,"date":"2007-12-02T13:40:14","date_gmt":"2007-12-02T16:40:14","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=33709"},"modified":"2015-09-16T13:43:30","modified_gmt":"2015-09-16T16:43:30","slug":"blog-do-editor-100-filmes-e-100-livros-essenciais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/12\/02\/blog-do-editor-100-filmes-e-100-livros-essenciais\/","title":{"rendered":"Blog do Editor: 100 Filmes e 100 Livros essenciais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-33710  aligncenter\" title=\"bravo_100\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/bravo_100.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"354\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/bravo_100.jpg 480w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/bravo_100-300x221.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">por Mac<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Bravo lan\u00e7ou neste ano duas edi\u00e7\u00f5es especiais muito interessantes, e que merecem uma busca nas bancas: \u201c100 Filmes Essenciais\u201d e \u201c100 Livros Essenciais\u201d. N\u00e3o sei se a primeira ainda esta \u00e0 venda, mas a segunda esta nas ruas faz umas tr\u00eas semanas, e embora tenha esgotado em v\u00e1rias bancas, com uma boa procurada voc\u00ea encontra. A primeira ainda traz como atrativo a participa\u00e7\u00e3o do chapa Jonas Lopes redigindo v\u00e1rios dos textos sobre os 100 filmes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Particularmente parto do pensamento que se toda lista comete erros, melhor deixar o bl\u00e1 bl\u00e1 bl\u00e1 de lado e aproveitar o momento. Desta forma, o Top 100 da Bravo nas duas categorias chegou como referencia aqui em casa. Os editores dos dois especiais citam como base para as listas fontes confi\u00e1veis e importantes, e c\u00e2nones do g\u00eanero marcam presen\u00e7a ao lado de \u201cnovatos\u201d. Falta isso ou aquilo sim, como em qualquer lista, mas \u00e9 bastante divertido folhear as edi\u00e7\u00f5es e partir para um \u201cquantos eu li e\/ou assisti\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta forma, entre os \u201c100 Filmes Essenciais\u201d da Bravo assisti a 41 e outros quatro est\u00e3o a caminho (aguardando o devido momento na prateleira de DVDs de casa: \u201cButch Cassidy\u201d, \u201cEra Uma Vez no Oeste\u201d, \u201cTouro Indom\u00e1vel\u201d e \u201cLadr\u00f5es de Bicicleta\u201d). J\u00e1 em livros, o neg\u00f3cio \u00e9 bem mais complicado. Dos \u201c100 Livros Essenciais\u201d eu s\u00f3 li\u2026 14. Isso sem contar que estou na p\u00e1gina 30 e pouco de \u201cO Estrangeiro\u201d, do Camus; que li s\u00f3 umas 20 p\u00e1ginas de \u201cO Apanhador no Campo de Centeio\u201d, do Salinger; e que li apenas o primeiro dos sete volumes do \u201cEm Busca do Tempo Perdido\u201d, do Proust.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se n\u00e3o fosse Shakespeare, sei l\u00e1 o que seria de mim. Dos 14 livros que li da lista de 100 da Bravo, tr\u00eas s\u00e3o do amigo William: \u201cHamlet\u201d, \u201cOtelo\u201d e \u201cNoite de Reis\u201d. Se houvesse mais vinte do Shakespeare na lista, eu teria mais vinte livros lidos. E isso acontece porque eu nunca li t\u00edtulos, mas sim autores. Sempre li por indica\u00e7\u00e3o ou refer\u00eancia de algum \u00eddolo ou amigo. Li Hermann Hesse (\u201dO Lobo da Estepe\u201d, n\u00famero 95 na lista de 100 da Bravo) quando tinha 13 anos ap\u00f3s uma indica\u00e7\u00e3o de Cazuza em uma Capricho (!!!) qualquer que sei l\u00e1 como caiu em meu colo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de \u201cO Lobo da Estepe\u201d (que veio a mudar a minha vida completamente na segunda leitura, aos 18 anos) vieram \u201cDemian\u201d, \u201cO Jogo das Contas de Vidro\u201d, \u201cNarciso e Goldmund\u201d, \u201cCaminhada\u201d (um dos meus livros mais queridos de todos os tempos) e \u201cSidarta\u201d, que eu s\u00f3 consegui passar da p\u00e1gina 20 na s\u00e9tima ou oitava tentativa de leitura. O mesmo aconteceu com Aldous Huxley. Comecei com \u201cAs Portas da Perce\u00e7\u00e3o \/ C\u00e9u e Inferno\u201d por causa de\u2026 The Doors. Em seguida vieram os sensacionais \u201cAdmir\u00e1vel Mundo Novo\u201d, \u201cO Macaco e a Ess\u00eancia\u201d (meu livro preferido ever), \u201cA Ilha\u201d, \u201cContraponto\u201d e, um pouco abaixo, \u201cOs Dem\u00f4nios de Loudun\u201d e \u201cSem Olhos Em Gaza\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comigo sempre foi assim: eu lia um livro de um escritor x e ia fu\u00e7ar toda a obra dele. Dei uma tremenda sorte com o sr. William porque na Biblioteca Municipal de Taubat\u00e9 havia uma cole\u00e7\u00e3o de mais de 30 volumes com coisas dele. E era uma edi\u00e7\u00e3o caprichada, tipo a que eu vou querer ter quando envelhecer: al\u00e9m da fluente tradu\u00e7\u00e3o, os ap\u00eandices traziam dezenas de informa\u00e7\u00f5es sobre cada obra, localizando a hist\u00f3ria no tempo e espa\u00e7o, mostrando de que lugar Shakespeare retirou tal parte da hist\u00f3ria e a colocou como sua narrativa (voc\u00ea sabe que o Shakespeare era um grande charlat\u00e3o, n\u00e9? Um sensacional charlat\u00e3o, diga-se de passagem) e mais, mais e mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Certa vez escrevi que havia lido mais de 1000 livros, mas s\u00f3 me lembrava da hist\u00f3ria de uns 10 (e olhe l\u00e1). E \u00e9 bem verdade isso. Na minha longa temporada em Taubat\u00e9 (mais de 20 anos), os livros eram companheiros insepar\u00e1veis. J\u00e1 em S\u00e3o Paulo, desde que comecei a dormir aqui todos os dias (a partir de 2000), a leitura virou algo raro. N\u00e3o sei se \u00e9 o barulho dessa cidade que n\u00e3o dorme; n\u00e3o sei se \u00e9 a oferta constante de entretenimento; n\u00e3o sei. S\u00f3 sei que faz uns dois anos que n\u00e3o leio um livro que n\u00e3o tenha rela\u00e7\u00e3o com cultura pop. Com isso, alguns Salman Rushdie se acumulam na prateleira, e mesmo o obrigat\u00f3rio Phillip Roth (\u201dO Complexo de Portnoy\u201d, n\u00famero 96 do list\u00e3o) est\u00e1 encalhado por aqui, e s\u00f3 saiu da prateleira porque Lili se empolgou e come\u00e7ou a l\u00ea-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E \u00e9 exatamente ai que entram em cena estes especiais da Bravo: eles fazem acordar dentro da gente algo que est\u00e1 adormecido, no caso, a vontade de devorar cultura. Olho a lista e penso que preciso terminar o Camus para come\u00e7ar o Faulkner (\u201dO Som e a F\u00faria\u201d), Beckett (\u201dEsperando Godot\u201d), Cortazar (\u201dJogo da Amarelinha\u201d) e Dostoievski (\u201dCrime e Castigo\u201d). N\u00e3o posso viver apenas com Woody Allen, Francis Coppola, Krystof Kiesloviski (ausente no list\u00e3o da Bravo), Billy Wider, Ligia Fagundes Telles, William Blake, Rainer Maria Rilke, Oscar Wilde, Rimbaud e\u2026 Nick Hornby (risos), entre muitos outros. Espero que voc\u00ea tamb\u00e9m n\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Certa vez escrevi que havia lido mais de 1000 livros, mas s\u00f3 me lembrava da hist\u00f3ria de uns 10 (e olhe l\u00e1). 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