{"id":33573,"date":"2012-01-30T22:26:22","date_gmt":"2012-01-31T01:26:22","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=33573"},"modified":"2015-09-15T22:27:05","modified_gmt":"2015-09-16T01:27:05","slug":"blog-do-editor-o-grande-desafio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/01\/30\/blog-do-editor-o-grande-desafio\/","title":{"rendered":"Blog do Editor: O Grande Desafio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">por Mac<\/p>\n<div class=\"format_text\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Duas da manh\u00e3 de segunda-feira e eu tentando coordenar as ideias.  Tenho pensando um bocado na vida desde que a taquicardia come\u00e7ou a me  visitar com uma frequ\u00eancia n\u00e3o t\u00e3o agrad\u00e1vel. Logo eu, que carrego uma  dor de est\u00f4mago rebelde desde os 21 anos, e que me obriga a endoscopias  ano sim, ano n\u00e3o. Vou te contar: dor de est\u00f4mago, taquicardia e dor de  cabe\u00e7a, juntas, chega a assustar.<\/p>\n<p>As coisas todas come\u00e7aram a fugir do controle de uns tr\u00eas meses pra  c\u00e1, e desde ent\u00e3o tenho estado mais reflexivo do que o normal, tentando  driblar meus pr\u00f3prios limites para fazer as coisas que amo \u2013 ou que  aprendi a amar. E me questionado cada vez mais sobre quem sou eu, o que  me representa, qual minha fun\u00e7\u00e3o no mundo, qual o sentido de tudo isso.  Por favor, ria comigo. As coisas n\u00e3o podem ser t\u00e3o s\u00e9rias assim.<\/p>\n<p>Se cheguei a alguma conclus\u00e3o? Nenhuma. Escrevo para eu mesmo me  compreender. Ou ao menos tentar. Se a vida que estou levando est\u00e1  provavelmente diminuindo meus anos de vida neste planetinha azul, j\u00e1  est\u00e1 na hora de come\u00e7ar a mudar de v\u00edcios. Ou de sonhos. Mas ser\u00e1  preciso? Mais: ser\u00e1 que ao deixar meus sonhos sumirem no ar como fuma\u00e7a  tamb\u00e9m n\u00e3o deixo de ser eu mesmo? N\u00e3o passo a ser outro eu, mais  infeliz?<\/p>\n<p>D\u00favidas. Mudar \u00e9 algo complicado. Abandonar coisas \u00e9 dif\u00edcil. Estou  tentando aconchegar tudo que consigo em uma pequena concha, e me  esconder do mundo. Ou, quem sabe, me reinventar. Podemos, voc\u00ea sabe,  fazer o que quisermos, na hora que quisermos. Podemos mudar de vida,  largar emprego, fam\u00edlia, cidade, e vivermos em qualquer lugar, de  qualquer maneira. \u00c9 preciso apenas ter\u2026 coragem.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso apenas ser um bocadinho irrespons\u00e1vel, mas se a situa\u00e7\u00e3o  chegou ao ponto que chegou \u00e9 porque eu j\u00e1 estava sendo irrespons\u00e1vel na  tentativa v\u00e3 de abra\u00e7ar o mundo e ser feliz. Talvez. Quem sabe. Sei l\u00e1.  S\u00e3o duas e pouco da manh\u00e3 de uma segunda-feira e eu preciso olhar nos  olhos da minha alma e decidir quem eu quero ser daqui em diante (sendo  que me orgulho demais de quem eu fui at\u00e9 agora).<\/p>\n<p>A vida \u00e9 baseada em uma falha que inevitavelmente ir\u00e1 por fim a tudo  em um momento x, muitas vezes sem raz\u00e3o aparente, outras de forma t\u00e3o  \u00f3bvia que at\u00e9 soa ironia. Somos todos imperfeitos e tudo que sabemos  sobre o fim \u00e9 igual a nada. Ainda assim, nos raros espasmos de  felicidade, a vontade que tenho de n\u00e3o desperdi\u00e7ar um segundo que seja \u00e9  t\u00e3o intensa que, se pudesse, eu nunca fecharia os olhos, nunca  dormiria.<\/p>\n<p>Neste fragmento de desabafo talvez esteja a coisa que mais necessito:  ser menos intenso, aprender a descansar, contemplar o vazio. O nada.  Talvez um mantra. Talvez medita\u00e7\u00e3o (talvez eu tente, mas n\u00e3o sei se  consigo). Talvez\u2026 nata\u00e7\u00e3o. O grande desafio, no entanto, \u00e9 curar o corpo  sem que a alma adoe\u00e7a. Sempre brinquei que queria viver at\u00e9 os 100. N\u00e3o  achei que fosse ter que negociar a possibilidade t\u00e3o cedo\u2026<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Duas da manh\u00e3 de segunda-feira e eu tentando coordenar as ideias. 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