{"id":33540,"date":"2014-11-13T17:41:21","date_gmt":"2014-11-13T20:41:21","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=33540"},"modified":"2015-09-15T17:44:58","modified_gmt":"2015-09-15T20:44:58","slug":"blog-do-editor-13-respostas-para-o-som-imaginario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/11\/13\/blog-do-editor-13-respostas-para-o-som-imaginario\/","title":{"rendered":"Blog do Editor: 13 respostas para o Som Imagin\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<div class=\"format_text\" style=\"text-align: justify;\"><em>Queria bater um papo com voc\u00ea para uma coluna que tenho no meu blog (<a href=\"http:\/\/www.somimaginario.com\/search\/label\/entrevista\" target=\"_blank\">www.somimaginario.com<\/a>)  chamada Sempre As Mesmas. Como o nome mesmo entrega, fa\u00e7o &#8211;  praticamente &#8211; as mesmas perguntas para pessoas diferentes. Fernando  18\/10\/2011<\/em><strong>Deep Purple do Gillan ou da dupla Coverdale\/Hughes?<\/strong><br \/>\nDo Gillan, sem pestanejar. Por \u201cChild in Time\u201d, \u201cHighway Star\u201d, \u201cHard  Lovin\u2019 Man\u201d e, mamma mia, \u201cSmoke on the Water\u201d. Por \u201cPerfect Strangers\u201d  tamb\u00e9m, mas isso \u00e9 outra coisa. Coverdale ser\u00e1 eternamente um sub-Robert  Plant.<\/p>\n<p><strong>Neil Young: do rock ou do folk?<\/strong><br \/>\nOs dois. A ess\u00eancia do Neil Young est\u00e1 na genialidade com que ele  consegue lidar com os dois extremos e ainda soar\u2026 Neil Young. Como que  algu\u00e9m pode escolher entre \u201cNeedle And The Damage Done\u201d e  \u201cPowderfinger\u201d?<\/p>\n<p><strong>Miles Davis vale em todas as fases?<\/strong><br \/>\nTodas. Amar a m\u00fasica de Miles \u00e9 respeitar a sua inquieta\u00e7\u00e3o, entender  que a m\u00fasica para ele estava em eterna transforma\u00e7\u00e3o, uma busca que  gerou uma das discografias mais importantes da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Nina Simone, Ella Fitzgerald, Billie Holiday ou Sarah Vaughan?<\/strong><br \/>\nDif\u00edcil, hein. Muito dif\u00edcil. Tendo a ficar com a Nina, mas a Ella\u2026<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o os tr\u00eas discos de rock obrigat\u00f3rios?<\/strong><br \/>\n\u201cLondon Calling\u201d, do Clash, pra pessoa perceber que o rock n\u00e3o \u00e9 burro;  \u201cDoolittle\u201d, do Pixies, que mostra como o rock pode soar pop, mas tamb\u00e9m  perigoso; \u201cWhite Album\u201d, dos Beatles, porque algum disco dos Beatles  precisa constar de qualquer lista de obrigat\u00f3rios. O \u00e1lbum branco tem o  dom de ir na contram\u00e3o do \u201cSargeant Peppers\u201d (o que come\u00e7a j\u00e1 pela  capa), e ainda assim soar absurdamente foda (exagerado, mas foda). \u00c9 um  daqueles discos em que a vida \u00e9 t\u00e1til (talvez porque as vidas por tr\u00e1s  dele estivessem em conflito).<\/p>\n<p><strong>Beatles e Stones. O que um tem que o outro n\u00e3o?<\/strong><br \/>\nBeatles foi praticamente impec\u00e1vel enquanto os Stones cometeram v\u00e1rios  deslizes. Por outro lado, os Beatles aguentaram o peso nas costas por  uma d\u00e9cada, e os Stones viveram cinco. Beatles \u00e9 mais limpo, Stones \u00e9  mais sujo. Beatles \u00e9 amor, Stones \u00e9 sexo. Essas bobagens. N\u00e3o consigo  escolher entre os dois. Os Beatles s\u00e3o mais importantes, mas o manual do  rockstar foi escrito pelos Stones.<\/p>\n<p><strong>Peter Gabriel ficou pelo Genesis ou soube voar tamb\u00e9m solo?<\/strong><br \/>\nComecei ouvindo punk rock na primeira metade dos anos 80, ent\u00e3o Genesis  era algo meio que proibido no c\u00edrculo (ainda mais que, naquela \u00e9poca,  eles viviam a fase Phil Collins), mas nos anos 90 fui atr\u00e1s de algumas  coisas antigas e, putz, tive que comprar o \u201cThe Lamb Lies Down on  Broadway\u201d em vinil (e tenho at\u00e9 hoje). No entanto, nunca fui atr\u00e1s da  carreira solo do Peter Gabriel. Quem sabe o show no SWU n\u00e3o seja um  acerto de contas\u2026<\/p>\n<p><strong>O que tem essa cena indie l\u00e1 de fora? \u00c9 pra tanto barulho? Quem se salva hoje?<\/strong><br \/>\nHoje em dia essa coisa de independente anda meio deturpada. Antigamente,  o lance todo girava ao redor da liberdade de cria\u00e7\u00e3o. O cara era  independente porque nenhuma gravadora queria lan\u00e7ar o disco dele, ent\u00e3o  ele fazia do jeito dele e lan\u00e7ava. O capitalismo, altamente adapt\u00e1vel,  aproveitou a chance de tamb\u00e9m vender a liberdade. E os indies chegaram  \u00e0s grandes gravadoras, ao mainstream, ainda que no momento em que as  gravadoras levavam uma rasteira do p2p. O que sobra hoje, como em  qualquer cen\u00e1rio, \u00e9 um balaio com gente genial (Arcade Fire, Franz  Ferdinand, Decemberists) e um monte de diluidores. Mas sempre foi assim.<\/p>\n<p><strong>Radiohead \u00e9 isso tudo?<\/strong><br \/>\nE mais um pouco. No momento em que a internet estava matando o \u00e1lbum  como formato, os caras revalorizaram o conceito com um monte de  bugigangas atreladas. Porque n\u00e3o amamos a m\u00fasica apenas pelo que ela \u00e9,  mas tamb\u00e9m pelo que ela representa. O Radiohead \u00e9 uma das \u00faltimas bandas  a entenderem isso. E isso os distingue do resto.<\/p>\n<p><strong>Quem est\u00e1 fazendo coisa boa e nova no Brasil?<\/strong><br \/>\nMuita gente. A m\u00fasica brasileira atual \u00e9 a melhor do mundo. Se Simon  Reynolds vivesse aqui ele nunca teria escrito \u201cRetromania\u201d. Mas como n\u00e3o  achar o cen\u00e1rio uma merda se o disco mais esperado do seu pa\u00eds no ano \u00e9  o novo do Coldplay? Aqui temos uma safra genial que aprendeu \u2013 via Los  Hermanos \u2013 que o samba pode ser torto e nos representa. N\u00f3s temos ginga,  cora\u00e7\u00e3o e sentimentos. \u00c9 isso que Romulo Fr\u00f3es, Wado, Bruno Morais,  Junio Barreto, Cidad\u00e3o Instigado e outros est\u00e3o mostrando. A melhor  m\u00fasica do mundo est\u00e1 aqui, mas o pr\u00f3prio Brasil ainda n\u00e3o a descobriu.<\/p>\n<p><strong>Qual foi o \u00e1lbum dos anos 2000?<\/strong><br \/>\nEm conceito, \u201cIn Rainbows\u201d, do Radiohead, pois mostrou que n\u00e3o basta ser  m\u00fasica. Em efeito, \u201cIs This It\u201d, do Strokes, que influenciou um bocado  de gente; em perfei\u00e7\u00e3o, \u201cYankee Hotel Foxtrot\u201d, do Wilco, momento em que  o popular encontra a arte. Por\u00e9m, olhando de onde viemos e para onde  vamos, \u00e9 bem prov\u00e1vel que o disco mais importante seja \u201cFuneral\u201d, do  Arcade Fire, uma banda que entendeu a intensidade das emo\u00e7\u00f5es no novo  s\u00e9culo.<\/p>\n<p><strong>Qual o lan\u00e7amento de 2011 at\u00e9 agora?<\/strong><br \/>\n\u201cLet England Shake\u201d, PJ Harvey. Em um mundo de pr\u00eamios merecidos, ela  ganharia o de \u00e1lbum do ano, e ainda bem que a Inglaterra tem o Mercury  Prize. Se fosse aqui ela seria engolida por qualquer modismo.<\/p>\n<p><strong>Estou em Dylan &amp; The Band, The Basement Tapes, e voc\u00ea? O que voc\u00ea est\u00e1 ouvindo?<\/strong><br \/>\nDois discos novos: \u201cThe Whole Love\u201d, do Wilco e \u201cSamba 808\u201d, do Wado. E  acho que ainda vou ficar um bom tempo os ouvindo. \u201cAll Things Must  Pass\u201d, do George, caiu no colo fazendo estrago tamb\u00e9m. E alguma hora da  semana eu coloco \u201cThe King is Dead\u201d do Decemberists para acalmar a alma.<\/p>\n<p align=\"center\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/respostas\/\">Veja outras entrevistas aqui <\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Do Gillan, sem pestanejar. Por \u201cChild in Time\u201d, \u201cHighway Star\u201d, \u201cHard Lovin\u2019 Man\u201d e, mamma mia, \u201cSmoke on the Water\u201d. Por \u201cPerfect Strangers\u201d tamb\u00e9m, mas isso \u00e9 outra coisa.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/11\/13\/blog-do-editor-13-respostas-para-o-som-imaginario\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[330],"tags":[338],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33540"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33540"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33540\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33541,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33540\/revisions\/33541"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33540"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33540"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33540"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}