{"id":33419,"date":"2007-12-28T13:12:31","date_gmt":"2007-12-28T16:12:31","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=33419"},"modified":"2015-09-15T13:13:34","modified_gmt":"2015-09-15T16:13:34","slug":"blog-do-editor-sonhar-e-permitido-viver-e-permitido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/12\/28\/blog-do-editor-sonhar-e-permitido-viver-e-permitido\/","title":{"rendered":"Blog do Editor: Sonhar \u00e9 permitido, viver \u00e9 permitido"},"content":{"rendered":"<p>por Mac<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo que eu havia iniciado em 2006 persistiu por todo o 2007: meu amadurecimento. Ou, como escreveu o amigo Takeda um dia, o descongelamento. Passamos anos de nossas vidas congelados em um tempo que se foi, mas que n\u00e3o queremos deixar partir. Recusamos o amadurecimento em pr\u00f3 da eterna adolesc\u00eancia. Mas, quer queiramos ou n\u00e3o, a maturidade bate a nossa porta. E quando percebemos estamos descongelando. Dois mil e sete foi um dos anos mais importantes da minha hist\u00f3ria pessoal. E tamb\u00e9m da nossa hist\u00f3ria social, Brasil, saca.  Como diria Marlon Brando, muitas coisas que pareciam ser relevantes, hoje n\u00e3o s\u00e3o mais. Posso creditar meu principio de descongelamento ao fato de ter expandido minhas fronteiras: posso dizer que cheguei perto da fronteira do Chile com a Bol\u00edvia e, quer saber, \u00e9 uma experi\u00eancia e tanto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Posso creditar tamb\u00e9m ao fato de que, desde julho, sou um homem casado. Quase casado, ok. Dividir a vida com uma pessoa \u00e9 algo extraordinariamente revigorante. E por mais que voc\u00ea se julgue mestre em relacionamentos, acredite, h\u00e1 um mundo de diferen\u00e7as entre namorar uma pessoa e viver com ela. A gente aprende trope\u00e7ando, n\u00e3o tem jeito. E talvez essa seja a gra\u00e7a de tudo, e esse \u00e9 um dos segredos para se manter uma hist\u00f3ria de amor: humor. Rir nos momentos bons\u2026 e nos ruins tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conceitualmente, por\u00e9m, o que mais mexeu com meus pensamentos em 2007 foram dois fatos isolados acontecidos no meu poderoso inferno astral: o assalto em Buenos Aires e o atropelamento na rua da Consola\u00e7\u00e3o, dois minutos da porta de casa. \u00c9 clich\u00ea pra caralho, mas n\u00e3o tem jeito: sentir a morte caminhando por perto mexe com a gente. E o atropelamento nem foi algo assim, violento. Mas depois que recebi o impacto, senti a escurid\u00e3o, e abri os olhos sentindo um gosto de sangue nos l\u00e1bios e a m\u00e3o toda arrebentada, imposs\u00edvel n\u00e3o pensar no que poderia ter sido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passei algumas semanas pensando nisso, e o estranho \u00e9 que, entre o mil anos a dez ou o dez anos a mil, sou partid\u00e1rio do mil anos a mil. Eu nunca quis pouca coisa, mas assim que o pessoal do Resgate me imobilizou e me transferiu para a ambul\u00e2ncia, eu s\u00f3 conseguia pensar na quantidade de coisas que ainda n\u00e3o tinha feito, que seria uma grande bobagem divina algu\u00e9m me aprontar uma pe\u00e7a. Era imposs\u00edvel n\u00e3o caraminholar isso: um dos meus grandes amigos sofreu um acidente de carro, foi transferido para o hospital, acordou no outro dia e falou com a fam\u00edlia, tudo \u00f3timo, mas quando foram transferi-lo da cama para uma maca, uma hemorragia interna o levou. Ele tinha 21 anos. Eu tamb\u00e9m. Melhor n\u00e3o arriscar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O assalto me balan\u00e7ou de outra forma. Deu tudo errado naquele dia. Pior: os sinais eram evidentes, mas mesmo assim demos bobeira. Lili queria conhecer La Boca. Seus livros de arquitetura rendiam elogios ao lugar, por\u00e9m, La Boca \u00e9 um dos bairros mais pobres de Buenos Aires. N\u00e3o dava pra marcar bobeira. A sucess\u00e3o de erros come\u00e7ou  no hotel: inseguro em rela\u00e7\u00e3o ao dinheiro (R$ 4 mil no total), coloquei R$ 2 mil num bolso inferior perto do joelho esquerdo e outros R$ 2 mil foram guardados numa bolsinha por dentro da cal\u00e7a. Como t\u00ednhamos uma encomenda (uma camisa do Boca para o sogro), decidi levar R$ 200 em reais mesmo, para aproveitar a valoriza\u00e7\u00e3o da moeda. E mais 100 pesos para comprar outras coisas, almo\u00e7ar e tal. Ou seja, eu estava portando aproximadamente R$ 4.500, e n\u00e3o se leva uma quantia dessas em um bairro barra pesada, ok.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do dinheiro (que era tudo que t\u00ednhamos para seguir viagem \u2013 Buenos Aires era o come\u00e7o), eu levava uma Canon S215 (deve estar uns R$ 1500 por ai) na mochila, al\u00e9m de frutas e nosso guia de viagens, que tinha servido de base para todo o planejamento da viagem. Minha id\u00e9ia era pegar um \u00f4nibus na avenida 09 de Julio (hav\u00edamos visto v\u00e1rios no dia anterior) e seguir at\u00e9 La Boca. Encostei numa banca de flores e perguntei para um garoto como chegar a La Boca. Ele respondeu?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; La Boca? N\u00e3o v\u00e1 a La Boca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu ri, e insisti, mas ele continuou com o mesmo discurso, repetindo mais duas vezes:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; N\u00e3o v\u00e1 a La Boca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deixamos o menino e seguimos uma quadra. A id\u00e9ia do \u00f4nibus j\u00e1 n\u00e3o parecia t\u00e3o boa, ent\u00e3o paramos um t\u00e1xi. Assim que disse ao motorista que quer\u00edamos ir para La Boca, ele praguejou algo e nos deixou estatelados na cal\u00e7ada. O t\u00e1xi seguinte, por\u00e9m, parou e nos recebeu, mas o motorista n\u00e3o abriu a boca um segundo sequer nos 15 minutos de trajeto. Ele nos deixou logo na entrada do bairro pelo lado do porto, e a primeira coisa que me chamou a aten\u00e7\u00e3o foi uma pixa\u00e7\u00e3o em um conjunto velho de pr\u00e9dios: \u201cNos precisamos de \u00e1gua quente\u201d. Poucos dias depois que partimos para Santiago, nevou em Buenos Aires. E moradores de La Boca n\u00e3o tinham \u00e1gua quente\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fizemos o trajeto tur\u00edstico, com v\u00e1rios seguran\u00e7as contratados pelos comerciantes locais, e sa\u00edmos por uma rua em dire\u00e7\u00e3o ao est\u00e1dio de La Bombonera, do Boca Juniors, casa que viu Diego Maradona nascer para o mundo. Eu n\u00e3o havia conseguido entrar no est\u00e1dio nas duas vezes anteriores que eu o tinha visitado, mas desta vez demos sorte, e passeamos pela arquibancada, tiramos fotos, nos divertimos. Coloquei a m\u00e1quina digital (que \u00e9 de m\u00e9dia pra grande) no bolso da jaqueta e partimos em busca do almo\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O guia que lev\u00e1vamos falava muito bem de um restaurante italiano em La Boca, e depois de alguns dias devorando bifes de chouri\u00e7o, experimentar uma boa massa nos pareceu uma grande oportunidade. Nosso erro, por\u00e9m, foi nos desligarmos completamente do lugar em que est\u00e1vamos. Olh\u00e1vamos os pr\u00e9dios, as casas, eu questionava coisas sobre arquitetura, Lili me explicava, at\u00e9 que chegamos a uma grande igreja (duas quadras fora do centro tur\u00edstico) e bateu um frio na barriga sem motivo. O motivo, na verdade, se revelou na esquina seguinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim que entramos na rua do restaurante, a Nepuchea, cinco caras nos cercaram. Um deles tirou Lili de lado, e depois de fu\u00e7ar nos bolsos de sua jaqueta, e ela dizer que n\u00e3o tinha nada, apenas pediu para que ela ficasse em sil\u00eancio. Os outros quatro partiram para cima de mim, me jogando ao ch\u00e3o e tentando me atacar como urubus em busca de carne fresca. N\u00e3o se deve, nunca, reagir a um assalto, mas tem coisas que s\u00e3o mais fortes que a raz\u00e3o. Colei minha perna esquerda no asfalto (no bolso pr\u00f3ximo ao joelho havia R$ 2 mil) oferecendo o bolso da direita, que trazia apenas um caderno de anota\u00e7\u00f5es. Com uma m\u00e3o eu segurava a m\u00e1quina digital, e com a outra tentava atrapalhar o m\u00e1ximo poss\u00edvel a a\u00e7\u00e3o dos quatro rapazes. Passava um pouco do meio-dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A grande maioria dos assaltos n\u00e3o dura mais do que um minuto ( e existe uma grande por\u00e7\u00e3o que dura segundos, e voc\u00ea s\u00f3 descobre que foi assaltado horas depois), mas este deve ter batido os 120 segundos. Quando, finalmente, eles conseguiram retirar minha carteira (e ver os 100 pesos l\u00e1 dentro) e minha mochila, sa\u00edram correndo deixando eu e Lili para tr\u00e1s. A primeira coisa que me veio \u00e0 cabe\u00e7a: documentos. Me levantei na hora e sai correndo atr\u00e1s deles gritando \u201cdocumentos, documentos\u201d. O rapaz que estava correndo com a carteira a abriu e foi jogando RGs (meu e de Lili), vistos de entrada no pa\u00eds, cart\u00f5es de cr\u00e9dito e de d\u00e9bito e outros. Resgatamos tudo e fomos acolhidos por uma fam\u00edlia dona de um restaurante. Eles chamaram a pol\u00edcia (que n\u00e3o veio), nos deram alguns pesos para a passagem do \u00f4nibus, e nos acompanharam at\u00e9 o ponto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tenho certeza que, assim que sai do restaurante, um dos assaltantes me aguardava na porta. Minha inten\u00e7\u00e3o era chutar-lhe o saco com toda for\u00e7a e arremessa-lo no meio da rua, mas seria uma grande idiotice. Eu estava com a m\u00e1quina (que eles devem ter sentido falta na mochila, j\u00e1 que s\u00f3 a capa dela estava l\u00e1) e com R$ 4 mil. N\u00e3o dava para cometer mais um erro. O dono do estabelecimento bateu boca com o cara, o clima amea\u00e7ou esquentar, mas fomos levados em seguran\u00e7a at\u00e9 o ponto de \u00f4nibus. O senhor se desculpava pelo acontecido como se ele tivesse culpa, e dizia que atr\u00e1s do porto havia uma grande favela. Lili passou boa parte da viagem acordando assustada, e minha fun\u00e7\u00e3o \u2013 al\u00e9m de protege-la \u2013 era dar-lhe seguran\u00e7a e calma. Ap\u00f3s alguns dias as coisas voltaram ao normal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de toda viol\u00eancia (que, na verdade, me rendeu apenas um roxo no lado esquerdo do rosto, que sumiu no dia seguinte), n\u00e3o foi o fato em si que mexeu comigo, mas os pensamentos que dele decorreram. Primeiramente, n\u00e3o tiro a raz\u00e3o daqueles caras. Eu e Lili \u00e9ramos dois turistas \u201cesbanjando\u201d enquanto eles estavam ali passando fome. \u00c9 algo como aquela piada que diz \u201cque a sociedade me deve a sua carteira, saco, mano\u201d. N\u00e3o estou querendo dizer, de forma alguma, que aprovo. N\u00e3o, n\u00e3o aprovo. Eu sei o quanto Lili e eu ralamos para juntar aquele dinheiro, o quanto planejamos aquela viagem, mas se os assaltantes fossem se preocupar com isso, n\u00e3o ter\u00edamos crimes no mundo, n\u00e3o \u00e9 mesmo. Na verdade, acho que os motivos s\u00e3o mais importantes que o fato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caraminholando incessantemente sobre tudo isso, e caminhando os meses seguintes pelas ruas cheias de pobreza de S\u00e3o Paulo, cheguei a conclus\u00e3o (\u00f3bvia) de que se queremos um mundo melhor, precisamos dar o exemplo. N\u00e3o ria. Eu sei que \u00e9 piegas, mas numa entrevista que concedi ao amigo Carlos William, da revista Bula, ano passado, respondi assim a seguinte pergunta:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cE o PT?\u201d<br \/>\n\u201cUm sonho que nos apresentou a realidade: n\u00e3o existem sonhos!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o quero descambar para o partidarismo (na verdade, quero ficar cada vez mais longe deles), pois sempre votei em pessoas, n\u00e3o em partidos. O que estou querendo dizer \u00e9 que se j\u00e1 sabemos que n\u00e3o podemos confiar em ningu\u00e9m, que n\u00e3o existem sonhos quando o assunto \u00e9 pol\u00edtica, dinheiro e poder, ent\u00e3o est\u00e1 na hora de fazermos as coisas n\u00f3s mesmos. E, mais do que nunca, deixarmos o social de lado e agirmos no pessoal. Sim, mudarmos as coisas ao nosso redor primeiro. Sempre fomos acomodados demais, mas precisamos mostrar que se as coisas podem dar certo, elas tem que come\u00e7ar a dar certo dentro da nossa pr\u00f3pria casa, do nosso pr\u00f3prio ambiente de trabalho, da nossa fam\u00edlia, do nosso bairro. Sempre acreditei que fazer o bem \u00e9 a melhor coisa que uma pessoa pode fazer para mudar o mundo, e apesar de parecer a coisa mais piegas do mundo, \u00e9 no que eu acredito realmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o estou fazendo, de forma alguma, uma apologia da cegueira do tipo \u201cfeche os olhos para as coisas feias do mundo, para as pessoas que te xingam no sinal de transito, para aqueles que roubam o seu dinheiro, para os pol\u00edticos que fazem da nossa capital federal um grande e nada engra\u00e7ado circo\u201d. Precisamos acreditar na Justi\u00e7a, evitarmos a tolice (pois, como escreveu Blake, \u201cse os outros n\u00e3o forem tolos, n\u00f3s teremos que ser\u201d) e buscarmos um mundo melhor. Quero chegar aos 100 anos, como Niemeyer, de prefer\u00eancia em um mundo muito melhor do que este que vivemos agora. Por mais que as grandes empresas nos queiram longe das decis\u00f5es importantes (j\u00e1 leu o poderoso \u201cSem Logo \u2013 A Tirania das Marcas em Um Planeta Vendido\u201d, de Naomi Klein?), a for\u00e7a est\u00e1 em cada um de n\u00f3s. E n\u00f3s podemos construir um mundo melhor a partir da nossa hist\u00f3ria pessoal, das coisas que vivemos, das pessoas que conversamos, das id\u00e9ias que trocamos, da camiseta que vestimos. Tenho pensado muito nisso. E acho que essa \u00e9 uma boa maneira de come\u00e7ar 2008: acreditando em um mundo melhor, apesar de assaltos, atropelamentos e partidos pol\u00edticos. Apesar de tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Feliz ano novo para todos n\u00f3s. E for\u00e7a sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ps. N\u00e3o esque\u00e7a: sonhar \u00e9 permitido, viver \u00e9 permitido. Sonhe. Viva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Feliz 2008.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O processo que eu havia iniciado em 2006 persistiu por todo o 2007: meu amadurecimento. 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