{"id":33071,"date":"2008-12-26T14:49:51","date_gmt":"2008-12-26T17:49:51","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=33071"},"modified":"2015-09-11T14:51:11","modified_gmt":"2015-09-11T17:51:11","slug":"blog-do-editor-entrevista-a-leo-spinardi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/12\/26\/blog-do-editor-entrevista-a-leo-spinardi\/","title":{"rendered":"Blog do Editor: Entrevista a Leo Spinardi"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Entrevista concedida a Leonardo Spinardi (agosto de 2002)<\/em><\/p>\n<p><strong>Por qu\u00ea a escolha pelo jornalismo cultural?<\/strong><\/p>\n<p>Soaria tolo se eu dissesse que escolhi o jornalismo cultural. Tanto quanto dizer que o jornalismo cultural me escolheu. O lance \u00e9 que h\u00e1 uma passionalidade em se escrever sobre m\u00fasica, cinema e literatura que simplesmente me atrai. Al\u00e9m, s\u00e3o \u00e1reas que gosto e que conhe\u00e7o bem. \u00c9 mais ou menos como se trabalhar com o que gosta, ou seja, o trabalho perfeito.<\/p>\n<p><strong>Quando come\u00e7ou a escrever seus primeiros textos sobre cultura pop?<\/strong><\/p>\n<p>Em 1996. Foi nesse ano que um amigo sugeriu a cria\u00e7\u00e3o de um fanzine, em papel mesmo. O fanzine fez um relativo sucesso no meio independente. Quando decidi &#8220;migrar&#8221; para a internet, deixei mais de 9.000 exemplares do fanzine em papel espalhados pelo cen\u00e1rio independente. Pode parecer um n\u00famero pequeno para quem v\u00ea de fora, mas quem conhece a paix\u00e3o com que as pessoas que l\u00eaem fanzines recebem um novo exemplar, sabe o real valor desse n\u00famero. Depois houve algumas portas abertas por amigos, desde o pessoal do COL (grande Cardoso) at\u00e9 o Carlos Eduardo Lima (hoje colunista S&amp;Y), que me apresentou a Rock Press.<\/p>\n<p><strong>Como nasceu a id\u00e9ia do zine Scream &amp; Yell? Por qu\u00ea este nome?<\/strong><\/p>\n<p>A id\u00e9ia surgiu de uma vontade minha e de um amigo j\u00e1 falecido (Jo\u00e3o Marcelo Gon\u00e7alves) em retratar coisas que estavam acontecendo na nossa cidade (na \u00e9poca eu morava em Taubat\u00e9, Vale do Para\u00edba, uma cidade perdida entre duas grandes capitais \u2013 SP\/RJ) e que n\u00e3o tinha nenhuma v\u00e1lvula de escape. Claro, tamb\u00e9m para poder falarmos de coisas que gost\u00e1vamos e que n\u00e3o t\u00ednhamos onde expor. O nome foi id\u00e9ia do Jo\u00e3o Marcelo, uma brincadeira com duas palavras diferentes mas com praticamente o mesmo significado em ingl\u00eas.<\/p>\n<p><strong>Hoje o S&amp;Y j\u00e1 conta com uma estrutura bastante s\u00f3lida e sempre atualizada para um zine eletr\u00f4nico. Como se d\u00e1 a divis\u00e3o e o contato com os colaboradores?<\/strong><\/p>\n<p>Os colaboradores me procuram e, claro, eu j\u00e1 tenho os meus preferidos, aqueles com quem posso contar se precisar de uma entrevista ou de uma pauta. A divis\u00e3o acontece naturalmente. A maioria dos colaboradores est\u00e1 come\u00e7ando a faculdade de jornalismo e o espa\u00e7o que o S&amp;Y tem vem ao encontro das necessidades de expor um texto e, principalmente, de exercitar o que est\u00e1 aprendendo em sala de aula. \u00c9 claro que existem pessoas aqui que n\u00e3o s\u00e3o jornalistas, e eu n\u00e3o me preocupo com isso. Tento sempre me ater a qualidade do texto. E, sempre, pensar que assim estou abrindo um espa\u00e7o, um canal, uma v\u00e1lvula de escape para este colaborador. Muitos agradecem v\u00e1rias vezes pelo fato de eu aceitar e publicar um texto seu, mas, na verdade, eu \u00e9 quem deveria agradecer por receber tantos e bons textos continuamente.<\/p>\n<p><strong>Pode parecer apenas um hobby ou passatempo, mas existe um compromisso do S&amp;Y com a divulga\u00e7\u00e3o do rock nacional?<\/strong><\/p>\n<p>Existe um compromisso com a divulga\u00e7\u00e3o da boa cultura e o rock nacional est\u00e1 englobado nisso. Quando falamos de um filme, de um livro ou do disco, estamos dando nosso aval, na maioria das vezes passional, a essa determinada manifesta\u00e7\u00e3o de arte. \u00c9 claro que h\u00e1 a id\u00e9ia principal de nunca menosprezar ningu\u00e9m. Assim, podemos tratar de igual para igual um banda de rock nacional iniciante com a \u00faltima sensa\u00e7\u00e3o da m\u00fasica norte-americana. Disso tudo fica sempre a id\u00e9ia de divulgar a boa cultura.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea acredita que a experi\u00eancia adquirida nos zines acaba servindo como um laborat\u00f3rio para se trabalhar em publica\u00e7\u00f5es maiores ou n\u00e3o se tem tanta liberdade nestas publica\u00e7\u00f5es para expor as id\u00e9ias da mesma maneira que em um zine?<\/strong><\/p>\n<p>Acredito que a experi\u00eancia adquirida em um zine permite ao profissional encontrar seu estilo. \u00c9 claro que ele sempre ter\u00e1 press\u00e3o sobre seus textos em um ve\u00edculo maior, em um jornal como a Folha de S\u00e3o Paulo, por exemplo, mas a experi\u00eancia adquirida em se escrever e escrever e escrever permitir\u00e1 a este profissional abordar o assunto de uma maneira em que a sua id\u00e9ia livre se encaixe nos padr\u00f5es r\u00edgidos da institui\u00e7\u00e3o a que ele trabalha. Ou seja, ele aprender\u00e1 a fugir das amarras de um texto, ou, principalmente, de um editor chato.<\/p>\n<p><strong>Como surgiu a oportunidade de capitanear a linha editorial da nova publica\u00e7\u00e3o musical, a revista Zero (que veio para ocupar a lacuna deixada pela finada Showbizz), e qual o motivo de sua sa\u00edda antes mesmo da primeira edi\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Quem trabalha com jornalismo nunca fica sossegado. Trabalhando em ve\u00edculos v\u00e1rios, eu sempre tive v\u00e1rios planos, muitos deles impulsionados pela \u00f3tima acolhida que o S&amp;Y sempre teve, ou pelo envolvimento crescente com jornalismo. A id\u00e9ia Zero surgiu como surgem todas as id\u00e9ias, geralmente de uma necessidade. Nesse mesmo pacote t\u00ednhamos plano de fazer um programa de TV, um programa de r\u00e1dio e outras coisas. A revista seguiu e o resultado est\u00e1 em todas as bancas do pa\u00eds. Um projeto honesto, independente e sonhador, o que valoriza por demais a publica\u00e7\u00e3o. Minha sa\u00edda foi fruto de alguns desentendimentos pessoais (sempre acontecem) e de uma pequena insatisfa\u00e7\u00e3o com o rumo que a revista poderia ter. No fim, foi bom para ambas as partes. Com minha sa\u00edda, os editores que ficaram tiveram mais liberdade para seguir a linha que est\u00e3o seguindo e eu posso adotar meu pensamento no S&amp;Y. Alias, se eu seguisse na revista, provavelmente n\u00e3o conseguiria editar o S&amp;Y. Ent\u00e3o, agora eles tem uma revista e e eu tenho um site, ambos de qualidade. O p\u00fablico acabou ganhando.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea acredita que a publicidade pode prejudicar a fidelidade da linha editorial de uma revista?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. Infelizmente uma publica\u00e7\u00e3o vive de an\u00fancios. \u00c9 sonhador demais fazer um fanzine. \u00c9 bonito, \u00e9 livre. Mas uma revista precisa atender a v\u00e1rias expectativas. Dos parceiros, do p\u00fablico, dos investidores.  Com isso, muitas vezes a parte editorial fica prejudicada. N\u00e3o \u00e9 o fim do mundo, desde que se tenha jogo de cintura para lidar com o mercado, com os anunciantes e com o texto final. O pensamento b\u00e1sico \u00e9 que, sim, \u00e9 poss\u00edvel conseguir boas pautas de onde menos se espera. Ent\u00e3o, qual o problema de se ter um RPM na capa se a pauta for bacana. O entrevist\u00e3o com o Nahim, no n\u00famero 1 da Zero, prova isso.<\/p>\n<p><strong>Em uma publica\u00e7\u00e3o de grande porte, como lhe dar com a responsabilidade de ser um formador de opini\u00e3o e antecipar vanguardas, sem se deixar cair no modismo (hypes) comprometendo a qualidade da informa\u00e7\u00e3o e a linha editorial do ve\u00edculo?<\/strong><\/p>\n<p>Sendo honesto, sempre. O jornalismo cultural est\u00e1 com muita tend\u00eancia a modismos, j\u00e1 que cada jornalista quer ser o porta voz da pr\u00f3xima revolu\u00e7\u00e3o cultural. A maneira de lidar com isso \u00e9 sendo honesto consigo mesmo e honesto com o p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>O Brasil n\u00e3o possui uma tradi\u00e7\u00e3o no consumo de cultura pop, diga-se rock neste caso. Qual a proposta que voc\u00ea adotaria para uma publica\u00e7\u00e3o musical de seu pr\u00f3prio dom\u00ednio, para que conseguisse sobreviver neste tipo de mercado?<\/strong><\/p>\n<p>Ser independente. Em uma editora independente, uma revista pode alcan\u00e7ar margens de vendas que variem de 7.000 a 30.000 exemplares. Essa margem nunca seria aceita em uma grande editora. No mais, cultura pop tende a crescer, j\u00e1 que \u00e9 uma cultura predominantemente popular, mas isso depende de toda uma engrenagem. Se uma publica\u00e7\u00e3o independente como a Zero conseguir sobreviver m\u00eas a m\u00eas com uma tiragem de 20.000 e que v\u00e1 aumentando 10% ao m\u00eas (por n fatores), logo essa publica\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ter um p\u00fablico maior e que ningu\u00e9m tem autoridade para quantificar. Pode ser 30.000, pode ser 60.000. Podem ser 100.000. Leitores existem aos montes, mas muitos n\u00e3o t\u00eam acesso a uma revista (outra vez, por n fatores).<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea acredita que a segmenta\u00e7\u00e3o pode ser a solu\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o. Acredito que a segmenta\u00e7\u00e3o encontrar\u00e1 cada vez mais p\u00fablicos menores porque a tend\u00eancia \u00e9 segmentar eternamente. Ent\u00e3o hoje n\u00f3s temos uma revista de m\u00fasica. Amanh\u00e3 vamos ter uma revista de m\u00fasica, focada no rock. Depois de amanh\u00e3 o foco ser\u00e1 m\u00fasica\/rock\/anos 90\/ e depois m\u00fasica\/rock\/anos 90\/nacional\/ e assim por diante. \u00c9 uma estrada sem fim. O que \u00e9 preciso \u00e9 apenas escrever bem, ter boas pautas, seduzir o leitor. E, sobretudo, dar a esse leitor subs\u00eddios para descobrir que a publica\u00e7\u00e3o, 1) est\u00e1 nas bancas 2) tenha um pre\u00e7o acess\u00edvel a esse leitor.<\/p>\n<p><strong>Como consumidor, o que voc\u00ea espera das novas publica\u00e7\u00f5es sobre cultura pop como as revistas Frente e Zero?<\/strong><\/p>\n<p>Espero que elas cres\u00e7am e durem. E, principalmente, inspirem. Eu estou aqui, hoje, porque era leitor da revista Bizz. Hoje eu trabalho com jornalismo porque pessoas como Ana Maria Bahiana, Andr\u00e9 Forastieri, Andr\u00e9 Barcinski, Marcel Plasse, Jos\u00e9 Augusto Lemos, Jos\u00e9 Em\u00edlio Roundeau e outros me inspiraram. Por isso existe uma se\u00e7\u00e3o como a &#8220;mat\u00e9rias antol\u00f3gicas&#8221; aqui no S&amp;Y. \u00c9 um reconhecimento, mesmo. E eu espero que essas novas publica\u00e7\u00f5es fa\u00e7am com a juventude de hoje o que a Bizz, o caderno Ilustrada da Folha de S\u00e3o Paulo, a Som Tr\u00eas, fez comigo no meio dos anos 80: ter vontade de ser jornalista.<\/p>\n<p><strong>Para voc\u00ea, que trabalha diretamente com o cen\u00e1rio do rock alternativo brasileiro, como voc\u00ea v\u00ea a estrutura deste espa\u00e7o?<\/strong><\/p>\n<p>Est\u00e1 melhorando, aos poucos, como tudo que acontece em um pa\u00eds subdesenvolvido. Alguns selos independentes come\u00e7am a se firmar no mercado, como a Monstro Discos de Goi\u00e2nia, a Midsummer Madness do RJ e o selo Bizarre em S\u00e3o Paulo. Ainda faltam lugares para shows, mas as bandas brasileiras precisam dar a cara a tapa. Precisam come\u00e7ar a tocar em qualquer lugar, como a turma de Bras\u00edlia fazia em 1983, como os punks em S\u00e3o Paulo faziam nessa mesma \u00e9poca. Muitas bandas est\u00e3o acomodadas achando que s\u00f3 de gravar um disco j\u00e1 est\u00e1 \u00f3timo. N\u00e3o est\u00e1. Disco qualquer um grava hoje em dia. Mas s\u00f3 vai vingar aqueles que tocarem e tocarem muito. Porque o fato de tocar ao vivo melhora o som da banda, al\u00e9m de criar uma uni\u00e3o com o p\u00fablico. A cena independente deve melhorar ainda mais. N\u00e3o digo que ela ser\u00e1 mainstream um dia, mas que ela poder\u00e1 sobreviver com a cena norte-americana ou inglesa, sim.<\/p>\n<p><strong>O surgimento de festivais como o Goi\u00e2nia Noise (GO), o Por\u00e3o do Rock (DF) e o Mada (RN) pode ser considerado uma evolu\u00e7\u00e3o para o cen\u00e1rio alternativo. Como voc\u00ea enxerga esses festivais e quais as principais bandas que tem se destacado?<\/strong><\/p>\n<p>Festival \u00e9 sempre um celeiro de boas bandas. O Los Hermanos, para mim, a principal banda da atualidade do cen\u00e1rio nacional, despontou em um desses festivais, o Abril Pro Rock em Recife. Muitas boas bandas tocam nestes festivais. Eu mesmo tenho uma d\u00fazia de bandas preferidas. Das que j\u00e1 vi ao vivo, o Wonkavision de Porto Alegre tem um teor pop de primeira. Vi eles no Upload Festival 2001 (que ter\u00e1 sua segunda edi\u00e7\u00e3o este ano) e foi muito bom. Algumas semanas atr\u00e1s presenciei a estr\u00e9ia do Supertrunfo (ex-Maybees) que trocou o nome e a l\u00edngua (eles cantavam em ingl\u00eas, agora cantam em portugu\u00eas) para tentar alcan\u00e7ar um p\u00fablico maior e o show foi sensacional. Tem a Walverdes (de Porto Alegre tamb\u00e9m) que est\u00e1 lan\u00e7ando seu primeiro cd (o anterior era um ep) e a grava\u00e7\u00e3o est\u00e1 excelente. O som deles \u00e9 bem cru, porrada mesmo. N\u00e3o acredito que toquem em r\u00e1dio FM normais, mas em r\u00e1dios rock eles deveriam tocar, e j\u00e1. E o Momento 68, um som meio anos 60, que lembra Beatles, The Who, psicodelia. Tecnologia, o disco que eles est\u00e3o lan\u00e7ando agora e j\u00e1 \u00e9 um dos melhores do ano. E eles ser\u00e3o distribu\u00eddos no exterior pelo selo Voice Print, o que \u00e9 uma \u00f3tima noticia. Eu poderia ainda citar o Blemish e a Wacko, duas bandas que cantam em ingl\u00eas mas que tem uma sonoridade e uma pegada totalmente pessoal. A Wacko, inclusive, partiu para tentar a sorte no mercado europeu. A banda est\u00e1 residindo em Londres e n\u00e3o me surpreenderia nada se a New Music Express falasse deles amanh\u00e3. O show deles \u00e9 ca\u00f3tico, violento, excelente. Das bandas que recebi CD mas n\u00e3o vi show, adoro a Lasciva Lula do RJ e tenho ouvido muito uma banda de Curitiba chamada Lorena Foi Embora.<\/p>\n<p><strong>Na sua opini\u00e3o, o jornalismo musical deve ser encarado com dist\u00e2ncia e imparcialidade ou com paix\u00e3o e contund\u00eancia como no jornalismo gonzo?<\/strong><\/p>\n<p>Nem um e nem outro. Jornalismo cultural implica passionalidade. Mas h\u00e1 maneiras de se ser passional e ser critico. \u00c9 s\u00f3 deixar a raz\u00e3o controlar a emo\u00e7\u00e3o. H\u00e1 muita diferen\u00e7a entre &#8220;O Los Hermanis fez um show excelente&#8221; e &#8220;o Los Hermanos fez um show que eu achei excelente&#8221;. No primeiro caso, observamos a imparcialidade, j\u00e1 que a frase excelente vem carregada de emo\u00e7\u00e3o. Mas vem carregada tamb\u00e9m de critica. Na segunda temos uma conota\u00e7\u00e3o masturbat\u00f3ria de um jornalista que se julga mais importante que a noticia. Jornalismo gonzo \u00e9 muito bacana, mas n\u00e3o \u00e9 jornalismo, \u00e9 literatura. Como dizia Lester Bangs (vide o filme Quase Famosos), um dos jornalistas mais passionais que j\u00e1 existiu: &#8220;Estrelas do rock s\u00e3o cool, jornalistas n\u00e3o&#8221;. Pena que muita gente por ai n\u00e3o tenha entendido esse recado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Acredito que a experi\u00eancia adquirida em um zine permite ao profissional encontrar seu estilo. \u00c9 claro que ele sempre ter\u00e1 press\u00e3o sobre seus textos em um ve\u00edculo maior\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/12\/26\/blog-do-editor-entrevista-a-leo-spinardi\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[330],"tags":[338],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33071"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33071"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33071\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33073,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33071\/revisions\/33073"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33071"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33071"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33071"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}