{"id":33060,"date":"2014-09-15T14:42:19","date_gmt":"2014-09-15T17:42:19","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=33060"},"modified":"2015-09-11T14:43:35","modified_gmt":"2015-09-11T17:43:35","slug":"blog-do-editor-discutindo-musica-e-mercado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/09\/15\/blog-do-editor-discutindo-musica-e-mercado\/","title":{"rendered":"Blog do Editor: Discutindo m\u00fasica e mercado"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Oito perguntas do jornalista <a href=\"https:\/\/twitter.com\/yuridecastro\" target=\"_blank\">Yuri de Castro<\/a> (de mar\u00e7o de 2014) &#8220;tateando para ir definindo um trabalho futuro&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Lembro-me de uma impress\u00e3o do show de estreia de &#8220;Cavalo&#8221;, de Rodrigo Amarante. Cito esse por ser o lan\u00e7amento mais recente da gera\u00e7\u00e3o do bode jornal\u00edstico. Os adjetivos para com a obra deram a impress\u00e3o de monotonia, sonol\u00eancia e at\u00e9 uma certa pretens\u00e3o enrustida de despretens\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 regra, mas boa parte dos seus pares de reda\u00e7\u00e3o se aproximaram dessa vis\u00e3o sobre o \u00e1lbum e show. No entanto, meus pares (nascidos quase em 90) demonstraram uma certa vontade de interpretar o \u00e1lbum como um movimento avante ainda que de passos lentos. Experimental. Como se n\u00e3o houvesse ali uma obriga\u00e7\u00e3o de fazer sucesso. Me desculpando pelo tamanho da quest\u00e3o e colocando em cheque uma certa intoler\u00e2ncia da cr\u00f4nica musical mais tradicional no Brasil com o som da galera barbudinha-descolada, pergunto-lhe: voc\u00ea acha que o p\u00f3s-Los Hermanos j\u00e1 nasceu mal fadado para quem n\u00e3o aceitou o jeito de uma gera\u00e7\u00e3o em transi\u00e7\u00e3o com conceitos de ind\u00fastria musical?<\/strong><br \/>\nMais ou menos. O Los Hermanos foi aceito e respeitado, mas criou uma redoma em torno de si que fez com que imprensa se afastasse e o p\u00fablico os idolatrasse. Criou-se uma certa birra da imprensa com a pretensa intelectualiza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica (e da atitude) desses caras, mas n\u00e3o vejo conflito de gera\u00e7\u00e3o, pelo contr\u00e1rio, vejo a reafirma\u00e7\u00e3o da brasilidade que o rock nacional dos anos 80 come\u00e7ou negando, e que Paralamas acabou abra\u00e7ando (ainda que fizesse mais reggae que samba). O Los Hermanos tinha p\u00fablico e imprensa nas m\u00e3os. Rodrigo Amarante e Marcelo Camelo ainda tem o p\u00fablico nas m\u00e3os. No fim das contas, cada gera\u00e7\u00e3o olha para um objeto de arte com a bagagem que tem. Costumo brincar (falando a verdade) que um texto pode dizer mais sobre quem escreve do que, necessariamente, sobre o objeto que o inspirou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Se faltou empolga\u00e7\u00e3o para o trato com bandas como Momboj\u00f3, sobram mimos para o som de novatos como o SILVA, a Mahmundi (particulamente sou pouco simp\u00e1tico aos \u00faltimos). Voc\u00ea cr\u00ea em alguma pregui\u00e7a    dos mais calejados em rela\u00e7\u00e3o a um certo resgate de alguma &#8220;brasilidade&#8221; (&#8220;filhos do manguebeat&#8221;, j\u00e1 li certa vez para o Momboj\u00f3) e mais boa vontade com quem se aproxima de uma est\u00e9tica mais et\u00e9rea e internacional?<\/strong><br \/>\nQuem diz que faltou empolga\u00e7\u00e3o com o Momboj\u00f3? &#8220;Nadadenovo&#8221; foi celebradissimo, e na vota\u00e7\u00e3o de<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/12\/09\/os-ultimos-dez-anos-na-musica-pop\/\" target=\"_blank\"> Melhores dos Anos 00<\/a> ficou atr\u00e1s apenas de Cidad\u00e3o Instigado e Los Hermanos. O que acontece \u00e9 que havia uma expectativa que esse disco fizesse o crossover do indie para o mainstream, o que n\u00e3o aconteceu porque a banda pegou a ind\u00fastria em um momento de queda. Ou seja, eles foram atrapalhados pela bolha (e tamb\u00e9m pela inoc\u00eancia daqueles que acreditavam que um disco encartado numa revista pudesse chegar \u00e0s r\u00e1dios por si s\u00f3, sem jab\u00e1). SILVA surgiu em um outro momento. Se fosse o contr\u00e1rio, com SILVA lan\u00e7ando seu primeiro disco em 2004 por uma revista e Momboj\u00f3 estreando em 2010, as coisas seriam diferentes para cada um deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu queria saber o que voc\u00ea acha muito ruim hoje em dia. <\/strong><br \/>\nTento n\u00e3o perder tempo com coisas ruins, pois nem as boas eu consigo prestar aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil separar um punhado de artistas que v\u00e3o ficar no caminho do esquecimento. No Rio, o Letuce mesmo conseguindo soar um tantinho experimental pop nunca conseguiu o m\u00ednimo de express\u00e3o; em S\u00e3o Paulo, F\u00e1bio Goes escreveu belas can\u00e7\u00f5es pro nada. \u00c9 claro que todo mundo conhece Na\u00e7\u00e3o Zumbi, mas poucas pessoas talvez saibam o qu\u00e3o ainda forte \u00e9 esta banda em cima do palco e, inclusive, nos \u00e1lbuns recentes. A culpa \u00e9 nossa? A culpa \u00e9 de um todo? A culpa \u00e9 de um p\u00fablico que demorou a entender os canais de busca independente?<\/strong><br \/>\nArtistas bacanas ficam no esquecimento desde sempre. Big Star \u00e9 um caso desses. O fato \u00e9 que o mundo mudou, a internet entrou na vida das pessoas e a rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica \u00e9 outra. N\u00e3o h\u00e1 ju\u00edzo de valor aqui. Al\u00e9m \u00e9 preciso pensar em como a m\u00fasica chega para o p\u00fablico. As r\u00e1dios, desde que a Abril Music entrou no mercado aumentando o valor do jab\u00e1 (e estourando Los Hermanos), est\u00e3o falidas, viraram dial de publicidade, em que uma m\u00fasica x est\u00e1 ali para vender tanto quanto uma propaganda de margarina. Como Letuce vai chegar ao grande publico se n\u00e3o toca na r\u00e1dio e nem na TV? O p\u00fablico consome o que lhe \u00e9 oferecido. A grande massa n\u00e3o quer ir atr\u00e1s do novo, ela quer pagar aluguel, trabalhar, viver e, no tempo livre, ter algo que a conecte com os outros ao seu redor. Desde sempre vivemos em nichos e precisamos de conex\u00e3o. Torcidas organizadas, partidos pol\u00edticos, f\u00e3-clube, a turma do boteco, o baile funk, tudo isso \u00e9 uma forma de cada pessoa se sentir parte de algo, sentir que existe. Todos vivem em uma enorme zona de conforto, mas n\u00e3o d\u00e1 para culpar ningu\u00e9m. Ou ser\u00e1 que d\u00e1?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Se formos montar uma linha do tempo, n\u00e3o creio ser algo chocho uma linha de frente com Curumin, Emicida, Criolo, Tulipa Ruiz, Met\u00e1 Met\u00e1 (estes s\u00f3 em SP). Todos possuem boas assessorias, obras que explicam um per\u00edodo de m\u00fasica pop no Brasil, est\u00e3o na maior cidade do Brasil. Afinal, por que ainda reclamamos que n\u00e3o se faz m\u00fasica interessante no Brasil? Por que ainda h\u00e1 resqu\u00edcios de implic\u00e2ncia com um certo &#8220;circuito SESC&#8221; se este \u00e9 o \u00fanico que consegue faz\u00ea-los tocar? H\u00e1 culpa art\u00edstica nesse processo? Ou \u00e9 apenas &#8220;deu azar de nascer agora em tempos de vacas magras&#8221;?<\/strong><br \/>\nRespondo com o abre do texto que <a href=\"http:\/\/bodyspace.net\/artigos\/242-a-musica-brasileira-em-seu-melhor-momento-na-historia\/\" target=\"_blank\">escrevi para o site portugu\u00eas Bodyspace<\/a>: &#8220;A m\u00fasica brasileira vive um de seus melhores per\u00edodos em toda sua hist\u00f3ria&#8221;. Ou seja, n\u00e3o me encaixo nesse &#8220;ainda reclamamos&#8221;. Sobre a implic\u00e2ncia com o circuito SESC, acho que surge mais da &#8220;concorr\u00eancia&#8221;, de gente que n\u00e3o consegue manter o mesmo padr\u00e3o de cach\u00eas. Claro, o circuito SESC tamb\u00e9m colaborou no que tange abra\u00e7ar um certo n\u00famero de sonoridades e de artistas, seguir uma linha de &#8220;indie sambinha&#8221;, mas at\u00e9 isso j\u00e1 ficou para tr\u00e1s e vejo cada vez mais espa\u00e7os dentro dessa programa\u00e7\u00e3o para estilos variados. Todos os estilos precisam ter espa\u00e7o, at\u00e9 o indie sambinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tentou-se emplacar Cachorro Grande; teve Gram. Hoje, temos Nevilton. Tivemos uma leva mais mainstream-Bonadio: CPM22, Hateen. \u00c9 poss\u00edvel que hoje todos toquem nas mesmas casas noturnas (vazias). Esvaziamos o rock no Brasil com tantas tentativas?<\/strong><br \/>\nQuando voc\u00ea escreve &#8220;esvaziamos&#8221;, voc\u00ea diz respeito a quem? N\u00e3o sou dono de gravadora, n\u00e3o pago jab\u00e1 e n\u00e3o me importo se o cara \u00e9 rock, rap ou samba, mas sim se ele \u00e9 bom. A quest\u00e3o, no entanto, \u00e9: ser\u00e1 que o rock representa a molecada de 12, 14 anos, de hoje em dia? O que as representa? A grande sacada da m\u00fasica pop, e talvez o que a fa\u00e7a especial, \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 f\u00f3rmula, e por mais que gravadoras tentem colocar goela abaixo do p\u00fablico artistas x e y, o p\u00fablico vai consumir o que ele quiser. E precisamos lidar com isso. Precisamos respeitar um p\u00fablico que escolhe CPM 22 a Nevilton. Por\u00e9m, eu gostaria que o Nevilton tivesse o mesmo espa\u00e7o que o CPM 22 teve (e o mesmo investimento). Dai talvez poder\u00edamos mapear melhor os anseios da massa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Aqui em SP. h\u00e1 uma parte da imprensa que implica a galera afrobeat. Se voc\u00ea citar Vanguart, ixi, pronto. Voc\u00ea reconhece que h\u00e1 uma m\u00e1 vontade? Se sim, por que? \u00c9 assessoria voraz? No caso do Vanguart e cong\u00eaneres \u00e9 uma certa necessidade de convencimento que torna tudo mais grandioso do que \u00e9 realmente &#8212; e isso afasta? Enfim, queria que voc\u00ea me falasse se reconhece que h\u00e1 j\u00e1 uma coisa contra &#8212; menos pelo talento, mais pelas impress\u00f5es geradas. N\u00e3o preciso citar que boa parte do jornalismo mais tradicional, por exemplo, n\u00e3o pode nem escutar o nome do Criolo. &#8220;Afetado&#8221;, &#8220;falso&#8221;, &#8220;fantoche&#8221;, \u00e9 o que se ouve. Fique \u00e0 vontade pra dizer o que pensa.<\/strong><br \/>\nH\u00e1 um gueto geracional que surgiu nos cadernos culturais dos grandes jornais no final dos anos 80, e que, naquele \u00e9poca, s\u00f3 admitia m\u00fasica estrangeira. \u00c9 um fato. Mas precisamos sempre lembrar que imprensa s\u00e3o pessoas, e dai quando voc\u00ea come\u00e7a a destrinchar as ideias desse ou daquele cara, talvez entenda que o fato de ele n\u00e3o gostar de Vanguart, por exemplo, \u00e9 extremamente cab\u00edvel no universo que ele vive &#8211; e que, muitas vezes, n\u00e3o tem nada a ver com o mundo real, que \u00e9 o da noite, o dos shows, o das lojas de discos. Seria legal vasculhar as reda\u00e7\u00f5es e perguntar para quem escreve de m\u00fasica a quantos shows ele foi no \u00faltimo ano, quantas vezes ele foi numa loja de discos nos \u00faltimos seis meses? Ser\u00e1 que uma an\u00e1lise pode ser real feita dentro da redoma da reda\u00e7\u00e3o? H\u00e1 como entender o mundo observando tudo de sua baia? Embora alguns possam achar divertido, conhecer Amsterdam pelo Street View \u00e9 bem diferente de caminhar por ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Volto um pouco. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil pra mim, mais novo, perceber uma certa falta de vontade com uma gera\u00e7\u00e3o classe m\u00e9dia, acostumada com as trocas de gosto no campus da faculdade p\u00fablica. Hoje, no Twitter, ca\u00e7oamos chamandos-os de &#8220;humanas.jpg&#8221;. Mas \u00e9 uma gera\u00e7\u00e3o que aprendeu a valorizar Novos Bahianos, sabe o valor do &#8220;Transa&#8221;, do Caetano Veloso e parece muito mais disposta a entender propostas menos retas, menos MTV &#8212; e por isso, parece disposta a tornar &#8220;Sou&#8221; de Marcelo Camelo um disco cult no prazo de 10 anos &#8212; justamente porque a m\u00eddia fez pouco caso. Qual seu grau de pessimismo em rela\u00e7\u00e3o a tudo isso a\u00ed dessa pergunta?<\/strong><br \/>\nPrimeiro que colocar &#8220;Sou&#8221; na mesma frase que &#8220;Acabou Chorare&#8221; e &#8220;Transa&#8221; \u00e9 uma heresia (risos). Cult? N\u00e3o acredito. Marcelo Camelo s\u00f3 existe porque \u00e9 um ex-Los Hermanos, e a banda teve uma carreira muito foda. A m\u00eddia n\u00e3o fez pouco caso: o disco tem lampejos de criatividade. Ainda assim, Camelo \u00e9 respons\u00e1vel direto por essa gera\u00e7\u00e3o aprender a valorizar Caetano, Chico, Novos Baianos. Nos anos 80, pr\u00e9-abertura pol\u00edtica, o cen\u00e1rio estava afundado na mesmice porque a Ditadura calou nossos maiores artistas. Ap\u00f3s abertura pol\u00edtica, o rock predominantemente ingl\u00eas se traduziu como v\u00e1lvula de escape e, naquele momento, era importante fazer barulho, n\u00e3o dava para ser indie sambinha. A hist\u00f3ria vai seguir com Paralamas deixando Police pra tr\u00e1s e se tornando brasileiro, com Picassos Falsos, Raimundos e Mangue Beat (tudo crossover), mas o Brasil s\u00f3 se redescobre de verdade com &#8220;Bloco do Eu Sozinho&#8221;. Foi como se o Congresso Nacional baixasse uma lei: est\u00e1 permitido gostar de m\u00fasica brasileira. Exemplo pr\u00e1tico: Maybees virando Ludov. O que acontece na sequencia \u00e9 a derrocada da ind\u00fastria, a fal\u00eancia das r\u00e1dios e da MTv e, por fim, dos pr\u00f3prios Los Hermanos. Poucos setores da m\u00eddia hoje tem a for\u00e7a para respaldar uma cena. Ainda assim, o futuro \u00e9 magnifico porque essa gera\u00e7\u00e3o \u00e9 excelente. S\u00f3 que o mercado mudou. \u00c9 preciso, agora, criar um novo mercado.<\/p>\n<p align=\"center\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/respostas\/\">Veja outras entrevistas aqui<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"H\u00e1 um gueto geracional que surgiu nos cadernos culturais dos grandes jornais no final dos anos 80, e que, naquele \u00e9poca, s\u00f3 admitia m\u00fasica estrangeira.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/09\/15\/blog-do-editor-discutindo-musica-e-mercado\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[330],"tags":[338],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33060"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33060"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33060\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33062,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33060\/revisions\/33062"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33060"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33060"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33060"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}