{"id":33057,"date":"2014-09-22T14:40:54","date_gmt":"2014-09-22T17:40:54","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=33057"},"modified":"2015-09-11T14:42:16","modified_gmt":"2015-09-11T17:42:16","slug":"blog-do-editor-15-respostas-sobre-bizz-e-jornalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/09\/22\/blog-do-editor-15-respostas-sobre-bizz-e-jornalismo\/","title":{"rendered":"Blog do Editor: 15 respostas sobre Bizz e jornalismo"},"content":{"rendered":"<p><em>&#8220;Eu estou me formando em jornalismo e a ideia do meu TCC \u00e9 escrever um livro sobre a hist\u00f3ria da revista Bizz &#8211; para isso quero entrevistar jornalistas, leitores e algumas bandas que fizeram parte dela&#8221;, Gabriela <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu come\u00e7o meu livro falando das vantagens de ter sido jovem durante os anos 80. Voc\u00ea concorda que foi uma juventude bem diferente de hoje? Acha ela melhor de alguma forma? Por qu\u00ea?<\/strong><br \/>\nFoi diferente, mas isso n\u00e3o quer dizer que foi melhor ou pior, apenas que aconteceram coisas naquele per\u00edodo diferentes das de outro. Est\u00e1vamos saindo de uma ditadura e vivendo um momento de abertura pol\u00edtica; os yuppies estavam em ascens\u00e3o; o futebol brasileiro come\u00e7ou aquela d\u00e9cada como o melhor do mundo e terminou de forma vexat\u00f3ria (nesse caso, e elimina\u00e7\u00e3o precoce da equipe de Lazaroni em 1990 n\u00e3o foi t\u00e3o marcante quanto os 7 a 1 que a sele\u00e7\u00e3o do Felip\u00e3o amargou); havia, de certa forma, muita expectativa e esperan\u00e7a pelos anos futuros; aids e internet estavam come\u00e7ando a se proliferar, e, cada uma a seu modo, a mudar as rela\u00e7\u00f5es das pessoas; ainda assim n\u00e3o acho que tenha sido uma juventude melhor ou pior do que agora: cada \u00e9poca tem suas particularidades e, muitas vezes, as pessoas tendem a deixar que a nostalgia valorize determinado per\u00edodo, mas nunca vou achar que jogar futebol na rua com os amigos, como eu fazia, seja melhor ou pior do que a molecada que passa o tempo livre jogando videogame dentro de casa. A sociedade passou s\u00e9culos buscando maneiras para ocupar o tempo livre, e parece que agora encontrou uma forma bastante interessante. Se eu pudesse voltar ao passado e escolher, continuaria jogando bola no campinho de terra do fim da minha rua (\u00e9 a minha nostalgia), mas tamb\u00e9m ia querer ter um computador&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi pra voc\u00ea ser jovem naquela \u00e9poca? Voc\u00ea frequentava as danceterias? Como conhecia as bandas da \u00e9poca?<\/strong><br \/>\nPara mim foi especial crescer num momento de abertura pol\u00edtica em que o rock foi escolhido como v\u00e1lvula de escape por um povo que passou 21 anos silenciado pela ditadura. E eu n\u00e3o s\u00f3 ia a danceterias como organizava bailinhos com amigos (um deles era mestre em criar jogos de luzes mirabolantes) e rodava a cidade tocando discos, na fun\u00e7\u00e3o de DJ mesmo, e conhecia todas as bandas, at\u00e9 as mais independentes, mas isso em Taubat\u00e9, uma cidade que (mesmo entre Rio e S\u00e3o Paulo) parecia longe demais das capitais&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que acha que o Brasil precisava de mais uma revista de m\u00fasica em 1985? O que significou para o pa\u00eds o surgimento da Bizz?<\/strong><br \/>\nNa verdade, um grupo de pessoas percebeu a ascens\u00e3o de um p\u00fablico que estava interessado em consumir m\u00fasica, mas n\u00e3o s\u00f3 discos, informa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m. E o primeiro Rock in Rio j\u00e1 era um sinal disso (sem contar que j\u00e1 havia outras revistas de m\u00fasica no mercado, como a Som Tr\u00eas, que era de instrumentos, mas tamb\u00e9m tinha reportagens; acho que a Roll \u00e9 dessa \u00e9poca tamb\u00e9m). O surgimento da Bizz, no entanto, significou o nascimento de um novo modelo de jornalismo cultural, mais aprofundado, especializado e interessado em abastecer o p\u00fablico com novidades. A primeira fase da Bizz \u00e9 exatamente isso: pegar grandes \u00edcones do rock e apresenta-los ao p\u00fablico sem aspas, sem entrevistas, quase uma biografia da banda mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com quantos anos voc\u00ea come\u00e7ou a ler a revista? Por que voc\u00ea lia ela, o que te atraia?<\/strong><br \/>\nComecei a ler com 15 anos, ou seja, no ano em que ela foi lan\u00e7ada. Eu j\u00e1 era interessado por m\u00fasica, tinha os bailinhos, j\u00e1 comprava os meus discos desde o meu primeiro emprego, um ano antes, j\u00e1 lia a Ilustrada, da Folha de S\u00e3o Paulo. A Bizz me atraia porque ela ampliava o leque de informa\u00e7\u00f5es que eu tinha sobre artistas que eu j\u00e1 conhecia, mas sabia pouco, tanto quanto fazia me interessar por novos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea tinha uma se\u00e7\u00e3o preferida? Qual e por qu\u00ea?<\/strong><br \/>\nSempre gostei da se\u00e7\u00e3o de Resenhas, da Discoteca B\u00e1sica e do Entrevist\u00e3o, cl\u00e1ssicos das primeiras edi\u00e7\u00f5es. Mais pra frente fui um f\u00e3 da se\u00e7\u00e3o Zona Franca. Gostava da se\u00e7\u00e3o de Resenhas porque me mostrava uma maneira diferente de olhar para um disco, mesmo quando eu n\u00e3o concordava (e isso acontecia bastante). A Discoteca B\u00e1sica era a se\u00e7\u00e3o de cl\u00e1ssicos, discos que eu nem sabia que eu tinha que ouvir, mas tinha! O Entrevist\u00e3o era interessante porque era mais profundo enquanto a Zona Franca surgiu num momento pr\u00e9-internet e alertava sobre coisas que poderia ser muito interessante ir atr\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea ainda lia a revista na \u00e9poca da \u201cShowbizz\u201d? Acho que essa fase da revista foi muito cruel com os leitores e com a pr\u00f3pria revista (a quebra da marca foi algo muito bizarro tamb\u00e9m). Muitos culpam o surgimento da m\u00fasica eletr\u00f4nica pelo fim da Bizz e in\u00edcio da Showbizz. A revista n\u00e3o soube acompanhar o estilo, j\u00e1 que era uma m\u00fasica \u201csem rosto\u201d. Voc\u00ea tamb\u00e9m acha que o erro come\u00e7ou por ai?<\/strong><br \/>\nComo eu n\u00e3o estava na reda\u00e7\u00e3o fica dif\u00edcil avaliar uma mudan\u00e7a dessas. Para mim, claro, foi um choque: a mudan\u00e7a do nome, do logo, a ado\u00e7\u00e3o do formato tabloide, mas algumas das se\u00e7\u00f5es continuaram boas como sempre foram, por isso continuei comprando e lendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O quanto voc\u00ea acha que uma revista pode mudar por conta da ind\u00fastria musical? Qual o papel da ind\u00fastria na manuten\u00e7\u00e3o da revista?<\/strong><br \/>\nA ind\u00fastria \u00e9 uma parceria sem ser parceria da revista. Da parte dela espera-se que ela abaste\u00e7a o mercado de artistas interessantes que possam ser temas para a revista. Se a ind\u00fastria n\u00e3o tem ningu\u00e9m interessante, a revista n\u00e3o tem porque existir, ou ent\u00e3o vai ter que apelar para o passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea acha que houve uma \u201ccaretice\u201d do jornalismo musical? \u00c9 dif\u00edcil achar algum lugar que publique textos t\u00e3o doidos e engra\u00e7ados como os da Bizz.<\/strong><br \/>\nO jornalismo musical sobrevive nos blogs. Al\u00e9m disso, a internet nos permitiu ter acesso a cadernos de cultura espetaculares como o do New York Times, do Guardian e do El Pa\u00eds, assim como ve\u00edculos interessantes como a Pitchfork. L\u00f3gico, eles falam 0,01% de m\u00fasica brasileira, mas, atualmente, a m\u00fasica brasileira que importa n\u00e3o vende revistas, ent\u00e3o fica dif\u00edcil manter uma revista como a Bizz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea acha que as cr\u00edticas musicais ainda t\u00eam seu papel? Na Bizz elas n\u00e3o eram t\u00e3o chapa branca como hoje. Por qu\u00ea?<\/strong><br \/>\nAs cr\u00edticas continuam tendo um papel importante sim, at\u00e9 porque o cr\u00edtico tamb\u00e9m atua como curador: ele est\u00e1 ali atento \u00e0s centenas de discos que caem na web e s\u00e3o lan\u00e7ados mensamente e escrevendo sobre aqueles que ele acredita que o p\u00fablico deve dar aten\u00e7\u00e3o, porque as pessoas comuns n\u00e3o tem tempo para irem atr\u00e1s de todos os lan\u00e7amentos. Quanto a chapa branca, existem ve\u00edculos e ve\u00edculos: \u00e9 complicado comparar a Bizz com publica\u00e7\u00f5es de linha mais conservadora, menos an\u00e1rquica. Ainda assim, na web brasileira j\u00e1 existiram sites extremamente \u00e1cidos no que diz respeito \u00e0 cr\u00edtica, muito mais do que a Bizz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hoje os jornalistas t\u00eam mais medo das bandas do que as bandas dos jornalistas \u2013 rs. H\u00e1 um medo de criticar? Como voc\u00ea faz a sua cr\u00edtica? Voc\u00ea acha que ela tem que ser levada sempre pelo lado pessoal ou tem que ser algo mais pensado no gosto do leitor?<\/strong><br \/>\nDif\u00edcil analisar sem exemplos: voc\u00ea diz que jornalistas tem medo de bandas: quais jornalistas? N\u00e3o sei, mas acho que voc\u00ea est\u00e1 confundindo medo com amizade e admira\u00e7\u00e3o. \u00c9 o caso do jornalista que gosta realmente de tal artista, e fala bem porque ele realmente acha aquilo. N\u00e3o sei se existe medo de criticar, precisaria de exemplos. No meu caso, eu busco entender o objeto de arte \u2013 disco ou show ou festival ou filme ou&#8230; \u2013 no espa\u00e7o\/tempo: o que esse objeto representa para o tempo que a gente vive, o que ele est\u00e1 apontando. O que a cr\u00edtica precisa buscar \u00e9 entender o objeto de arte dentro de um todo, porque ele n\u00e3o est\u00e1 isolado: se os Beatles surgissem em 2010 e n\u00e3o nos anos 60 seriam outros, porque o ambiente influencia a pessoa. Desta forma, essa an\u00e1lise \u00e9 totalmente pessoal porque diz respeito aos signos que cada pessoa adquiriu durante a vida, e que a fazem olhar o mundo (e escrever sobre) de forma particular. H\u00e1 similaridades entre opini\u00f5es sim, mas um texto cr\u00edtico pode dizer mais sobre o cr\u00edtico do que necessariamente sobre a obra. Quanto ao leitor, a ele cabe ler, refletir, discordar ou concordar. Ele n\u00e3o diz respeito ao cr\u00edtico e o cr\u00edtico n\u00e3o tem que escrever pensando em agrada-lo. \u00c9 como a rela\u00e7\u00e3o do juiz com a torcida em um est\u00e1dio de futebol: a torcida pode gritar, espernear e falar o que quiser, mas o juiz tem que agir com a sua consci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea acha que a internet estragou o consumo de jornalismo musical ou que ela ajudou? Voc\u00ea v\u00ea um futuro pra esse tipo de jornalismo?<\/strong><br \/>\nAjudou e muito. A internet permitiu que as pessoas, qualquer pessoa, tivessem acesso a um mundo de coisas que ela desconhecia, incluindo ai grandes jornalistas culturais do mundo. Sem contar que ampliou o leque da profiss\u00e3o: se voc\u00ea contar quantas pessoas trabalhavam exclusivamente com jornalismo musical nos anos 80, 90, 00 e agora, \u00e9 poss\u00edvel que agora o n\u00famero de profissionais seja tr\u00eas, quatro vezes maior. Ou seja, o futuro \u00e9 agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Querendo ou n\u00e3o, a Bizz foi a revista de m\u00fasica que mais durou no pa\u00eds. Qual foi o segredo de sucesso dela? E por que acha que acabou? Voc\u00ea acredita que esse \u00e9 o futuro das outras revistas de m\u00fasica pelo mundo?<\/strong><br \/>\nA Bizz surgiu na hora certa e acompanhou um mercado primeiramente em crescimento, depois em decl\u00ednio. Essa foi sua cruz e sua espada. N\u00e3o h\u00e1 como ter uma revista de m\u00fasica em um pa\u00eds cujo mercado da m\u00fasica \u00e9 uma piada. Talvez uma revista c\u00f4mica. Quanto ao resto do mundo, depende de cada mercado. O mercado portugu\u00eas suporta uma Blitz, o mercado europeu suporta NME, Uncut, Mojo e Q, o mercado norte-americano suporta uma Rolling Stone.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre o Scream &amp; Yell, de onde surgiu a ideia de criar o site? Qual \u00e9 o n\u00famero de visitantes di\u00e1rios do site?<\/strong><br \/>\nEntre 4 mil e 5 mil. O site surgiu da vontade de mapear uma cena local que era muito bacana, falar para outras pessoas de bandas que gost\u00e1vamos n\u00e3o s\u00f3 da cidade, mas bandas de todo lugar que eram ignoradas pela Bizz, pela Ilustrada e por diversos outros ve\u00edculos.<br \/>\n<strong><br \/>\nO que voc\u00ea acha que atrai o leitor para o Scream &amp; Yell? O que ele tem de diferente das revistas e outros sites de m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nTentamos (nem sempre com seguimos, \u00e9 preciso admitir) aprofundar a discuss\u00e3o sobre um disco, um filme, um livro. Nas entrevistas tentamos entender o entrevistado, ir al\u00e9m de onde os ve\u00edculos impressos (presos no limite dos toques e do papel) conseguem. Nunca foi uma forma deliberada de buscar p\u00fablico, mas sim de responder a d\u00favidas que n\u00f3s mesmos t\u00ednhamos (e ainda temos). De alguma forma, certa parcela de p\u00fablico nos achou, e nos adotou. Fico feliz e agradecido com isso, embora ter ou n\u00e3o ter p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 a quest\u00e3o em um site independente e gratuito, mas sim sermos sinceros com a gente mesmo. Se ser sincero atrai leitores, \u00f3timo. Se o leitor ficar incomodado com a sinceridade, paci\u00eancia. A vida segue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Agora que a Bizz acabou, quais s\u00e3o suas fontes de informa\u00e7\u00f5es musicais? Nisso eu sei que a internet ajudou, mas como achar o site mais confi\u00e1vel, de credibilidade, para saber sobre m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nMinha fonte \u00e9 o Scream &amp; Yell, as fontes que abastecem o Scream &amp; Yell, e desconfio que hoje em dia eu iria ser um leitor menos ass\u00edduo da Bizz exatamente por estar atuando na mesma \u00e1rea que a revista. Pra que eu vou ler uma entrevista com a Banda do Mar na Bizz se eu posso fazer uma entrevista tamb\u00e9m? L\u00f3gico, existem alguns jornalistas cuja opini\u00e3o me interessa, de que eu gosto do texto, e quero ler, e se for numa revista eu vou comprar. Por exemplo, gosto das entrevistas do El Pa\u00eds e do Guardian, mas raramente leio cr\u00edticas porque elas podem influenciar o meu pensamento na hora de eu escrever a minha cr\u00edtica, e eu prefiro tentar ter uma ideia pr\u00f3pria, que pode at\u00e9 ser pr\u00f3xima da do Guardian (ou qualquer outro ve\u00edculo), mas ainda assim \u00e9 pr\u00f3pria. A quest\u00e3o, no entanto, \u00e9 analisar e entender o cr\u00edtico, o ve\u00edculo: isso lhe dar\u00e1 chaves para confiar e mesmo discordar quando determinado jornalista\/jornal fala bem disso ou mal daquilo (nesses tempos de elei\u00e7\u00f5es isso \u00e9 important\u00edssimo).<\/p>\n<p align=\"center\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/respostas\/\">Veja outras entrevistas aqui<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Para mim foi especial crescer num momento de abertura pol\u00edtica em que o rock foi escolhido como v\u00e1lvula de escape por um povo que passou 21 anos silenciado pela ditadura\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/09\/22\/blog-do-editor-15-respostas-sobre-bizz-e-jornalismo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[330],"tags":[338],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33057"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33057"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33057\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33059,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33057\/revisions\/33059"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33057"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33057"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33057"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}