{"id":32434,"date":"2015-09-04T11:02:22","date_gmt":"2015-09-04T14:02:22","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=32434"},"modified":"2015-10-01T09:53:56","modified_gmt":"2015-10-01T12:53:56","slug":"scream-yell-recomenda-caio-bosco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/09\/04\/scream-yell-recomenda-caio-bosco\/","title":{"rendered":"Scream &#038; Yell recomenda: Caio Bosco"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-32435\" title=\"caiobosco1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/caiobosco1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/caiobosco1.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/caiobosco1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">por Marcelo Costa<\/span><\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/caiobosco.com\/\" target=\"_blank\">Caio Bosco<\/a> chamou a aten\u00e7\u00e3o do meio musical em 2005, quando a <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/disqueria.htm\" target=\"_blank\">Radiola Santa Rosa<\/a>, duo que integrava ao lado de DJ Beto, lan\u00e7ou um bel\u00edssimo trabalho, \u201cDisqueria\u201d, album cujo nome era uma homenagem a um sebo da cidade de Santos onde compravam os vinis de R$ 1 que samplearam para usar no \u00e1lbum. A Radiola Santa Rosa lan\u00e7ou ainda um segundo disco, \u201cDuberia\u201d (2006), antes de encerrar as atividades, e Caio partir para a carreira solo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro trabalho solo foi o EP \u201c<a href=\"https:\/\/itunes.apple.com\/us\/album\/diamante-ep-mastered-version\/id513859518\" target=\"_blank\">Diamante<\/a>\u201d, lan\u00e7ado em 2009, exibia uma veia praieira com reminisc\u00eancias de reggae e dub unida a scratches, rock e psicodelia. A faixa t\u00edtulo cita Vashti Bunyan, uma das artistas mais influentes do free folk brit\u00e2nico dos anos 60. Tr\u00eas anos depois veio o primeiro \u00e1lbum, \u201c<a href=\"http:\/\/itunes.apple.com\/us\/album\/caio-bosco\/id513887388\" target=\"_blank\">Caio Bosco<\/a>\u201d (2012), que marca o in\u00edcio de sua parceria de produ\u00e7\u00e3o com Jim Waters, que tem trabalhos com Jon Spencer Blues Explosion, Sonic Youth e Calexico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s outro EP (\u201c<a href=\"https:\/\/itunes.apple.com\/br\/album\/faro-ep\/id710618719\" target=\"_blank\">F\u00e5r\u00f6<\/a>\u201d, de 2013), Caio Bosco chega com seu segundo disco, \u201c<a href=\"https:\/\/itunes.apple.com\/us\/album\/id1018840223\" target=\"_blank\">Cerebral<\/a>\u201d (2015), gravado em casa com um Portastudio Tascam 424 de quatro canais e mixado analogicamente por Jim Waters no Waterworks Recording, em Tucson, Arizona. \u201cCerebral\u201d afina ainda mais a busca de Caio por uma sonoridade pr\u00f3pria, com riffs fortes de guitarra embalando influ\u00eancias de reggae, rock, hip hop, psicodelia, surf music e dub. Abaixo, Caio fala sobre o disco.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"100%\" height=\"450\" scrolling=\"no\" frameborder=\"no\" src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?url=https%3A\/\/api.soundcloud.com\/playlists\/125635644&amp;color=ff5500&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conheci seu trabalho ainda com o Radiola Santa Rosa, em 2005, e de l\u00e1 pra c\u00e1 voc\u00ea lan\u00e7ou dois EPs (\u201cFaro\u201d e \u201cDiamante\u201d) e dois \u00e1lbuns solo (\u201cCaio Bosco\u201d e \u201cCerebral\u201d). O que mudou na sua m\u00fasica daquele tempo pra hoje?<\/strong><br \/>\nParece que tudo mudou pra mim daquela \u00e9poca do Radiola Santa Rosa. O jeito que vejo e ou\u00e7o m\u00fasica, o jeito que crio, componho, escrevo, arranjo, produzo e toco, sofreram uma dr\u00e1stica mudan\u00e7a l\u00e1 pelo final de 2007 (quando optei por um novo come\u00e7o com a carreira solo). N\u00e3o me via mais produzindo rap\/ hip hop de maneira nenhuma e, de l\u00e1 pra c\u00e1, canalizei minhas energias para me desenvolver como cantor, compositor e guitarrista. No processo de produ\u00e7\u00e3o dos meus \u00e1lbuns e EP\u2019s, fui desenvolvendo e estudando esses fundamentos, e, com esse novo \u00e1lbum, acredito que estou no processo de construir enfim a minha pr\u00f3pria assinatura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que voc\u00ea busca musicalmente?<\/strong><br \/>\nBusco justamente a assinatura, meu pr\u00f3prio estilo e jeito de fazer, a s\u00edntese do meu universo musical que gira basicamente em torno de Jazz-Funk, Rare Grooves e Dub Reggae, al\u00e9m de Rock, Soul e Funk Psicod\u00e9licos. A minha m\u00fasica depende tamb\u00e9m de outros universos de pesquisa como artes visuais, arquitetura e cinema, principalmente os de vanguardas e experimentais. Juntar tudo isso em um caldeir\u00e3o para fazer m\u00fasica popular, mas com sofistica\u00e7\u00e3o, \u00e9 o meu objetivo! Outro objetivo \u00e9 ser um artista completo dentro da m\u00fasica, arquitetar e ter consci\u00eancia de todas as etapas dos meus \u00e1lbuns, dos shows e da minha carreira, para chegar cada vez mais em um patamar mais alto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cCerebral\u201d \u00e9 co-produzido pelo Jim Waters, que tem trabalhos com Jon Spencer Blues Explosion, Sonic Youth e Calexico, e j\u00e1 havia trabalhado com voc\u00ea no disco de estreia, em 2012. Como rolou a aproxima\u00e7\u00e3o de voc\u00eas e o que ele acrescentou \u00e0 sua m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nsse foi sem duvida um dos encontros mais maravilhosos que tive na vida! Quando estava produzindo o meu \u00e1lbum hom\u00f4nimo de 2012 e estava pensando em como seria a mixagem, tive o insight de pegar os discos que mais marcaram a minha forma\u00e7\u00e3o na adolesc\u00eancia e entrar em contato com os engenheiros de mixagens que eu lia escrito nos encartes (olha que maravilha os \u00e1lbuns em formato f\u00edsico), e dentre os v\u00e1rios que mandei, o que respondeu e tocou na alma foi o Jim Waters. Ele pediu pra que eu enviasse algumas m\u00fasicas por e-mail, mandei o Diamante EP e por uma grata surpresa ele adorou! A partir da\u00ed surgiu uma parceria com uma admira\u00e7\u00e3o mutua. Eu sou f\u00e3 declarado dele e \u00e9 uma das pessoas mais generosas da minha vida! Nos meus \u00e1lbuns a contribui\u00e7\u00e3o do Jim \u00e9 essencial! Ele mixou em sistema anal\u00f3gico, com fitas de duas polegadas, dando peso e profundidade surpreendentes, definindo como ser\u00e1 a sonoridade final dos discos. No meu \u00e1lbum de 2012, o Jim conseguiu transformar o som eletr\u00f4nico e digital dos beats em MIDI, amalgamado com os instrumentos gravados ao vivo em um \u00e1lbum muito mais art\u00edstico e bonito. No \u201cCerebral\u201d, que foi gravado analogicamente, senti que o Jim pode explorar e mostrar mais os seus experimentos, os efeitos sonoros foram produzidos com muito bom gosto e sensibilidade. Com certeza, se depender de mim, essa parceria render\u00e1 muitos outros trabalhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Todas as bases do \u201cCerebral\u201d foram gravadas na sala da sua casa, e o som \u00e9 cheio, encorpado. Como \u00e9 para voc\u00ea gravar o disco em casa?<\/strong><br \/>\nSempre preferi gravar e produzir em casa! Uso est\u00fadios quando preciso de coisas espec\u00edficas, mas sempre procuro deixar as coisas em um ambiente caseiro, talvez por conta da cultura lo-fi dos anos 90 que me influencia muito, al\u00e9m das m\u00edticas hist\u00f3rias dos artistas que foram para uma casa, no campo, ou na praia e produziram um trabalho em retiro, parecido com um escritor que se isola pra escrever, isso sempre me fascinou e me pareceu po\u00e9tico. As bases do \u201cCerebral\u201d foram gravadas inteiramente ao vivo, com os m\u00fasicos se olhando, em um Portastudio Tascam 424 de quatro canais em uma sala grande em formato L na casa da minha m\u00e3e em Guaruj\u00e1! No corredor maior e estreito, colocamos a bateria e gravamos com um microfone apenas, no corredor menor, microfonei um amplificador valvulado e pluguei uma guitarra \u201cFramus 1965\u201d maravilhosa, o baixo \u201cFender Musicmaster 1977\u201d foi gravado em linha, mas passando por um cabe\u00e7ote Ampeg, enquanto o tamb\u00e9m maravilhoso Suette (um piano el\u00e9trico brasileiro dos anos 70) ocupou o quarto canal do gravador. Depois de gravadas as bases, poucas corre\u00e7\u00f5es e edi\u00e7\u00f5es foram feitas. A partir disso foram feitos overdubs de guitarras, de sintetizador anal\u00f3gico, vocal e vocais de apoio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como \u00e9 passar toda essa sonoridade conseguida em casa para os shows?<\/strong><br \/>\nO \u201cCerebral\u201d foi concebido e planejado para ser tocado ao vivo! Diferentemente dos meus outros trabalhos que a ponte entre os recursos usados em grava\u00e7\u00f5es e ao vivo era vis\u00edvel, esse disco novo \u00e9 levado para o palco mantendo a mesma atmosfera das grava\u00e7\u00f5es. Ao vivo me apresento com os m\u00fasicos que gravaram o disco e que j\u00e1 tocam comigo h\u00e1 muitos anos (formando a banda Caio Bosco Cerebral) e hoje, gosto que a minha m\u00fasica seja feita de maneira org\u00e2nica (at\u00e9 mesmo as experi\u00eancias eletr\u00f4nicas), com toda a express\u00e3o do m\u00fasico e a intera\u00e7\u00e3o com o instrumento, com toda gestualidade registrada, de uma maneira mais humana!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/R75pHb4f8P4\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/R75pHb4f8P4\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/kCetnjPZr9c\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/kCetnjPZr9c\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/cEbyMzeXw3A\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/cEbyMzeXw3A\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nRiffs fortes de guitarra embalam influ\u00eancias de reggae, rock, hip hop, psicodelia, surf music e dub no segundo disco de Caio\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/09\/04\/scream-yell-recomenda-caio-bosco\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[408,732],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32434"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32434"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32434\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32453,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32434\/revisions\/32453"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32434"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32434"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32434"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}