{"id":32396,"date":"2015-09-01T10:03:23","date_gmt":"2015-09-01T13:03:23","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=32396"},"modified":"2016-12-01T10:18:11","modified_gmt":"2016-12-01T12:18:11","slug":"entrevista-banana-scrait","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/09\/01\/entrevista-banana-scrait\/","title":{"rendered":"Entrevista: Banana Scrait"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-32401\" title=\"banana_scrait2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/banana_scrait2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/banana_scrait2.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/banana_scrait2-300x206.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">por Marcelo Costa<\/span><\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Andrea Agda e Daniel Arruda formaram o Banana Scrait em Fortaleza na primeira metade dos anos 90 fieis ao estilo indie rock guitarreiro da \u00e9poca. N\u00e3o \u00e0 toa, <a href=\"http:\/\/demo-tapes-brasil.blogspot.com.br\/search\/label\/Banana%20Scrait\" target=\"_blank\">sua primeira demo tape<\/a>, gravada em 1995 com 9 faixas em 11 minutos, foi distribu\u00edda pelo ic\u00f4nico selo Midsummer Madness, e reapareceu (inteira) como faixa b\u00f4nus do primeiro \u00e1lbum do duo, &#8220;<a href=\"http:\/\/www.bananascrait.com\/?wp_gallery=yes-we-have-bananas\" target=\"_blank\">Yes, We Have Bananas<\/a>&#8220;, que saiu de forma independente em 1997 com Andrea nos vocais e guitarra, Daniel no baixo e um amigo na bateria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Corta para 2015 com uma r\u00e1pida parada em 2001, quando o duo lan\u00e7ou um EP, &#8220;Tecnotopia&#8221;, e praticamente hibernou. \u201cMas nunca deixamos de tocar em casa\u201d, avisa Andrea Agda. Isso at\u00e9 2013, quando o duo, acompanhado de R\u00e9gis Damasceno (Cidad\u00e3o Instigado) e Richard Ribeiro (Porto), gravou as bases para \u201c<a href=\"https:\/\/bananascrait.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\">Voo<\/a>\u201d, o segundo \u00e1lbum do Banana Scrait, que ainda conta com participa\u00e7\u00f5es de R\u00f4mulo Santiago (trombone), Paula Tesser e Oscar Arruda, e foi lan\u00e7ado no primeiro semestre de 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sonoridade urgente do primeiro \u00e1lbum, lan\u00e7ado no cada vez mais distante s\u00e9culo passado, \u00e9 deixada de lado por can\u00e7\u00f5es singelas que exibem uma bem-vinda influ\u00eancia brasileira. \u201cQue estranho seria se tiv\u00e9ssemos hoje a mesma proposta dos anos 90. Como se tiv\u00e9ssemos congelados no tempo\u201d, observa Andrea. A novidade se amplia agora com o lan\u00e7amento de &#8220;Giostra&#8221; (sim, 14 anos sem lan\u00e7ar nada e, num mesmo ano, eles lan\u00e7am dois \u00e1lbuns), que homenageia o maestro Alberto Nepomuceno (1864\/1920).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Giostra&#8221;, que conta com tr\u00eas integrantes do quinteto Astronauta Marinho (respons\u00e1veis por um dos bons \u00e1lbuns de estreia de 2015), exibe quatro pe\u00e7as do maestro (tr\u00eas delas parcerias com Machado de Assis, Juvenal Galeno e Os\u00f3rio Duque Estrada) rearranjadas para um formato pop, folk e indie rock com pitadas de psicodelia e m\u00fasica cl\u00e1ssica, surpreendendo o ouvinte. Abaixo, Andrea Agda e Daniel Arruda falam sobre o maestro, o tempo em sil\u00eancio e planos futuros. \u201cTodo esfor\u00e7o vale a pena\u201d, diz Andrea.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zSw2YIcYP0w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O &#8220;Yes, We Have Bananas&#8221; foi lan\u00e7ado em 1996. Ou seja, de l\u00e1 pra c\u00e1 s\u00e3o 18 anos. O que aconteceu nesse tempo? Voc\u00eas chegaram a parar com a banda, ou ela sempre acompanhou voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nAndrea: Em 2001 teve o \u201cTecnotopia\u201d, que foi lan\u00e7ado de forma quase artesanal com algumas c\u00f3pias. Fizemos s\u00f3 dois shows desse disco e demos um tempo de apresenta\u00e7\u00f5es, mas nunca deixamos de tocar em casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Daniel: Em 2008 fomos morar em Recife e a partir dai, devagarzinho, retomamos com a produ\u00e7\u00e3o&#8230; Foi l\u00e1 que nasceu a can\u00e7\u00e3o \u201cVoo\u201d, que d\u00e1 titulo ao \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E n\u00e3o bastasse romper o sil\u00eancio com um \u00e1lbum, voc\u00eas logo est\u00e3o lan\u00e7ando dois: primeiro saiu o &#8220;Voo&#8221; e agora est\u00e1 chegando o &#8220;Giostra&#8221;. Falem um pouco sobre cada um desses discos?<\/strong><br \/>\nAndrea: \u201cVoo\u201d foi gestado por um bom tempo. Gravamos as bases aqui em S\u00e3o Paulo em 2013, com o Richard (Ribeiro) e com o Regis Damasceno, que foi nosso parceiro na produ\u00e7\u00e3o de \u201cVoo\u201d. Levamos o material para Fortaleza e depois fomos inserindo outros elementos, gravando inclusive coisas em casa, sem press\u00e3o de est\u00fadio&#8230; \u201cVoo teve\u201d o processo todo&#8230; desde o in\u00edcio das grava\u00e7\u00f5es at\u00e9 o lan\u00e7amento, durou quase dois anos. Porque dentro desse per\u00edodo come\u00e7amos a gestar o projeto do \u201cGiostra\u201d, que trabalhamos quase um ano nos arranjos e gravamos tudo em quatro dias, com m\u00fasicas que a gente j\u00e1 tinha testado em show, com o Guilherme, Felipe e Caio do Astronauta Marinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Daniel: Foi muito bom viajar por um universo diferente do que est\u00e1vamos habituados a tocar. Nos permitindo um desafio de trabalhar com o que \u00e9 essencial, a m\u00fasica como linguagem dentro de est\u00e9ticas completamente diferentes. No final a gente criou a nossa pr\u00f3pria argumenta\u00e7\u00e3o musical nesse di\u00e1logo com o g\u00eanio da m\u00fasica que foi Alberto Nepomuceno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como o repert\u00f3rio do Alberto Nepomuceno chegou at\u00e9 voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nAndrea: Em Fortaleza nos anos 90, frequentei o curso de m\u00fasica que funcionava no Conservat\u00f3rio Alberto Nepomuceno, de alguma forma esse nome sempre foi presente, uma refer\u00eancia distante, mas presente. A ideia surgiu primeiro com a m\u00fasica &#8220;A Jangada&#8221;, que eu fiquei imaginando um riff de guitarra baseado no piano e que se repetiu durante toda m\u00fasica incansavelmente como as ondas do mar. Percebemos que seria poss\u00edvel fazer essa transi\u00e7\u00e3o e come\u00e7amos a pesquisar v\u00e1rias m\u00fasicas, nem todas entraram no \u201cGiostra\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Daniel: Um dia, em 2006, numa feira de discos l\u00e1 em Porto Alegre, encontramos uma caixa de vinil do Alberto Nepomuceno, e na hora bateu aquela intui\u00e7\u00e3o&#8230; Isso deve ser um tesouro. E era! Quando chegamos a Fortaleza, ao ouvirmos o material, foi amor \u00e0 primeira audi\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O &#8220;Yes, We Have Bananas&#8221; \u00e9 cantado inteiramente em ingl\u00eas e mais en\u00e9rgico, mas no &#8220;Voo&#8221; j\u00e1 h\u00e1 can\u00e7\u00f5es mais lentas e em portugu\u00eas (e em franc\u00eas!). Mudou o mundo ou voc\u00eas mudaram? \ud83d\ude42<\/strong><br \/>\nAndrea: Mudamos n\u00f3s e o mundo (rs). Se algu\u00e9m ouvir \u201cVoo\u201d (que foi lan\u00e7ado no primeiro semestre) e o \u201cGiostra\u201d, lan\u00e7ado agora no in\u00edcio do segundo semestre, j\u00e1 vai notar diferen\u00e7as e nuances bastante significativas. Na pegada das m\u00fasicas, nos timbres e na sonoridade. Acho que estranho seria se tiv\u00e9ssemos hoje a mesma proposta dos anos 90. Como se tiv\u00e9ssemos congelados no tempo. Tudo muda, mas acho que tem a ess\u00eancia que sempre est\u00e1 ali. Tem uma can\u00e7\u00e3o que se voc\u00ea reparar est\u00e1 em todos os discos: &#8220;Butterflies in My Mind&#8221; \u00e9 a \u00faltima m\u00fasica (de &#8220;Yes, We Have Bananas&#8221;) dentro de uma faixa com v\u00e1rias m\u00fasicas, que \u00e9 a faixa demo. S\u00f3 quem escuta o disco at\u00e9 o fim pode perceber, j\u00e1 que n\u00e3o est\u00e1 como faixa. Ouvindo as tr\u00eas vers\u00f5es da mesma can\u00e7\u00e3o d\u00e1 para sentir claramente os momentos onde s\u00e3o exploradas sonoridades bem diferentes e a can\u00e7\u00e3o est\u00e1 ali em cada um dos discos. Aparentemente pode soar como mudar da \u00e1gua para o vinho, mas, no fundo s\u00e3o tipos de uvas diferentes. Varia\u00e7\u00f5es do mesmo tema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Daniel: S\u00e3o andamentos, ritmos e harmonias bem diferentes, mas nunca divergentes. Gostamos de experimentar e n\u00e3o estamos presos a um estilo musical, se temos apenas uma vida, que seja rica em experimentar novidades. Seguir novos caminhos, sem expectativas maiores, pode ter surpresas bem prazerosas. Estamos nos divertindo ao longo do percurso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O &#8220;Voo&#8221; e o &#8220;Giostra&#8221; conta com forma\u00e7\u00f5es diferentes de banda e v\u00e1rias participa\u00e7\u00f5es, certo? Como est\u00e1 a forma\u00e7\u00e3o atual e como funciona o Banana Scrait nos shows?<\/strong><br \/>\nAndrea: \u201cVoo\u201d teve a participa\u00e7\u00e3o dos m\u00fasicos Regis Damasceno (guitarra e baixo) e Richard Ribeiro (bateria). J\u00e1 \u201cGiostra\u2019 teve a participa\u00e7\u00e3o dos amigos Caio, Felipe e Guilherme da banda Astronauta Marinho. Tamb\u00e9m tivemos a parceria do maestro R\u00f4mulo Santiago, no trombone, em ambos os discos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Daniel: Agora estamos tocando com Marcos Maia na bateria, que tocava com a gente na d\u00e9cada de 90, e David Brasileiro no baixo, amigos de longa data, que reencontramos aqui em S\u00e3o Paulo e que estamos curtindo muito poder tocar junto num formato mais compacto. No show de lan\u00e7amento do \u201cGiostra\u201d entra a participa\u00e7\u00e3o do R\u00f4mulo no trombone. Eu me revezo no piano, synths e saxofone e a Andrea fica com guitarra e voz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas est\u00e1 em plena atividade: shows, clipes, discos! Como est\u00e3o os planos futuros?<\/strong><br \/>\nDaniel: Nestes dois \u00faltimos anos estivemos muito dedicados a produzir. Ent\u00e3o agora o plano \u00e9 divulgar esta intensa produ\u00e7\u00e3o, levando nossa m\u00fasica a um maior n\u00famero de pessoas, nos mais variados lugares. Estamos com v\u00e1rias ideias e parcerias engatilhadas para fazer mais clipes. E planejamos uma turn\u00ea pelo interior de SP, depois do lan\u00e7amento do \u201cGiostra\u201d em Fortaleza. Tocar, tocar e tocar onde for poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Andrea: O Brasil \u00e9 muito grande, quase um continente, e precisamos nos esfor\u00e7ar para fazer shows em cidades que muitas vezes est\u00e3o a milhares de quil\u00f4metros de onde vivemos. Tamb\u00e9m queremos divulgar em Portugal e outros pa\u00edses. Todo esfor\u00e7o vale a pena, pois nossa vida s\u00f3 tem sentido com a m\u00fasica&#8230; e \u00e9 muito legal quando temos um feedback positivo ou quando algu\u00e9m se conecta com a nossa m\u00fasica&#8230; isso s\u00f3 nos d\u00e1 mais energia para voar por ai, conhecer novas pessoas e novos lugares levando nosso som&#8230; mesmo que a bagagem seja um pouquinho pesada, pois temos que levar v\u00e1rios instrumentos&#8230; rs<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uKPSymTNIbo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a>. A foto que ilustra o texto \u00e9 de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/amando.costa.3\" target=\"_blank\">Amando Costa<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nDuo de Fortaleza retorna 18 anos ap\u00f3s a estreia e lan\u00e7a dois \u00f3timos discos que mostram  maturidade e grandes can\u00e7\u00f5es\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/09\/01\/entrevista-banana-scrait\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[449,732],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32396"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32396"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32396\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41188,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32396\/revisions\/41188"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32396"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32396"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32396"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}