{"id":32093,"date":"2015-08-19T23:11:50","date_gmt":"2015-08-20T02:11:50","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=32093"},"modified":"2020-11-09T00:20:16","modified_gmt":"2020-11-09T03:20:16","slug":"entrevista-projeto-ponte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/08\/19\/entrevista-projeto-ponte\/","title":{"rendered":"Entrevista: Projeto Ponte"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-32094\" title=\"projeto_ponte\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/projeto_ponte.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/projeto_ponte.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/projeto_ponte-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo de ouvir m\u00fasica mudou, amigo. Voc\u00ea j\u00e1 sabe disso e merece ser poupado da recapitula\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que vai do fon\u00f3grafo e te traz at\u00e9 os dias de hoje. Portanto, \u00e9 mais importante dizer que o <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/projetoponte2015\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Projeto Ponte<\/a> se dedica a encontrar outras maneiras de fazer voc\u00ea prestar aten\u00e7\u00e3o nas can\u00e7\u00f5es \u2013 e n\u00e3o s\u00f3 nelas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os italianos Giovanni Pirelli e Ludovico Schilling e os irm\u00e3os brasileiros Helena e Caio Guerra, em parceria com o Selo Risco, conceberam o Ponte como uma forma de estimular o di\u00e1logo entre o p\u00fablico brasileiro que se interessa por artistas autorais e o ingl\u00eas que tem apre\u00e7o pela eletr\u00f4nica. A premissa em si \u00e9 simples: uma can\u00e7\u00e3o de um novo artista brasileiro vai para a Inglaterra, \u00e9 remixada e volta para se transformar em uma nova experi\u00eancia em v\u00eddeo. A execu\u00e7\u00e3o, por sua vez, \u00e9 mais complexa, e nesse primeiro momento foi vi\u00e1vel somente porque os quatro envolvidos abdicaram de qualquer pretens\u00e3o de lucro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto nasceu da vontade que os quatro amigos tinham de criar algo que aproximasse os universos nos quais transitam ou pelos quais t\u00eam apre\u00e7o. Caio e Helena t\u00eam uma produtora de cinema, Irm\u00e3os Guerra, enquanto Giovanni \u00e9 produtor cultural, todos residentes em S\u00e3o Paulo. Ludovico vive em Londres, onde atua como produtor musical, e sua rela\u00e7\u00e3o com a cena eletr\u00f4nica de l\u00e1 permitiu que ele envolvesse os artistas do coletivo londrino Doomy em um projeto de remixes de faixas de artistas selecionados pelo coletivo e selo fonogr\u00e1fico Risco, que traz em seu elenco nomes como Luiza Lian, O Terno, Charlie &amp; Os Marretas e outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez remixadas, as faixas retornavam ao Brasil para ganharem um v\u00eddeo (\u201cN\u00e3o exatamente um clipe\u201d, como diz Helena) concebido e executado por artistas locais \u2013 cuja curadoria ficou a cargo de Helena e Caio. Os pr\u00f3prios irm\u00e3os Guerra dirigiram os dois primeiros filmes: \u201cMe Tema\u201d, de Luiza Lian, e \u201cQuimpassi\u201d, de Charlie &amp; Os Marretas. O terceiro, \u201cAfrodite\u201d (de Caio Falc\u00e3o e o Bando), foi dirigido por Valentina Sutti, e o quarto, \u201cSino\u201d, do Mem\u00f3rias de um Caramujo, traz a assinatura de Victor Pardinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA gente fez sem dinheiro nem nada. Os m\u00fasicos, as pessoas envolvidas nos v\u00eddeos \u2013 equipe, atores \u2013 tamb\u00e9m n\u00e3o tiveram nenhuma verba. Para os pr\u00f3ximos, seria bem legal se a gente conseguisse patroc\u00ednio ou captar verba, mas isso \u00e9 outro processo, mais para frente\u201d, diz Helena. \u201cAt\u00e9 porque precis\u00e1vamos ter algo concreto para mostrar\u201d. O que tudo isso tem a ver com uma nova forma de prestar aten\u00e7\u00e3o na m\u00fasica, mais detalhes sobre a g\u00eanese e o conceito do Ponte, est\u00e3o na entrevista a seguir, realizada via Skype com Giovanni e os Irm\u00e3os Guerra (abaixo os quatro v\u00eddeos lan\u00e7ados at\u00e9 o momento; as novidades sobre o projeto podem ser encontradas no Facebook: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/projetoponte2015\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.facebook.com\/projetoponte2015<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/UyAeoieTlDo\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/UyAeoieTlDo\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O projeto Ponte est\u00e1 em seu quarto m\u00eas. Como tem sido a divulga\u00e7\u00e3o at\u00e9 agora?<\/strong><br \/>\nGiovanni: J\u00e1 divulgamos aqui no Brasil, saiu em alguns poucos lugares. Na Europa est\u00e1 rolando. Est\u00e1vamos esperando chegar \u00e0 metade do projeto para divulgar mais, n\u00e3o pod\u00edamos mostrar tudo logo de cara, e tamb\u00e9m quisemos criar um pouco de hype, era parte de nossa estrat\u00e9gia. Agora j\u00e1 temos um pouco mais de aten\u00e7\u00e3o, a repercuss\u00e3o est\u00e1 sendo legal. As bandas brasileiras n\u00e3o s\u00e3o conhecidas l\u00e1, e est\u00e3o ganhando aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como o Selo Risco entrou no projeto?<\/strong><br \/>\nGiovanni: Conheci o Guilherme Giraldi e o Gui Jesus Toledo (s\u00f3cios do est\u00fadio Canoa, em S\u00e3o Paulo, e gestores do coletivo) em 2013, quando vim pela primeira vez ao Brasil. A gente viu que tinha muita liga\u00e7\u00e3o em comum com a forma como vemos a m\u00fasica, e ficamos com vontade de fazer algumas coisas juntos. O Risco entrou como curador musical na parte brasileira, e o Ludovico Schilling, meu amigo de longa data e tamb\u00e9m produtor musical, se ocupou da parte dos artistas da eletr\u00f4nica na Europa. O Risco escolheu as bandas que podiam ter mais potencial para fazer o di\u00e1logo com m\u00fasica eletr\u00f4nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Curioso voc\u00ea dizer isso, porque os artistas dessa primeira etapa n\u00e3o tem nenhum elemento eletr\u00f4nico identific\u00e1vel em sua m\u00fasica. O que me leva a perguntar: qual \u00e9 a ambi\u00e7\u00e3o do projeto musicalmente? \u00c9 apresentar artistas novos a p\u00fablicos que n\u00e3o os conhecem? Promover um di\u00e1logo entre a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica dos pa\u00edses? Ou nada disso?<\/strong><br \/>\nGiovanni: O que eu queria desde o come\u00e7o \u00e9 levar pra It\u00e1lia e pra Europa sonoridades que eles n\u00e3o conhecem [por l\u00e1], e com isso ajudar um pouquinho a cena independente de S\u00e3o Paulo. Ao mesmo tempo, queria introduzir as sonoridades eletr\u00f4nicas mais ecl\u00e9ticas no Brasil, algo de que pessoalmente sinto muita falta. Tem o [Coletivo] Metanol, tem algumas coisas, mas ainda acho que falta mais pesquisa, trazer um material diferente. E vem da\u00ed o nome do projeto: o intuito \u00e9 ser uma ponte, e as pontes s\u00e3o atravessadas de um lado ao outro. Elas n\u00e3o s\u00e3o de m\u00e3o \u00fanica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E com o v\u00eddeo, onde se pretende chegar? A gente sabe que videoclipe \u00e9 elemento fundamental de divulga\u00e7\u00e3o hoje, mas parece claro que a ideia do projeto n\u00e3o \u00e9 apenas fazer um clip para divulgar o remix.<\/strong><br \/>\nCaio: O v\u00eddeo seria um terceiro passo do projeto: A m\u00fasica vai at\u00e9 a Europa e volta com um som totalmente novo, o texto [da can\u00e7\u00e3o] desestruturado, fica com outro significado. O v\u00eddeo entra para dar uma nova significa\u00e7\u00e3o. A gente pega essas novas ferramentas musicais do remix, e comp\u00f5e com a imagem. N\u00e3o \u00e9 exatamente um videoclipe, n\u00e3o queremos ilustrar as falas do que aparece. \u00c9 um arranjo est\u00e9tico, e um experimento tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Helena: A gente convidou as pessoas para fazer um v\u00eddeo-arte, e as deixou bem livres para isso. N\u00e3o \u00e9 mesmo um videoclipe, porque a ideia \u00e9 que seja outro produto. O Doomy nunca conversou com as bandas sobre qual a pretens\u00e3o deles com aquela can\u00e7\u00e3o \u2013 a gente at\u00e9 traduziu a ideia geral da letra, mas eles n\u00e3o perguntaram para os artistas brasileiros o que esperavam do remix, [os caras do Doomy] simplesmente foram e se jogaram. Eles fizeram um produto novo, e acho que deu muito certo. Esses primeiros v\u00eddeos s\u00e3o muito diferentes uns dos outros. O da Lu\u00edza Lian \u00e9 um videodan\u00e7a, o do Charlie &amp; Os Marretas \u00e9 uma pesquisa de imagens que eu e o Caio temos h\u00e1 anos \u2013 a gente se filma e filma as coisas o tempo todo \u2013 e o do Caio Falc\u00e3o \u00e9 mais convencional, tem uma narrativa expl\u00edcita. O do Mem\u00f3rias de Um Caramujo \u2013 remixado pelo Doomy, claro \u2013 foi feito pelo VPardinho, que \u00e9 um artista de videomapping, e est\u00e1 bem experimental. A gente abriu o leque, chamou diferentes artistas. Porque tanto o Risco como o Doomy s\u00e3o refer\u00eancia de grupos restritos de f\u00e3s e a gente quer expandir os universos de ambos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas j\u00e1 divulgaram que esse cap\u00edtulo tem seis partes, que s\u00e3o esses seis v\u00eddeos. Como voc\u00eas imaginam o Ponte a longo prazo? Ele vai manter o formato?<\/strong><br \/>\nGiovanni: Esse projeto pretende se transformar bastante com o tempo, e n\u00e3o ficar contido em um formato fixo. Trabalhamos por cap\u00edtulos, e este primeiro \u00e9 m\u00fasica, eletr\u00f4nica e v\u00eddeo. O capitulo B est\u00e1 em pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o, deve continuar abordando o di\u00e1logo com artistas internacionais, mas talvez em outra arte. A gente quer ver como as refer\u00eancias desenvolvidas ao longo da vida de cada artista, que foram desenvolvidas e entendidas de forma individual, podem entrar em conflito ou estabelecer di\u00e1logo com outras m\u00eddias. Nesse cap\u00edtulo, voc\u00ea v\u00ea que os artistas brasileiros s\u00e3o muito diferentes entre si, assim como os estrangeiros e os diretores de cinema.  Ent\u00e3o, o Ponte estabelece encontros entre artistas, mas sem perder a tens\u00e3o, um \u201cshaker\u201d de v\u00e1rios ingredientes, e queremos que siga assim. O cap\u00edtulo B pode n\u00e3o ser em seis partes, pode ser mais ou menos extenso. A m\u00fasica e o v\u00eddeo v\u00e3o ter um espa\u00e7o privilegiado, porque s\u00e3o as linguagens com as quais temos mais intimidade, mas eu gostaria de introduzir novas artes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E incluir outros pa\u00edses tamb\u00e9m? Por exemplo, a Am\u00e9rica Latina?<\/strong><br \/>\nGiovanni: Sim, eu gostaria muito de poder abrir um di\u00e1logo interno \u00e0 Am\u00e9rica Latina, mas n\u00e3o fecho a possibilidade de ir ainda mais longe. Com a tecnologia de comunica\u00e7\u00e3o de hoje, n\u00e3o tem porque se limitar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como j\u00e1 s\u00e3o quatro meses em andamento, queria saber se tiveram algum retorno dos meios \u2013 de artistas que gostaram e querem participar, por exemplo.<\/strong><br \/>\nGiovanni: Ainda n\u00e3o tivemos esse tipo de retorno, s\u00f3 de nossos amigos artistas, e alguns deles se mostraram interessados em participar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Helena: At\u00e9 mesmo uns nada a ver, tipo designer (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Giovanni: Mas realmente ainda n\u00e3o tivemos um grande retorno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caio: A gente ainda n\u00e3o conseguiu sair do nosso meio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Isso toca num ponto sobre o qual eu penso e pesquiso muito: o artista independente muitas vezes parece se contentar em ficar restrito a um microuniverso de conhecidos.  Toca nos mesmos lugares, para as mesmas pessoas, ganha os mesmos aplausos e likes&#8230; E tem muita gente com trabalho s\u00f3lido, que pode ir muito mais longe que isso. Mas parece que n\u00e3o acontece essa comunica\u00e7\u00e3o para fora da \u201cbolha\u201d. Por que voc\u00eas acham que o artista \u2013 n\u00e3o s\u00f3 o m\u00fasico \u2013 tem tanta dificuldade em romper essa barreira?<\/strong><br \/>\nGiovanni: Pessoalmente, acho que s\u00e3o dois fatores: as pessoas s\u00e3o estimuladas o dia inteiro por muita coisa. \u00c9 banal, mas acho que \u00e9 verdade. A outra&#8230; (hesita) Vou tentar superar a barreira da l\u00edngua para dizer o mais claro poss\u00edvel: acho que os artistas t\u00eam uma facilidade muito grande de se acomodar. Com essa coisa das curtidas em redes sociais, cria-se uma esp\u00e9cie de autossatisfa\u00e7\u00e3o: os amigos te reconhecem, voc\u00ea vai ao show e v\u00ea que h\u00e1 um retorno de um pouquinho de p\u00fablico&#8230; e voc\u00ea perde a vis\u00e3o de que h\u00e1 um p\u00fablico infinitamente maior. Acho que a culpa disso \u00e9 uma real falta de um sistema cultural. Conhe\u00e7o pouco do Brasil, moro aqui apenas h\u00e1 dois anos, mas me parece que o mercado independente n\u00e3o reconhece a import\u00e2ncia do mediador entre artista e p\u00fablico. Tem um produtor que contrata o show, mas de maneira geral n\u00e3o existe uma real curadoria para o contato com o p\u00fablico. Ter um social media manager \u00e9 o m\u00ednimo, ter um amigo que posta no Facebook ou postar eles mesmos n\u00e3o \u00e9 o suficiente. N\u00e3o \u00e9 isso! \u00c9 necess\u00e1rio ir onde o p\u00fablico est\u00e1, tocar na rua, em casas diferentes. Os artistas fazem um disco, um v\u00eddeo clipe e se d\u00e3o por satisfeitos. O trabalho tem que ser em v\u00e1rias frentes, juntando-se com outros artistas. Os meios mudam, o que n\u00e3o mudou \u00e9 a arte. Voc\u00ea sabe que tem que reter a aten\u00e7\u00e3o das pessoas, e talvez hoje o disco n\u00e3o seja a maneira mais adequada de fazer isso. Se voc\u00ea \u00e9 um m\u00fasico, o importante \u00e9 fazer m\u00fasica; o formato no qual a m\u00fasica sai \u00e9 irrelevante. \u00c9 um produto como qualquer outro. A TV se renovou, as s\u00e9ries eram consideradas cafonas, ultrapassadas, e olha o que elas s\u00e3o hoje. At\u00e9 o livro est\u00e1 mudando de suporte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ent\u00e3o voc\u00eas entendem que o Ponte pode ser um processo para mudar essa rela\u00e7\u00e3o autocentrada?<\/strong><br \/>\nCaio: \u00c9 um dos objetivos. A gente n\u00e3o pode dizer que vai reinventar o mundo, mas pode ser um come\u00e7o. O papel da arte \u00e9 criar uma discuss\u00e3o com as pessoas, ou rever sob outro olhar uma discuss\u00e3o, mesmo que pare\u00e7a banal. Se ela n\u00e3o gerar alguma coisa, nem que seja um sentimento est\u00e9tico, ela n\u00e3o tem nem por que existir. Precisa chegar \u00e0s pessoas. A gente tem tantas linguagens diferentes no Projeto: s\u00e3o t\u00e9cnicas de remixagens, composi\u00e7\u00f5es, v\u00eddeos, p\u00fablicos, tudo t\u00e3o diferente um do outro&#8230; Imagino que isso leve as pessoas a pegar algo que normalmente n\u00e3o teriam interesse de assistir ou ouvir, e acabem se interessando. Voc\u00ea n\u00e3o precisa ouvir o original para ouvir o remix, por exemplo, mas acreditamos que conseguimos fisgar as pessoas por v\u00e1rios elementos, que n\u00e3o necessariamente precisam ser aqueles com os quais elas est\u00e3o mais acostumadas, aquilo que elas sempre ouvem. As pessoas podem vir procurando um tipo espec\u00edfico de m\u00fasica, mas acabar se identificando com estilos completamente diferentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/AgNRm9vHlJs \" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/AgNRm9vHlJs \"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/_hCxRln6Cng\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/_hCxRln6Cng\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/xZpYZiUmeKo\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/xZpYZiUmeKo\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/musica\/\"><strong>LEIA MAIS TEXTOS, ENTREVISTAS E REPORTAGENS SOBRE M\u00daSICA<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Leonardo Vinhas\nA premissa \u00e9 simples: uma can\u00e7\u00e3o vai para a Inglaterra, \u00e9 remixada e retorna adaptada a uma nova experi\u00eancia em v\u00eddeo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/08\/19\/entrevista-projeto-ponte\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32093"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32093"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32093\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32096,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32093\/revisions\/32096"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32093"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32093"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32093"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}