{"id":31597,"date":"2015-07-17T10:28:43","date_gmt":"2015-07-17T13:28:43","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=31597"},"modified":"2020-11-09T00:20:34","modified_gmt":"2020-11-09T03:20:34","slug":"realidades-sonoras-lamar-e-barnett","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/07\/17\/realidades-sonoras-lamar-e-barnett\/","title":{"rendered":"Realidades Sonoras: Lamar e Barnett"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31598\" title=\"605kendrik\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/605kendrik.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/605kendrik.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/605kendrik-300x148.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/bruna.correavilela\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruna Corr\u00eaa Vilela<\/a><a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><\/a><\/strong><\/h3>\n<p><em>\u201cA m\u00fasica \u00e9 sua pr\u00f3pria experi\u00eancia, seu pensamento, sua sabedoria. Se voc\u00ea n\u00e3o a viver, ela jamais vai sair do seu instrumento. Eles ensinam que h\u00e1 uma linha de fronteira para a m\u00fasica. Mas, cara, n\u00e3o h\u00e1 linha de fronteira para a arte.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cita\u00e7\u00e3o acima \u00e9 de Charlie Parker, \u201cBird\u201d para os \u00edntimos, o saxofonista que inovou e consolidou-se no jazz, saindo dos bares marginais de bebop de Nova Iorque, para cal\u00e7ar um caminho reluzente na m\u00fasica do s\u00e9culo XX. Da rua para os ouvidos. Da rua para os olhos, para o papel, para os discos, para os holofotes. Da rua para um lugar vis\u00edvel. Da rua para a arte. Tal \u00e9 a trajet\u00f3ria das narrativas urbanas que causam um impacto imensur\u00e1vel naqueles que as cantam. A observa\u00e7\u00e3o atenta \u00e0quilo que se sente e se recebe do mundo ao redor sempre foi o maior instrumento de qualquer artista. No entanto, a alma do \u2018fl\u00e2neur\u2019, o solit\u00e1rio participante da fugaz multid\u00e3o nos concretismos da cidade, \u00e9 o que rende a sensibilidade pungente e saborosa a certos registros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, muitas vezes, na m\u00fasica, esses registros se apresentam formatados em narrativas pormenorizadas de maneira quase jornal\u00edstica, mas com o autor se expondo irrecuperavelmente. No jornalismo, seria como a linguagem utilizada em sua vertente liter\u00e1ria. Na m\u00fasica, que j\u00e1 tem o seu espa\u00e7o flex\u00edvel da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica reservado, os limites da subjetividade n\u00e3o s\u00e3o cerceadores da fala de quem relata as realidades enxergadas. E, assim, grandes discos descritivos, narrativos e\/ou confessionais podem ser produzidos \u2013 com reflex\u00f5es, efemeridades sens\u00edveis do cotidiano e conceitos enla\u00e7ados em uma trama coesa, flu\u00edda e brilhante, digna de toda boa narrativa. Este \u00e9 o caso de dois discos do primeiro semestre de 2015: \u201cTo Pimp A Butterfly\u201d, do rapper Kendrick Lamar e \u201cSometimes I Sit And Think, And Sometimes I Just Sit\u201d da australiana Courtney Barnett, ambos lan\u00e7ados no m\u00eas de mar\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O rap j\u00e1 \u00e9 um g\u00eanero que se consagrou por permitir a exposi\u00e7\u00e3o das ruas e das tramas invis\u00edveis, e Kendrick tem feito tal exerc\u00edcio com efici\u00eancia e conduta criativa revolucion\u00e1ria desde seus primeiros trabalhos. O compositor, que evoluiu exponencialmente at\u00e9 chegar \u00e0 combust\u00e3o de expectativas que rodeavam a v\u00e9spera do lan\u00e7amento de \u201cTo Pimp A Butterfly\u201d, hoje se encontra numa esquina de sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria \u2013 a qual se fez singular em sua pessoalidade e universal enquanto colecionava os complexos processos da fama e do \u00e1rduo reconhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Courtney, por outro lado, com um EP duplo (\u201cA Sea of Split Peas\u201d, de 2014) e o atual disco de estreia, j\u00e1 havia demonstrado uma sensibilidade \u00edmpar desde suas primeiras m\u00fasicas reconhecidas internacionalmente ao compor quadros imag\u00e9ticos tra\u00e7ados por jogos de palavras inteligentes e por uma musicalidade genu\u00edna \u2013 mas que ainda soa familiar \u00e0s mais variadas vertentes do rock.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aparentemente, \u201cTo Pimp A Butterfly\u201d e \u201cSometimes I Sit And Think, And Sometimes I Just Sit\u201d divergem intensamente em suas naturezas. Em ambos, contudo, encontramos vis\u00f5es preciosas acerca de tudo o que nos rodeia todos os dias, ainda sob o filtro de quem se p\u00f5e constantemente como um ref\u00e9m destacado dessa realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde o nome e a capa do \u00e1lbum, s\u00ednteses enigm\u00e1ticas e impactantes de todo seu conceito, at\u00e9 a \u00faltima faixa, Kendrick Lamar passeia por inumer\u00e1veis metamorfoses e inumer\u00e1veis faces de si mesmo, mas que congruem \u00e0 mesma complexidade da rela\u00e7\u00e3o do rapper com o sucesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A faixa de abertura, &#8220;Wesley&#8217;s Theory&#8221;, tem a voz de George Clinton ecoando, quase que profeticamente, a primordial quest\u00e3o: \u201cVoc\u00ea vai deslizar atrav\u00e9s das rachaduras na esperan\u00e7a de que ir\u00e1 sobreviver. Re\u00fana seu vento, d\u00ea uma olhada l\u00e1 no fundo. Voc\u00ea \u00e9 realmente quem eles idolatram?\u201d. A partir desse ponto, \u201ca pista de dan\u00e7a\u201d e \u201cas luzes estr\u00f3bicas no quarto\u201d v\u00e3o compor ora as atmosferas experimentais e ritmadas dos devaneios on\u00edricos de Lamar, ora as realidades que o atropelam, levando-o a reviv\u00ea-las com rimas de mesma caracter\u00edstica &#8211; corridas, diretas, cruas e estrondosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E os questionamentos pr\u00f3prios ir\u00e3o permear, igualmente, a segunda metade do \u00e1lbum, passando pela quest\u00e3o racial\/social que tem destacado espa\u00e7o na composi\u00e7\u00e3o tem\u00e1tica do trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao reverenciar os fantasmas de Mandela e Tupac, com uma onda esmagadora de questionamentos, o rapper empilha seus conflitos at\u00e9 chegar a um di\u00e1logo com este segundo \u00edcone, seu \u00eddolo. O ouvinte \u00e9 arrebatado com a met\u00e1fora da transforma\u00e7\u00e3o da lagarta \u00e0 borboleta mais uma vez, agora com os metais e os vocais jazz\u00edsticos crescendo at\u00e9 o sil\u00eancio final, que embrulha o \u201cmundo\u201d do rapper com alguma incerteza enquanto ele faz uma \u00faltima pergunta a Tupac: \u201cQual sua perspectiva sobre isso?\u201d. E, ent\u00e3o, os minutos do disco se esgotam, deixando-nos, como resposta, o zumbido nos ouvidos \u2013 de uma obra que apresenta muito mais do que uma simples compila\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es de rap. O espet\u00e1culo que apresenta a batalha de Kendrick pela sobreviv\u00eancia chega ao seu fim. E, dentre todas as incertezas, permanecemos com a convic\u00e7\u00e3o de que a metamorfose de Kendrick Lamar em borboleta, de fato, ocorreu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto os conflitos do cantor americano cercam sua sobreviv\u00eancia, os da compositora australiana Courtney Barnett, no entanto, se firmam em sua exist\u00eancia. O primeiro single do \u00e1lbum j\u00e1 apresentava guitarras estridentes rasgando as contradi\u00e7\u00f5es que Courtney empunhava a pulm\u00f5es abertos, sem restri\u00e7\u00f5es. M\u00fasica mais pesada do \u00e1lbum, \u201cPedestrian At Best\u201d exibe um vigor que permanecer\u00e1 em todo o desenrolar do trabalho, com uma atmosfera bem-humorada e leve, entretanto.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/o-nr1nNC3ds\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/o-nr1nNC3ds\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto Barnett tenta convencer o ouvinte de que ele n\u00e3o deve reverenci\u00e1-la \u2013 \u201cColoque-me em um pedestal e eu s\u00f3 vou te decepcionar. Diga-me que sou \u00fanica, eu prometo lhe explorar\u201d \u2013, discorre filosofias leves, com uma sabedoria descompromissada, engatilhadas por passeios e versos tranquilos de suas experi\u00eancias. Como em \u201cKim\u2019s Caravan\u201d, em que ela descreve uma caminhada por uma ilha de seu pa\u00eds e os versos intimistas crescem junto \u00e0s pinceladas das cordas el\u00e9tricas &#8211; abrindo espa\u00e7o \u00e0 catarse da cantora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse ponto, encontramos os \u2018fl\u00e2neurs\u2019 que se disp\u00f5e a observar tudo com sensibilidade e disposi\u00e7\u00e3o. Ambos os artistas, ao exporem suas fraquezas, incertezas e sensa\u00e7\u00f5es, utilizam, como ferramenta para tal evas\u00e3o, as viv\u00eancias di\u00e1rias. O fruto emp\u00edrico das hist\u00f3rias tra\u00e7adas funciona como alavanca para um registro ampliado das singularidades de quem vive em meio ao mundo urbano \u2013 este que oferece tanta carga impactante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No registro de Courtney, os personagens coadjuvantes em destaque s\u00e3o aqueles por quem ela passa nos caminhos cotidianos. No de Kendrick, o pr\u00f3prio rapper est\u00e1 inclu\u00eddo no grupo das figuras an\u00f4nimas que ganharam visibilidade com a arte \u2013 da\u00ed o seu trunfo e seu conflito. Courtney conta de Jen, de Oliver Paul, do senhor que encontra na praia e daqueles com quem dialoga indefinidamente em suas estrofes. Kendrick, al\u00e9m de destacar as figuras que marcaram sua trajet\u00f3ria, posiciona-se como aquele cuja invisibilidade foi sendo desconstru\u00edda com a m\u00fasica e, hoje, \u00e9 parte essencial da tem\u00e1tica dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os repert\u00f3rios pessoais dos dois cantores divergem extremamente. Mas um dos caminhos que escolhem para entregarem seus confessionalismos \u00e9 o mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escutamos, por\u00e9m, tal caminho sob diferentes trilhas. Todos os enredos s\u00e3o filtrados na pluralidade de interpreta\u00e7\u00f5es a que ambos os m\u00fasicos se dedicam em cada faixa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Kendrick passeia pela hist\u00f3ria da m\u00fasica negra, abusa do baixo de \u201cThundercat\u201d, brinca com os timbres de sua voz, canta chorando, comp\u00f5e colabora\u00e7\u00f5es memor\u00e1veis, e ainda n\u00e3o deixa de lado seu essencial hip-hop. As rimas evidentes no interl\u00fadio de desabafo disparado que comp\u00f5e a segunda faixa se desenvolvem e oscilam, passando por momentos de calmaria e ironia. N\u00e3o h\u00e1 monotonia e a digest\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil. O ouvinte \u00e9 convidado a se inserir no cool jazz, no bebop e nas transi\u00e7\u00f5es, refer\u00eancias e digress\u00f5es que s\u00e3o atiradas a todo tempo. Assim, o disco de Kendrick \u00e9 singular n\u00e3o s\u00f3 por se diferenciar enquanto express\u00e3o em sua totalidade, mas por obter \u00eaxito em compor um prisma de impress\u00f5es sonoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o de Courtney, a mesma coisa. Sua peculiaridade e seu estilo s\u00e3o ditadores em todos os momentos, inconfund\u00edveis. Ainda assim, excursionamos com ela por guitarras punk, baladas country-folk, psicodelias, rock n\u2019 roll anos 60, noise e blues marcados. Suas estrutura\u00e7\u00f5es, entretanto, s\u00e3o simples: riffs sint\u00e9ticos e pegajosos desenhando voltas em cada estrofe a que ela empresta a voz caracter\u00edstica constante, sem muitos virtuosismos. O que n\u00e3o quer dizer que suas entona\u00e7\u00f5es n\u00e3o sejam precisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 dessa forma que os dois trabalhos alcan\u00e7am o \u00eaxito de transparecer as realidades, de uma forma leve para aqueles que escapam delas pelos minutos de m\u00fasica em um \u00e1lbum. O impacto da vida que ocorre em volta ao artista \u2013 e, consequentemente, internamente a ele \u2013 \u00e9 aquilo que ser\u00e1 transformado em cria\u00e7\u00e3o mais palp\u00e1vel, uma intera\u00e7\u00e3o convidativa para aqueles que enxergam nos signos produzidos algum sentido familiar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O registro comp\u00f5e uma forma de sublima\u00e7\u00e3o, de potencialidade humana. Uma comunica\u00e7\u00e3o ampla, para al\u00e9m do absurdo fluxo informacional burocr\u00e1tico do dia-a-dia. O \u00e2mago das experi\u00eancias pessoais trabalhado em sons e compartilhado em sua criatividade: algo totalmente essencial a ser louvado nesse primeiro semestre de 2015, quando tudo s\u00e3o imagens artificialmente filtradas e legendas redundantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que o sax de Parker continue a receber as ruas. E que as ruas continuem a receber o sax de Parker.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/z-TDyc83g3o\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/z-TDyc83g3o\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Z-48u_uWMHY\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Z-48u_uWMHY\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Bruna Corr\u00eaa Vilela (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/bruna.correavilela\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">facebook.com\/bruna.correavilela<\/a>) assina o blog <a href=\"https:\/\/fritascommaionese.wordpress.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fritas com Maionese<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Bruna Corr\u00eaa Vilela\nDois artistas respons\u00e1veis por grandes discos de 2015 que alcan\u00e7am o \u00eaxito de transparecer as realidades, de forma leve \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/07\/17\/realidades-sonoras-lamar-e-barnett\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31597"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31597"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31597\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58256,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31597\/revisions\/58256"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31597"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31597"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31597"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}