{"id":31577,"date":"2015-07-16T09:48:59","date_gmt":"2015-07-16T12:48:59","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=31577"},"modified":"2020-10-05T15:30:38","modified_gmt":"2020-10-05T18:30:38","slug":"tres-discos-lancados-por-power-trios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/07\/16\/tres-discos-lancados-por-power-trios\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas discos lan\u00e7ados por power trios"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/silva.leonel.900\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Leonel<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-31578  aligncenter\" title=\"ash1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/ash1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/ash1.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/ash1-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/ash1-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cKablammo!\u201d, Ash (earMUSIC)<\/strong><br \/>\nQuebrando um jejum de oito anos, o grupo irland\u00eas Ash lan\u00e7ou em maio (incluindo o EP \u201cTrailer\u201d, de 1994) seu s\u00e9timo trabalho de est\u00fadio, \u201cKablammo!\u201d. Mesmo com tantos anos sem disco novo, o Ash nunca suspendeu as atividades. Disponibilizando m\u00fasicas pela internet, a banda lan\u00e7ou um n\u00famero respeit\u00e1vel de can\u00e7\u00f5es agrupadas na cole\u00e7\u00e3o \u201cThe A-Z Singles\u201d (2010) e um EP digital \u201cLittle Infinity\u201d (2012), e seguiu tocando \u2013 inclusive no Brasil, quando se apresentou no segundo SWU. Com produ\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria banda em parceria com Claudius Mittendorfer (que j\u00e1 havia trabalhado com eles em praticamente todos os discos anteriores), \u201cKablammo!\u201d compila 12 can\u00e7\u00f5es em quase 40 minutos. O primeiro single, \u201cCocoon\u201d, soa bem familiar: guitarras levemente dissonantes, melodia doce e um refr\u00e3o pop, daqueles que n\u00e3o fazem feio ao lado de petardos do grupo. A balada \u201cFor Eternity\u201d surpreende por mostrar um lado pouco explorado do trio, ainda que no final acabe soando um tanto piegas. H\u00e1 bons momentos como a animada \u201cMachinery\u201d e a en\u00e9rgica \u201cEvel Knievel\u201d (com melodia estranhamente semelhante \u00e0 \u201cKnights of Cydonia\u201d, do Muse), mas n\u00e3o h\u00e1 nada que o grupo j\u00e1 n\u00e3o tenha feito em trabalhos anteriores, o que denota comodismo e falta de ousadia, mas parece que a pr\u00f3pria banda talvez n\u00e3o se preocupe em soar datada. \u201cBring Back the Summer\u201d, a \u00faltima faixa, talvez seja uma refer\u00eancia ao desejo de evocar uma \u00e9poca, que j\u00e1 ficou para tr\u00e1s. Nada de ruim em querer evocar o ver\u00e3o, o problema \u00e9 que sempre haver\u00e1 inverno&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota 6,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-31579  aligncenter\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"jenny\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/jenny.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cJenny Death\u201d, Death Grips (Harvest Records) <\/strong><br \/>\nCerca de oito meses ap\u00f3s anunciar seu fim, o Death Grips lan\u00e7ou este obscuro e raivoso \u201cJenny Death\u201d, segunda parte do disco duplo \u2018The Powers that B\u2019, cujo primeiro cap\u00edtulo, \u201cNiggas on the Moon\u201d, saiu em 2014. Unindo bases eletr\u00f4nicas pesadas, cacofonia sonora e um baterista virtuoso, Zach Hill, o trio \u00e9 not\u00f3rio por uma obra repleta de colagens sonoras e vocais agressivos (que emulam hardcore e punk da forma mais visceral imagin\u00e1vel) da maneira imprevis\u00edvel. Se em \u201cNiggas on the Moon\u201d o grupo quase (veja bem, quase) soava manso e atmosf\u00e9rico (com direito \u00e0 samples de Bjork), em \u201cJenny Death\u201d o grupo volta \u00e0s texturas agressivas e austeras dos discos \u201cExmilitary\u201d (2011) e \u201cThe Money Store\u201d (2012). A porrada \u201cBreak Mirrors With My Face in the United States\u201d (um dos melhores refr\u00e3os de 2015) abre o \u00e1lbum, que destaca as batidas claustrof\u00f3bicas de \u2018Inanimate Sensation\u2019, a delicada \u201cWhy a Bitch Gotta Lie\u201d (com guitarras pesadas) e a pira\u00e7\u00e3o de \u201cBeyond Alive\u201d. Os vocais, agressivos e esparsos de Stefan Burnett (MC Ride) s\u00e3o um espet\u00e1culo \u00e0 parte: imersos em uma atmosfera futurista e de sonoridade rob\u00f3tica, seu conte\u00fado obscuro, e por vezes at\u00e9 ofensivo, parece ilustrar um eu-l\u00edrico em constante conflito pela busca de necessidades totalmente primais, quase como se esse futurismo primitivo fosse uma forma de preserva\u00e7\u00e3o da individualidade em meio ao \u201cprogresso\u201d do s\u00e9culo XXI. A \u00faltima faixa, intitulada \u201cDeath Grips 2.0\u201d, sugere uma parte 2 ou, talvez, o in\u00edcio de um novo marco para a banda. Tomara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota 8<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-31580  aligncenter\" title=\"cribs\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/cribs.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/cribs.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/cribs-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/cribs-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cFor All My Sisters\u201d, The Cribs (Sonic Blew \/ Sony RED UK)<\/strong><br \/>\nMais garageiro e menos pomposo do que v\u00e1rios de seus conterr\u00e2neos (Ahh Franz Ferdinand), o trio de Wakefield chega ao sexto trabalho da carreira com este bonito e radiof\u00f4nico \u201cFor All My Sisters\u201d, produzido por Ric Ocasek (do The Cars). Embora acumulem diversos hits, os discos anteriores do trio sempre pecavam por certa irregularidade, com boas faixas ao lado de n\u00fameros dispens\u00e1veis. Neste sexto registro, por\u00e9m, o erro foi corrigido, o que torna este \u00e1lbum forte candidato ao melhor trabalho do Cribs. Do primeiro single, \u201cBurning For No One\u201d, passando pela pop \u201cDifferent Angle\u201d (que ganhou um simp\u00e1tico clipe filmado em VHS) at\u00e9 a baladinha \u201cCity Storms\u201d, s\u00e3o v\u00e1rios os candidatos a hits. Limando a sujeira, a sonoridade aqui soa mais mel\u00f3dica e parece emular v\u00e1rias guitar bands que bombavam em r\u00e1dios independentes dos anos 80. Ryan Jarman (irm\u00e3o g\u00eameo do baixista Gary Jarman) certamente n\u00e3o \u00e9 um guitarrista virtuoso, mas tem habilidade em criar riffs marcantes e melodias chamativas, talvez o grande trunfo instrumental do disco. Liricamente, \u201cFor All My Sisters\u201d traz auto-cr\u00edtica (a espertinha \u201cMr. Wrong\u201d), lamentos de cora\u00e7\u00e3o-partido e reflex\u00f5es p\u00f3s separa\u00e7\u00e3o, como na dolorida \u201cI See Your Pictures Everyday\u2019. Tudo isso envolto em uma roupagem cativante e, por vezes, nost\u00e1lgica, como um grande apanhado de can\u00e7\u00f5es que nunca deixar\u00e1 algu\u00e9m esquecer da ex-namorada. Um segundo cap\u00edtulo do trabalho \u2013 que com produ\u00e7\u00e3o de Steve Albini, soaria mais \u2018punk\u2019 e sujo \u2013 deve ser lan\u00e7ado em breve. Fique atento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota 8,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ucOJuJQafZk\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ucOJuJQafZk\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/pwSvL08isHo\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/pwSvL08isHo\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/A-SANFfXDvQ\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/A-SANFfXDvQ\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Bruno Leonel (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/silva.leonel.900\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.facebook.com\/silva.leonel.900<\/a>)  \u00e9 jornalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m: <\/strong><br \/>\n&#8211; \u201c1977 Deluxe Edition\u201d, Ash: um dos grandes debutes do rock brit\u00e2nico nos anos 90 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/13\/ash-bob-dylan-e-rem\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cA-Z Volume 1\u201d, Ash: uma baita colet\u00e2nea com jeit\u00e3o de greatest hits (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/06\/26\/musica-the-drums-ash-e-the-cure\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cTwilight of The Innocents\u201d, Ash: grupo volta a ser trio, mas o pique n\u00e3o se mant\u00e9m (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/08\/29\/500-toques-ash-idlewild-e-gruff-rhys\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Bruno Leonel\nA falta de ousadia do Ash; as batidas claustrof\u00f3bicas do Death Grips; o prov\u00e1vel melhor disco da carreira do Cribs \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/07\/16\/tres-discos-lancados-por-power-trios\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":13,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31577"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31577"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31577\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57689,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31577\/revisions\/57689"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31577"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31577"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31577"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}