{"id":31405,"date":"2015-07-05T15:08:55","date_gmt":"2015-07-05T18:08:55","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=31405"},"modified":"2023-06-17T09:58:22","modified_gmt":"2023-06-17T12:58:22","slug":"alguns-filmes-do-7%c2%ba-in-editbrasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/07\/05\/alguns-filmes-do-7%c2%ba-in-editbrasil\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7o: 7 filmes do 7\u00ba In-Edit Brasil (2015)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31406\" title=\"breadcrumb\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/breadcrumb.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cBreadcrumb Trail\u201d, de Lance Bangs (2014)<\/strong><br \/>\n<strong>****<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma cita\u00e7\u00e3o de Hunter S. Thompson (&#8220;Basta ter em mente que estamos em Louisville, Kentucky. N\u00e3o Londres. Nem mesmo New York. Este \u00e9 um lugar estranho&#8221;) \u00e9 o start de \u201cBreadcrumb Trail\u201d, document\u00e1rio de Lance Bangs que foi incluso no box comemorativo de 20 anos do lan\u00e7amento de \u201cSpiderland\u201d, o disco do Slint que a Touch &amp; Go lan\u00e7ou em 1991 depois da banda ter encerrado as atividades, e que se tornou objeto de culto para f\u00e3s. Os primeiros minutos d\u00e3o uma falsa impress\u00e3o do que vem pela frente: dois amigos f\u00e3s do Slint visitam constantemente Louisville, terra natal da banda, para tentar saber algo sobre os quatro integrantes, o que eles est\u00e3o fazendo, com quem est\u00e3o tocando e o que aconteceu antes do disco cl\u00e1ssico sair. \u00c9 um filmagem tosca e caseira, mas o que vem pela frente nos 90 minutos seguintes \u00e9 um trabalho profissional que re\u00fane entrevistas interessantes com os quatro integrantes da banda, amigos, os pais do baterista Britt Walford (uma das for\u00e7as motrizes do quarteto) e m\u00fasicos pr\u00f3ximos (Steve Albini, Ian MacKaye e James Murphy inclusos) criando um retrato coeso e extremamente interessante sobre o Slint. N\u00e3o faltam momentos de humor, como quando James Murphy, do LCD Soundsytem, lembra que Britt passou um tempo em sua casa em Nova York enquanto trabalhava numa loja de bolos er\u00f3ticos, ou mesmo novidades curiosas, como descobrir que o baterista (assinando o codinome de Shannon Doughton) sentou no banquinho dos Breeders no \u00e1lbum \u201cPod\u201d, de 1990, produzido por Steve Albini. Excelente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31407\" title=\"joestrummer\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/joestrummer.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cI Need A Dodge! Joe Strummer on the Run\u201d, de Nick Hall (2014)<\/strong><br \/>\n<strong>***\u00bd<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tem gente que tem uma baita assunto e personagens sensacionais nas m\u00e3os, e consegue errar o foco no document\u00e1rio, deixando de transportar a ess\u00eancia da hist\u00f3ria a para a tela. Outros, \u00e0s vezes, n\u00e3o tem teoricamente nada, e conseguem fazer um baita filme onde muita gente diria que n\u00e3o existia um. Felizmente, &#8220;I Need a Dodge!&#8221;, de Nick Hall, pertence ao segundo grupo: conta sobre os dias espanh\u00f3is vividos por Joe Strummer entre 1984\/1985. Na \u00e9poca, Joe estava sendo esmagado pela opini\u00e3o p\u00fablica brit\u00e2nica ao demitir os membros originais do Clash e reformar a banda para um novo disco, o p\u00edfio \u201cCut The Crap\u201d (1985). O achincalhe da imprensa foi um dos motivos para a fuga de Strummer para a Espanha, contam no document\u00e1rio os ex-integrantes Nick Sheppard e Vince White. A ent\u00e3o esposa, Gaby Holford (que tamb\u00e9m \u00e9 ouvida no longa), m\u00e3e dos dois filhos de Strummer, estava gr\u00e1vida quando ele partiu pra Granada, na Andaluzia, cidade de uma antiga paix\u00e3o, Paloma Romero, que assumiria as baquetas do Slits (com o nome de Palmolive). Em Granada, Joe Strummer fez amizades com m\u00fasicos locais e decidiu produzir uma banda em Madri, mesmo per\u00edodo em que comprou um Dodge&#8230; e o perdeu. Nick Hall reconstr\u00f3i as mem\u00f3rias da \u00e9poca com intelig\u00eancia atrav\u00e9s de \u00f3timas entrevistas enquanto tenta descobrir o paradeiro do carro que Joe amava (h\u00e1 um \u00e1udio de uma r\u00e1dio de Madri nos anos 90 em que Joe pede ajuda do p\u00fablico para reencontrar o autom\u00f3vel). A cena com o filho do dono de um estacionamento \u00e9 sensacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31408\" title=\"bobdylan\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/bobdylan.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cThe Other Side of Mirror: Bob Dylan at the Newport\u201d, de Murray Lerner (2007)<br \/>\n****<\/strong><strong>\u00bd<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1963, Bob Dylan tinha 22 anos, \u201cThe Freewheelin\u201d havia sido lan\u00e7ado em mar\u00e7o e no final de julho, quando o festival aconteceu, ele j\u00e1 era uma estrela saudada como a grande for\u00e7a da nova gera\u00e7\u00e3o pelo hino \u201cBlowin\u2019 In The Wind\u201d, que no evento ganhar\u00e1 uma vers\u00e3o poderosa com Pete Seeger and The Freedom Singers, Joan Baez e Peter, Paul &amp; Mary. Outras cinco can\u00e7\u00f5es deste ano mostram um jovem com fortes tradi\u00e7\u00f5es folk e um repert\u00f3rio poderoso (\u201cTalkin\u2019 World War III Blues\u201c e \u201cWho Killed Davey Moore?\u201c s\u00e3o grandes momentos). No ano seguinte, Dylan retorna ao festival mais mel\u00f3dico com \u201cMr. Tambourine Man\u201d, leves olheiras, mas amado ainda mais pelo p\u00fablico que, em certo momento, clama por sua volta ao palco, constrangendo o apresentador. Johnny Cash canta \u201cDon\u2019t Think Twice, It\u2019s All Right\u201d enquanto Joan Baez sarreia a voz anasalada do namorado interpretando \u201cMary Hamilton\u201d como se fosse Dylan. Em 1965, a grande mudan\u00e7a: ele est\u00e1 de jaqueta de couro, mais s\u00e9rio, irrequieto e ciente de sua for\u00e7a. No primeiro dia (24\/07) se apresenta de forma ac\u00fastica, v\u00ea seu furg\u00e3o rodeado de f\u00e3s e brinca: \u201cS\u00e3o todos meus amigos\u201d. No dia seguinte traz uma banda com guitarras e toca vers\u00f5es barulhentas de \u201cMaggie\u2019s Farm\u201d e \u201cLike A Rolling Stone\u201d, para desespero dos \u201camigos\u201d, que o vaiam intensamente pela primeira vez no festival. Ele retorna para o bis ac\u00fastico com \u201cMr. Tambourine Man\u201d e \u201cIt\u2019s All Over Now, Baby Blue\u201d, mas a mudan\u00e7a j\u00e1 tinha entrado para a hist\u00f3ria. 83 minutos obrigat\u00f3rios filmados e compilados pelo pr\u00f3prio Murray Lerner. Essencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31423\" title=\"eusoucarlosimperial\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/eusoucarlosimperial.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/eusoucarlosimperial.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/eusoucarlosimperial-300x123.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cEu Sou Carlos Imperial\u201d, de Renato Terra e Ricardo Calil (2014)<\/strong><br \/>\n<strong>****<\/strong><br \/>\nDupla que se destacou com o excelente document\u00e1rio \u201cUma Noite em 67\u201d em 2010, Renato Terra e Ricardo Calil retornam ao anos 60 para esmiu\u00e7ar a vida do inenarr\u00e1vel Carlos Imperial, produtor, descobridor de talentos e compositor que se tornou um personagem hil\u00e1rio e m\u00edtico do per\u00edodo. Quem for assistir pensando na divers\u00e3o da porralouquice de uns caras &#8220;mais mais&#8221; que j\u00e1 pisou nesse pa\u00eds ir\u00e1 se deparar com as tags #pilantragem #cafajeste #machismo e #mentiroso, o que causa um desconforto inevit\u00e1vel. Retrato indissoci\u00e1vel de um Brasil que n\u00e3o existe mais, as hist\u00f3rias e cafajestices de Imperial s\u00e3o contadas por Roberto Carlos (a quem ele chamava de \u201cpapai\u201d), Erasmo, Eduardo Ara\u00fajo (que viu roubada a autoria da can\u00e7\u00e3o \u201cVem Quente Que Estou Fervendo\u201d por Imperial) e pelos filhos, estes \u00faltimos em depoimentos comoventes e profundos. H\u00e1 passagens imperd\u00edveis como os roubos de can\u00e7\u00f5es (\u201cTu Veut ou Tu Veut Pas?\u201d, do repert\u00f3rio de Brigitte Bardot, virou \u201cNem Vem Que N\u00e3o Tem\u201d, creditada a Imperial e sucesso com Simonal) ou a do postal que ele enviou aos militares na \u00e9poca da ditadura (com uma foto sua sentado numa privada e a frase: &#8220;Espero que Papai Noel n\u00e3o fa\u00e7a no seu sapato o que eu estou fazendo neste cart\u00e3o&#8221;) tanto quanto abomin\u00e1veis como o caso inventado de Mario Gomes e a cenoura (que quase acabou com a carreira do ator) e as assustadoras orgias (no melhor estilo Led Zeppelin) num document\u00e1rio que exibe, com extrema destreza, os dois lados de um personagem controverso e assustador, tanto g\u00eanio quanto picareta.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/semdentes.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31424\" title=\"semdentes\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/semdentes.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/semdentes.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/semdentes-300x123.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cSem Dentes: Banguela Records e a Turma de 94\u201d, de Ricardo Alexandre (2015)<\/strong><br \/>\n<strong>***<\/strong><br \/>\nNo come\u00e7o dos anos 90, o rock nacional oitentista come\u00e7ava a dar sinais de decl\u00ednio com a linha de frente do \u201cmovimento\u201d (Tit\u00e3s, Paralamas e Legi\u00e3o) lan\u00e7ando discos ora ruins, ora dif\u00edceis e sendo achincalhada pela imprensa no mesmo momento em que uma nova gera\u00e7\u00e3o come\u00e7ava a surgir dos experimentos de \u00e1lbuns como \u201cSelvagem?\u201d, dos Paralamas (1986), \u201cO Blesq Blom\u201d, dos Tit\u00e3s (1989) e \u201cSupercarioca\u201d, dos Picassos Falsos (1988). Calhou justamente dos detonados Tit\u00e3s se envolverem com o jornalista e produtor Carlos Eduardo Miranda na cria\u00e7\u00e3o de um novo selo musical, o Banguela Records, que lan\u00e7ou o \u00e1lbum de estreia dos Raimundos, que iria vender mais de 100 mil c\u00f3pias, e mais alguns discos cl\u00e1ssicos (como os \u00e1lbuns de estreia de Mundo Livre S\/A, Graforreia Xilarm\u00f4nica, Mascavo Roots e Little Quail). \u201cSem Dentes\u201d revisita a \u00e9poca com capricho e saudosismo, e se deixa a desejar nas opini\u00f5es equivocadas do jornalista Andr\u00e9 Forastieri, que ent\u00e3o escrevia no caderno Ilustrada, da Folha de S\u00e3o Paulo, ap\u00f3s passagem pela revista Bizz, ganha muitos pontos com a participa\u00e7\u00e3o sensacional de Carlos Eduardo Miranda (que sozinho compensa todas as presepadas do outro), observa\u00e7\u00f5es certeiras de Samuel Rosa e Charles Gavin mais um bom n\u00famero de entrevistados que aprofundam o olhar sobre um per\u00edodo importante da m\u00fasica brasileira, logo ofuscado pelo estouro dos Mamonas Assassinas (uma boa sacada do filme). N\u00e3o fosse a descontextualizada parte Los Hermanos do final, \u201cSem Dentes\u201d seria um filme \u00f3timo do come\u00e7o ao fim, mas sempre existe um laranja querendo roubar os holofotes do chef\u00e3o. Uma pena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-34800\" title=\"possibilities\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/possibilities.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<strong>\u201cThe Possibilities Are Endless\u201d, de James Hall e Edward Lovelace (2014)<\/strong><br \/>\n<strong>*****<\/strong><br \/>\nFacilmente um dos document\u00e1rios mais l\u00edricos, envolventes e comoventes dos \u00faltimos anos, \u201cThe Possibilities Are Endless\u201d conta a hist\u00f3ria do m\u00fasico escoc\u00eas Edwyn Collins, que se destacou a frente da banda Orange Juice no come\u00e7o dos anos 80, saiu em carreira solo em 1985 alcan\u00e7ando sucesso mundial em 1994 com o single &#8220;A Girl Like You&#8221;. Corta para 2005: ap\u00f3s dois derrames cerebrais seguidos (dos quais dificilmente sobreviveria, diziam m\u00e9dicos), 10 dias de coma e seis meses no hospital, Edwyn Collins recome\u00e7a sua vida agarrado a esposa Grace. \u201cNos primeiros meses no hospital ele s\u00f3 dizia quatro coisas: \u2018Sim\u2019, \u2018N\u00e3o\u2019, \u2018Grace Maxwell\u2019 e \u2018As possibilidades s\u00e3o infinitas\u2019. Parece profundo\u201d, ela comenta no document\u00e1rio, \u201cmas depois de ouvir 85 vezes por dia n\u00e3o soa tanto assim\u201d, conclui, rindo. Mais do que um document\u00e1rio sobre Edwyn Collins, \u201cThe Possibilities Are Endless\u201d \u00e9 um elogio ao poder redentor do amor de um casal que enfrentou (e continua enfrentando) junto todas as adversidades. A chance de escorregar para a pieguice era enorme, mas James Hall e Edward Lovelace encontraram uma maneira po\u00e9tica de recontar a trajet\u00f3ria de Edwyn, e tudo que aparece na tela est\u00e1 perfeitamente inserido na hist\u00f3ria. H\u00e1 paralelos (inevit\u00e1veis) com o bonito document\u00e1rio \u201cHerbert de Perto\u201d (2008), sobre a vida de Herbert Vianna ap\u00f3s seu acidente de ultraleve, e n\u00e3o deixa de ser marcante que ambos, Herbert e Edwyn, ao olharem v\u00eddeos seus antigos, dizerem praticamente a mesma coisa: \u201cEu era um cara arrogante\u201d. Um filme emocionante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-31463\" title=\"elliottsmith\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/elliottsmith.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cHeaven Adores You\u201d, de Nickolas Rossi (2014)<br \/>\n*\u00bd<\/strong><br \/>\nSoa como uma facada no peito, mas \u00e9 preciso ser dito: \u201cHeaven Adores You\u201d, document\u00e1rio que rememora a vida e carreira de Elliott Smith \u00e9 moroso, longo, chato e excessivamente reverente (tudo que a m\u00fasica de Elliott Smith n\u00e3o \u00e9). Nickolas Rossi, que conseguiu o dinheiro para o projeto via crowdfunding, filmou os primeiros clipes da carreira de Elliott, o que o aproximou do compositor, e quis aqui retratar Elliott Smith por um vi\u00e9s edificante, mostrando um m\u00fasico mais alegre e menos depressivo \u2013 o que por si s\u00f3 j\u00e1 desfoca o resultado final. Entre os pontos positivos h\u00e1 uma \u00f3tima entrevista caseira (em que o jovem entrevistador confessa: \u201cN\u00e3o dou uma bola dentro, hein?\u201d \u2013 e s\u00e3o v\u00e1rias \u201cbolas dentro\u201d) e a passagem do m\u00fasico pela r\u00e1dio KCRW. No geral, o roteiro fraco acaba esvaziando a persona e a poesia de Elliott. Some a isso um produtor culpando a press\u00e3o da m\u00eddia na derrocada do jovem \u00eddolo ap\u00f3s a indica\u00e7\u00e3o da can\u00e7\u00e3o \u201cMiss Misery\u201d ao Oscar, uma assessora assustada com as confiss\u00f5es drogadas do m\u00fasico e imagens de tr\u00eas cidades (Portland, Nova York e Los Angeles) decorando boa parte do filme no melhor modelo \u201cfundo de tela de karaok\u00ea\u201d e alcan\u00e7a-se a receita completa de um document\u00e1rio clich\u00ea. O obscuro da morte do m\u00fasico, por exemplo, continua em aberto. Se voc\u00ea nunca ouviu a m\u00fasica de Elliott Smith, esque\u00e7a o document\u00e1rio, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/12\/02\/retratos-de-elliott-smith\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">leia isso daqui<\/a> e v\u00e1 correndo atr\u00e1s de &#8220;Either\/Or&#8221; (1997), &#8220;XO&#8221; (1998), &#8220;Figure 8&#8221; (2000) e &#8220;From a Basement on the Hill&#8221; (2004). Se voc\u00ea o adora, assista: ainda que ruim, ele foi feito para f\u00e3s.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TOJHcGeqxW0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a Calmantes com Champagne.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Festival In-Edit 2014: Pulp, Kathleen Hanna, Hendrix, The National e mais (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/01\/6%C2%BA-in-editbrasil-um-filme-por-dia\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Bob Dylan (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/11\/09\/discografia-comentada-bob-dylan-parte-1\/\">aqui<\/a>) e The Clash (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/16\/discografia-comentada-the-clash\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Cobain &#8211; Montage of Heck&#8221; remexe os di\u00e1rios e o ba\u00fa do \u00eddolo do Nirvana\u00a0 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/05\/16\/cinema-cobain-montage-of-heck\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Tr\u00eas docs: &#8220;Os Doces B\u00e1rbaros&#8221;, &#8220;Os Novos Baianos&#8221; e &#8220;Raul Seixas&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/05\/28\/dvd-doces-barbaros-novos-baianos-raul\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Tr\u00eas filmes musicais: &#8220;My Way&#8221;, \u201cSearching for Sugar Man\u201d e &#8220;Sound City&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/05\/06\/tres-filmes-francois-rodriguez-e-grohl\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nSoa como uma facada no peito, mas \u00e9 preciso ser dito: doc sobre Elliott Smith \u00e9 longo, chato e excessivamente reverente \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/07\/05\/alguns-filmes-do-7%c2%ba-in-editbrasil\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":75512,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4,3],"tags":[3052],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31405"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31405"}],"version-history":[{"count":39,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31405\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":75513,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31405\/revisions\/75513"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/75512"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31405"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31405"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31405"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}