{"id":30909,"date":"2015-06-04T20:02:43","date_gmt":"2015-06-04T23:02:43","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=30909"},"modified":"2017-07-14T10:44:52","modified_gmt":"2017-07-14T13:44:52","slug":"guilherme-arantes-e-o-sentido-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/06\/04\/guilherme-arantes-e-o-sentido-da-vida\/","title":{"rendered":"Guilherme Arantes e o Sentido da Vida"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-30910\" title=\"guilherme1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/guilherme1.jpg\" alt=\"\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Sob o CEL #28<br \/>\nO sentido da vida num show de Guilherme Arantes<br \/>\npor <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/carloseduardo.lima.90\" target=\"_blank\">Carlos Eduardo Lima<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu j\u00e1 perdi as contas de minhas idas e vindas para o Scream &amp; Yell. Se voc\u00eas procurarem no site, ver\u00e3o que escrevi em v\u00e1rios momentos, sei l\u00e1, do in\u00edcio dos anos 2000 para c\u00e1, sempre movido pela vontade de compartilhar com os leitores alguns pontos de vista sobre cultura pop, especialmente sobre m\u00fasica. H\u00e1 textos escritos <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/outros\/cel24.htm\" target=\"_blank\">h\u00e1 dez anos ou mais<\/a>, coisas de outros momentos da minha vida e \u00e0s vezes \u00e9 estranho l\u00ea-los. Noutras \u00e9 algo bem saud\u00e1vel e importante, portanto, como meu amigo Marcelo Costa \u00e9 um cara gente boa e tranquilo, ele segue dando trela para as minhas palavras ao vento, gente jovem reunida. Acho que a passagem do tempo me fez ficar menos nost\u00e1lgico, mas o assunto que escolho para retornar \u00e0s p\u00e1ginas do S&amp;Y pode me arremessar novamente no precip\u00edcio das relembran\u00e7as sem muito sentido al\u00e9m do umbigo de quem escreve. Prometo, no entanto, que farei o poss\u00edvel para tentar escapar dessa armadilha f\u00e1cil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quis o destino que em um s\u00e1bado de maio, ap\u00f3s quase 45 anos de idade, eu fosse a um show do Guilherme Arantes. H\u00e1 outro texto recente sobre ele <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/03\/10\/guilheme-arantes-e-a-amnesia-do-pop\/\" target=\"_blank\">por aqui<\/a>, no qual eu falo da grande injusti\u00e7a que \u00e9 o esquecimento da m\u00eddia e da ind\u00fastria musical (ou do que sobrou dela) <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/guilhermearantes.htm\" target=\"_blank\">em rela\u00e7\u00e3o a Guilherme e sua carreira<\/a>. Desde este texto anterior (acho que \u00e9 de 2012) e hoje, algo mudou, sobretudo pelo lan\u00e7amento de &#8220;Condi\u00e7\u00e3o Humana&#8221;, em 2013, um bom \u00e1lbum de in\u00e9ditas do sujeito, algo que n\u00e3o acontecia h\u00e1 um bom tempo. Com direito a participa\u00e7\u00f5es de artistas como Tulipa Ruiz, Thiago Pethit e Ti\u00ea, entre outros, o \u00e1lbum serviu pra sacudir a poeira de Guilherme e recoloc\u00e1-lo no circuito de shows mais ou menos habituais. Foi um desses, sem causa aparente, que levou a mim e \u00e0 minha esposa ao Vivo Rio. Cabe aqui um par\u00eanteses sobre isso. Eu e Maria, minha senhora, n\u00e3o t\u00ednhamos inten\u00e7\u00e3o de ir ao show. Na verdade, nem sab\u00edamos que Guilherme estaria se apresentando na cidade, mas vimos no notici\u00e1rio local da hora do almo\u00e7o, o pr\u00f3prio dando entrevista e falando sobre o que pretendia fazer mais tarde: &#8220;\u00c9 show pra quem gosta de Guilherme Arantes, eu vou tocar tudo, todos os meus hits, e, como \u00e9 fim de m\u00eas, vai ser com pre\u00e7os populares&#8221;. A simpatia e a ideia de v\u00ea-lo no palco eram irresist\u00edveis. Vimos que os valores eram, de fato, convidativos (no fim, com desconto da operadora de telefonia e da meia entrada a que tenho direito por cursar meu Mestrado em Hist\u00f3ria), n\u00e3o havendo, portanto, motivo que justificasse a nossa aus\u00eancia. Fomos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A plateia que se dirigiu ao Vivo Rio era heterog\u00eanea, com certa preval\u00eancia de gente na casa dos 40 e tantos, 50 e poucos, p\u00fablico que cresceu em frente \u00e0 TV, na qual havia uma Rede Globo que n\u00e3o mais existe, cuja l\u00f3gica de audi\u00eancia passava pelas novelas e suas trilhas, espa\u00e7o no qual Guilherme reinou soberano com sua artesania pop com tinturas progressivas. Fluente ao piano, com voz milagrosa para algu\u00e9m com tanto sotaque e timbre anasalado, ele, acima de tudo, sempre foi um excelente compositor, na mesma escola de gente como Elton John, Phil Collins e Billy Joel, sem qualquer exagero. Dono de uma fileira intermin\u00e1vel de hits radiof\u00f4nicos e televisivos, Arantes \u00e9 o que podemos chamar de hitmaker, talvez o maior que a m\u00fasica popular brasileira j\u00e1 produziu, um posto que tamb\u00e9m tem Lulu Santos e Rita Lee como pleiteantes e, al\u00e9m deles, mais ningu\u00e9m. A possibilidade de v\u00ea-lo desfilando seu repert\u00f3rio com poucas &#8211; ou nenhuma &#8211; omiss\u00f5es era animadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O show come\u00e7ou pontualmente \u00e0s 22h. Guilherme surgiu com uma banda de duas guitarras, baixo, bateria, duas vocalistas de apoio, al\u00e9m de seus teclados e piano. Entre os m\u00fasicos, duas lendas absolutas do rock nacional em todos os tempos: Luiz Carlini, guitar hero nacional e um dos fundadores do Tutti-Frutti, banda que Rita Lee integrou ap\u00f3s os Mutantes. No baixo l\u00e1 estava um grisalho Willy Verdaguer, respons\u00e1vel, entre outros muitos feitos, pela introdu\u00e7\u00e3o marcante de &#8220;Sangue Latino&#8221;, dos Secos e Molhados. Uma das vocalistas, Marietta Vital, \u00e9 filha de Guilherme, ou seja, algo extremamente pessoal e intransfer\u00edvel estava por vir. Ap\u00f3s um set de cinco can\u00e7\u00f5es de &#8220;Condi\u00e7\u00e3o Humana&#8221;, anunciadas por ele como &#8220;gente, eu vou tocar essas m\u00fasicas do disco novo e depois vamos mergulhar nos hits, t\u00e1? A noite vai ser bem longa, podem se preparar&#8221;, o baile come\u00e7ou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma a uma, vieram &#8220;Ra\u00e7a de Her\u00f3is&#8221; (can\u00e7\u00e3o do antigo grupo Moto Perp\u00e9tuo, mas que s\u00f3 foi regravada em 1989 para a novela \u201cQue Rei Sou Eu?\u201d), &#8220;A Cidade E A Neblina&#8221; e, sem maiores delongas, uma monstruosa vers\u00e3o de &#8220;Amanh\u00e3&#8221;, na qual as tonalidades progs do arranjo original foram levemente alteradas para que Carlini pudesse passear com suas seis cordas sem qualquer cerim\u00f4nia, conferindo mais peso e melodia ao arranjo. Pouco depois, tamb\u00e9m sem muito aviso, entram em campo outras duas belas e emblem\u00e1ticas baladas pop nacionais, &#8220;Meu Mundo E Nada Mais&#8221; e &#8220;Planeta \u00c1gua&#8221;. A primeira \u00e9 faixa do primeiro e hom\u00f4nimo \u00e1lbum de Guilherme, lan\u00e7ado em 1976, e a segunda chegou ao vice-campeonato no MPB Shell, em 1981, ap\u00f3s vencer a escolha popular, fato que levou a can\u00e7\u00e3o escolhida pelo j\u00fari, &#8220;Purpurina&#8221;, com Lucinha Lins, a receber uma das maiores vaias da hist\u00f3ria, desferida por um Maracan\u00e3zinho lotado e enfurecido. Outras can\u00e7\u00f5es lentas e bel\u00edssimas, &#8220;Muito Diferente&#8221;, &#8220;Sob O Efeito De Um Olhar&#8221; e &#8220;Um Dia, Um Adeus&#8221;, gravadas entre 1987 e 1992, surgem encadeadas ao piano, cantadas a plenos pulm\u00f5es pela plateia. Eu, com os meus bot\u00f5es, sempre pensei que &#8220;Muito&#8221; e &#8220;Sob O Efeito&#8221; eram primas-irm\u00e3s, capazes de um encadeamento mel\u00f3dico. V\u00ea-las nesse formato foi um press\u00e1gio de que est\u00e1vamos no lugar certo, na hora certa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desfile de hits continuou e algumas hist\u00f3rias interessantes surgiram quando ele menciona alguns parceiros de composi\u00e7\u00e3o. Cita J\u00falio Barroso, um dos arquitetos do rock nacional dos anos 80, e fala que, no mesmo MPB Shell, l\u00e1 estava uma can\u00e7\u00e3o composta por ambos, mas da qual Guilherme precisou abrir m\u00e3o para competir apenas com uma m\u00fasica. Ele optou ficar com &#8220;Planeta \u00c1gua&#8221;, deixando nada menos que &#8220;Perdidos Na Selva&#8221;, cl\u00e1ssica can\u00e7\u00e3o que Julio apresentaria com seu grupo, Gang 90 E Absurdetes, sem muito sucesso, mas com inova\u00e7\u00e3o e croc\u00e2ncia suficientes para lev\u00e1-los \u00e0 abertura de uma novela global, cujo t\u00edtulo foi decalcado de outra can\u00e7\u00e3o: &#8220;Nosso Louco Amor&#8221;. Ainda no terreno dos parceiros, Guilherme cita ningu\u00e9m menos que o poeta paranaense Paulo Leminski, com quem fez &#8220;Xixi Nas Estrelas&#8221;, para um especial global infantil. O p\u00fablico continua cantando tudo a plena for\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desfile de hits n\u00e3o para. Logo surgem &#8220;Pedacinhos&#8221;, &#8220;Marina No Ar&#8221;, &#8220;Cuide-se Bem&#8221; (com arranjo funk rock eficient\u00edssimo), &#8220;Coisas do Brasil&#8221; (de Guilherme e do jornalista N\u00e9lson Motta), &#8220;O Melhor Vai Come\u00e7ar&#8221;, &#8220;Vivendo E Aprendendo A Jogar&#8221; (composta para Elis Regina, sendo uma das \u00faltimas faixas gravadas pela cantora), &#8220;Lance Legal&#8221; e &#8220;Loucas Horas&#8221;. Em pouco tempo j\u00e1 h\u00e1 uma aglomera\u00e7\u00e3o de pessoas em frente ao palco, gente que n\u00e3o resistiu em suas mesas e, como a casa n\u00e3o havia configurado seu espa\u00e7o para ter o setor &#8220;Pista&#8221;, resolveu pular na chamada &#8220;fila do gargarejo&#8221;. N\u00e3o podiam imaginar que dois dos maiores cl\u00e1ssicos da carreira do homem viessem em seguida e quase emendados: &#8220;Cheia de Charme&#8221; e &#8220;Deixa Chover&#8221;, ambas com suas matrizes pop rock anglo americanas intactas, n\u00e3o afetadas pela a\u00e7\u00e3o do tempo. Pessoas em frente ao palco e por todo Vivo Rio cantavam e dan\u00e7avam, algo inacredit\u00e1vel para um artista deixado de lado pela modernidade. Ap\u00f3s a sa\u00edda protocolar do palco, sob os urros de &#8220;por que parou, parou porqu\u00ea?&#8221;, Arantes e sua banda voltam, suados, descabelados e felizes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O bis tem a bonitinha &#8220;F\u00e3 N\u00famero 1&#8221; e a cat\u00e1rtica &#8220;Lindo Bal\u00e3o Azul&#8221;, que traz potencial de Festa Ploc\/Baile da Saudade para quarent\u00f5es, mas que, mais que tudo, \u00e9 executada com uma ferocidade rock&#8217;n&#8217;roll pela banda, com direito a solo incendi\u00e1rio de Carlini no melhor estilo Eddie Van Halen, cuspindo fa\u00edscas pra todo o lado, al\u00e9m da banda vindo quase \u00e0 beira do palco para cantar junto com p\u00fablico. No fim, ap\u00f3s precisas duas horas e quatro minutos de show, o circuito musical\/mnem\u00f4nico est\u00e1 encerrado com duas aus\u00eancias notadas: &#8220;Ouro&#8221;, can\u00e7\u00e3o de 1987, que tem arranjo original com baixos sintetizados e inv\u00f3lucro funk de branco\/tecnopop, e &#8220;Olhos Vermelhos&#8221;, de 1985, faixa do disco &#8220;Despertar&#8221;, o mesmo de &#8220;Cheia de Charme&#8221;. Lembro de um clipe do Fant\u00e1stico no qual Guilherme surgia no meio de punks paulistanos enraivecidos, enquando o arranjo da can\u00e7\u00e3o lembrava &#8220;Torture&#8221;, faixa do disco de 1984 dos Jacksons, &#8220;Victory&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 nenhum artista brasileiro em atividade, exceto Lulu Santos, com tamanho potencial de hits para um show. Lulu, como sabemos, est\u00e1 mais afeito a participa\u00e7\u00f5es televisivas de gosto extra-duvidoso e n\u00e3o lan\u00e7a um disco razo\u00e1vel desde, provavelmente, 1996, quando soltou &#8220;Anti-Ciclone Tropical&#8221;. Al\u00e9m do mais, Lulu n\u00e3o tem mais voz ou pique para uma apresenta\u00e7\u00e3o aer\u00f3bica e contagiante como a de Guilherme e seus trabalhos desde ent\u00e3o, mesmo que somados, n\u00e3o chegam aos p\u00e9s do elegante &#8220;Condi\u00e7\u00e3o Humana&#8221;. O problema \u00e9 que Guilherme Arantes, careca e com 62 anos de idade, \u00e9 a ant\u00edtese da modernidade e n\u00e3o \u00e9 capaz &#8211; segundo as an\u00e1lises furadas de publicit\u00e1rios e outros seres adjacentes &#8211; de mover uma multid\u00e3o a um show. Guilherme n\u00e3o se importa com isso, teve um per\u00edodo longo de ostracismo em sua carreira, quase sumiu da m\u00eddia por motivo simples, segundo sua pr\u00f3pria an\u00e1lise: n\u00e3o quis viver de passado, de regrava\u00e7\u00f5es e tributos, apesar de ter lan\u00e7ado suas colet\u00e2neas de sucessos aqui e ali, bem como alguns remakes de seus cl\u00e1ssicos, a bordo da s\u00e9rie Intimidade, da Som Livre. Mesmo assim, segundo ele afirma, ainda \u00e9 capaz de fazer uma m\u00e9dia de quinze shows ao vivo, a partir de sua base em Salvador, Bahia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais que uma viagem aos tempos da televis\u00e3o e de seu momento \u00e1ureo, a arte de Guilherme Arantes sobrevive \u00e0 an\u00e1lise de qualquer pessoa que se disponha a falar sobre m\u00fasica popular. O sujeito tem cl\u00e1ssicos e, se ele estiver de passagem por sua cidade, n\u00e3o deixe, sob qualquer alega\u00e7\u00e3o, de v\u00ea-lo ao vivo e, se poss\u00edvel, leve seus filhos, parentes mais jovens, em suma, ajude a torn\u00e1-lo mais conhecido e querido por uma gera\u00e7\u00e3o que pensa que a m\u00fasica popular brasileira \u00e9, necessariamente, uma encruzilhada entre MC Guim\u00ea e Thiaguinho. Fa\u00e7a sua parte porque o Guilherm\u00e3o segue fazendo a dele como sempre: cheio de compet\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-30911\" title=\"guilherme2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/guilherme2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/guilherme2.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/guilherme2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; CEL \u00e9 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/carloseduardo.lima.90\" target=\"_blank\">Carlos Eduardo Lima<\/a> (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/celeolimite\" target=\"_blank\">@celeolimite<\/a>), respons\u00e1vel pela coluna Sob o CEL no Scream &amp; Yell, uma vers\u00e3o renovada de sua primeira coluna no site, <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/outros\/cel24.htm\" target=\"_blank\">O CEL \u00e9 o Limite<\/a>, que ele estreou em 05 de maio de 2002. Tamb\u00e9m \u00e9 locutor e produtor na empresa <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/RadioVitrola.net\" target=\"_blank\">R\u00e1dio Vitrola<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/sob_o_ceu\/\"><strong>LEIA OUTRAS COLUNAS DE CARLOS EDUARDO LIMA NO SCREAM &amp; YELL<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Retorno de Guilherme Arantes com\u00a0<span>\u201cCondi\u00e7\u00e3o Humana\u201d \u00e9 positivo<\/span> (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/15\/rod-stewart-clapton-guilherme-arantes\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sob o CEL #28\nReativando a coluna Sob o CEL, jornalista defende que a arte de Guilherme Arantes sobrevive \u00e0 an\u00e1lise de qualquer pessoa\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/06\/04\/guilherme-arantes-e-o-sentido-da-vida\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":44,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[46],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30909"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/44"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30909"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30909\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43474,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30909\/revisions\/43474"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30909"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30909"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30909"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}