{"id":30832,"date":"2015-05-30T00:52:38","date_gmt":"2015-05-30T03:52:38","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=30832"},"modified":"2016-09-03T11:29:04","modified_gmt":"2016-09-03T14:29:04","slug":"tres-perguntas-jonathan-tadeu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/05\/30\/tres-perguntas-jonathan-tadeu\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas perguntas: Jonathan Tadeu"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-30833\" title=\"jonathan1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/jonathan1.jpg\" alt=\"\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jonathan Tadeu \u00e9 mais um membro do prol\u00edfico coletivo <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/geracaoperdidamg\" target=\"_blank\">Gera\u00e7\u00e3o Perdida de Minas Gerais<\/a>. Com carreira iniciada em 2009, Jonathan foi l\u00edder da Quase Coadjuvante, uma banda que, literalmente, fez muito barulho na cena indie brasileira. Ap\u00f3s tr\u00eas EPs, a banda encerrou as atividades ano passado, \u00e9poca em que o compositor j\u00e1 produzia o seu primeiro solo, o rec\u00e9m-lan\u00e7ado \u201cCasa Vazia\u201d (2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dispon\u00edvel no Bandcamp (<a href=\"http:\/\/jonathantadeu.bandcamp.com\/album\/casa-vazia\" target=\"_blank\">http:\/\/jonathantadeu.bandcamp.com<\/a>) tanto para audi\u00e7\u00e3o quanto download, &#8220;Casa Vazia&#8221; traz Vitor Brauer (Lupe de Lupe) na produ\u00e7\u00e3o e aposta num olhar l\u00edrico e agridoce para com o cotidiano, embebido em guitarras estridentes e mel\u00f3dicas. Jonathan gravou todas as vozes, guitarras e baixos, e ainda sampleou \u00e1udios da internet e gravou duas can\u00e7\u00f5es diretamente no celular, em um \u00fanico take \u2013 Vitor assumiu as baquetas nas faixas &#8220;Whitney Houston&#8221; e &#8220;Estorvo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em entrevista concedida por e-mail, Jonathan fala sobre a experi\u00eancia de gravar solit\u00e1rio (&#8220;Eu queria gravar as m\u00fasicas exatamente do jeito que vieram para que soassem mais \u00edntimas ainda&#8221;), sua carreira como videomaker e os desejos futuros do movimento Gera\u00e7\u00e3o Perdida: &#8220;Continuar criando da maneira mais livre poss\u00edvel. A gente nunca vai parar de arriscar\u201d, afirma. Com voc\u00ea, Jonathan Tadeu.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/mBTMWYloduo\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/mBTMWYloduo\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De que maneira &#8220;Casa Vazia&#8221; difere do seu trabalho na Quase Coadjuvante?<\/strong><br \/>\nQuando terminei de compor as tr\u00eas primeiras m\u00fasicas do disco j\u00e1 estava bem claro de que seria uma experi\u00eancia solit\u00e1ria. O \u00faltimo disco da Quase Coadjuvante foi lan\u00e7ado em dezembro (de 2014) e na metade de janeiro o &#8220;Casa Vazia&#8221; j\u00e1 estava pronto. Foi um processo muito r\u00e1pido. As m\u00fasicas surgiram de uma vez s\u00f3, num momento em que eu precisava muito cantar sobre esses temas. Uma necessidade quase f\u00edsica mesmo. Na Quase, eu compunha o esqueleto da m\u00fasica e mandava uma demo para a banda ouvir, e a\u00ed a gente criava o resto coletivamente. No \u201cCasa Vazia\u201d eu queria gravar as m\u00fasicas exatamente do jeito que vieram, para que soassem mais \u00edntimas ainda, como se quem ouve estivesse presenciando as grava\u00e7\u00f5es que fa\u00e7o no meu quarto. As m\u00fasicas \u201cEst\u00f4mago\u201d e \u201cMartini\u201d s\u00e3o um exemplo disso. Elas s\u00f3 foram gravadas uma \u00fanica vez. A vers\u00e3o do disco \u00e9 exatamente a que eu gravei no celular pela primeira vez. Quando fui para Valadares gravar com o V\u00edtor, a gente j\u00e1 sabia que seria imposs\u00edvel repetir a descarga emocional dessas vers\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea \u00e9 figura f\u00e1cil em eventos independentes por BH, sempre tendo a c\u00e2mera como companhia. De que maneira este olhar paralelo colabora para com o seu trabalho?<\/strong><br \/>\nAh, cara, \u00e9 uma experi\u00eancia e tanto. Acho que eu t\u00f4 nessa desde 2008\/2009. Sinto que fui crescendo junto com as bandas da cidade. Fiz amizades incr\u00edveis e com muita insist\u00eancia consegui encontrar o meu espa\u00e7o dentro da cidade. Sempre tive uma rela\u00e7\u00e3o meio arredia com BH. Sempre presente, mas sempre desconfiado demais do que a cidade realmente poderia me dar de volta. Hoje as coisas est\u00e3o mais leves, acho que tanto eu quanto a Gera\u00e7\u00e3o Perdida conseguimos conquistar a nossa fatia do bolo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Atualmente, bandas como a Lupe de Lupe tem alcan\u00e7ado gradualmente um p\u00fablico fiel e parte da cr\u00edtica. Quando o movimento fora criado quais eram seus objetivos e que mais voc\u00eas esperam alcan\u00e7ar?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei se posso responder isso pelo coletivo inteiro, acho que cada um de n\u00f3s tem uma vis\u00e3o um tanto diferente sobre isso. Mas acho que o coletivo passou a existir principalmente por que todos nos compartilh\u00e1vamos uma sensa\u00e7\u00e3o meio amarga de n\u00e3o pertencimento. N\u00e3o nos reconhec\u00edamos em praticamente nenhum grupinho alternativo da \u00e9poca. Tem algumas lembran\u00e7as que me soam bem absurdas hoje em dia. O povo era muito conservador. A Quase e a Lupe se destacavam negativamente\/positivamente pelo simples fato das guitarras serem mais altas, ou de algu\u00e9m desafinar. Eu ficava puto toda vez que ia num festival dito alternativo e ouvia do p\u00fablico ou de algu\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o que a Lupe de Lupe era ruim por que as vozes eram desafinadas. Pra mim n\u00e3o fazia o menor sentido esse argumento. Era um ambiente alternativo com regras do programa do Raul Gil. Amador era a palavra mais comum. Os meus primeiros videoclipes, as primeiras grava\u00e7\u00f5es da Lupe, eram tudo jogado nesse cesto. O coletivo serviu para criar uma separa\u00e7\u00e3o mesmo. Mostrar que a gente estava indo na contram\u00e3o, enquanto os outros se &#8220;profissionalizavam&#8221;. \u00c9 muito gratificante pra gente ter a Lupe fechando uma turn\u00ea nacional depois de tudo isso, sabe. Tem que acreditar, tem que insistir. E as pretens\u00f5es continuam as mesmas: continuar criando da maneira mais livre poss\u00edvel. A gente nunca vai parar de arriscar.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/wc0nppDFu3g\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/wc0nppDFu3g\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Bruno Lisboa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\">@brunorplisboa<\/a>) \u00e9 redator\/colunista do <a href=\"http:\/\/pignes.com\" target=\"_blank\">Pigner<\/a> e do <a href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\">O Poder do Resum\u00e3o<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Lupe de Lupe: &#8220;Remar contra a mar\u00e9 faz parte da nossa natureza arredia&#8221;\u00a0 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/02\/19\/entrevista-lupe-de-lupe\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Integrante do prol\u00edfico coletivo Gera\u00e7\u00e3o Perdida de Minas Gerais, Jonathan Tadeu estreia solo com o \u00e1lbum &#8220;Casa Vazia&#8221;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/05\/30\/tres-perguntas-jonathan-tadeu\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[821,980,982,52],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30832"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30832"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30832\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39765,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30832\/revisions\/39765"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30832"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30832"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30832"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}