{"id":30816,"date":"2015-05-29T11:40:04","date_gmt":"2015-05-29T14:40:04","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=30816"},"modified":"2017-08-07T00:32:18","modified_gmt":"2017-08-07T03:32:18","slug":"tres-perguntas-dulce-quental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/05\/29\/tres-perguntas-dulce-quental\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas perguntas: Dulce Quental"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-30817\" title=\"dulce6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/dulce6.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/dulce6.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/dulce6-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c2015 est\u00e1 sendo um ano de colocar a casa em ordem em todas as inst\u00e2ncias\u201d, conta Dulce Quental, que ver\u00e1 seus tr\u00eas primeiros discos, lan\u00e7ados pela EMI nos anos 80, remasterizados para as plataformas digitais, prepara um vinil de in\u00e9ditas e dispersas para o segundo semestre e tamb\u00e9m o lan\u00e7amento de seu primeiro romance, \u201cMem\u00f3ria Inventada\u201d, via processo de crowdfunding (<a href=\"http:\/\/www.kickante.com.br\/campanhas\/dulce-quental-adquira-ja-memoria-inventada\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">conhe\u00e7a as recompensas<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre 2005 e 2008, Dulce Quental assinou no Scream &amp; Yell mais de 40 textos na coluna \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/09\/19\/e-a-natureza-humana-why-why\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Caleidosc\u00f3picas<\/a>\u201d. Depois a coluna virou blog no iG, e ela seguiu seu caminho pelas ruas da internet. Boa parte dessas colunas (e algumas extras) entraram no livro \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/09\/19\/e-a-natureza-humana-why-why\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Caleidosc\u00f3picas<\/a>\u201d (2012), meio que um embri\u00e3o de \u201cMem\u00f3ria Inventada\u201d: \u201cFoi a partir da experi\u00eancia de escrever toda semana, ou quinzenalmente, que descobri o prazer da fic\u00e7\u00e3o\u201d, ela conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No terreno musical, Dulce estreou com a banda Sempre Livre lan\u00e7ando o \u00e1lbum \u201cAvi\u00e3o de Combate\u201d (de sucessos como \u201cEsse Seu Jeito Sexy de Ser\u201d e \u201cEu Sou Free\u201d) em 1984. Depois saiu em carreira solo lan\u00e7ando \u201cD\u00e9lica\u201d (1988), \u201cVoz Azul\u201d (1987), \u201cDulce Quental\u201d (1988) e \u201cBeleza Roubada\u201d (2004) cravando sucessos como \u201cNatureza Humana\u201d, \u201cCaleidosc\u00f3pio\u201d, \u201cViver\u201d e uma vers\u00e3o para \u201cTerra de Gigantes\u201d, dos Engenheiros do Hawaii (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/05\/23\/quatro-discos-de-dulce-quental\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">conhe\u00e7a os discos<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa abaixo, por e-mail, Dulce conta sobre seus novos projetos, fala das dificuldades de realizar um projeto de crowdfunding\u00a0 e diz que voltar\u00e1 aos palcos para divulgar o \u00e1lbum \u201cM\u00fasica e Maresia\u201d em setembro. \u201cEspero que o livro esteja pronto at\u00e9 l\u00e1. E a\u00ed, seguir em frente. A voz est\u00e1 voltando com toda for\u00e7a. Voz narrativa, autoral e sonora\u201d, ela avisa. Fala Dulce.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xLl8Aosr0IE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea j\u00e1 havia escrito v\u00e1rias cr\u00f4nicas, muitas delas para o Scream &amp; Yell, inclusive. Como surgiu a ideia de escrever um romance? Era algo que sempre esteve por perto e agora se materializou ou \u00e9 uma descoberta recente?<\/strong><br \/>\n\u00c9 interessante que estejamos de novo conversando porque tudo come\u00e7ou um pouco por causa das Caleidosc\u00f3picas (a coluna no Scream &amp; Yell). Foi a partir da experi\u00eancia de escrever toda semana, ou quinzenalmente, que descobri o prazer da fic\u00e7\u00e3o. As cr\u00f4nicas me ajudaram a revelar a voz autoral. Os fatos diversos que envolvem esse tipo de narrativa pouco a pouco foram dando lugar \u00e0s pequenas fic\u00e7\u00f5es. Foi ent\u00e3o a hora de parar e mergulhar num projeto mais ambicioso. De longo prazo. Eu estava tamb\u00e9m interessada na obra do escritor pernambucano Raimundo Carrero. A identifica\u00e7\u00e3o com a voz narrativa de um dos seus personagens despertou em mim a ideia de que talvez eu tivesse uma historia para contar a partir do ponto de vista de um narrador que poderia ser, talvez, a irm\u00e3 do personagem de Carrero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa \u00e9 a primeira vez que voc\u00ea est\u00e1 trabalhando com crowdfunding, um modelo que vem sendo bastante usado para viabilizar projetos. Como est\u00e1 sendo a experi\u00eancia?<\/strong><br \/>\nA experi\u00eancia com o crowdfunding est\u00e1 me mostrando o quanto \u00e9 dif\u00edcil mobilizar as pessoas. E o quanto \u00e9 fantasiosa a rela\u00e7\u00e3o que temos com a internet e as redes sociais. Voc\u00ea se acostuma a falar todos os dias com milhares de pessoas que n\u00e3o conhece direito, conversando sobre os mais variados temas e cria a ilus\u00e3o que elas se interessam, de fato, por voc\u00ea ou pelo que voc\u00ea tem a dizer. Mas na maioria das vezes \u00e9 uma engana\u00e7\u00e3o. Quando voc\u00ea coloca isso a prova, como, no caso de um projeto como esse, \u00e9 que v\u00ea como funciona. As pessoas v\u00e3o l\u00e1. Curtem. Mas n\u00e3o apoiam. Ent\u00e3o a sensa\u00e7\u00e3o que fica \u00e9 a de que vivemos uma enorme fic\u00e7\u00e3o coletiva. Um del\u00edrio narc\u00edsico. Ningu\u00e9m apoia ningu\u00e9m de verdade. Mas finge que apoia. Tudo \u00e9 um enorme teatro virtual. Quem apoiou at\u00e9 agora o projeto foram meus amigos e familiares. Amigos virtuais foram muito poucos. E tem muita coisa de fantasiosa tamb\u00e9m a nossa pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o com a plataforma. Eles s\u00e3o apenas um aplicativo. Um instrumento para ser usado. Eles n\u00e3o entram na campanha a n\u00e3o ser que atinja certa visibilidade. Todo o trabalho tem que ser feito pelo artista. E a\u00ed \u00e9 que o bicho pega. Se f\u00f4ssemos profissionais de marketing n\u00e3o ser\u00edamos artistas. Ao mesmo tempo, temos que aprender a usar as ferramentas que existem. N\u00e3o existe nada fora do mercado. Tudo \u00e9 mercadoria. Ingenuidade pensar o contr\u00e1rio. S\u00f3 se combate a t\u00e9cnica com a t\u00e9cnica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Universal vai enfim disponibilizar em formato digital os tr\u00eas discos que voc\u00ea gravou na EMI nos anos 80?<\/strong><br \/>\n2015 est\u00e1 sendo um ano de colocar a casa em ordem em todas as inst\u00e2ncias. Arrumando os arm\u00e1rios e o passado. Esses discos (\u201cD\u00e9lica\u201d, de 1988; \u201cVoz Azul\u201d, de 1987; e \u201cDulce Quental\u201d, de 1988) v\u00e3o sair agora pela Universal, masterizados para esse formato, j\u00e1 que nunca sa\u00edram em CD. E em setembro estou lan\u00e7ando \u201cM\u00fasica e Maresia\u201d, um vinil de grava\u00e7\u00f5es In\u00e9ditas e Dispersas. Coisas que gravei nos anos 90 e quem nunca sa\u00edram. Vai ser uma edi\u00e7\u00e3o caprichosa com capa dupla. Para comemorar esses lan\u00e7amentos vou voltar aos shows. J\u00e1 temos uma data agendada em S\u00e3o Paulo, no SESC Belenzinho, dia 26 de setembro. Espero que o livro esteja pronto tamb\u00e9m at\u00e9 l\u00e1. E a\u00ed, seguir em frente. A voz est\u00e1 voltando com toda for\u00e7a. Voz narrativa, autoral e sonora.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zpgIyme1mFQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) edita o Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Quatro discos: &#8220;D\u00e9lica&#8221;, &#8220;Voz Azul&#8221;, &#8220;Dulce Quental&#8221; e &#8220;Beleza Roubada&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/05\/23\/quatro-discos-de-dulce-quental\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Entrevista: Dulce Quental (2004) (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/dulcequental.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Dulce Quental re\u00fane cr\u00f4nicas de internet no livro &#8220;Caleidosc\u00f3picas&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/05\/20\/caleidoscopicas-de-dulce-quental\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Dulce Quental: &#8220;Cazuza, amigo e inspira\u00e7\u00e3o&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/07\/10\/cazuza-amigo-e-inspiracao\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Caleidosc\u00f3picas: leia algumas cr\u00f4nicas de Dulce Quental no Scream &amp; Yell (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/09\/19\/e-a-natureza-humana-why-why\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nDedicada a um projeto de crowdfunding para viabilizar seu primeiro romance, Dulce fala sobre o &#8220;del\u00edrio narc\u00edsico&#8221; da web\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/05\/29\/tres-perguntas-dulce-quental\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[52],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30816"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30816"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30816\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43701,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30816\/revisions\/43701"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30816"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30816"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30816"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}