{"id":30636,"date":"2003-11-01T10:55:55","date_gmt":"2003-11-01T13:55:55","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=30636"},"modified":"2025-04-10T18:19:36","modified_gmt":"2025-04-10T21:19:36","slug":"the-white-stripes-ao-vivo-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2003\/11\/01\/the-white-stripes-ao-vivo-no-rio\/","title":{"rendered":"The White Stripes ao vivo no Rio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-30637\" title=\"whitestripes4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/whitestripes4.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"353\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/whitestripes4.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/whitestripes4-300x175.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">The White Stripes, um dos nomes do primeiro escal\u00e3o do rock mundial na atualidade, fez o show mais alto, barulhento e aplaudido de todo o Tim Festival 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m, pudera. A banda j\u00e1 ultrapassou a marca de 1 milh\u00e3o de c\u00f3pias vendidas de seu \u00faltimo disco, \u201cElephant\u201d, e \u00e9 figurinha f\u00e1cil nas principais publica\u00e7\u00f5es de rock de todo o mundo. Para muitos f\u00e3s, a presen\u00e7a do White Stripes em terras brasileiras, no auge da carreira, j\u00e1 \u00e9 motivo de sobra para agradecer aos c\u00e9us.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o duo fez uma apresenta\u00e7\u00e3o em que reinou o som tosco da guitarra de Jack White, os trejeitos fofos da baterista Meg, e o treme-treme na pista de dan\u00e7a, quando algum hit da banda era tocado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi o que aconteceu em \u201cHotel Yorba\u201d, \u201cYou&#8217;re Pretty Good Looking (For a Girl)\u201d e em \u201cSeven Nation Army\u201d. A plateia cantava, pulava, festejava e o ch\u00e3o de madeira do palco Stage tremia, tremia, tremia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No palco, o White Stripes impressiona. S\u00e3o apenas duas pessoas fazendo um barulho dos infernos. Jack \u00e9 t\u00e3o branquelo que chega a assustar. Meg \u00e9 muito mais bonita do que as fotos aparentam. E o som \u00e9 muito mais sujo do que nos \u00e1lbuns.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na primeira m\u00fasica, \u201cBlack Math\u201d, a barulheira era tanta que encobriu o vocal gritado de Jack White. Na segunda, \u201cDead Leaves and the Dirty Ground\u201d, o clima bluezy reinou. Jack canta sussurado, para berrar o refr\u00e3o depois. Em \u201cJolene\u201d, de Dolly Parton, parece ter incorporado a alma de um velho bluesman.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, por mais que a pose de &#8220;guitar hero&#8221; de Jack sobressaia na banda, \u00e9 Meg a respons\u00e1vel pelos melhores momentos da noite. Ela erra o andamento v\u00e1rias vezes (deve ser dif\u00edcil manter o ritmo sem um contrabaixo marcando o tempo), faz caras e bocas, sorri, parece brava com Jack, mostra a l\u00edngua e canta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 \u201cCold, Cold, Night\u201d, uma baladinha soturna que leva a baterista at\u00e9 o microfone principal. A ala masculina vai ao del\u00edrio. A ala feminina admira. Meg canta suavemente, larga o microfone para dedilhar um piano que s\u00f3 ser\u00e1 tocado no show neste menos de minuto do solo da can\u00e7\u00e3o. E volta, vitoriosa, para a bateria, sorrindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jack, por sua vez, parece duelar com as guitarras. Ele toca duas no show. A primeira, um modelo vermelho, insiste na microfonia. Jack tenta equalizar a contento o trio de amplificadores pr\u00e9 1963 que serve de retorno, mas n\u00e3o consegue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Larga a guitarra vermelha e pega um modelo marrom. Com ela, toca o longo blues \u00e0 l\u00e1 Led Zeppelin \u201cBall and Biscuit\u201d e a doce cover de Burt Bacharah, \u201cI Just Don&#8217;t Know What to Do With Myself\u201d, cantada em coro pela audi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, o clima parece tenso no palco. Jack tem dois microfones a sua disposi\u00e7\u00e3o. O primeiro \u00e9 posicionado de frente para o p\u00fablico. O segundo, posicionado de frente para Meg. Neste, o guitarrista passa boa parte do show olhando nos olhos da baterista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rola provoca\u00e7\u00f5es, duelos da guitarra com a bateria, e sacanagens, como Jack retardando o andamento de \u201cFell In Love With a Girl\u201d, tirando toda a concentra\u00e7\u00e3o de Meg.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram, ao todo, 18 cacetadas que colocam o som garageiro na ordem do dia. Com os dois p\u00e9s atolados no blues, as m\u00e3os no rock and roll e o cora\u00e7\u00e3o no som tosco das bandas de garagem, o White Stripes realizou uma excelente apresenta\u00e7\u00e3o, mas deixou um gostinho de &#8220;falta alguma coisa&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dif\u00edcil imaginar por que uma banda como o White Stripes conquiste tanto o p\u00fablico. Talvez seja o charme de Meg. Talvez seja o som da guitarra de Jack. Talvez tenha sido um bom show. Com um zumbido nos ouvidos, o p\u00fablico leva a d\u00favida para casa. E a banda retorna para os Estados Unidos. A festa vermelha e branca fica para outra oportunidade.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The White Stripes - In The Cold, Cold Night live TIM Festival 2003\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-bpR02KaKE0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The White Stripes - Hotel Yorba live TIM Festival 2003\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pSfZZt_5xko?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The White Stripes - Dead Leaves And The Dirty Ground live TIM Festival 2003\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LnajURZhN5k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calmantes com Champagne<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa The White Stripes, um dos nomes do primeiro escal\u00e3o do rock mundial na atualidade, fez o show mais alto, barulhento \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2003\/11\/01\/the-white-stripes-ao-vivo-no-rio\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30636"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30636"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30636\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88606,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30636\/revisions\/88606"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}