{"id":30568,"date":"2015-05-14T17:03:18","date_gmt":"2015-05-14T20:03:18","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=30568"},"modified":"2020-02-20T01:06:38","modified_gmt":"2020-02-20T04:06:38","slug":"entrevista-erika-machado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/05\/14\/entrevista-erika-machado\/","title":{"rendered":"Entrevista: \u00c9rika Machado"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com carreira iniciada h\u00e1 quase 10 anos, \u00c9rika Machado \u00e9 uma artista da can\u00e7\u00e3o. Em seu \u00e1lbum de estreia, \u201cNo Cimento\u201d (2006), ela j\u00e1 dava sinais de que a mescla de elementos da m\u00fasica pop com recursos eletr\u00f4nicos poderia render grandes can\u00e7\u00f5es, e, tr\u00eas anos mais tarde, consolidaria o formato com o excelente \u201cBem Me Quer Mal Me Quer\u201d (2009), sacramentando tamb\u00e9m outra caracter\u00edstica marcante de sua m\u00fasica: o formato agridoce das letras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, seis anos depois (ap\u00f3s uma temporada na Europa), \u00c9rika Machado retorna com seu terceiro trabalho, \u201cSuperultramegafluuu\u201d (2015), sua primeira imers\u00e3o direta no universo infantil: \u201cDessa vez queria fazer um disco mais animado onde eu pudesse ficar livre para brincar com as palavras e tamb\u00e9m pudesse exagerar nessa est\u00e9tica colorida e de bonecos que eu curto muito\u201d, ela contra em entrevista por e-mail ao Scream &amp; Yell. O disco est\u00e1 dispon\u00edvel para venda no site <a href=\"http:\/\/www.erikamachado.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.erikamachado.com.br<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como os dois trabalhos anteriores, \u201cSuperultramegafluuu\u201d conta com produ\u00e7\u00e3o de John Ulhoa (Pato Fu) e participa\u00e7\u00e3o do guitarrista Daniel Saavedra, que a acompanhar\u00e1 na turn\u00ea do \u00e1lbum. No papo abaixo, \u00c9rika explica seu processo criativo, fala da predile\u00e7\u00e3o por letras felizes, conta de uma oficina que realizou em Belo Horizonte em 2014 e receita calma: \u201cVamos fazendo uma coisa de cada vez. Primeiro quero colocar o meu bloco na rua e tentar chegar ao maior n\u00famero de pessoas poss\u00edvel e depois logo se v\u00ea!\u201d. Com voc\u00ea, \u00c9rika Machado.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Superultramegafluuu compacto - \u00c9rika Machado\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/o5pCkVJE83E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como o personagem Fluuu surgiu?<\/strong><br \/>\nEu j\u00e1 estava em est\u00fadio gravando e com as 11 m\u00fasicas que pretendia gravar pr\u00e9-produzidas, mas ainda n\u00e3o tinha um nome para o disco, tinha pensado em &#8220;Toda Palavra&#8221; ou &#8220;Pra Variar&#8221;, mas n\u00e3o estava satisfeita com esses nomes, eu queria colocar como t\u00edtulo do disco o nome de alguma m\u00fasica, mas nenhuma delas tinha um nome que eu achasse sensacional para isso. Um dia voltando do est\u00fadio fui falando no carro um monte de nomes que poderiam ser legais, at\u00e9 que me veio na cabe\u00e7a Superultramegafluuu, e na mesma hora j\u00e1 me decidi por ele, mas eu tinha que fazer uma m\u00fasica com esse nome. Estava pensando no astral do disco, e decidi que essa seria a minha palavra m\u00e1gica, cheguei em casa e fiz a m\u00fasica; gravei todas as vozes com os lalal\u00e1s, e os \u00fals montados no melodyne, a\u00ed foi f\u00e1cil, s\u00f3 divers\u00e3o e mids por cima! Mais tarde, quando est\u00e1vamos fazendo as ilustra\u00e7\u00f5es e diagramando o encarte do disco (eu e a Filipa Bastos), come\u00e7amos a chamar o boneco azul de Fluuu, gostamos dele, colocamos o monstro na bolacha e repetimos algumas vezes pelo encarte. O disco foi pra f\u00e1brica e as ideias foram aparecendo, at\u00e9 que a gente resolveu fazer uma pequena hist\u00f3ria em quadrinhos, contando de uma crian\u00e7a que tinha crescido e nesse processo acabou se esquecendo de uma coisa muito preciosa e importante, a crian\u00e7a que havia em seu cora\u00e7\u00e3o&#8230; N\u00f3s ainda estamos construindo muitas hist\u00f3rias para o Fluuu e para seus amigos. No nosso Instagram (<a href=\"https:\/\/instagram.com\/superultramegafluuu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/instagram.com\/superultramegafluuu\/<\/a>) estamos postando \u2013 sempre nas segundas, quartas e sextas \u2013 alguns quadradinhos apresentando toda a turma. Decidimos que todos eles ter\u00e3o poderes m\u00e1gicos (\u00e9 que acreditamos que todas as pessoas tenham um poder tamb\u00e9m).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Temas ligados \u00e0 inf\u00e2ncia j\u00e1 tinham surgido antes no seu trabalho, mas \u201cSuperultramegafluuu\u201d \u00e9 sua primeira imers\u00e3o direta no universo infantil. Como se deu a cria\u00e7\u00e3o do disco?<\/strong><br \/>\nEu tenho uma linguagem muito acess\u00edvel, acho que minhas m\u00fasicas permitem v\u00e1rias camadas de leitura, talvez por isto tenha chamando este p\u00fablico para perto do meu trabalho. Dessa vez queria fazer um disco mais animado onde eu pudesse ficar livre para brincar com as palavras e tamb\u00e9m pudesse exagerar nessa est\u00e9tica colorida e de bonecos que eu curto muito. Sabia tamb\u00e9m que apesar dessa liberdade maior na cria\u00e7\u00e3o, teria que ter muita aten\u00e7\u00e3o (como por exemplo o cuidado com as letras, por exemplo: m\u00fasicas como &#8220;Control Z&#8221; e &#8220;Tioz\u00e3o de Bar&#8221; n\u00e3o poderiam figurar neste \u00e1lbum). Essa coisa de ter muita liberdade por um lado e muita aten\u00e7\u00e3o por outro foi um desafio que me interessou muito. Al\u00e9m disso tudo, eu queria encher ainda mais as m\u00fasicas de barulhinhos divertidos, e considerei que essa gera\u00e7\u00e3o que hoje \u00e9 crian\u00e7a e est\u00e1 sendo formada imersa nessa sonoridade sint\u00e9tica poderia entender muito bem o que eu estava afim de fazer. O p\u00fablico infantil \u00e9 bastante interessante, est\u00e3o sempre dispostos a conhecer o novo, chegam nos shows abertos e sem pr\u00e9-conceitos e nos mostram direitinho o que \u00e9 sinceridade, n\u00e3o fazem car\u00e3o s\u00f3 porque \u00e9 legal gostar disso ou daquilo, chegam pra ver e a resposta \u00e9 imediata, sempre se manifestam, se estiverem gostando ficam at\u00e9 o final com um baita sorriso no rosto, se n\u00e3o gostam, pedem pra ir embora ou logo arranjam coisa melhor para fazer. Considero a crian\u00e7a um ser muito inteligente, apesar da pouca experi\u00eancia, e neste trabalho n\u00e3o queria excluir os adultos e sim incluir os pequeninos, acho que \u00e9 um disco para toda fam\u00edlia. A crian\u00e7a n\u00e3o ouve m\u00fasica sozinha e nem vai ao show sozinha. E tenho que confessar, nunca me diverti tanto fazendo um disco como me diverti com o \u201cSuperultramegafluuu!\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pela terceira vez voc\u00ea tem John Ulhoa cuidando da produ\u00e7\u00e3o. Como \u00e9 t\u00ea-lo como &#8220;padrinho&#8221;?<\/strong><br \/>\nA coisa mais legal do mundo \u00e9 quando uma parceria d\u00e1 certo, o John \u00e9 um grande MESTRE e acabamos nos tornando grandes amigos, ele \u00e9 um artista e um sujeito sensacional! Eu tenho muito apego quando as coisas d\u00e3o certo, al\u00e9m do John tem tamb\u00e9m o Daniel Saavedra que \u00e9 parceiro desde o primeiro disco e que tamb\u00e9m acabou virando um grande amigo, acho muito massa ir montando uma equipe que d\u00e1 certo. Eu sou super f\u00e3 do Pato Fu desde o in\u00edcio da banda e por isso fui atr\u00e1s do John para ele produzir o &#8220;No Cimento&#8221; (o meu primeiro disco). Essa parceria deu t\u00e3o certo que \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o pensar nele como o meu produtor da vida. Al\u00e9m disso, o John me ensinou a mexer no Logic, a tocar guitarra, a cantar melhor, a compor melhor, me ensinou at\u00e9 a andar de skate (eu ainda sou gralha, mas j\u00e1 consigo dar um rol\u00e9). A cada vez que fa\u00e7o um disco com o John, aprendo um colosso de coisas, e tenho ainda muito para aprender. Quando fui gravar no 128 Japs (o est\u00fadio dele em Belo Horizonte) pela primeira vez, tinha umas m\u00fasicas na cabe\u00e7a e mostrei pra ele me acompanhando no viol\u00e3o, e ele me ajudou a terminar algumas delas, e viramos tamb\u00e9m parceiros de composi\u00e7\u00e3o. Nessa \u00e9poca eu mal sabia escolher o tom ideal pra cantar e vendo ele trabalhar (e tamb\u00e9m pelas coisas que ele me explicou) fui evoluindo, e agora no \u201cSuperultramegafluuu\u201d cheguei com as m\u00fasicas pr\u00e9-produzidas, muitas coisas programadas, e at\u00e9 ouso dizer que o meu mestre ficou orgulhoso de mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Seis anos separam\u201d Bem Me Quer Mal Me Quer\u201d de \u201cSuperultramegafluuu\u201d. O que aconteceu neste per\u00edodo?<\/strong><br \/>\nAcho que nem foi tanto tempo assim, lancei o \u201cBem Me Quer\u201d em novembro de 2009, e em outubro de 2010 acabei indo para Portugal para fazer um Mestrado em Cr\u00edtica de Artes e Arquitetura. Foi um per\u00edodo muito legal, fiquei tr\u00eas anos pela Europa, al\u00e9m de Portugal tamb\u00e9m morei em Dublin, na Irlanda. Os dois primeiros anos fiquei estudando e acabei esticando em 2013 por um grande amor, me casei em 2013 e voltei para o Brasil em novembro do mesmo ano. L\u00e1 em Portugal, al\u00e9m de estudar e passear muito (tive oportunidade de tocar em diversos lugares e em diversos pa\u00edses), me aventurei tamb\u00e9m na R\u00e1dio Ruc, onde pude aprender um mont\u00e3o sobre r\u00e1dio, pude participar de diversos programas como apresentadora e tive at\u00e9 um programa s\u00f3 meu chamado &#8220;Pipoca e Chiclete&#8221;, que s\u00f3 tocava m\u00fasica independente brasileira. Em 2014, j\u00e1 de volta no Brasil, desenvolvi um projeto muito legal pela periferia da cidade, mostrando a minha forma de trabalhar como artista auto-produtora e artista pl\u00e1stica. Foi uma experi\u00eancia muito enriquecedora, e ao mesmo tempo estava compondo e pr\u00e9-produzindo o \u201cSuperultramegafluuu\u201d. Resumidamente foi isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acredito que as artes pl\u00e1sticas colaboram para a constru\u00e7\u00e3o do seu trabalho musical. De que maneira ambas dialogam para voc\u00ea?<\/strong><br \/>\nAcho que tudo isso \u00e9 linguagem, e o meu trabalho, apesar de partir da palavra, \u00e9 bastante visual. N\u00e3o consigo separar muito bem uma coisa da outra, e tamb\u00e9m sempre fa\u00e7o a parte visual desse trabalho que \u00e9 vendido como m\u00fasica (encartes, cen\u00e1rio, flyers, etc.), o que acaba misturando ainda mais as coisas. Acho bem legal pensar na parte po\u00e9tica e visual que um trabalho musical envolve, \u00e9 bem interessante pensar no conjunto das coisas, alguns trabalhos podem me surpreender s\u00f3 por algum aspecto, mas quando \u00e9 completo e feito com cuidado, acho muito mais inteiro e potente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como artista independente e auto-produtora de que forma voc\u00ea avalia o mercado fonogr\u00e1fico hoje?<\/strong><br \/>\nVou fazendo as minhas coisas, tenho aqui as minhas avalia\u00e7\u00f5es sobre o mercado fonogr\u00e1fico, sei das dificuldades e facilidades do mundo contempor\u00e2neo, mas, na pr\u00e1tica, vou trabalhando e fazendo o melhor que posso, buscando parceiros e oportunidades para ocupar lugares legais com as minhas ideias. Venho inventando a minha forma de trabalhar e tenho me empenhado em tirar proveito das ferramentas dispon\u00edveis, vou indo no ritmo que consigo fazer bem feito. Tem valido a pena!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea comentou sobre o projeto realizado em 2014, mas eu n\u00e3o o conhecia. Em que consistia?<\/strong><br \/>\nBeeem resumidamente: esse projeto aconteceu nos 15 Centros Culturais da prefeitura de Belo Horizonte, gra\u00e7as a Lei Municipal de Incentivo a Cultura e a UNI BH. Era um projeto de car\u00e1ter social e gratuito que tinha como proposta tr\u00eas oficinas gratuitas com quatro horas de dura\u00e7\u00e3o divididas em tr\u00eas etapas, finalizando com um show aberto a comunidade. O m\u00f3dulo 1 foi sobre \u201cProdu\u00e7\u00e3o\u201d: preparei um esquema e tentei expor todas as etapas importantes para a produ\u00e7\u00e3o do meu show, apresentei o material que eu usava para oferecer o show, meu ryder e meu mapa de palco de som e luz, mostrei como funcionava o Ecad, vimos modelos de autoriza\u00e7\u00f5es (de imagem, de espa\u00e7o p\u00fablico etc.), contratos, planejamento de um show, Leis de Incentivo (mostrei como eu elaborava os meus projetos de Lei de Incentivo e disponibilizei cada um desses projetos tamb\u00e9m). O m\u00f3dulo 2 foi \u201cDivulga\u00e7\u00e3o\u201d: nessa oficina a proposta era criar um flyer para a divulga\u00e7\u00e3o do show (sempre com materiais que a gente tivesse dispon\u00edvel: pano, papel, tesoura, revista, l\u00e1pis de cor ou o que mais a gente achasse pela frente a gente usava e registrava com uma m\u00e1quina fotogr\u00e1fica). Montar uma estrat\u00e9gia de divulga\u00e7\u00e3o, pensar juntos a melhor forma de divulgar em cada uma das comunidades, com cada uma das comunidades, escrever juntos um release bem b\u00e1sico e falar sobre a import\u00e2ncia de uma boa divulga\u00e7\u00e3o, o papel importante da assessoria de imprensa, redes sociais, Crowdfunding. O terceiro m\u00f3dulo foi focado em \u201cCenografia\u201d, e essa foi praticamente uma oficina pr\u00e1tica, com alguns elementos que eu levava e outros que a gente encontrava em cada um dos Centros Culturais. A gente montava o cen\u00e1rio mais legal que a gente conseguia, colocava a ilumina\u00e7\u00e3o mais bonita que dava em cada espa\u00e7o (sempre sem fugir do conceito do meu trabalho, porque afinal mais tarde aconteceria ali um show meu de voz e viol\u00e3o). Assim, no mesmo dia da oficina de cenografia ou um dia depois, acontecia um show gratuito e aberto para a comunidade. Eu queria criar uma oportunidade de troca, e mostrava como eu trabalhava enquanto me apontavam poss\u00edveis falhas e solu\u00e7\u00f5es. A inser\u00e7\u00e3o da comunidade no processo de elabora\u00e7\u00e3o de cada um desses shows foi muito demais, cada oficina foi de um jeito e cada reuni\u00e3o ia pra um lugar diferente, a ideia foi que a gente pudesse trocar experi\u00eancias sobre um tema, a\u00ed tentei mostrar ao m\u00e1ximo a minha experi\u00eancia de acordo com o interesse de cada grupo. Rolaram trocas incr\u00edveis, n\u00e3o s\u00f3 aprendi com eles como pude contar com muita ajuda para a execu\u00e7\u00e3o dos shows, e ainda, v\u00e1rios dos participantes puderam assimilar conceitos b\u00e1sicos para sua auto-produ\u00e7\u00e3o e poder\u00e3o transform\u00e1-los em ferramentas de trabalho para projetos pessoais. Tem fotos nesse blog aqui -&gt; <a href=\"https:\/\/erikamac.wordpress.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/erikamac.wordpress.com<\/a>. Esse projeto foi muito gratificante, fora todas as trocas poss\u00edveis, apresentei o meu trabalho em lugares que ainda n\u00e3o tinha ido e fiz bons amigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em tempos de r\u00e1dios on line e podcasts voc\u00ea aceitaria realizar um programa nestes moldes por aqui?<\/strong><br \/>\nOlha! Claro!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em entrevista recente voc\u00ea afirmou que se pudesse voltar atr\u00e1s n\u00e3o faria mais can\u00e7\u00f5es tristes. Por qu\u00ea?<\/strong><br \/>\nPorque sempre fa\u00e7o m\u00fasica a partir do meu ponto de vista, costumo dizer que tem gente que escreve di\u00e1rios, eu fa\u00e7o can\u00e7\u00f5es. O \u201cBem Me Quer\u201d foi feito em um momento de perdas, havia acabado de perder o meu av\u00f4, que foi uma figura muito importante na minha vida e andava menos alegre que habitualmente. Eu prefiro os momentos felizes e \u00e9 por este motivo que s\u00f3 queria fazer can\u00e7\u00e3o feliz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De fato suas letras s\u00e3o marcadas pela pessoalidade. Como foi a sua inf\u00e2ncia e de que maneira ela contribuiu do universo de \u201cSuperultramegafluuu\u201d?<\/strong><br \/>\nA minha inf\u00e2ncia foi bem legal, as melhores lembran\u00e7as s\u00e3o da casa dos meus av\u00f3s, eu tinha muitos primos, todos com mais ou menos a mesma idade, e o tempo todo a gente inventava brincadeiras. Claro que a minha inf\u00e2ncia tamb\u00e9m influencia no que eu gosto e sou, mas n\u00e3o consigo pensar assim especificamente no que ela tenha contribu\u00eddo para o universo \u201cSuperultramegafluuu\u201d. Tenho algumas lembran\u00e7as musicais da inf\u00e2ncia, acho que ouvi pouca m\u00fasica infantil, al\u00e9m do Bal\u00e3o M\u00e1gico n\u00e3o me lembro de nada feito pra crian\u00e7as que tenha me encantado na inf\u00e2ncia. Eu nasci no mesmo ano que os Saltimbancos, mas fui prestar aten\u00e7\u00e3o bem mais tarde, isso tamb\u00e9m aconteceu com a Arca de No\u00e9. Tenho uma lembran\u00e7a muito forte de ouvir em casa Rite Lee, Jo\u00e3o Gilberto e Elis que dentre as coisas \u00f3timas que minha m\u00e3e ouvia, s\u00e3o as que tenho mais vivas na mem\u00f3ria. Eu tamb\u00e9m me lembro de ouvir no r\u00e1dio Lulu Santos, Guilherme Arantes e Marina Lima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em Superultramegafluuu novamente voc\u00ea aposta numa gama consider\u00e1vel de sonoridades na constru\u00e7\u00e3o do disco, o que provavelmente demanda uma banda de apoio. Quem ir\u00e1 te acompanhar nesta turn\u00ea?<\/strong><br \/>\nEsse disco foi o primeiro que eu pensei no formato da banda antes de gravar o disco. Queria uma banda pequena e power, tr\u00eas pessoas pra circular macio. Ent\u00e3o somos eu (voz, viol\u00f5es, guitarra, controlador e apito), Daniel Saavedra (Guitarra, viol\u00e3o, controlador e vocais) e Richard Neves (Teclados, baixos eletr\u00f4nicos e vocais) mais baterias programadas e barulhinhos na base.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Atualmente projetos como o Pequeno Cidad\u00e3o e o Partimpim tem rendido discos elogiados e conquistado tanto crian\u00e7as quanto adultos. Voc\u00ea j\u00e1 tenciona dar continuidade ao universo constru\u00eddo em \u201cSuperultramegafluuu\u201d?<\/strong><br \/>\nEu adoro os dois projetos, as crian\u00e7as e os pais merecem ter a op\u00e7\u00e3o de consumir m\u00fasica boa. Estamos no in\u00edcio desse trabalho e os shows de lan\u00e7amento ainda n\u00e3o aconteceram, mas j\u00e1 d\u00e1 para perceber que ser\u00e1 um projeto que vai me dar um monte de alegrias. Para mim esse \u00e9 o projeto perfeito, posso abusar nas cores, nos barulhinhos, fazer coisas animadas e divertidas, gastar muito na est\u00e9tica dos bonecos que eu adoro e ainda brincar livremente com as palavras&#8230; Vamos fazendo uma coisa de cada vez, primeiro quero colocar o meu bloco na rua e tentar chegar ao maior n\u00famero de pessoas poss\u00edvel e depois logo se v\u00ea! Mas desejo com muita for\u00e7a uma vida longa a este projeto que tem tornado os meus dias ainda mais felizes.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"VALENDO \u00c9rika Machado - Solita?ria Secreta?ria da Age?ncia de Turismo\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DAoUBXIdfEc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Teaser Superultramegafluuu \u00c9rika Machado\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vxN11BpmCbc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"\u00c9rika Machado - No Cimento [SAF 02\/2009]\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dTF18K5OfOE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"M\u00fasica de Bolso - Fernanda Takai e \u00c9rika Machado - As Coisas\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ThJpx9fLD_E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Bruno Lisboa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@brunorplisboa<\/a>) \u00e9 redator\/colunista do <a href=\"http:\/\/pignes.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pigner<\/a> e do <a href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Poder do Resum\u00e3o<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; \u201cBem Me Quer Mal Me Quer\u201d, de \u00c9rika Machado, \u00e9 um disco suave e pop (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/04\/21\/erica-machado-autoramas-jardim-das-horas\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; John Ulhoa sobre o Pato Fu: \u201cNunca nos encaixamos numa moda&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/12\/10\/john-ulhoa-fala-sobre-o-novo-pato-fu\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Fernanda Takai: \u201cA minha arma \u00e9 o bom humor\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/07\/14\/entrevista-fernanda-takai\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Uma noite mineira em S\u00e3o Paulo: Fernanda Takai e Graveola (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/10\/14\/uma-noite-mineira-em-sao-paulo\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia Comentada: Pato Fu -&gt; a loucura, o sonho e a maturidade (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/07\/26\/discografia-comentada-pato-fu\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Dessa vez queria fazer um disco mais animado onde eu pudesse ficar livre para brincar com as palavras&#8221;, ela conta\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/05\/14\/entrevista-erika-machado\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":54858,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[993,982],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30568"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30568"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30568\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54859,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30568\/revisions\/54859"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54858"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30568"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30568"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30568"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}