{"id":30238,"date":"2015-04-20T10:55:09","date_gmt":"2015-04-20T13:55:09","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=30238"},"modified":"2018-07-04T15:10:54","modified_gmt":"2018-07-04T18:10:54","slug":"discografia-comentada-pin-ups","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/04\/20\/discografia-comentada-pin-ups\/","title":{"rendered":"Discografia comentada: Pin Ups"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-30245\" title=\"pinups\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pinups.jpg\" alt=\"\" width=\"612\" height=\"592\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pinups.jpg 612w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pinups-300x290.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><\/h3>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/richardjalcruz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Richard Cruz<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de virar autor\/organizador de livros (o bem sacado \u201c<a href=\"http:\/\/www.edicoesideal.com\/discoteca-basica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Discoteca B\u00e1sica<\/a>\u201d, lan\u00e7ado no final de 2014, pela Edi\u00e7\u00f5es Ideal) e ao mesmo tempo em que dirigia programas para a MTV Brasil, como o saudoso Lado B, Z\u00e9 Ant\u00f4nio Algodoal dedicava-se a esmerilhar a guitarra no Pin Ups, uma das bandas pioneiras no Pa\u00eds do chamado indie, guitar, shoegazer, ou simplesmente rock independente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Z\u00e9 Ant\u00f4nio foi o \u00fanico a passar por todas as fases da banda, que formou em Santo Andr\u00e9, nos idos de 88, com o vocalista Luiz Gustavo. A ideia inicial dos dois amigos era fazer um som ao estilo da banda inglesa Primitives, mas como n\u00e3o encontraram as meninas certas para os outros instrumentos, acabaram fixando-se como um trio (com o baterista Marcos) e gravando um primeiro disco (em 1990) embebido em noise (\u201cPsychocandy\u201d e \u201cSonic Flower Groove\u201d, nas entrelinhas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s passar por uma fase ac\u00fastica com \u201cGash: a Mellow Project\u201d (1992), que marca a entrada da baixista Al\u00ea Briganti na banda, e lan\u00e7ar um terceiro \u00e1lbum entre a explos\u00e3o do grunge e a febre Green Day no Pa\u00eds (\u00e9poca em que, segundo a baixista, \u201ceram muito metal para os guitar e muito bichas para os hardcore\u201d), o quarteto vive o que o que pra muitos \u00e9 sua melhor fase: a sequ\u00eancia de \u00e1lbuns \u201cJodie Foster\u201d (1995), \u201cLee Marvin\u201d (1998) e \u201cBruce Lee\u201d (1999).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois \u00faltimos \u00e1lbuns (\u201cLee Marvin\u201d e \u201cBruce Lee\u201d), gravados depois da troca de Luiz Gustavo por Al\u00ea Briganti nos vocais e tamb\u00e9m lan\u00e7ados de forma independente, tem uma sonoridade bem mais pop e contam ainda com Eliane na segunda guitarra, al\u00e9m do excelente baterista Flavio, que depois tamb\u00e9m assumiu as baquetas no Forgotten Boys e em v\u00e1rias outras bandas do underground paulistano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerados \u201c\u00e0 frente de seu tempo\u201d por parte da cr\u00edtica e \u201cmera c\u00f3pia de som de gringo\u201d por outra parcela, a banda at\u00e9 hoje \u00e9 refer\u00eancia de um tipo de som que, no Brasil, se convencionou chamar de rock alternativo. Nunca fizeram sucesso, mas s\u00e3o respeitados e hoje integram uma lista de boas bandas muito faladas e discutidas, mas pouco ouvidas. Para mudar sutilmente esse cen\u00e1rio, conhe\u00e7a todos os \u00e1lbuns do Pin Ups abaixo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-30244 aligncenter\" style=\"font-family: 'Source Sans Pro', sans-serif; font-size: 1.6rem; font-style: inherit; font-weight: inherit;\" title=\"pinups0\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pinups0.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cTime Will Burn\u201d (1990, Stiletto)<\/strong><\/h2>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JHpIvz1RD5A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro \u00e1lbum da banda, que s\u00f3 foi lan\u00e7ado em vinil, \u00e9 considerado at\u00e9 hoje como um dos marcos da cena alternativa nacional do final dos anos 80\/come\u00e7o dos 90. Lan\u00e7ado pelo selo londrino Stilleto, que havia chegado ao Brasil em 1987 (e feito parcerias de distribui\u00e7\u00e3o primeiro com a BMG\/Ariola e depois Sony Music) e queria uma banda brasileira para figurar em seu cat\u00e1logo de lan\u00e7amentos ao lado de Joy Division, My Bloody Valentine, The Fall e A Certain Ratio (e, ok, Information Society), entre outros, o disco, produzido por Thomas Pappon (do Fellini, outra important\u00edssima banda independente brasileira), n\u00e3o tem uma sonoridade digna das m\u00fasicas da banda. Apesar das dificuldades t\u00e9cnicas, o vocal enterrado na mixagem (de prop\u00f3sito), o baix\u00e3o proeminente e a bateria \u201cburra\u201d do disco geraram p\u00e9rolas s\u00f4nicas (\u201cSo High\u201d) e stoogeanas (\u201cThe Groove\u201d). A influ\u00eancia do Jesus and Mary Chain \u00e9 sentida principalmente nas faixas mais cadenciadas como \u201cThousand Times\u201d e \u201cHard to Fall\u201d, cujo bumbo remete diretamente a \u201cJust Like Honey\u201d. Mas \u00e9 em \u201cKill Myself\u201d que a banda j\u00e1 mostra estar antenada com o som garageiro americano e a tem\u00e1tica que alguns anos depois conquistaria o mundo sob a alcunha de \u201cgrunge\u201d. A capa do disco poderia ser confundida com qualquer lan\u00e7amento da Creation na \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Ou\u00e7a: \u201cSo High\u201d, \u201cKill Myself\u201d, \u201cLoose\u201d e \u201cHard to Fall\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">********<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-30243 aligncenter\" style=\"font-family: 'Source Sans Pro', sans-serif; font-size: 1.6rem; font-style: inherit; font-weight: inherit;\" title=\"pinups1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pinups1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Gash: a Mellow Project by Pin Ups (1992, Zoyd Discos)<\/strong><\/h2>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YANI6HHwhL4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, em 1992, quando outras agremia\u00e7\u00f5es indie nacionais alcan\u00e7aram o Pin Ups de dois anos antes e come\u00e7aram a fazer barulho (culpa do tal \u201crock de Seattle\u201d), a banda decidiu gravar um projeto (semi) ac\u00fastico. Escancarando de vez o desejo de ser Jesus (and Mary Chain), o vocalista Luiz Gustavo soa, em grande parte das faixas, como um Lou Reed com sotaque de Santo Andr\u00e9. Para a cr\u00edtica, o Pin Ups deixou de ser o leg\u00edtimo representante do rock independente paulista para ser s\u00f3 \u201cmais um entre os m\u00faltiplos filhotes bastardos do Velvet Underground\u201d, como castigou uma resenha da revista Bizz na \u00e9poca do lan\u00e7amento. Mesmo sendo uma p\u00e9rola menor na discografia da banda, as guitarras circulares de \u201cStill Kiss\u201d e \u201cMost of the Time\u201d, o tecladinho suave de \u201cLife\u00b4s Gonna Hit\u201d e a sonoridade slowdiveana de \u201cOpen Wide\u201d merecem uma audi\u00e7\u00e3o mais cuidadosa. O disco termina com um cover de \u201cA Day in the Life\u201d, dos Beatles, que tem o m\u00e9rito de introduzir a baixista Al\u00ea Briganti no vocal principal. O problema \u00e9 que existem m\u00fasicas cujas regrava\u00e7\u00f5es deveriam ser proibidas. E essa definitivamente \u00e9 uma delas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Ou\u00e7a: \u201cLife\u00b4s gonna hit\u201d, \u201cOpen Wide\u201d e \u201cCandle\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">********<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-30242\" style=\"font-size: 1.6rem; font-style: inherit; font-weight: inherit;\" title=\"pinups2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pinups2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Scrabby! ( 1993, Devil Discos)<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hk_EpU3hyHg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano seguinte, j\u00e1 devidamente cheios de Nirvana, Sonic Youth e (ainda) Stooges na cabe\u00e7a, o Pin Ups colocou Jo\u00e3o Gordo (ele mesmo, ent\u00e3o namorado da baixista Al\u00ea) pra apertar e girar os bot\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o. Com um cara entendido de som pesado no comando, o resultado foi um disco, digamos, abrasivo. O baixo foi mixado mais alto que em todos os outros \u00e1lbuns da banda e as guitarras soam mais estridentes. Mas a impress\u00e3o \u00e9 que tudo est\u00e1 em seu devido lugar e que a banda finalmente conseguiu colocar em vinil as ideias que tinha desde o primeiro disco. Uma pitada de Pixies aqui (\u201cLet me Down\u201d), outra de experimentalismo ali (\u201cWay\u201d), com direito at\u00e9 a hitzinho indie de MTV (\u201cGoing On\u201d tocou muito no Lado B). Mesmo em meio a tanta barulheira, os backings de Al\u00ea ganharam destaque. Um bom exemplo \u00e9 \u201cYou Hurt\u201d, que ainda conta com um wah wah matador na guitarra. A banda continuou insistindo nos covers, nesse caso acelerando \u201cEvisceration\u201d da companheira de estrada Killing Chainsaw (de Piracicaba, interior de S\u00e3o Paulo). S\u00f3 que (mais uma vez) soou aqu\u00e9m do original.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Ou\u00e7a: \u201cGoing On\u201d, \u201cCrack\u201d, \u201cLet me Down\u201d, \u201cYou Hurt\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">********<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-30241\" style=\"font-size: 1.6rem; font-style: inherit; font-weight: inherit;\" title=\"pinups3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pinups3.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"205\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Jodie Foster (1995, Devil Discos)<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sFgpI_iNRyU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As microfonias da vinheta de abertura do disco n\u00e3o est\u00e3o l\u00e1 de enfeite (tanto que elas tamb\u00e9m o encerram), mas \u201cJodie Foster\u201d pega fogo mesmo a partir da terceira faixa, \u201cFeel Strange\u201d. Com um dos melhores riffs da carreira da banda, as guitarras est\u00e3o sobrepostas a um vocal que mostrava sinais de evolu\u00e7\u00e3o e havia finalmente sa\u00eddo da sombra de Lou Reed. A sonoridade do disco est\u00e1 impregnada pela influ\u00eancia das guitar bands norte-americanas (\u201cConfusion\u201d soa como um Rocket from the Crypt sem os metais, \u201cTV Set\u201d lembra \u201cRadio Friendly Unit Shifter\u201d do Nirvana e \u201cStabbin\u201d \u00e9 um quase hardcore). \u201cWitkin\u201d, cantada de maneira suave pela baixista, ficou meio deslocada do resto do \u00e1lbum, e talvez devesse ter sido guardada pro seguinte, \u201cLee Marvin\u201d. Mas a faixa j\u00e1 mostrava qual seria o mote a partir dali: o vocalista Luiz Gustavo foi se dedicar \u00e0 carreira de (talentoso) cartunista, deixando o microfone livre pra Al\u00ea Briganti levar o Pin Ups pra um direcionamento mais acess\u00edvel. O disco ainda tem um cover dos onipresentes Jesus and Mary Chain (\u201cIn a Hole\u201d), que retirou totalmente a atmosfera bubblegum do original e \u00e9 um dos \u00fanicos deslizes do disco. Tanto que nem vale a pena fazer brincadeirinha com o nome da faixa (ops).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Ou\u00e7a: \u201cWitkin\u201d, \u201cFeel Strange\u201d, \u201cConfusion\u201d, \u201cStabbin\u201d, \u201cFifty one\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">********<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-30240 aligncenter\" style=\"font-size: 1.6rem; font-style: inherit; font-weight: inherit;\" title=\"pinups4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pinups4.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Lee Marvin (1998, Spicy Records)<\/strong><\/h2>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JDkAwVXZNDI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As mudan\u00e7as j\u00e1 s\u00e3o sentidas nos primeiros segundos de \u201cWeather\u201d, que abre o disco. No lugar da barulheira infernal e dos vocais gritados, os acordes dedilhados e a voz suave, quase sussurrada de Al\u00ea. A partir da segunda faixa, \u201cIt\u2019s Your Turn\u201d, o tom muda para um bubblegum (segundo a pr\u00f3pria baixista, em entrevista na \u00e9poca) en\u00e9rgico e redondinho, que predominaria no resto das m\u00fasicas. Saem as refer\u00eancias noise e entram bandas como Weezer, Nada Surf, Foo Fighters e Elastica. O que j\u00e1 se antecipava em uma faixa do disco anterior se concretizou no single de \u201cGuts\u201d, que, antes de figurar aqui, havia sido lan\u00e7ado em um compacto de vinil amarelo pela Fishy Records, dois anos antes. O vocal, finalmente intelig\u00edvel, permite ao ouvinte perceber que a letras largaram a depr\u00ea dos primeiros discos para mostrar um lado mais sens\u00edvel e feminino (mas n\u00e3o feminista), ainda que por vezes sarc\u00e1stico (caso de \u201cIt\u00b4s Your Turn\u201d, que parece sacanear um ex-namorado). Em \u201cLee Marvin\u201d, a \u201cgrande pequena banda do indie rock brasileiro\u201d completava 10 anos, tornava-se queridinha da imprensa rocker mais descolada (Folhateen, Dynamite e Rock Press) e at\u00e9 da sisuda Bizz, que se rasgou em elogios ao disco. A produ\u00e7\u00e3o ficou a cargo de Z\u00e9 Ant\u00f4nio, titular do instrumento, que deixou as guitarras melodiosas e rascantes na medida certa. A bateria \u00e9 um caso \u00e0 parte, indo da suavidade de \u201cWeather\u201d \u00e0 velocidade de \u201cPutting things together\u201d e passando pelas viradas certeiras de \u201cYou Shouldn\u2019t Go Away\u201d. A banda n\u00e3o erra nem no cover da vez: acelerou uma faixa desconhecida do Police (\u201cIt&#8217;s Alright For You\u201d) e produziu uma faixa que \u201cnum mundo ideal estouraria nas r\u00e1dios rock\u201d, segundo a resenha do disco no Estad\u00e3o \u2013 h\u00e1 ainda outro cover no disco, \u201cFrontwards\u201d, do Pavement. Um disco perfeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Ou\u00e7a: o disco inteiro, de cabo a rabo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">********<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-30239\" title=\"pinups5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pinups5.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"171\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Bruce Lee (1999, Short Records)<\/strong><\/h2>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9jS-UCX8vFE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo soando mais pop, o Pin Ups ainda mantinha firmes as ra\u00edzes indie. E nada mais indie do que enfiar um show ac\u00fastico inteiro numa faixa de 35 minutos, sem colocar nomes de m\u00fasicas no encarte, e disfar\u00e7a-lo dentro de uma \u201cquase\u201d EP, que ainda conta com duas in\u00e9ditas e uma vinhetinha indiana (chata). As duas de est\u00fadio est\u00e3o entre as melhores coisas feitas pelo grupo. \u201cTo All Our Friends\u201d tem guitarras a la Weezer e ganhou destaque no Lado B da MTV em uma vers\u00e3o ao vivo enquanto o t\u00edtulo de \u201cGrowing Up\u201d j\u00e1 entrega o que vai se ouvir: uma banda mais madura, mel\u00f3dica e cuidadosa com os arranjos. A dita maturidade se confirma na quarta faixa, grafada na contra capa como 12.12.98 (o dia em que foi gravada), que traz a tal apresenta\u00e7\u00e3o desplugada. M\u00fasicas da primeira fase (como \u201cCrack\u201d e \u201cGoing On\u201d, do noise \u201cScrabby?\u201d) aparecem com melodias antes inexistentes e foram suavizadas pra n\u00e3o fazer feio ao lado das do disco anterior (\u201cIt\u2019s Your Turn\u201d e \u201cLoneliness\u201d, devidamente levadas no bong\u00f4). A banda ainda tratou de escancarar de vez o que estava ouvindo naquela \u00e9poca, por meio de covers de Rocket from The Crypt, Superchunk e Beatles, al\u00e9m de uma improv\u00e1vel vers\u00e3o de \u201cThe Model\u201d, do Kraftwerk. O disco termina com \u201c You Shouldn\u2019t go Away\u201d, e a sensa\u00e7\u00e3o que fica \u00e9 que ele realmente n\u00e3o deveriam ter ido embora. Pelo menos, n\u00e3o sem antes gravar mais alguns disquinhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Ou\u00e7a : o disco inteiro.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xGP7QhA4FLA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oVQVktPgg-4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gBJuHWKX9lo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Ramones, por Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/01\/01\/discografia-comentada-ramones\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: The Clash, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/16\/discografia-comentada-the-clash\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Sin\u00e9ad O\u2019Connor, por Renan Guerra (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/07\/08\/discografia-comentada-sinead-oconnor\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Babasonicos, por Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/13\/discografia-comentada-babasonicos\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Suede, por Eduardo Palandi (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/15\/discografia-comentada-suede\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Alanis Morissette, por Renata Arruda (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/13\/discografia-comentada-alanis-morissette\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Pato Fu, por Tiago Agostini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/07\/26\/discografia-comentada-pato-fu\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Mogwai, por Elson Barbosa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/09\/discografia-comentada-mogwai\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Wander Wildner, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/06\/discografia-comentada-wander-wildner\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Foo Fighters, por Tomaz de Alvarenga (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/discografia-comentada-foo-fighters\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Morrissey, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/21\/discografia-comentada-morrissey\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Bob Dylan, por Gabriel Innocentini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/discografia-comentada-bob-dylan-parte-1\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Paul McCartney, por Wilson Farina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2011\/06\/22\/discografia-comentada-paul-mccartney\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Elvis Costello, por Marco Antonio Bart (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/09\/20\/discografia-comentada-elvis-costello\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Echo and The Bunnymen, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/2009\/06\/11\/discografia-comentada-echo-the-bunnymen\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: The Cure, por Samuel Martins (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/04\/03\/2010\/11\/09\/2010\/09\/20\/2009\/04\/23\/discografia-comentada-the-cure\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Leonard Cohen, por Julio Costello (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/leonardcohen.html\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Midnight Oil, por Leonardo Vinhas (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/midnightoil_discografia.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Discografia comentada: Nick Cave, por Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/04\/discografia-comentada-nick-cave\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Considerados \u201c\u00e0 frente de seu tempo\u201d pelaa cr\u00edtica, a banda \u00e9 refer\u00eancia do que se convencionou chamar rock alternativo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/04\/20\/discografia-comentada-pin-ups\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[870],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30238"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30238"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30238\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":48096,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30238\/revisions\/48096"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30238"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30238"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30238"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}