{"id":30227,"date":"2015-04-18T08:39:20","date_gmt":"2015-04-18T11:39:20","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=30227"},"modified":"2016-09-04T13:41:15","modified_gmt":"2016-09-04T16:41:15","slug":"entrevista-cicero-lins-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/04\/18\/entrevista-cicero-lins-2\/","title":{"rendered":"Entrevista: C\u00edcero Lins"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-30228\" title=\"cicero1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/cicero1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/cicero1.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/cicero1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por <\/strong><a href=\"https:\/\/twitter.com\/marquinhozp\" target=\"_blank\"><strong>Marcos Paulino<\/strong><\/a><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de duas turn\u00eas pelo Brasil e pela Europa para apresentar os discos \u201cCan\u00e7\u00f5es de Apartamento\u201d (2011) e \u201cS\u00e1bado\u201d (2013), e um projeto com Wado, Momo e m\u00fasicos portugueses (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2014\/05\/28\/download-o-clube-e-cesar-lacerda\/\" target=\"_blank\">O Clube<\/a>), C\u00edcero reaparece ap\u00f3s dois anos com seu terceiro \u00e1lbum solo, \u201cA Praia\u201d, novamente compondo, produzindo (ao lado de Bruno Schulz) e conduzindo os arranjos de todas as 10 faixas, em que se divide entre viol\u00e3o, guitarra, baixo e \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00fasico carioca de 28 anos mora desde o final de 2014 em S\u00e3o Paulo, onde escreveu todas as letras do novo disco, e a mudan\u00e7a de ares influenciou diretamente o repert\u00f3rio de \u201cA Praia\u201d: \u201cNo Rio, voc\u00ea n\u00e3o tem a no\u00e7\u00e3o de quanta diferen\u00e7a faz morar longe do mar\u201d, explica o compositor, que, em conversa com o PLUG, parceiro do Scream &amp; Yell, avalia que este terceiro \u00e1lbum \u00e9 seu disco \u201cmais solar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da mudan\u00e7a geogr\u00e1fica, C\u00edcero segue acompanhado pelo fiel parceiro Bruno Schulz (piano, acordeom, casiotone) e por Uir\u00e1 Bueno (bateria, zambumba e ganz\u00e1). A cantora Luiza Mayall, que havia participado do \u00e1lbum anterior, tamb\u00e9m colabora com &#8220;A Praia&#8221; cantando \u201cCec\u00edlia &amp; a M\u00e1quina\u201d. Assim como os discos anteriores, o novo \u00e1lbum tamb\u00e9m est\u00e1 dispon\u00edvel para download gratuitamente no <a href=\"http:\/\/www.cicero.net.br\" target=\"_blank\">www.cicero.net.br<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEste disco tem menos viol\u00e3o e mais guitarra, tem instrumentos novos, enfim, tem outra forma de resolver arranjos\u201d, conta C\u00edcero, que ainda fala sobre a mudan\u00e7a de cidade, a nova MPB e a necessidade de entender a atual realidade do mercado fonogr\u00e1fico.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/kZN8Mch2AZs\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/kZN8Mch2AZs\" \/><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea est\u00e1 morando h\u00e1 alguns meses em S\u00e3o Paulo. Voc\u00ea comp\u00f4s as m\u00fasicas deste disco antes ou depois de se mudar?<\/strong><br \/>\nAs letras foram feitas quase todas em S\u00e3o Paulo; as melodias e as harmonias, no \u00faltimo ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Interessante que voc\u00ea lan\u00e7ou \u201cA Praia\u201d justamente quando foi morar numa cidade que n\u00e3o tem uma. Os novos ares j\u00e1 influenciaram seu trabalho?<\/strong><br \/>\nNa verdade, teve a ver com o lance de eu perceber a diferen\u00e7a de ficar perto ou longe do mar. No Rio, voc\u00ea n\u00e3o tem a no\u00e7\u00e3o de quanta diferen\u00e7a faz morar longe do mar. Tem a ver tamb\u00e9m com a nova postura de vida que tenho, de encarar as coisas mais com o astral da praia e menos com o astral do disco anterior, que era mais pesado, mais denso. Este disco \u00e9 mais solar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apesar disso, \u00e9 poss\u00edvel perceber guitarras mais pesadas no disco novo, \u00e0s vezes at\u00e9 quebrando um pouco o clima das m\u00fasicas. O que voc\u00ea acha dessa an\u00e1lise?<\/strong><br \/>\nAcho que \u00e9 isso mesmo. A cada disco, tento ir numa dire\u00e7\u00e3o diferente da que fui no anterior, pra n\u00e3o ficar repetitivo. Este disco tem menos viol\u00e3o e mais guitarra, tem instrumentos novos, enfim, tem outra forma de resolver arranjos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que \u00e9 o mesmo cara fazendo, ent\u00e3o tem afinidades em alguns aspectos com os outros discos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>M\u00fasicos normalmente n\u00e3o gostam de r\u00f3tulos, mas h\u00e1 quem junte voc\u00ea e outros nomes da gera\u00e7\u00e3o mais recente sob o r\u00f3tulo de \u201cnova m\u00fasica brasileira\u201d. Voc\u00ea concorda?<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma nova gera\u00e7\u00e3o, da qual fa\u00e7o parte, que tem gente fazendo m\u00fasica, cinema, medicina etc. Mas essa hist\u00f3ria de nova MPB ou nova m\u00fasica brasileira me deixa um pouco ressabiado, porque o novo implica o velho. H\u00e1 discos de MPB dos anos 60 ou 70 que s\u00e3o revolucion\u00e1rios e modernos at\u00e9 hoje. N\u00e3o sei se nova MPB \u00e9 uma coisa justa com a MPB. Se \u00e9 pra definir meu som, prefiro s\u00f3 MPB, porque de fato \u00e9 m\u00fasica popular brasileira, j\u00e1 que n\u00e3o fa\u00e7o m\u00fasica erudita nem em ingl\u00eas. Como somos mais jovens, ouvimos outros discos, ent\u00e3o tem sempre uma novidade est\u00e9tica acontecendo, mas a c\u00e9lula-m\u00e3e da MPB \u00e9 a mesma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas apesar do \u201cP\u201d de popular, a m\u00fasica que voc\u00ea faz tem alcance limitado, porque n\u00e3o toca nas r\u00e1dios comerciais.<\/strong><br \/>\nHoje quase todo mundo est\u00e1 conectado na internet, e acho que isso vai repopularizar a m\u00fasica brasileira, assim como vai popularizar v\u00e1rios outros tipos de m\u00fasica. A chave da porta do grande p\u00fablico estava na m\u00e3o da ind\u00fastria at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s. Havia guardi\u00f5es desse acesso. Isso est\u00e1 acabando. O que toca no r\u00e1dio ou na televis\u00e3o hoje est\u00e1 em igualdade de condi\u00e7\u00f5es com o que est\u00e1 tocando no iPod do garoto que baixou na internet. Esse processo \u00e9 irrevers\u00edvel. S\u00f3 vai aumentar o n\u00famero de pessoas conectadas e naturalmente elas v\u00e3o procurar aquilo que querem ouvir, e n\u00e3o v\u00e3o ficar mais em cima s\u00f3 daquilo que est\u00e1 tocando em todos os lugares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Isso pressup\u00f5e um outro lado, de que os m\u00fasicos t\u00eam que encontrar outras maneiras de viver do seu trabalho, j\u00e1 que a venda de CDs caiu muito. Voc\u00ea, que disponibiliza seus discos gratuitamente na internet, concorda que o CD virou quase que uma pe\u00e7a de propaganda apenas?<\/strong><br \/>\nAcho que sim. \u00c9 preciso entender as novas caracter\u00edsticas do nosso tempo. A quest\u00e3o nem \u00e9 a venda de CD, mas \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao dinheiro em si, pagar pra ouvir um disco ou pra ver um filme ou pra ler um livro. Hoje o cara gasta milh\u00f5es pra fazer um filme e uma semana depois est\u00e1 no YouTube. Vai pagar quem quer pagar. Mas acho que as pessoas continuam querendo comprar discos e ir a shows, desde que gostem das m\u00fasicas. Antes, as pessoas tamb\u00e9m queriam comprar discos e ir a shows das m\u00fasicas das quais gostavam, mas s\u00f3 tinham acesso a elas atrav\u00e9s do r\u00e1dio e da televis\u00e3o. O leque de possibilidades era muito menor. Hoje, a pessoa gosta de muitas m\u00fasicas de muitos artistas diferentes. Voc\u00ea s\u00f3 consegue vender um milh\u00e3o de discos se fizer uma m\u00fasica que fale com um milh\u00e3o de pessoas de forma \u00edntima. Todo mundo que fala com uma quantidade de pessoas, mesmo que sejam pouqu\u00edssimas, mas que tem um trabalho \u00fanico, deveria ter a oportunidade de viver de m\u00fasica. Particularmente, vejo a m\u00fasica voltando pra um status de trabalho nobre e comum. A imagem do superstar, do popstar, do astro, do her\u00f3i, do \u00eddolo n\u00e3o vai condizer mais com a realidade. A\u00ed sim v\u00e3o acreditar mais na import\u00e2ncia de comprar o disco, de pagar ingresso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Antes, o artista tinha a preocupa\u00e7\u00e3o de ter pelo menos um hit por disco pra poder vender. Voc\u00ea acredita que hoje, como as pessoas podem baixar s\u00f3 as m\u00fasicas que querem ouvir, n\u00e3o \u00e9 mais preciso disso? Isso acaba dando ao artista at\u00e9 mais liberdade pra fazer um disco, tendo chance de fazer um trabalho mais coeso, em que as m\u00fasicas se inter-relacionem?<\/strong><br \/>\nAcho, acredito e milito nisso. [Risos] Mas o movimento global vai na contram\u00e3o disso. As pessoas conseguem cada vez menos prestar aten\u00e7\u00e3o em alguma coisa. O que tento fazer \u00e9 puxar o neg\u00f3cio pro ritual\u00edstico, fazer um disco que prenda pelo menos meia hora de aten\u00e7\u00e3o numa coisa s\u00f3. N\u00e3o cabe \u00e0 gente exigir que as pessoas gostem de tudo, mas quando concebo um disco penso nele inteiro, inclusive com m\u00fasicas de passagem. Mas sabendo que uma ou outra m\u00fasica vai se destacar no gosto das pessoas e elas v\u00e3o ouvir s\u00f3 essa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quando o Michel Tel\u00f3 toca no exterior, o que atrai as pessoas \u00e9 o ritmo, n\u00e3o importa se o portugu\u00eas \u00e9 uma l\u00edngua pouqu\u00edssimo falada. No seu caso, em que a letra \u00e9 essencial, como \u00e9 a recep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico que n\u00e3o entende portugu\u00eas?<\/strong><br \/>\nDepende do lugar. Em Portugal, que \u00e9 onde mais fui, tem a identifica\u00e7\u00e3o com o texto. Eles t\u00eam orgulho da l\u00edngua deles, ent\u00e3o t\u00eam uma simpatia natural pela m\u00fasica brasileira. Nos outros lugares, eles v\u00e3o pelo perfume, como a gente faz com a m\u00fasica americana. Pela melodia, pela cad\u00eancia, pelo arranjo. A m\u00fasica n\u00e3o vai no consciente, vai no inconsciente. Nesse aspecto, a m\u00fasica brasileira vai bem, porque \u00e9 uma das mais ricas em contorno, ritmo, harmonia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que voc\u00ea est\u00e1 programando em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 turn\u00ea de \u201cA Praia\u201d?<\/strong><br \/>\nA ideia \u00e9 tocar em todas as capitais e ir entrando pro interior.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object width=\"600\" height=\"340\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/bq8L8OWzkeo\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/bq8L8OWzkeo\" \/><\/object><\/p>\n<p>&#8211; Marcos Paulino \u00e9 jornalista e editor do caderno\u00a0<a href=\"http:\/\/www.mundoplug.com.br\/\" target=\"_blank\">Plug<\/a>, do jornal\u00a0<a href=\"http:\/\/www.gazetadelimeira.com.br\/\" target=\"_blank\">Gazeta de Limeira<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; &#8220;Projeto Visto 2&#8243;: Ana Claudia grava vers\u00e3o de Jo\u00e3o e o P\u00e9 de Feij\u00e3o&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/12\/14\/download-projeto-visto-2\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Ser\u00e1 que C\u00edcero tem estofo para se diferenciar da turba? 2015 promete (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/11\/18\/cicero-entre-a-critica-e-o-fa-clube\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; C\u00edcero se une a Wado, Momo e Fred Ferreira no projeto O Clube. Baixe (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2014\/05\/28\/download-o-clube-e-cesar-lacerda\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cCom seu segundo disco, C\u00edcero fez de s\u00e1bado um dia ruim\u201d, por Jorge Wagner (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/02\/lancamento-sabado-de-cicero\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Entrevista: \u201cCan\u00e7\u00f5es de Apartamento\u201d \u00e9 a forma como vejo o mundo, diz C\u00edcero (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/06\/29\/entrevista-cicero-lins\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cCan\u00e7\u00f5es de Apartamento\u201d entre os 25 melhores discos nacionais de 2011 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/01\/22\/os-50-discos-mais-votados-em-2011\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Wado: \u201cMoMo e C\u00edcero estiveram muito presentes na grava\u00e7\u00e3o de Vazio Tropical\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/08\/wado-e-o-vazio-tropical\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; C\u00edcero participa do show de lan\u00e7amento de \u201cVazio Tropical\u201d, de Wado, em SP (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/07\/22\/wado-lanca-vazio-tropical-em-sp\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Essa hist\u00f3ria de nova MPB ou nova m\u00fasica brasileira me deixa um pouco ressabiado, porque o novo implica o velho&#8221;, diz C\u00edcero\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/04\/18\/entrevista-cicero-lins-2\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1040],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30227"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30227"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30227\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39824,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30227\/revisions\/39824"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30227"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30227"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30227"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}